01 – Os Rituais

01 – Os Rituais

Os Rituais

Toda liturgia tem o seu ritual. Um ritual é um procedimento que se repete sempre da mesma maneira. Consciente, ou inconscientemente, o Homem percebe, mas nem sempre define porque razão o ritual ajuda no ato litúrgico.

O ritual pode ser acompanhado ou não de pompa e circunstância, mas de qualquer maneira deve ter um componente que impressione os sentidos e qualquer outro meio que cause alguma emoção. A repetição de atos, gestos, frases, ou mesmo de palavras, poderá gerar um tipo de automatismo. Se essa repetição for acompanhada de melodia, que apresenta um ritmo adequado, a instalação de um reflexo condicionado é favorecida. O reflexo condicionado poderá ser reforçado periodicamente, estabelecendo-se um automatismo no nível do inconsciente, de modo que com a repetição do estímulo o automatismo é disparado.

Um exemplo bem simples é cantar batendo palmas, ou dançar sob o estímulo de uma música bem ritmada. De início o indivíduo tem que estar consciente dos movimentos que deve fazer sob um determinado ritmo. Começa a fazer os movimentos de modo voluntário até que se estabeleça o automatismo. Posteriormente, tendo o mesmo ritmo como estímulo, faz os movimentos obedecendo a uma realimentação (processo de retroalimentação nervosa), acionando todos os circuitos implicados sem que a inteligência precise interferir todo o tempo de modo consciente. Um indivíduo que dance livremente entra em estado alterado de consciência, mais ou menos profundo, com predominância de ondas Tetha de alta energia. Em outras palavras, entra em transe que corresponde a uma situação de auto-hipnose, e por essa razão poderá dançar a noite inteira sem sentir cansaço.

Toda religião para pessoas mais primitivas tem a dança como ritual. No Brasil é fácil observar o fenômeno uma vez que dispomos de muitos terreiros de Umbanda e de Candomblé. Nestes pudemos observar que a dança ritmada é regulada pelos atabaques e tambores. Muitos dançam, mas nem todos entram em estados alterados de consciência de modo muito profundo. Alguns caem em transe tão profundo, que ultrapassam o estado sonambúlico e entram em sono. Estes são levados para “a casa do santo” e postos a dormir em esteiras. Os que não entram em transe inconsciente vão cuidar de outros serviços da casa (arrumação, comida etc.). Uns poucos, talvez 3%, além de conseguirem um transe estável e consciente, mantém a estabilidade das pulsações cerebrais como uma resposta reflexa ao ritmo dos atabaques. Essa resposta neurológica é caracterizada pela predominância do ritmo Alfa, quando então a imaginação controlada, poderá estar refletindo o pensamento de algum outro participante que, também impressionado, mantém o cérebro no mesmo ritmo. Dois cérebros pulsando no mesmo ritmo estabelecem a sintonia e a possibilidade de troca de informações telepáticas. Na base de tudo está um estado alterado de consciência, com estabilidade de pulsações cerebrais em um determinado ritmo. Diríamos em outras palavras, um estado de hipnose induzida com estabilidade de pulsações cerebrais.

Mas, surge uma questão: por que, por exemplo, nem todos podem ser “pais de santo”? (Pai de Santo = rótulo dado aos telepatas)

É simples de responder e de provar. Nem todas as pessoas têm a mesma capacidade de imaginação. Aquelas que são por natureza mais imaginativas e aprendem a confiar na imaginação controlada, em certas circunstâncias levam vantagem. Se todos fossem treinados com imaginação controlada, 75% de participantes poderiam ser pais de santo… Olha lá!

Observamos em algumas Igrejas Evangélicas e Católicas que a indução aos estados de sugestibilidade se faz por Preces, Cânticos Repetitivos, Cânticos com balanço de corpo, Cânticos com bater de palmas, prédicas carregadas de emoções.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista em Fisiologia (Bioenergética e Órgãos dos Sentidos) USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Os Rituais

1 Comentário


    • José Roberto Molinari
    • dezembro 3, 2018
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    Técnica do RIPOR muito usada.

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