Os Religiosos e as Habilidades Psíquicas

Os Religiosos e as Habilidades Psíquicas

Os Religiosos e as Habilidades Psíquicas

Entendemos por Habilidades Psíquicas a capacidade que os Humanos podem ter de fazer uma projeção de Energia Quântica por enfoque mental adequado com uma intenção, e assim passar energia aos doentes e enfermos, dando condição de que se curem de determinadas afecções. Essa projeção de energia pode afetar plantas animais e pessoas, e na antiguidade era conhecida como Pequena Magia, há mais do que 11.000 anos.

Há questão de 2.700 anos antes de Cristo, Melquisedeque, de algum modo, impressionou Abrão a ponto de ele denominar Melquisedeque de Sacerdote do Altíssimo, e com medo, pagar o dízimo (Gênesis), apesar de Melquisedeque não ter a mesma origem genética e nem a crença de Abrão, e talvez por essa razão tivesse o conhecimento que Abrão ignorava. Certamente ele tinha discípulos, surgindo em algum tempo a Ordem de Melquisedeque, da qual o senhor Jesus se tornou o Sumo Sacerdote 2.700 anos depois, por mérito indiscutível. Hebreus 5 e 7.

Na antiguidade também já faziam referência à capacidade que alguns Humanos apresentam de interferir nas Leis da Natureza e, nesse caso,  trata-se de Grande Magia. Considere-se ainda a capacidade de desmaterializar e de materializar nessa categoria, e como poderiam se encher os cestos de pães, e de peixes do mar da Galileia, de modo subjetivo.

Há pessoas religiosas e outras não religiosas que apresentam as mesmas habilidades psíquicas, sendo que destas últimas algumas com filosofia própria, sem adotar a moral e a ética das filosofias mais difundidas e validadas em sua época.

Observamos também que muitos psíquicos dotados gostam de ficar repetindo sempre os mesmos fenômenos e habilidades, sem que haja progresso do psiquismo no sentido da espiritualidade.

Entendemos por Espiritualidade a tomada de Consciência individual de que o Homem deve ser Criativo e Construtivo, como se imagina que a Divindade seja, e Honesto, Puro, Limpo, Bom e Positivo, como convém ser em relação a todos os seus semelhantes. Esse sumário pode ser extensivo a diferentes filosofias de vida.

Geralmente os movimentos religiosos começam quando algum psíquico muito desenvolvido para habilidades produz fenômenos não usuais. Como alguns psíquicos trazem consigo além dos fenômenos uma tradição filosófica de algum grupo de vida mística, a tendência é divulgá-la para os espectadores, depois da emoção causada pelos fenômenos. Nisso o senhor Jesus foi honestamente explícito: “estas coisas Eu faço para que creiam em mim”.

Assim, podemos somar as práticas das Habilidades Psíquicas a uma filosofia e/ou a um código de conduta, que sugere mudança de padrões de comportamento e de Valores Éticos, além das demais informações, todas elas devidas à maior percepção entendida como autoconhecimento, como é na Huna.

Entendemos por autoconhecimento o resultado da Conscientização  pessoal da eficácia dos exercícios mentais efetuados, que levem a maior desenvolvimento psíquico e a maior facilidade para percepção por enfoque mental, objetivo ou subjetivo.

Alguns Mestres têm práticas de Habilidades Psíquicas, mas não têm tradição filosófica. As pessoas que seguem suas ideias, como mestre ou Avatar, na esperança de um desenvolvimento, encarregam-se de aventar hipóteses e de desenvolver teorias bem como uma filosofia que contenha os próprios arrazoados, dentro dos limites da própria conscientização.

Uma coisa é certamente observável: quando uma pessoa muito necessitada e emocionada comparece a um local que julga sagrado, com ou sem a presença de um psíquico, ela entra em estado alterado de consciência.

Nesse estado alterado de consciência e com considerável emoção ela pode desenvolver, ou receber, um quantum de energia do grupo, que além de equilibrar sua consciência, promove o restabelecimento da integridade física. Observe-se que somente algumas pessoas se curam no meio de uma multidão de doentes e enfermos nos lugares de romarias.

Vamos nos lembrar de João de Deus, que consegue reunir pelo menos 300 pessoas ou mais. Estas, motivadas, concentram-se em expectativa de que algo aconteça, e muitas são beneficiados pela fé de que sejam curadas, sem ter conhecimento da Energia Psíquica baseada em Emoção, que procedente deles mesmos preenche os espaços desse ambiente. Não há dúvidas de que essa energia pode ser canalizada por quem saiba como fazer a focalização mental adequada. A minha certeza vem da experiência pessoal em mais de uma cidade.

Os dizeres: “A tua fé te salvou”, “A tua fé te curou”, deixam claro que Jesus tinha consciência de que todo esforço dos curadores às vezes depende de quem quer ser curado. Quando há um “curador”, pessoa disposta a ajudar, depende-se menos dele do que da atitude do paciente de aceitar ser ajudado e de querer ser ajudado, ou seja, de dar permissão e ter uma expectativa de um resultado positivo.

Bom lembrar que há muita energia de nível físico e de nível mental em aglomerados humanos, em que os participantes fazem preces, cânticos e rituais. Essa massa de energia da multidão como que “espera” para ser canalizada aos que estejam receptivos, e crendo que a receberão, vão recebê-la.

A energia quântica desenvolvida pelos pensamentos tem fluxo contínuo. Em um aglomerado humano emocionado é um turbilhão, mesmo que esse turbilhão tenha como fonte as gargalhadas da multidão. Nisso eu tenho certeza por experiência pessoal bem-sucedida, por duas vezes.

Há diversidade de opiniões quanto a isso, mas podemos dizer que sempre todos têm uma razão! A razão de cada um está de acordo com o arrazoado que cada um faz. Os arrazoados de cada um, pelo seu nível de razoabilidade, mostram os próprios limites em termos de percepção de entendimento  e de conscientização de quem os faz.

Aquilo que pensamos com convicção é a nossa verdade, ou a nossa realidade, que assim é, e assim será, até que a experiência a prática e a vivência mudem o nível da percepção, mudem o nível da Consciência, e consequentemente mudem o nível de Realidade Pessoal. De que adianta discutir com pessoas que defendem suas convicções em público e se comprometem com isso sem obedecer 1º aos de Corinto 2, versículo 4?

Para cada um de nós, o Mundo e tudo o mais que há conhecido no Universo é aquilo que cada um pense que seja, ou que possa ser, até o momento em que se mude o modo de pensar de acordo com resultado de experiências pessoais. Caso contrário, é uma troca sem fim de abstrações inúteis.

Na atualidade, graças à ciência, quase toda a realidade do mundo exterior está sempre à disposição de quem queira percebê-la em seus níveis e profundidades de níveis. A questão é se estamos abertos para percebê-la, e se temos meios para constatar, para sentir e/ou para provar, pela prática, que nos convença de alguma utilidade: “de tudo examinai e retende o que é bom (útil?).”

Possivelmente Jesus se referia dessa maneira aos naturais e carnais e a alguns discípulos que viveram naquela época. Talvez a todo o que que viva em qualquer época, buscando, ou não, o entendimento.

Nem todos os psíquicos com desenvolvimento espiritual e que tenham se projetado como guias da humanidade têm como ponto de origem uma Filosofia de Vida. Ela se forma na medida do amadurecimento de suas ideias, como no Budismo.

Nem todos os Mestres passam com precisão e clareza aos seus seguidores todo o conhecimento que têm, ou que sugerem ter, daí o universo de interpretações e a confusão resultante em, no mínimo, 1890 seitas do cristianismo. O que falta?

As razões dessas atitudes estão claras, pois se nem nos dias de hoje a maioria suporta o “leite”, como é que suportariam o que é “sólido”, conforme está escrito no Novo Testamento, em Hebreus 5 e 6?

Por qual razão os teólogos evitam falar sobre o livro de Hebreus? Questionei seis deles e só um respondeu: “Alberto, não sou especialista em Hebreus”. Fim.

Jesus deixou bem claro sua posição em relação a esses diferentes níveis de informação, quando passou os seus conhecimentos teóricos e práticos aos discípulos. Na ocasião disse: “A vós vos é dado conhecer coisas que aos outros não é dado saber”. Na verdade, seria, mas eles não têm condição de entender.

Jesus deixou claro que há pelo menos dois níveis de comunicação na sua doutrina e no desenvolvimento espiritual do cristianismo, havendo pelo menos dois níveis de percepção e entendimento. Em que nível é que está a maioria? Onde será que nós (você e eu) estamos agora?

Por qual razão não aceitar os conhecimentos da ciência atual, e não fazer os exercícios mentais que levam à integração dos três aspectos da Consciência, para entender, na prática, o que pode ser a referida salvação da alma, que integrada com integridade permite saber o que significa “O Pai em mim opera as obras” e entender a que se refere o senhor Jesus quando menciona “sepulcros caiados”.

Por qual razão não tentar se sintonizar com a energia cósmica que emana da Fonte (O Altíssimo?) e entender João 14: 12? Ter entendimento, compreensão, percepção e Conscientização pela prática e poder ser pragmático: “só o que funciona é verdadeiro”, ou “a eficácia é a medida da verdade”.

Por qual razão manter crenças limitantes e que não funcionam? Acredito que foi por essa razão que o senhor Jesus claramente abominou as Sinagogas e os costumes de sua época, e sugeriu que se ore em secreto ao Pai, afirmando que, assim, o Pai atende. Foi morto.

O que não entendo é por que, dentro do cristianismo, foi recriada a situação, abominada anteriormente por Jesus, da existência de templos com hierarquias a ser sustentadas. Agora, tanto no mercado das religiões cristãs, como de outras, há nas prateleiras rótulos e discursos para todos os gostos. Dificilmente acontecem demonstrações de espírito e poder, mas não faltam metáforas e alegorias em discursos vazios de ação.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Ciência e Religião

2 Comentários


    • Syllvia Tang de Mura
    • junho 2, 2018
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    Desejo me comunicar com voce por email

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • junho 2, 2018
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      Terei um imenso prazer em me comunicar com vocês lembrem-se de que sempre recomendo que leia, analise e questione para não deixar dúvidas A partir de um momento de minha vida Deus me abençoou como dom de curar as pessoas, simplesmente invocando o ES de Deus com todo respeito. Já fui invejado e mal falado pelas costas na igreja , depois perseguido e com isso abandonei a igreja batista, e fui estudar com afinco o porque das coisas.

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