Reflexões a Respeito da Da Yoga Básica Para a Psicotecnologia Ocidental

Reflexões a Respeito da Da Yoga Básica Para a Psicotecnologia Ocidental

 Reflexões a Respeito da Da Yoga Básica Para a Psicotecnologia Ocidental

Yoga significa Jugo, submissão, eu me submeto a uma inteligência superior; ligação mental do homem com essa inteligência. Yoga é a prática de um espírito religioso em busca do Divino. Há o aspecto prático dos exercícios e há o aspecto teórico da filosofia religiosa do hinduísmo.

O Hinduísmo, como religião, oferece um largo espectro de possibilidades, servindo a todos os tipos e níveis de mentalidade. Para aqueles que têm mentalidade abstrata, oferece um Deus onisciente, onipotente, onipresente, que é Brahma o Incognoscível. Para pessoas de pensamento concreto e objetivo, oferece a presença de homens divinos, ou, divinizados, como são Rama e Krishna afim de que sirvam como modelo de vida. Para as pessoas de mentalidade infantil, oferecem uma miríade de deuses, cada qual com alguma qualidade humana a ser beneficiada. O mesmo observamos no Cristianismo (Deus, Jesus, Santos, Anjos e seres a fim).

Podemos deixar de lado qualquer tipo de conotação religiosa que a Yoga possa apresentar e podemos estudar os exercícios e usufruir os seus benefícios.

Ha exercícios para domínio dos movimentos e posições do físico. A finalidade sempre é a busca de uma introspecção. Um primeiro nível diz respeito à não contração, ao relaxamento muscular, quando pela descontração, pelo não movimento, começa o exercício da concentração com atenção em cada parte do

corpo (Laya  yoga).

O segundo nível diz respeito à controle de músculos para que se mantenha   uma postura, de modo a controlar o tônus muscular (Hatha Yoga). A repetição de uma mesma postura exige concentração. Depois, pela repetição da postura vem o Automatismo, ou seja, o Condicionamento (reflexos condicionados).

Todo automatismo leva a um estado alterado de consciência, ou a um estado de espírito diferente, com retroalimentação nervosa. Um estado alterado de consciência em nível de introspecção, apresenta um maior nível de concentração e o cérebro com pulsação mais baixa, apresenta-se com um nível de energia maior.

Essa maior energia potencial presente nos neurônios, permite uma metaprogramação, ou seja, registros mais eficientes no banco de memória.

Instruções a respeito de amor ao próximo, controle dos sentimentos e das emoções, (Karma e Backti Yoga) facilitam a busca da paz interior necessária para a estabilidade do processo. Começa então a etapa do autoconhecimento, ou autoconsciência, quando são desenvolvidos os sensos de ética e de moral.

Dentre os vários níveis de Yoga, aprendemos que há um nível de exercícios que, é fundamental para o desenvolvimento mental e psíquico (Ynana Yoga).

 Geralmente esses exercícios são ensinados depois de um certo estágio, em que o adepto já aprendeu o processo de introspeção e já o automatizou de tal maneira que introspeção e concentração em nível de consciente interior são um processo rápido e natural.

O que é não desejável, é que os exercícios básicos que antecedem a Ynana Yoga, são apresentados com instruções demoradas de fundo místico, onde muitos se perdem no meio de nomes complicados. As complicações apresentadas, bem como o mistério que envolve certas passagens, sugerem a submissão durante certo tempo a um Mestre, um Guru, o que garante a subsistência deste último, como acontece em tudo que envolva “mistério” e ministério a propósito de vida em outra dimensão.

Tudo isso existente no Judaísmo e, apesar de abominado por Jesus, repetido no Cristianismo após 250 d.C., e imitado até os dias de hoje.

O processo de Concentração no nível exterior consciente, objetivo, permite que colhamos informações por via visual, auditiva, táctil, olfativa, gustativa. Essas informações passam a ser pontos de referência gravados no cérebro. São as ideias gravadas em nível subconsciente que podem ser evocadas pelo consciente.

O processo de Meditação Dinâmica é disparado quando voltamos o nível consciente para nosso interior, iniciando introspectivamente os enfoques subjetivos, trabalhando os pontos de referência gravados no banco de memória, associando as ideias e produzindo pensamentos. Durante a Meditação Reflexiva podemos colocar em ordem as informações e os pensamentos bem como podemos ordenar a conotação dos mesmos, podemos analisar as ideias e fazer questionamentos.

Pela ação da vontade podemos parar o processo de associação de ideias, imagens, pensamentos, e entramos em um processo de Contemplação. Durante a contemplação o consciente não busca nada no banco de memória, mas a Inteligência continua trabalhando, mesmo inconscientemente, com os dados e as informações.

O fruto da meditação é a intuição heurística (defendida pelo filósofo Bazzarian), bem como a intuição que resulta da recepção de informações provenientes de outros cérebros, muitas vezes como resposta à questionamentos anteriores.

A prática de concentração para a colheita de dados e informações, seguida de um período de meditação, para ordenação e análise das ideias e depois um período de contemplação para repouso do consciente é denominada Samyama. Esta prática de certa maneira ajuda a acionar os circuitos neurossomáticos e é uma porta de abertura para os exercícios da Yoga superior, a Raja Yoga.

Nas práticas de Raja Yoga, os exercícios de visualização e de imaginação estimulam os neurônios da área visual de tal modo, que se tornam sensíveis à ondas de energia que provém de outros cérebros, devido a produção de pensamentos que contenham imagens (formas pensamento). Daí os fenômenos de telepatia, vidência e clarividência, e outros fenômenos considerados paranormais, que no caso se tornam usuais.

Conhecendo o processo podemos induzir de forma rápida e eficiente os diferentes níveis de Yoga, com Exercícios Mentais, escoimada a parte mística, e em aproximadamente 24 horas obter os resultados práticos do que seriam os 7 anos da Yoga tradicional. Para resultados Permanentes, como tudo, é necessária repetição dos exercícios por 90 dias.

Outras disciplinas usam a mesma sequência de exercícios com a mesma finalidade, modificando alguns enfoques e rótulos e mantendo adeptos que por alguma razão de preconceito, ou, por não aceitar o enfoque religioso indiano, engolem a mesma pílula diferentemente dourada.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Yoga

3 Comentários


    • José luiz
    • abril 27, 2018
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    Grato professor

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • abril 28, 2018
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      As ordens sempre que necessitar esclarecimentos!

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • maio 11, 2018
      • Responder
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      José Luiz disponha sempre, desculpe-me o atrazo, estou escrevendo para um livreto a respeito da Huna

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