Uma Reflexão de Base Cristã

Uma Reflexão de Base Cristã

Uma Reflexão de Base Cristã

No novo testamento procuramos as palavras atribuídas a Jesus. Segundo Paulo: “mas, quem conhece o Senhor? Porém todos nós podemos dispor da Mente de Cristo”. Mente é o instrumento que a inteligência usa para fazer seus enfoques. Os enfoques subjetivos de Jesus estão expressos em suas palavras objetivas.

Segundo os evangelhos, dois espíritos movem os homens a cada momento: O espírito da Verdade e o espírito da Falsidade. Pelo Espírito da Verdade observamos que o indivíduo deve ser Justo e Reto para preservação da integridade moral e ética, podendo ser Hábil e Prudente para preservação da integridade física. O espírito da Falsidade sempre é acompanhado da hipocrisia, da soberba espiritual, da inveja e outros atributos afins. Espírito é sinônimo de Consciência e representa a energia mãe.

Deus é uma Consciência, Onipresente, portanto Onisciente. Somos criados a imagem e semelhança de Deus. Somos uma Consciência. Nossa Consciência é filha do Altíssimo e dispõe de um corpo físico no Espaço-Tempo constituindo um ser humano. “Como homens morrerão.” O físico se desfaz, a Consciência como energia permanece. Enquanto homem, nossa Consciência, criada a imagem e semelhança do Altíssimo, é trina. A Trindade se manifesta em nós pelos três aspectos de nossa Consciência. É como uma central atuando com três aspectos.

Um aspecto cuida do que é lógico razoável e provável. Do que seja equilibrado e de bom senso nas atitudes, palavras e ações. É o aspecto da Consciência que pode manifestar a presença de “um espírito santo”, e que permite que o indivíduo se comunique com o ambiente, e colha todo tipo de informações. É o Consciente voltado para o exterior, com atenção, analisando se as informações recebidas verbalmente são lógicas, razoáveis e prováveis. É o Consciente que também pode estar voltado para o Interior, ordenando as ideias, analisando e questionando introspectivamente.

O segundo aspecto da consciência é evidente quando o enfoque mental da consciência se dá de modo introspectivo. É quando a consciência trabalha com as informações recebidas e armazenadas no banco de memória do cérebro. Nossa consciência de início procura organizar as informações, ordenar as ideias. Depois trabalhamos conscientemente para analisar os tipos de arranjo das idéias para produzir pensamentos lógicos. É quando surgem as dúvidas e os questionamentos. Sempre buscamos uma compreensão. O nível de compreensão depende do entendimento. O nível de compreensão afeta a percepção e esta afeta a central de consciência. É sumamente importante entender, depois apreender e então compreender bem. Não pode haver perfeita compreensão sem reflexão. Percebemos claramente quando quem pretende ensinar não está seguro de sua própria compreensão. Assim há diferentes níveis de compreensão e consequentemente de percepção. Dificilmente há duas pessoas com o mesmo nível de consciência diante dos diferentes níveis de informação.

O terceiro aspecto da consciência é aquele que permite que o indivíduo tenha acesso à dimensão do Além do espaço-tempo do mundo físico e a  fórmula evangélica para atravessar o portal da percepção no espaço-tempo é dada pelo enfoque mental de Jesus quando recomenda: – “vivei em oração”.

A oração sendo introspectiva e “em secreto ao Pai” permite que o primeiro aspecto da consciência (consciente) se integre com o segundo aspecto da consciência (subconsciente) e ultrapassando as barreiras do mesmo se integre com o terceiro aspecto da consciência (supraconsciente). É como se houvesse três Eus em um. O “Self” é trino. Quando o consciente se integra com o Superconsciente, “o Pai em mim opera suas obras” e há manifestação do Espírito Paternal de modo consciente. Há as ações que demonstram isso, como as sugeridas no Evangelho de João, 14, v. 12 a 17, mais o 21.

O que impede a integração do Self são os pecados, os quais ficam impressos no subconsciente produzindo seus efeitos.  Por essa razão Jesus começa recomendando:- “orai pelos vossos inimigos”. Na oração do Pai nosso encontramos:- “perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos nossos ofensores”. Finaliza com a regra áurea:- “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Quem ama o próximo não ofende, não injuria nem prejudica, pois esses são os pecados contra o próximo. Quem obedece a essa regra, além de ter a consciência limpa para a integração do Self, não sofre o stress produzido pelo remorso.

Outra fonte de stress é posicionar-se e defender publicamente suas ideias, cobrando dos demais companheiros atitudes e ações e depois, na intimidade, agir de modo diverso daquele que prega, ou, professa. É como faz o cidadão que joga baralho consigo mesmo, diante de um espelho e esconde o Az nas costas. O stress resultante é evidente nos cabelos brancos precoces, no coração fraco e muitas vezes no desequilíbrio mental evidenciado nos estados depressivos.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

 

Postado em : Religiosos

2 Comentários


    • Sandra
    • junho 19, 2016
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    Eu AMO seus textos. Leio todos. Obrigada por compartilhar tantas coisas conosco. Bjo

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • junho 19, 2016
      • Responder
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