Tudo é relativo – nas religiões

Tudo é relativo – nas religiões

Tudo é Relativo – nas religiões

Todas as reflexões são relativas a alguma coisa.

Esta reflexão é relativa à relatividade de minha capacidade de percepção.

Só Deus é absoluto, portanto só Deus conhece a verdade absoluta, se você crê que Deus existe. Se não crê que Deus existe esta afirmação está prejudicada, pois ela é relativa à existência de Deus.

O Mundo é aquilo que você acredita que seja, portanto o mundo é aquilo que cada um acredita que seja, ou, a ideia de Mundo e das coisas do Mundo sempre é relativa às Crenças e a Realidade pessoal é relativa às crenças de cada um.

Se você crê que Deus existe, deve crer que Deus é a Verdade absoluta. Como a capacidade de percepção do homem é relativa, ele só pode perceber uma porção da Verdade.

O tamanho da porção da verdade que ele percebe, é relativa ao que ele considera verdade no sistema de crenças, que ele carrega como sendo a sua própria realidade.

Cada indivíduo tem a sua própria realidade. A realidade de cada indivíduo pode diferir da dos demais, mesmo que pertençam ao mesmo sistema de Crenças, devido à possibilidade de diferentes perspectivas ao focalizar mentalmente  fatos e textos, e em relação ao nível de experiências físicas emocionais mentais e psíquicas.

Se ele crê em um sistema de crenças que compreende normas, princípios dogmas e ou fundamentos de um sistema organizado de forma arbitrária pelos homens, e que perfaz uma religião, podemos dizer que é um crente adepto dessa religião, um ortodoxo. Há centenas de religiões. Todas são relativas às Crenças normas e princípios e rituais de adoração à uma Divindade indexada

Assim sendo toda ortodoxia de um Homem é relativa a uma Religião, mas toda Ortodoxia é uma Heresia relativa a muitas outras Religiões. E dizer depois quantos indivíduos foram mortos por Heresia a uma determinada perspectiva de religião e Divindade indexada por ela.

Todo sistema de crenças pode ser submetido a diferentes perspectivas para entendimento compreensão, e o homem inteligente, que sabe mudar de  perspectivas, pode acomodar o seu sistema de crenças às diferentes circunstâncias, processando raciocínios lógicos e razoáveis em diferentes perspectivas mais convenientes por serem mais prováveis.

Crenças rígidas com normas e princípios considerados imutáveis, que caracterizam uma religião, aprendidos na juventude, podem ser  acomodadas na idade madura por mudança de perspectiva, convertendo crenças rígidas em crenças conciliatórias, pois não há significado sem os seus relacionamentos cabíveis.

Os Homens maduros acabam percebendo que o valor, de todos os significados de uma informação recebida, depende das circunstâncias.

Certa vez encontrei um homem, aparentemente muito crente nos princípios cristãos, construindo uma casa para ser presenteada, mas em local impróprio, em uma reserva de mata verde, pequena, dentro de um Condomínio, sem licença da prefeitura e nem do CREA, e ainda podendo causar prejuízo ao poço de água potável de terceiro se a fossa negra fosse feita no local planejado. Questionei o fato de ele “ser crente professo” e estar produzindo uma ilegalidade. A reação não foi nada legal e a casa foi terminada, presenteada e aceita, por uma instituição que dá formação a líderes religiosos.

Esse é apenas um exemplo no meio de uma série de irregularidades, que se observa em diferentes locais e circunstâncias em ambiente de crentes no cristianismo, mas todos o são relativamente às circunstâncias. Lembrando as Cruzadas as indulgências e a santa inquisição, afora as guerras abençoadas pelos líderes religiosos de todas as diferentes linhas.

Dá a impressão que as normas e princípios devem ser seguidos solenemente pelos cristãos nas igrejas, mas fora delas, relativamente, não tem valor.

Comentando o fato da validade relativa das crenças nas cabeças das pessoas, com um advogado crente em princípios cristãos, ele justificou que crente é aquele que é salvo pelo sangue de Jesus, por ter aceitado Jesus como seu salvador. Como todo homem é falho, procede mal, mas como aceitou Jesus como salvador está salvo, e todo o mal que possa fazer, Deus perdoa aos remidos pelo sangue de Cristo. Raciocínio lógico até razoável, mas provável? Todo futuro é apenas uma suposição.

Se assim é, quem aceita essa sugestão, é convertido, ou, convencido de poder tirar uma vantagem? Neste caso, a Salvação da Alma, de acordo com os teólogos responsáveis pela Seita religiosa, é relativa a uma Crença, e não por mérito, nem pela integridade de uma Consciência que leva a sério os ensinamentos dos Evangelhos pelos quais o senhor Jesus morreu.

Desde criança ouvi coisa semelhante em igrejas cristãs, e desde adolescente me questionei se quem salva é o sangue derramado, ou, se são as normas e regras de conduta ética, dos Evangelhos pelos quais o sangue foi derramado, e a serem obedecidas para o resto da vida.

A venda de indulgências aos pecadores, ainda é válida na Catedral de Granada,  mas a salvação pela graça Divina pode ser comercializada ou negociada por humanos? Na prática, prevalece o sentido lógico, do que é mais conveniente à igreja como Sistema organizado de forma arbitrária?

Assim para os advogados da causa da Salvação da Alma, ela é relativa ao sangue derramado, e não à ética e a moral cristã, que é relativa a não ofender, injuriar, ou,  causar prejuízos a terceiros.

 Os fatos: Jesus,  morreu na cruz relativamente, pois ressuscitou. Deixou bem marcados normas e princípios de como viver de modo íntegro, e assim ter a Alma salva pela integridade e pela integração dos três aspectos da Consciência com os planos superiores comumente denominados Espirituais.

No entanto a suposição básica dominante no meio religioso é a de que O Sangue derramado por Jesus na cruz a favor dos pecadores salva quem aceita esse fato, mas pode passar o resto da vida, se equivocando e pedindo perdão por seus atos. Relativa Verdade? O que é isso? Tem nome? Coloque-o você.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Deus, Fé, Crenças, Religião e Política

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