04 – Relatos de Ações Psíquicas

04 – Relatos de Ações Psíquicas

04 – Relatos de Ações Psíquicas

Na ordem dos acontecimentos, iniciei com os treinamentos de Controle Mental para grande público em junho de 1975 no Auditório de uma Faculdade na Avenida Angélica. Depois em julho no Auditório do Colégio Rio Branco. O sucesso foi imediato e como sempre, começaram as críticas por parte dos “pares” que se sentiram prejudicados. Alguma pressão interna levou o diretor do Colégio a pedir que eu deixasse de dar os treinamentos nesse local, e assim em 14 de Novembro de 1975 iniciei um treinamento em um Anfiteatro na Faculdade de Medicina da USP. Era para 100 pessoas e estava lotado. Em Dezembro outro treinamento com anfiteatro da F.M. USP lotado, mas na quarta feira o Diretor da Faculdade de Medicina me interpelou, perguntando o que eu fazia ali. Inteirado de que eu estava por autorização do Secretário da Faculdade, e tendo apresentando um recibo de aluguel reagiu de modo intempestivo e me disse que eu deixasse o local, pois eu deveria ter dado 20% da arrecadação ao “Museu dele”, Dr. Lacaz. De modo polido e tranquilo, disse a ele que não voltaria a partir de sexta-feira. Na quinta feira procurei o Auditório do Hospital Samaritano e à noite anunciei a mudança de local. Sexta Sábado e Domingo terminou o treinamento no Hospital Samaritano. Na ocasião a Vice Consulesa da Dinamarca, participante do treinamento, me perguntou por qual razão saí do Auditório do C.R.B., casa do Rotary, do qual ela fazia parte. Expliquei a situação. Dias depois o diretor do Colégio me convidou a voltar. Agradeci a ele, e assim foi até janeiro de 1979, quando dei o Treinamento de Nº 100, completando 9.600 alunos em 40 meses. Anunciei que deixaria a Organização S. M. C. Inc. e o Colégio. Era muita pressão de todos os lados. Continuei só, livre de ter que obedecer a programas e de não ter liberdade para pesquisar com as práticas. Meu estágio no Colégio me ensinou as verdades do Zen Budismo. Se você progride em qualquer sentido e causa inveja será criticado. Se você não liga, e você segue adiante, as críticas se tornam acerbas. Se não liga e segue no seu caminho, se prepare para a perseguição. Chega o momento em que irão fabricar algum motivo para eliminá-lo do ambiente. Se perceber que está no limite, saia fora antes, com a dignidade, o caráter e a personalidade ilesos. Assim foi.

Livre de obrigações, normas e regras de conduta de subordinado à hierarquia de um sistema organizado de forma arbitrária, eu deixei de ser sujeito, e como indivíduo, dentro do que aprendi na Universidade de SP, eu passei a ter uma atitude científica e pragmática. Observei então que, o número de pessoas que gostam de considerar abstrações é mínimo, nem 5%. As que gostam de pensar de modo concreto direto, objetivo, e agir dentro desse modelo, talvez sejam 20%. As que gostam de fantasias e se mostram imaturas com pouca bagagem cultural e pouco treinamento de raciocínio lógico, é a maioria, no mínimo 70% de uma população. Assim sendo, um treinamento que seja dentro dos moldes da ciência e pragmático sempre terá um público restrito, mas com resultado eficiente. Os que forem fantasiosos, e se dispõem a mover sentimentos e emoções, terão as multidões que se contentam com o que seja lógico, até razoável, se bem que pouco provável. Líderes políticos sociais e religiosos conhecem as vantagens dessa conduta.

Em princípios do ano de 1983, quatro anos depois, o Presidente do SMC. INC. voltou a me contatar e em convidou para organizar um grupo de instrutores e orientá-los. Os dez anos que se seguiram serviram para melhor estudar e entender que a natureza humana, tratada com liberdade, não obedece a padrões ideais sugeridos, mas funcionam como biruta de campo de aviação, mudam de rumo na media de interesses pessoais e ou vaidade. Qualquer grupo que seja conduzido com liberdade de ação e de expressão tende a ser um grupo de individualistas.

Somos todos, UM SÓ, no nível subatômico, mas A Individualidade pode ser uma condição útil no nível material, e fator de progresso no mundo do psiquismo, pois a atividade psíquica depende de uma Consciência, um enfoque mental e energia física como propulsão. A Individualidade traz responsabilidade, e por essa razão, a maioria prefere ser rebanho a seguir só, mas sempre dentro do rebanho há os que saltam por conta própria. Sempre há muito que aprender com os diferentes humanos e sua variedade de condutas.

Tomando consciência de que sempre podemos escolher entre ser indivíduo, ou, ser sujeito, deixei o cargo de diácono em uma igreja e deixei também de frequentá-la, pois o pastor das ovelhas havia colocado um estudante de seminário para assistir o treinamento de modo incógnito para “anotar heresias”, e na opinião dos dois, baseada nas anotações de seu aluno, eu havia incorrido em dez pontos de Heresia. Não concordei com essa atitude política religiosa de espionagem. Também foi oportunidade para refletir que: ser herege é não ser ortodoxo, mas ser ortodoxo em relação a uma religião também é Ser Herege em relação a 400 outras religiões. O homem comum só pensa por comparações, e a tendência de qualquer homem comum é pensar que ele sempre tenha as melhores razões. Nesse caso, em que as razões são baseadas em crenças é melhor que cada qual fique com as suas próprias razões e crenças. O melhor para mim é não ser ortodoxo em relação a nenhuma religião, mantendo a liberdade de pensamento. Conversei com o pastor em uma boa hora, com boas maneiras e bons argumentos, e me pareceu que ele entendeu a Lei da Relatividade. Esse episódio me fez filosofar a respeito do assunto religião, e da necessidade de ser “sujeito”, para se pertencer a um Sistema Organizado de forma arbitrária, caracterizado por normas, princípios, dogmas e ou fundamentos e rituais, todos elaborados pela mente humana, onde há uma hierarquia que vive de suposições baseadas em pressuposições aceitas pelos adeptos.

Pedi orientação ao Altíssimo. Abri a Bíblia em João capítulo 14, verso 12. Refleti muito e a conclusão foi: Vou tentar fazer e esperar os resultados de acordo com a promessa. Funcionou! Conclusão: “A eficácia é a medida da verdade, ou, só o que é verdadeiro funciona”. Deixei os discursos de lado e fiquei com as  práticas.
Alberto B. P. Dias, USP 1955.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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