Os Pensamentos e o Caráter (autoconhecimento)

Os Pensamentos e o Caráter (autoconhecimento)

Os Pensamentos e o Caráter (autoconhecimento)

Nós podemos dirigir as nossas ideias produzindo os pensamentos na Área Frontal do Cérebro. Muitas vezes as ideias surgem espontaneamente provenientes do banco de memória, e assim os pensamentos fluem por um processo de associação de ideias que conhecemos como divagação. Na maioria das vezes as ideias fluem e os pensamentos podem mudar de rumo espontaneamente.

 

Concentrar-se em um pensamento é mais difícil do que se concentrar nos músculos e se concentrar nos sentidos. No entanto se não aprendermos a dominar as sensações, os desejos, os sentimentos e as emoções, não conseguiremos concentração para dirigir os pensamentos.

 

Os pensamentos que emergem do subconsciente e fluem, são consequência de impressões que recebemos a todo instante desde o nascimento até o presente momento e são procedentes do meio ambiente onde vivemos. Se essas impressões forem boas, as ideias e os pensamentos que emergem do subconsciente são bons e resulta que o caráter é bom. Se predominarem as impressões que foram más, emergem ideias e pensamentos correspondentes e o caráter é mau.

 

Temos a tendência natural de agir de acordo com as ideias que fluem de modo que as ideias e pensamentos influem nas palavras, nos gestos e nas atitudes. As atitudes e o comportamento de um modo geral deixam de certo modo entrever o caráter, daí a alusão do mestre Jesus: “pelos frutos conhecereis as árvores”.

 

É possível mudar o caráter se as más impressões no cérebro forem mudadas para boas impressões. Essa mudança pode ser feita de duas maneiras: Uma delas é a introspecção com retrospecto consciente dos acontecimentos, quando uma análise pessoal leva ao autoconhecimento. Este se faz quando há Análise e Avaliação da sucessão de acontecimentos do passado, dos fatos e das emoções envolvidas com esses fatos como ato moral consciente.

 

Todo adulto quando amadurecido tem condição de falar de seus sentimentos e emoções, do seu amor e de seu ódio, bem como de tentar justificar uma e outra situação, como se fossem qualidades que possam ser subordinadas ao nível consciente.

 

Sabemos que nas crianças, no homem mais primitivo (H. natural) e nos animais, essas “forças” não se tornaram características da personalidade e funcionam mais como “personalidades parciais” e independentes para reagir de acordo com as circunstâncias.

 

Em função do que foi exposto, o adulto tem condição de ser consciente dos seus atos e tem condição de alegrar-se ou de arrepender-se dos mesmos, de tal modo que, inverter a maneira de pensar ou de agir e de arrepender-se, torna-se um ato consciente e a mudança é função de ato moral próprio e os resultados podem ser permanentes. É como apagar ou apagar um determinado programa no disco rígido do computador e imprimir de novo.

 

Para que isso aconteça, para que haja autoconhecimento é necessário que se faça um retrospecto diário de todas as impressões que armazenamos no banco de memória, ou subconsciente. Introspecção, retrospecto, análise e avaliação diariamente e este treinamento reaviva a memória e em havendo interesse, é possível voltar os enfoques mentais no tempo, recordando fatos passados em anos passados, e possivelmente em vidas passadas.

 

O treinamento persistente pode levar a pessoa a funcionar em estado pré-racional incrementando a intuição de modo consciente, permitindo que se mantenha lógico e analítico nesse nível.

 

A perfeita lembrança dos fatos e as razões e os porque dos mesmos, leva à limpeza do subconsciente. Mantendo-se a intenção do arrependimento quando cabível e buscando a reparação dos erros cometidos, quando possível, erros tais como ofensas injúrias e prejuízos causados, nós obteremos modificação na personalidade da Alma, e temos como consequência o alívio das tensões na consciência e o desaparecimento de sintomas bem como a possibilidade de reverter o quadro de doenças já instaladas. Entenda-se Alma como a Consciência e seu conteúdo informático.

 

Isto é, aqui e agora, a salvação do corpo além da salvação da alma antes perturbada pelas más impressões no subconsciente. As impressões agindo de modo inconsciente a partir do banco de memória causam tensões na consciência e resultam em neuroses. Quando se tornam conscientes é melhor para que haja entendimentos e a reparação de qualquer mal se for possível.

 

Indiscutivelmente as doutrinas pregadas por Jesus o Cristo e de certa forma transmitidas pelos Evangelhos, são instruções de como preservar a saúde física mental e espiritual, indicando para a Humanidade um caminho para sua evolução mental e espiritual.

 

A conversão como mudança da maneira de pensar, por mudança de padrões e valores pessoais, da nossa realidade interna, torna-se assim a peça principal de toda a engrenagem montada como esquema de salvação, uma vez que a morte de J.C. em favor dos pecadores nada resolve sem aquela primeira, ou seja, sem deixar as velhas ideias e aceitar as “boas novas” pelas quais morreu.

 

O que somos e o que pretendemos ser é consequência das impressões que tivemos, naquilo que pensamos e em seguida fizemos, construindo assim o nosso caráter. Se nós é que construímos nosso caráter a partir de estímulos, impressões e ideias que recebemos, está em nós poder mudá-lo.

 

Em resumo, a salvação da Alma depende de reconhecer o malefício de velhas ideias arraigadas e de males que foram feitos e que determinaram um mau caráter. Depende de mudar para novas ideias que determinem um bom caráter com feitos louváveis, deixando um, por outro melhor e pretendido.

 

Ao que parece essa era a luta reconhecida pelo Apóstolo Paulo e é a luta de todos nós, onde as boas obras só valem se forem a expressão de um bom caráter. O mau caráter também sabe tapar o sol com a peneira do dinheiro e das boas obras materiais.

 

Um segundo caminho seria a aceitação da impressão de boas ideias por hetero- sugestão. Antes de se deixar impressionar, o indivíduo avalia cada ideia ou pensamento a ser impresso no cérebro como Softs em um computador, obedecendo ao princípio do ato moral consciente. Uma vez feita a impressão, há uma nova estrutura psicológica como embasamento e cada novo pensamento poderá funcionar como amortecedor psicológico. Verificando os resultados positivos e convencendo-se dessa verdade, então procurar por moto próprio fazer a limpeza mental e a implantação das boas novas ideias que deseja como impulsores que determinam o bom caráter e as boas ações, ou boas obras.

 

Como a consciência é individual e a percepção é pessoal, a única coisa possível de ser feita é indicar e ponderar sobre o meio a ser usado e, o mais, cada um o desenvolve por conta própria.

Os discípulos acompanharam o Mestre por vários anos e algum deles, ao que parece, nem chegou a entender nada. Dos que entenderam alguma coisa, verifica-se que resultou 40% de concordância nos quatro evangelhos. Depois, o Vade Mecum das cartas de Paulo, o qual, culto, inteligente, conhecedor de filosofia grega e de princípios éticos e morais de ordem Universal, somados à filosofia das instruções de Jesus o Cristo, alimenta até hoje a maioria das prédicas de prelados de toda ordem ou seita que se encontrem atuando nesse nível de percepção e de entendimento. Alberto Dias, Especialista, USP, 1955

 

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