Síndrome de Adaptação Geral e Stress

Síndrome de Adaptação Geral e Stress

Síndrome de Adaptação Geral e Stress

Através de estudos de Bioquímica comparada, sabemos que o sangue de todos os animais tem em sua porção líquida, o soro, sais minerais dissolvidos na mesma proporção relativa em que esses sais se apresentam na água do mar. Essa é uma condição de manutenção da vida das células em todo o planeta Terra e sob o ponto de vista da criação, podemos considerar como um ponto de convergência evolutiva.  Neste aspecto, o sangue que mais se aproxima do sangue do homem é o do cavalo.

Os sais minerais para manutenção do equilíbrio interno, nós os ganhamos através da alimentação adequada. As populações que vivem comendo “frutos do mar” têm menos carências desses itens, pois os animais marinhos e as algas vivem na solução mãe com todos os nutridores, que é a água do mar com todos os seus sais. Nela estão os micro-nutrientes essenciais necessários e em pequenas quantidades, como o Lítio, o Iodo o Zinco e o Ferro.

Essa constância de manutenção do “meio interno”, (soro sanguíneo), incluindo-se outras substâncias tais como hormônios é fundamental para a vida e denomina-se “homeostasia”, termo este introduzido por Walter Cannon em 1922.

Em 1932, Frank Hartman e seus assistentes publicaram no American Journal of Physiology, trabalhos onde deixam claro que extratos das suprarrenais e que contém cortisona, purificados, elevam a resistência dos tecidos à infeções, aumentam a resistência à fadiga muscular e nervosa, bem como são importantes na manutenção da hidratação dos tecidos e da temperatura do corpo.

Muitos pesquisadores observaram que estímulos nervosos e mesmo traumas, podem ocasionar mudanças funcionais ou bioquímicas, ou ainda modificações morfológicas, o que justificaria para alguns a terapia de choque do jejum, e em alguns casos até provocar dor para obrigar uma reação orgânica, cuidando-se naturalmente de evitar a exaustão.

O esgotamento físico devido a qualquer causa, leva às grandes alterações no sangue e na linfa. Foi Hans Selye, austríaco naturalizado canadense quem rotulou de “stress” essa Síndrome de Exaustão Física, que pode ser acompanhada dos mais diversos sintomas e doenças.

O livro Stress, de sua autoria, é usado em todos os estudos de especialidades médicas. Escreveu ainda 1.600 artigos sobre o assunto. De acordo com Selye, toda situação de stress é acompanhada de uma grande descarga de hormônios corticoides e adrenalina, sendo que simultaneamente é aumentada, de inicio, a resistência a numerosos agentes nocivos (1936).

Em 1927 observou-se que se removessem a hipófise de um animal, ele perderia a capacidade de responder a situações de stress, sendo letal, pois, cai a resistência a nível muito baixo. Se o animal já apresentasse manifestações de prejuízo, como ulcerações, hipotermia, hipoglicemia, hipotensão, essas pioravam muito. As manifestações de defesa que eram esperadas nesses casos, como a febre, a hiperglicemia, a hipertensão e a reação do tecido linfático (anticorpos), não apareciam.

Concluiu-se então que em situações de stress, seja positivo como quando há euforia (Eutress), ou negativo como nos casos em que há medo, raiva ou ciúmes e inveja (Distress), há uma reação imediata do organismo. Essa reação se dá por ação do sistema nervoso sobre as glândulas, automaticamente, mesmo antes de a pessoa raciocinar sobre o que possa estar ocorrendo.

Nos casos em que há prejuízo, seja moral ou físico (choque), há uma reação de defesa conhecida como contra choque, onde a secreção dos hormônios das suprarrenais é primordial. A atividade destas glândulas é controlada por hormônio da hipófise, que por sua vez está relacionada com a base do cérebro e consequentemente com a atividade mental. A mente, como instrumento de enfoque da inteligência, é dependente do “estado de espírito”.

Tentaram corrigir os problemas humanos com a administração de hormônios de modo artificial. Os resultados não foram bons na medida em que a adição prolongada resultou em hipertensão, arteriosclerose, diabetes, ulcerações etc. etc. Nos casos em que é necessária a injeção de cortisona, geralmente elas são espaçadas de um mês. Mas nenhum resultado favorável dura muito tempo se não houver mudanças na maneira de pensar e de agir, na mudança do “estado de espírito”.

De um modo geral, situações que exigem respostas imediatas colocam o organismo em “estado de alerta”, verificando-se descargas relativas de adrenalina. Esta acelera o batimento cardíaco, produz vaso constrição periférica, aumenta o nível de glicose no sangue e o fluxo do mesmo na musculatura, preparando o organismo para ataque ou fuga. Em situações de stress e grande emoção pode haver um quadro de falso diabetes, pois este pode ser passageiro.

Se a situação de expectativa, ou de ação, é prolongada, o hormônio hipofisário, ACTH, estimula a córtex da suprarrenal liberando corticoides, dos quais a cortisona é o mais evidente. O papel da cortisona é aumentar a resistência do organismo ao cansaço e à dor. Dizemos que a pessoa está em “fase de resistência”. No entanto se a situação é prolongada a pessoa entra em estado de “esgotamento”. O esgotamento nervoso, se tratado, poderá levar dois anos para que haja recuperação, mas o indivíduo já não é o mesmo que era antes.

Durante a fase de resistência e no esgotamento, há maior probabilidade de surgirem doenças degenerativas como artroses, osteoartroses, osteoporose, hipertensão, glaucoma, infarto do miocárdio, derrame cerebral, diabetes, queda da resistência e da imunidade, e como fase final o câncer. Os primeiros avisos são os resfriados constantes e as alergias.

Viver, trabalhar, ou frequentar ambientes onde haja expectativa de choque e consequente contra choque, por falsidades ou hipocrisias, ou em um jogo de poder entre subordinados e chefias, hierarquias e subalternos, poderá com o tempo resultar em stress e exaustão.

O quadro poderá se agravar quando a atitude de arrogância impede que a consciência aceite a verdade, ou, quando há neurose em função da luta interna entre a percepção da Verdade e a tentativa de manter uma fantasia. Talvez tenha algo a ver com: “conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará”! Perdas temporárias, como o desemprego, por exemplo, devem ser administradas com paciência e perseverança. Perdas irreparáveis têm um bom fim na conformação (levanta, sacode a poeira, dê a volta por cima!).

Uma boa maneira de se livrar do stress é algumas horas de relaxamento, com oportunidade para uma boa limpeza nos bancos de memória.

A introspecção tranquila ajuda na conscientização dos pontos de tensão na consciência e na racionalização desses processos, permitindo maior compreensão e entendimento. Alguma reprogramação cerebral de hábitos e atitudes poderá dar um reforço de Ego, a fim de diminuir a insegurança e a tendência ao auto-conflito bem como a tendência à conflitar com os demais.

A tranquilidade interior desenvolve maior poder de concentração, ajuda na lembrança de dados e informações, bem como permite maior eficiência no trabalho a ser desenvolvido.

Faça 6 horas de treinamento e instrução e livre-se do stress.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Fisiologia

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