O Stress de Fundo Psicológico

O Stress de Fundo Psicológico

O stress de fundo psicológico

            O cérebro funciona como uma máquina, aonde o Espírito (Consciência) como sede da inteligência conduz os enfoques. Se alguém simplesmente imagina, e esta imaginação é acompanhada de emoção, o Sistema Nervoso produz as descargas hormonais da mesma forma como se fossem fatos atuais. Assim sendo, alem do stress por esforço físico como esporte, trabalho, ou estudo excessivo, há o stress por lesões, traumas, estados pós-operatórios, pós-parto, irritações nervosas e as motivações psicológicas de uma realidade concreta ou ainda fantasiosa.

            Os fatores psicológicos, devido à imaginação descontrolada causada pelo medo, raiva e inveja, são responsáveis pela quase totalidade do stress. A tensão emocional excessiva tem sido responsável por reto colite ulcerativa, moléstia tipicamente psicossomática que se caracteriza por inflamações e ulcerações nos intestinos, com diarreias frequentes e sangramentos. Fora isto, considerem-se as crises nervosas, a pressão alta, ataques cardíacos, dores na coluna como consequência de desequilíbrio psíquico e somatização. Apesar de se saber que tem fundo psicológico, se desconhece a causa psíquica em cada pessoa, a qual deve ser investigada pela análise com cada paciente.

            A possibilidade de cura decorre do fato de que a causa de cada doença está no interior de cada pessoa, no conteúdo do que deveria ser o “reino dos céus”, e onde se estabeleceu em algum canto um inferninho particular. É pior quando é consciente e há um esforço para mascarar a situação. Reconhecer e enfrentar a realidade através da racionalização é caminhar para o equilíbrio.

            A reação de adaptação de qualquer pessoa em relação à vida é de modo normal quando predomina o amor e a conformação com o irreparável. Essa síndrome de adaptação geral (SAG), também pode ser com intensidade maior ou menor do que o normal, dependendo se predomina a raiva ou o medo diante da percepção da verdade daquele momento. Os maiores fatores de stress psicológico são os complexos de culpa, instalados no momento em que haja ofensas, ou, injúrias e prejuízos causados a terceiros.

            É assim que o indivíduo, conhecendo os Evangelhos e as idéias transmitidas por Nosso Senhor Jesus o Cristo, pensa e age de conformidade com a Lei Áurea: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo e as demais coisas lhe serão acrescentadas”.  Os acréscimos para começar são paz de espírito, sono tranquilo e boa  digestão. Estes são um bom indício de equilíbrio e de boa saúde. Quem tem saúde física e mental pode trabalhar e ser eficiente.

            A não conformação diante de uma realidade que vem do mundo exterior (verdade) oferece duas saídas alternativas: 1- a fuga, levando à frustração e ao ódio (alienação e omissão), ou, 2 – ir para a luta com enfrentamento, raiva e agressividade, tentando modificar a realidade do momento, muitas vezes negando ou deturpando os fatos da realidade exterior e objetiva.

            Como a sanidade é uma questão relativa, o indivíduo menos insano tenta se adaptar harmonizando-se com a situação real do momento, esperando a hora e a oportunidade para reverter o processo, se for o caso. O menos insano tem mecanismos psíquicos de defesa mais eficazes contra a agressividade, principalmente se faz uma introspecção através do mecanismo da prece, o qual, pelo automatismo das funções cerebrais proporciona paz e tranquilidade interiores. Essa é a condição para que a imaginação controlada encontre soluções a curto, médio e longo prazo. Entenda-se como insanidade uma luta contra a própria Consciência.

            Inversamente o mais insano, o doente, mesmo que a doença de fundo psíquico ainda não seja aparente, é mais sujeito à má intenção de terceiros, bem como cria uma série de situações que colaboram para a sua própria autodestruição.

            Analisando-se uma população de um determinado meio ambiente, onde a prática de encontros periódicos favoreça a observação, é possível constatar como as doenças degenerativas consideradas “da 3ª idade” atacam os pacientes de stress, sendo mais raros os casos de real perigo ou emergência entre os mais humildes em espírito e mais conformados.

            Seguramente, desde que o Homem deixou o Paraíso do Éden, isto é, desde que o Homem deixou de ser “barro” através do “sopro divino”, e evoluiu para uma condição de animal pensante, o Homem principiou a raciocinar por conta própria, “comeu o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal” e foi agraciado com uma forma de Consciência.

            Esta Consciência da realidade externa e objetiva, que cresce em função das experiências do dia a dia, sempre pode ser comparada com a sua realidade interna, subjetiva, ou seja, com sua imaginação e sua fantasia. O Homem passou a ter consciência dos próprios erros ao criar desarmonias com as realidades externas e “sentiu-se nu” em suas próprias avaliações subjetivas, com os processos de raciocínio dedutivo e indutivo, desenvolvidos a partir de um momento da evolução, de animal para um Ser que tem consciência de existir.

            Para algumas pessoas a maior luta durante a vida é tomar consciência dos próprios erros, e desistir da posição de deuses infalíveis, que ditam normas e princípios, dogmas e ou rituais para os demais.  Sentir-se nu diante da própria consciência e não querer abdicar de sua própria autoridade, é algo extremamente estressante, a não ser para os que são psicologicamente primários e ativos, ainda em processo de evolução psíquica, onde o sofrimento tarda, mas vem.

          É fácil observar as consequências das atitudes dos que atingiram posição de destaque social, seja econômico, financeiro, ou religioso, e que passam a adotar um comportamento artificial e a criar a própria máscara de ferro, lutando contra a vida, contra o afeto e contra a realidade. Muitas vezes buscam viver solitários ou em comunidades restritas onde se sintam menos inseguros. Não há um inconsciente patológico, mas uma atitude de negar a consciência da própria realidade, e fantasiando uma realidade interior, que é projetada e sugerida como “imagem” ao exterior, e que o coloque a salvo diante de si e dos demais.

            Se quando o indivíduo, pela profissão ou pela posição social que ocupa, faz uma fantasia de perfeição de si mesmo e a quer manter a todo custo, reagindo a qualquer vislumbre de conscientização que possa contrariar essa fantasia, gera-se a doença pela tensão. Assim é a imagem do “Homem Político” quando se acha “honrado” apesar dos fatos mais do que evidentes.

            A tensão na consciência pode somatizar na área da emoção (coração) ou na área do intelecto (cérebro), sendo o mais comum a vaso constrição (isquemia) e a esclerose dos vasos nos casos de uma tensão mais prolongada. São comuns os derrames cerebrais (AVC) e os infartos do miocárdio. Tensões na disputa do poder e nos medos relativos à consciência pesada, somatizam na área do estômago, como as gastrites, vômitos, má digestão e úlceras gástricas e cólicas de fundo nervoso. Basta que se deixe essa postura, e assuma que é um simples mortal, para que os sintomas atenuem e mesmo desapareçam.

            Quando o indivíduo aceita os avisos da consciência, não reagindo contra, nem se alienando, mas aceitando o alerta proveniente do seu lado “divino e espiritual”, ou melhor, quando equilibra o Campo de Energia, que é a essência de sua Consciência, restabelece o equilíbrio interno, harmoniza-se, e o psiquismo mantém a saúde física e mental com menos dificuldade.

            Os exercícios de introspecção profunda, que permitem que a mente faça enfoques internos no banco de memória, no subconsciente, e trabalhe esses enfoques com conotação de idéias dentro da realidade, com plena percepção da verdade, facilitam uma tomada de posição com mudança de atitudes, sem ofensas, sem injúrias e sem prejuízos causados a terceiros. Paz de espírito e paz profunda são as melhores dádivas do Amor Divino.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Fisiologia

3 Comentários


    • Arthur Alves Dos Santos
    • agosto 1, 2015
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    A maior dificuldade do altamente estressado é relaxar, seja por que entrou numa espiral de cansaço e esgotamento nervoso e por outro lado muitas vezes pela mais exígua falta de tempo para encontrar oportunidades para a prática de atividades lúdicas, esportes e atividades como a prática do relaxamento, muitas vezes sendo necessária a intervenção médica com o uso de calmantes e outros medicamentos ansiolíticos. Muitas vezes eu penso num plano ou kit SOS para o desenraízamento desses estados. Não consigo pensar em outra atividade de uso imediato além do prática do relaxamento.

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 1, 2015
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      Prezado Arthur estou de acordo, e indico relaxamento três vezes ao dia aos estressados.

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 30, 2015
      • Responder
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      Realmente o relaxamento resolve, mas dpendendo do caso e da idade serão o número de horas no exercício de relaxamento

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