Afinal de contas, o que é Jesus?

Afinal de contas, o que é Jesus?

Afinal de contas, o que é Jesus?

Um senhor pastor escreveu um artigo sob esse título, e apontou uma série de fantasias que as pessoas fazem com o nome de Jesus. Pensei em responder para ajudá-lo nessa aflição, mas não culpe pastor, as pessoas porque desde pequenas só ouvem fantasias. Também, não há duas pessoas com o mesmo nível de informação. Se houver, não há duas com o mesmo nível de entendimento e compreensão, mas se houver não há duas com o mesmo nível de percepção e de conscientização. Faz parte da evolução da humanidade.

Todas as respostas subjetivas possíveis de serem dadas são inválidas, pois, se não são fruto de imaginação criativa, são fruto de fantasias. Temos que nos ater a fatos bíblicos. Sobram para serem consideradas as respostas diretas, concretas e objetivas que estejam de acordo com a Bíblia. Confira, tudo está na Bíblia.

De acordo com a Bíblia, no final das contas o senhor Jesus foi um homem dotado de cérebro, músculos e ossos, onde corria sangue humano. Nasceu de uma mulher, uma senhora de nome Maria que objetivamente era casada com um homem de nome José e que, além de Jesus tiveram muitos filhos, apesar de dizerem que José era velho.

Jesus nasceu em Nazaré, na Judéia, mas foi levado ainda bebê para o Egito, onde desde Inhotep, 2.800 a. C. as crianças escolhidas eram conduzidas aos templos para receberem ensinamentos materiais e espirituais. Jesus era uma criança especial, segundo a Bíblia.

Voltou para a Judéia aos 12 anos e surpreendeu os doutores da Lei de Moisés com o que aprendeu no Egito. Após o Bar Mitzvá, foi para o Norte com seus pais e dos 12 aos 30 frequentou a Ordem de Melquisedeque de onde saiu como Sumo Sacerdote (Hebreus 5, 6, 7,) e, nessa condição, resolveu reformular o Judaísmo, onde nem os sacerdotes nem os adeptos apresentavam habilidades psíquicas, que ele, Jesus, afirmava que todos poderiam apresentá-las, conforme João Capítulo 14: verso 12.

Começou pelas habilidades psíquicas aprendidas na Ordem de Melquisedeque para mostrar que havia muito mais a aprender e poder fazer do que o que se ensinava no Templo de Jerusalém e em outros (“Isto eu faço para que creiam em mim”). Passou o Sermão do Monte e as parábolas como a parte da doutrina dirigida a todos.

Aos discípulos, com uma doutrina mais reservada, ensinou habilidades psíquicas, e alguns deles, tendo aprendido, mostraram que “o poder vem de dentro”, do reino dos céus que está dentro de cada um de nós. João em 14: 12, expressa o que Jesus disse a esse respeito, mas desde criança só ouço discursos nas Igrejas. Como é na sua Igreja?

Objetivamente entrou na sede do Sistema Organizado como Judaísmo e Ele mostrou seu desprezo pelo Sistema, derrubando as bancas dos vendilhões do Templo, prepostos do Sinédrio e aconselhou ao povo: “orem em secreto ao Pai que o Pai os recompensará”, deixando claro que ninguém precisa dos sistemas organizados onde em uma corporação hierárquica há quem se coloca como prepostos de Deus. Os sacerdotes insultados providenciaram a sua morte de cruz, e foi terrível. Serviu para mostrar que as pessoas isoladas podem até ser boas, mas em multidão condenaram Jesus à morte diante de Pilatos.

Após tudo isso, 256 anos após a sua morte, os homens inventaram um sistema organizado de forma arbitrária que copiou o esquema do Judaísmo, uma hierarquia corporativa que cobra igualmente até hoje, dízimos e ofertas para cultuar a Deus, em nome de Deus ou em nome do Senhor Jesus morto na cruz e depois ressuscitado no terceiro dia.

Curiosamente a mitologia egípcia expressa, desde 3.000 a. C. a estória de Hórus, que naturalmente, o pastor deve conhecer bem.  Hórus, filho da deusa Isis, fecundada mentalmente pelo deus Amon Ra, cresceu em graça e sabedoria. Foi morto por Anúbis, o deus das trevas, mas ressuscitou no terceiro dia. Até hoje estou tentando entender à razão dessas coincidências.

Quando a bandalheira estava demais na Itália, com venda de indulgências, inquisições, isso sem contar com as cruzadas, Lutero se revoltou e instituiu a Reforma. Muitas seitas vieram depois da reforma e hoje há pelo menos 1.800 seitas cristãs, baseadas na filosofia que Paulo desenvolveu a partir dos Evangelhos, e, naturalmente, há tudo o mais que o pastor reclama em seu artigo, e com toda  razão, fazendo-se ouvir desde Macapá até em São Paulo.

O pastor em questão tem muitas razões a apresentar, todas lógicas a respeito de coisas razoáveis, mas pouco ou nada prováveis. O seu problema é que em todos os sistemas arbitrários desenvolvidos, todos eles, apresentam razões lógicas e razoáveis. Todos fazem discursos, mas não podem como Paulo dizer o que ele disse em 1º aos de Corinto, cap. 2, verso 4, e como é cobrado à eternidade por Hebreus capítulos 5 e 6.

Devemo-nos lembrar da história do leite, e do alimento sólido que nunca aparece, bem como da mesmice da repetição dos discursos e procedimentos ritualísticos nos cultos, sem a ação espiritual explícita correspondente, como já havia queixas em Hebreus Capitulo 6: versos de 1 até 4.

A todos falta aquela parte da doutrina que o Senhor Jesus passou em reservado a seus discípulos. Deve ser isso. Não sou pregador, nem profeta, nem crítico, sou apenas um analista de Sistemas Organizados e Arbitrários, e estou procurando ajudá-lo a entender esse aspecto da vida humana. Se isso faz sentido para todos os prelados, um grande e fraternal abraço a todos. Dias.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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Postado em : Religião

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