Teoria 1 – A Consciência

Teoria 1 – A Consciência

A Consciência

Somos uma Consciência. A Essência de que se constitui uma Consciência é uma forma de Energia de alta frequência vibratória, que podemos denominar de Espírito. Uma Consciência se constrói e se desenvolve na medida em que o Espírito Santo, difundido por todo o Universo, esteja associado a um Sistema Nervoso Central em desenvolvimento.

O Grau de Conscientização depende do tipo de desenvolvimento informático do cérebro ao qual a Essência esteja associada, e que pode ser desde uma ampola neural como no anfioxo, até um cérebro mais desenvolvido como o é nos seres humanos. Nos humanos podemos observar cinco Áreas Funcionais que podem apresentar cada uma delas, duas ou três Zonas com funções distintas.

A Consciência se desenvolve na medida em que o cérebro recebe os dados e informações do meio ambiente a partir dos órgãos dos sentidos, e aprende a decodificar os pulsos eletroquímicos e perceber seus significados, armazenando os dados e informações, na Zona Gnósica de uma Área sensorial do cérebro, correspondente, na forma de cristais de proteína. O estímulo endógeno, que a Consciência, como campo de energia vibratório, usando a Mente, pode fazer sobre os cristais de proteína, por enfoque mental adequado, revive as informações armazenadas nos mesmos cristais nos neurônios das zonas Gnósica, resultando em lembranças, que podem ser auditivas, visuais, olfativas, tácteis e gustativas.

Um estudo mais profundo permite distinguir três aspectos de uma Consciência em desenvolvimento. Um aspecto é o que permite que a Consciência se mantenha ligada com a Consciência Matriz Universal, e esse aspecto é denominado Eu Superior, ou, Superconsciente.

Outro aspecto da Consciência é o que se mantém ligado com o corpo físico e todas as suas funções, é denominado de Eu Básico. O Banco de Memória físico, existente como cristais de proteína, nas diferentes zonas Gnósica, e que é denominado Subconsciente pela Psicologia Moderna, faz parte do Eu Básico, bem como todos os reflexos inatos, e os adquiridos automatizados, que são conhecidos como reflexos condicionados, todos pertencem ao Campo de Ação do Eu Básico.

Um terceiro aspecto da Consciência é o que a Psicologia Moderna denomina de Nível Consciente da Consciência, o qual pode ser denominado de Eu Médio.

Este é o aspecto da Consciência que pode ter Consciência da existência dos outros dois, e tem como interferir de modo direto no Eu Básico, e de modo indireto no Eu Superior.

O Eu Básico está em permanente contacto com o cérebro e suas funções, de tal modo que está sempre decodificando os estímulos que atingem os órgãos dos sentidos e que são transmitidas aos centros neurológicos correspondentes, onde são fixados como impressões.

A Conscientização por parte do Eu Médio, ou, nível consciente da Consciência, depende da Atenção e da capacidade de Concentração. A Natureza psicológica da atenção é estar com todos os sentidos conscientemente voltados para o objeto da atenção e a isso se denomina Concentração.

Há muitas impressões que são feitas nas diferentes Áreas sensoriais que não são objeto de atenção e concentração, e permanecem armazenadas de modo inconsciente. O que há no Inconsciente dos indivíduos de uma cultura é denominado de Inconsciente Coletivo.

A Concentração da Atenção é feita pelo Eu Médio, ou, nível consciente da Consciência, ou, no meio Ambiente, ou, em Introspecção. Se a Concentração for relativa ao meio ambiente, podemos dizer que há objetividade, e se for à Introspecção, no Consciente Interior, há subjetividade. Curiosamente nossa capacidade de concentração pode ser alternada entre o mundo objetivo e o nosso mundo subjetivo, e isso permite que possamos fazer uma realidade subjetiva em função da realidade objetiva.

Basicamente há um “Mundo Exterior Consciente”, e outro “Mundo Interior Consciente”, criado como uma Realidade Pessoal. De inicio todos nós criamos uma Associação entre o Eu Médio e o Eu Básico, que constitui o nosso Ego, onde predomina a Realidade Pessoal, que criamos em função de tudo que acreditamos que seja verdade. As nossas Verdades, ou seja, as nossas Crenças, dependem da maneira como cada um de nós decodifica e percebe as Realidades Externas.

Uma boa porção do Ego é formada pela assimilação de idéias e de pensamentos de terceiros que são recebidos em nível mental de sugestibilidade. A idade em que a sugestibilidade é mais forte, é o período que vai do nascimento até os sete anos de idade na média. Muitas idéias, pensamentos e conceitos podem ser fixados nesse período em que a criança não tem capacidade de raciocínio analítico. São as Crenças Básicas.

A partir dos oito anos de idade na média, os indivíduos começam a raciocinar dedutivos e indutivamente, e aprendem a questionar.

Todo questionamento surge em função da capacidade de um indivíduo saber mudar de perspectiva, ou seja, de tipo de enfoque, ou, ponto de vista inicial, em que a informação foi passada, e do nível do treinamento em raciocínio.

Os enfoques que a Consciência faz, seja objetivo ou subjetivo, ela os Faz através de um Instrumento de Focalização e a esse Instrumento de Focalização damos o nome de Mente. Reforçando o conceito:- Mente é o instrumento, ou, alidade, que a Consciência usa para fazer focalização. Na realidade é uma extensão da Consciência.

Toda pessoa que tenta explicar algum fato ou fenômeno natural ou provocado, tenta construir um raciocínio lógico e razoável que tem como ponto de partida uma perspectiva, ou, ponto de vista, ou ainda, um tipo de focalização. À expressão falada ou escrita de um raciocínio se denomina Razão. Se a razão é lógica e razoável pode ser entendida sob aquela perspectiva que foi usada para expressá-la. Sempre podemos mudar uma perspectiva e consequentemente o sentido do raciocínio, que pode continuar lógico e razoável, mas mudando o entendimento da razão inicial.

Entender é perceber o significado lógico da comunicação, ou, da razão apresentada. Compreender é aceitar a razão apresentada sob uma perspectiva dada. A compreensão determina os rumos da percepção, e o tipo de percepção influi na Conscientização. Leia de novo este parágrafo, e entenda os conceitos por obséquio.

Questionar é mudar a perspectiva para mudar o sentido do entendimento. Mudando o sentido do entendimento, mudamos o significado lógico da informação e conseqüentemente a compreensão, o que, nos permite finalmente, mudar o rumo da percepção e o sentido da Conscientização.

Se a mentalidade de um adulto é infantil, aceita uma informação como verdadeira sem analisar a possibilidade de mudanças de perspectiva. Engole uma Crença. Infelizmente perto de 70% da população de qualquer cultura é predominantemente emocional por falta de desenvolver a intelectualidade baseada em coisas prováveis. Deliciam-se com as fantasias, enfeitadas com metáforas e alegorias.

Uma pessoa psicologicamente madura aceita considerar mudanças de perspectiva, pois sabe como conviver com as incertezas. Assim sendo temos como avaliar a maturidade psicológica de a quem se informa.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista em Fisiologia (Bioenergética e Órgãos dos Sentidos) USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Consciência, desenvolvimento mental e circuitos neurológicos

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