A Filosofia e as Religiões na Linha do Tempo

A Filosofia e as Religiões na Linha do Tempo

A Filosofia e as Religiões na Linha do Tempo

Prezados companheiros na busca do conhecimento.

Atendendo alguns questionamentos, esclarecemos:

Ter consciência é receber uma informação, decodificá-la, perceber o significado da informação e, entende-la. Entender é mostrar que se percebeu o significado lógico da informação.

Toda informação é passada sob uma perspectiva. Se para uma mesma informação mudamos a perspectiva, podemos mudar o significado lógico da mesma e assim mudar o entendimento e a compreensão.

Mudando o entendimento pela mudança de perspectiva, mudamos a compreensão e naturalmente mudamos o rumo da percepção e o modo de conscientização.

Todas as pessoas nascem com instintos e com reflexos inatos. Ao tomar conhecimento do ambiente recebem informações, primeiro auditivas, depois as visuais relativas a quem as cuida e como cuida. Iniciam assim o aprendizado pela formação de reflexos condicionados a partir de respostas adequadas aos estímulos provenientes do meio, desenvolvemos a emoção através da adequação das respostas emocionais aos estímulos do meio ambiente.

A criança desenvolve a associação de idéias (pontos de referencia armazenados no subconsciente), produzindo pensamentos e, de início o processo de racionalização é por dedução. Com o cérebro produzindo predominância de ondas Tetha e com um potencial elevado de 250 micro- volts por neurônio, armazena todas as informações como verdades, pois ainda não analisa antes dos sete anos de idade. A criança vive sob as condições conhecidas como hipnose para o adulto.

Dos sete aos 14 anos de idade desenvolve a imaginação, com predominância de ondas Alfa e 100 microvolts por neurônio. Se tem interesse em memorizar, pela vontade e concentração dirigida ainda armazena informações que deseja e com facilidade. A partir dos sete anos na média, inicia os processos de indução ainda com alguma dificuldade, para desenvolver bem o raciocínio tipo humano a partir dos 14 anos de idade. Devido a natureza dos processos psicológicos nesse período, as emoções predominam sobre a razão e, emocionados, registram com facilidade as informações que recebem com algum impacto emocional e são tidas como verdades. Antes dos 14 anos a maioria tem dificuldades para questionamentos.

Normalmente a partir dos vinte e um anos de idade, na média, ao receber as informações como adulto pondera antes de aceitar, verificando se é provável, pouco provável, ou, improvável.

 

Quem se atém a esse tipo de análise, faz verificação, desenvolveu o bom senso. As ações com bom senso são ações em espirito santo. São difíceis de serem observadas mesmo entre adultos eruditos.

As informações recebidas e tidas como verdadeiras constituem as Crenças. As crenças fazem parte da Realidade Individual. Assim aquilo que você pensa que é verdade, é verdade para você. A única questão a ser verificada em relação a uma crença é se ela é Limitante, isto é, se ela praticamente impede, inibe, ou, proíbe de V. de mudar perspectivas e verificar outras possibilidades de compreensão.

Crenças Limitantes, associadas à Fé resultam em convicções. Convicções associadas à falta de mais informações resultam em fanatismo. O fanatismo dá ao indivíduo impressão de que tem a Luz e é dono da sua verdade, não se permite fazer investigações e, recusa ouvir mais informações que coloquem em risco o seu banquinho de convicções, geralmente constituído de fundamentos, ou, dogmas.

Ninguém muda a maneira de pensar sem ter novas experiências que na prática mostrem resultados eficientes. Os resultados evidentes fazem pensar aos que são capazes de pensar de modo lógico, racional e analítico. Pelo menos 25% da humanidade têm esse potencial quando adulto, e se é livre de barreiras psicológicas.

Tendo entendido isso, pondere a respeito das possibilidades que seguem.

A Essência do xamanismo polinésio, com filosofia (Huna) e práticas próprias desenvolvidas desde os tempos do Suposto Continente da Lemúria (50.000 anos) e, mantidas pela tradição polinésia nas Ilhas do Pacífico e no Hawai até hoje, chegaram à Índia e ao Oriente Médio há mais do que 5.000 anos, pois, há 5.000 anos, registraram o nascimento de Krishna que, alem de filosofia apresentava habilidades psíquicas como os Polinésios, e foi considerado como homem divino. (Krishina=Iluminado), homem divinizado na Índia, e que no Hinduísmo, satisfaz as necessidades das pessoas que pensam de modo direto, objetivo e concreto). (Kristos, do grego, = Iluminado).

Depois disso, há 4.000 anos já estavam funcionando os Veda, os Sutra, os aforismos de Patanjali, e depois o Hinduísmo e as suas práticas da Raja Yoga. Podemos supor que nessa época chegaram ao Egito as idéias e as práticas, que já sustentavam os Sacerdotes nos Templos antes de 2.000 a.C. Em cada lugar a essência do conhecimento a respeito do psiquismo toma uma roupagem diferente, Diferente, mas de acordo com as idéias e pensamentos existentes anteriormente nesses locais.

 

Com a certeza de um registro Bíblico, há 2.700 a.C.  e, portanto há 4.700 anos passados, já se manifestavam habilidades psíquicas em Salem, com Melquisedeque, Rei de Salem, a quem Abraão prestou homenagens e pagou o dízimo (pedágio) e, seguiu para o Egito.

A filosofia Huna deve ter chegado ao Egito há mais de 4.000 a. C. para depois tomar a roupagem do Sistema Organizado dada há 3.000 a. C. e mantida pelos Sacerdotes daquele núcleo de Civilização da época em suas Escolas de Mistério e, ao que parece, daí para a Europa. De outro lado há a filosofia pura manifestando-se na Grécia em 400 a. C. e, a mística relativa à habilidades psíquicas em suas Escolas de Mistério há mais tempo.

Jesus menino esteve no Egito há 2.000 anos. Ao voltar com os pais à Jerusalém, surpreendeu os sacerdotes no templo com o nível de cultura que, ele como menino de 12 anos, trazia do Egito.

A Bíblia Canônica que foi montada de modo conveniente ao Imperador Constantino e aos  organizadores do Sistema Organizado Religioso que, resultou na Igreja Católica Apostólica Romana, tem os quatro  Evangelhos que descrevem os grandes feitos do Mestre e Senhor Jesus, mas omitem aonde o Senhor Jesus esteve dos 12 aos 30 anos.

Apesar disso encontramos alusão ao que se passou com o menino Jesus em Hebreus capítulos 5, 6, 7, onde se menciona “Jesus o Cristo, conhecido como sendo Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque.

 

Melquisedeque, 2.700 a. C. conhecedor da Filosofia Huna, tinha poderes psíquicos que surpreenderam Abraãm. Melquisedeque deve ter feito escola e deixado discípulos que fundaram a Ordem de Melquizedeque. Aconselho a buscar uma Bíblia editada ha mais do que 40 anos porque as modernas tem o conteúdo mexido a título de “linguagem moderna” e que na verdade modificada de modo conveniente aos lideres religiosos atuais.

 Abraãm proveniente da foz do Tigre e Eufrates, em suas incursões nômades à Noroeste, acompanhando o Rio, vinha combatendo e pilhando as tribos que havia no caminho. Em dado momento virou para o Sul e, chegando à Salem, localidade situada entre o Jordão e o Mar Mediterrâneo, um pouco ao Sul do Mar da Galileia (depois lago Tiberíades), acalmou o ímpeto guerreiro, tomou juízo, pagou pedágio no lugar de pilhagem e, tomou o rumo do Egito.  É que Abraãm se surpreendeu com os poderes de Melquisedeque de modo que o considerou homem de Deus, segundo sua crença.

Melquisedeque faleceu como qualquer humano, deixando discípulos que mantiveram uma Ordem com treinamentos. Jesus, quando menino, aprendeu no Egito até os 12 anos.

 

Passou por Jerusalém e deixou o episódio do Templo  onde surpreendeu os Sacerdotes. Depois seguiu com os pais para o Norte e, ao fazer esse trajeto deveria passar por Salem antes de chegar a Nazaré, sua origem.

 

Provavelmente foi convidado a  freqüentar essa Ordem aonde permaneceu os 18 anos em que não há registro nos Evangelhos, e de onde saiu como Sumo Sacerdote, decidido a reformular o Judaísmo. Esta interpretação dos fatos está de acordo com o texto Bíblico e é mais lógica e viável do que a sugestão de que Jesus tenha estado na Índia.

 O senhor Jesus apresentava, como exemplos da eficácia do novo enfoque filosófico, (Huna), e religioso, fenômenos psíquicos eficientes quanto a seus resultados. Queria estabelecer outro tipo de enfoque de conhecimentos e fazer mudar a realidade das crenças locais na época e, onde imperavam suposições e pressuposições ineficazes. Curiosamente a chamada Lei Áurea dos Evangelhos coincide com as pressuposições básicas da Huna e com a idéia da necessidade de mudança de padrões e valores. Jesus tentou reformular o Judaísmo, mas foi impedido por ação dos Sacerdotes.

Daí por diante, modernamente, recebemos informações da antiga essência da Filosofia Huna, com a roupagem de cada um dos diferentes Sistemas Organizados, alguns apenas Filosóficos, outros apenas Religiosos, outros apenas místicos e, outros ainda místicos e esotéricos. Como exemplos mais antigos, temos O Tao de Lao Tsé, o Confucionismo, Hinduismo, Práticas de Yoga, Budismo na Ásia e, Cristianismo com a Filosofia e entendimento de Paulo; Sufismo e Islamismo no Oriente Médio etc. etc. Sempre é bom lembrar que Paulo, culto, filósofo, não conheceu Jesus pessoalmente.

Se quiserem ir mais longe, pensem que todas as filosofias voltadas à espiritualidade e, algumas delas originando religiões, pois elas são filosofias que derivam das suposições a respeito do resultado de habilidades psíquicas demonstradas por homens especiais que não tinham explicação objetiva em sua época.

 

O senhor Jesus ofereceu dois níveis de doutrina: um nível ao povo em geral com parábolas e ensinamentos de moral e ética.  Outro nível aos discípulos que resultou em apresentarem habilidades psíquicas eficientes.

Quem quiser a Essência que vá as origens: A Filosofia Huna. Depois pode entender as roupagens que a sua Essência recebeu de cada época em cada região e os interesses que movem os diferentes Sistemas, inclusive os Organizados depois de Jesus, como é o Cristianismo e as suas 1780 seitas atuais. 

 

O Maometanismo e o Islã que surgiram 600 d.C. como reação em conseqüência do Cristianismo bélico e seus interesses intervencionistas no Oriente Médio. Há persistência do Hinduísmo e do Budismo que se expandem junto ao Islamismo e mais 400 religiões menores.

Ultimamente o Kardecismo, filosofia publicada em 1.856 e hoje dividida entre aqueles que gostam de filosofia, e aqueles que alem da filosofia de Kardec também gostam das práticas resultantes de habilidades psíquicas, e recebem explicações filosóficas razoáveis.

Também há as Fraternidades e Ordens mais recentes onde se faz filosofia, ou, filosofia e mais as práticas para desenvolvimento mental e psíquico.

Modernamente, com o desenvolvimento da tecnologia, é possível obter desenvolvimento mental e psíquico com habilidades somente por práticas, sem envolvimento filosófico, ou, religioso. O resultado das práticas faz o homem pensar, mudar perspectivas, entender e compreender como as suposições podem resultar em tantas religiões, ordens, seitas etc.

Ninguém muda de idéias, crenças e filosofias sem ter as práticas e seus resultados evidentes, no entanto a coisa mais difícil é as pessoas aceitarem o desafio de um treinamento que as leve às práticas, principalmente aquelas comprometidas moralmente com grupos humanos, aonde fazem discursos em público a respeito das razões que evidenciem a validade de crenças limitantes.

 
Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Religião

1 Comentário


    • luiz carlos lutfi
    • novembro 27, 2015
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    Professor Dias, estudei neurolinguística com o senhor na época em que morava na rua barão do bananal alí na pompéia; época boa de estudos profícuos e interessantes, muito aprendemos com o senhor. Hoje com a internet , temos contato com seus artigos o que torna mais fácil o acesso a esse vasto campo filosófico, psíquico , espiritual e etc. Eu o admiro e retomo através das leituras de seus artigos, um contato perdido há anos, onde as palestras eram verbais, mas onde aprendíamos muito. Grande abraço Luiz Carlos Lutfi

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