“O Desenvolvimento da Atividade Psíquica Para Além do Corpo”

“O Desenvolvimento da Atividade Psíquica Para Além do Corpo”

“O Desenvolvimento da Atividade Psíquica

Para Além do Corpo”

A palavra Energia foi criada ha cerca de 300 anos para satisfazer uma lacuna na linguagem da comunicação. A palavra Energia é um símbolo que significa “um princípio geral de todas as ações”. Significa capacidade de ação, de trabalho, de produzir movimento, parada de movimento, formação, ou, deformação. Está relacionada com todas as idéias e pensamentos relativos à ação. Transformação, deformação, desmaterialização, rematerialização, criação subjetiva com efeitos objetivos.

Todas as modalidades de Energia conhecidas, medidas e quantificadas recebem nomes. Cada modalidade de energia conhecida e nomeada é caracterizada pelo seu estagio vibratório. Sabemos que em toda escala de energia vibratória conhecida, há intervalos de freqüências que ainda não foram detectadas pela aparelhagem dos físicos e que por essa razão, ainda não foram caracterizadas e não têm nome específico.

Na antiguidade o conceito de Energia de um modo geral era expresso como “Verbo”, palavra essa que indica ação, e energia é entendida como um princípio geral de todas as ações. “No Princípio era o Verbo”, (no princípio era a energia) e “O verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Evangelho segundo João 1 de 1 a 5), onde podemos entender Deus como sendo a Fonte de toda energia do Universo. A energia também era expressa como “Espírito” quando mobilizada pela Consciência de Deus, ou ainda como “Virtude” e, nos casos em que sendo emanada pela Consciência de uma pessoa à imagem e semelhança de Deus, pois a mesma era com efeitos benéficos.

Atualmente podemos usar a palavra “Espírito” nos meios místicos, mas de um modo geral para toda a essência de energia do Universo, principalmente para a faixa de freqüências que ainda não tenha sido detectada, quantificada e nomeada, mas que podemos supor a sua existência por estar nos intervalos entre e ou alem das oitavas de freqüências percebidas e quantificadas.

O mesmo ocorre para as oitavas de freqüências que atuam acima, porém ainda próximas às dos raios cósmicos, bem como as oitavas que vibram acima do platô do que é denominado Limite da Terceira Dimensão. Esta quarta dimensão pode ser entendida como o ALÉM ( da matéria), porém, as freqüências vibratórias da energia desta última, sendo Energia de “Quarta Dimensão”, comumente denominam – se Espírito, porque temos a idéia de que é nessas oitavas de freqüência vibratória que opera a porção de Energia Consciente e Inteligente que manifesta a personalidade de Alma de cada ser humano. Daí as expressões: “espirituoso” “cheio de espírito” e, “carismático”.

As oitavas de freqüência vibratória que, pertencem à Terceira Dimensão e que podem ser medidas e quantificadas, têm nome próprio, atribuído como:- tacto, som, ultra-som, eletromagnetismo, calor, luz, R-X, R-gama, Raios Cósmicos, etc. e atuam na dimensão do Espaço – Tempo. Assim entendemos como pertencente à Terceira Dimensão tudo o que, sendo percebido, com os sentidos e ou com aparelhagem e possa ser medido e ou quantificado. O que for de uma “quarta dimensão” pode ser percebido psiquicamente, ou seja, apenas “sentido”. São freqüências vibratórias que vão além das freqüências denominadas de “Raios Cósmicos” conhecidos e quantificadas por aparelhos.

Repetindo o enfoque dado, para reforço de entendimento, a gama de energia que, pode ser criativa e construtiva e foi denominada “Virtude”, expressa pelo Senhor Jesus e relatada nos Evangelhos, indica a porção de “Espírito” que está relacionada com a Vontade do Homem de boa vontade.

 É a Energia que é mobilizada como Consciência, e a partir de uma Consciência atuando nas três dimensões conhecidas como Plano Material, ou, Terceira Dimensão, como também atua na Quarta Dimensão, conhecida como “Plano Espiritual” quando no sentido místico. Suas freqüências vibratórias são bem acima das freqüências dos raios cósmicos. A energia “Virtude”, ou, seja o “Espírito”, atuando na gama de freqüências vibratórias relacionadas com a nossa Vontade, manifesta-se quando a Consciência, como porção Consciente de Existir e Inteligente desejam e curiosamente, move-se e comporta-se de acordo com as idéias que recebemos a respeito de energia segundo os conceitos da mecânica quântica.

- “Alguém me tocou”, disse Jesus o Cristo.

- “Oh! Mestre! Como dizes que alguém o tocou? Estás no meio de uma multidão e todos O tocam”, respondeu o Apóstolo Pedro.

- “De mim saiu virtude…”, respondeu Jesus o Cristo, e na linguagem de hoje: – “perdi energia, perdi carga,… o meu potencial de energia vital baixou… houve movimentação de energia… perdi um quantum de energia”. Etc.

E assim se curou uma mulher que sofria de um fluxo de sangue…

A atuação do Campo de Energia conhecido como Consciência no Homem, bem como suas qualidades como Inteligência e Vontade dependem da Percepção, e a Percepção depende da Vontade de perceber. Ninguém percebe o que não espera perceber. – “pedi e dar-se-vos-há” (JC). Pedir é estar com a Consciência aberta a outra Consciência Maior, ou, mais abrangente, até mesmo para uma que supostamente seja onisciente, onipresente e onipotente que, pode inclusive abranger o inconsciente coletivo.

“Pedir para saber” é gerar uma expectativa que favorece perceber alguma forma de energia inteligente, seja atuante no plano físico, seja no mental intelectual, ou ainda como um enfoque mental no que é denominado plano espiritual. Presumir que já sabemos tudo é estar fechado às novas percepções e ao aprendizado. O conhecimento poderá ser percebido no nível em que é solicitado com expectativa. O pedido geralmente vai até onde a imaginação de cada um alcança, até onde a percepção, como conseqüência do nível de imaginação permite, e o desejo, com persistência e expectativa, possam determinar.

Os Aspectos da Consciência

A psicofilosofia dos nativos havaianos é simples e permite entender melhor nossa Consciência. Segundo eles, Nossa Consciência tem três aspectos que são nossos três Eus, (Selves). Nós temos um Eu (self), denominado Eu Básico que é um dos aspectos da nossa Consciência que atua no plano material, em nosso corpo físico. O Eu Básico, trabalha no nível do que é denominado subconsciente pela psicologia, mas controla todos os reflexos inatos e adquiridos e mantém todas as informações do Banco de Memória que estabelece os limites do subconsciente. É o aspecto da consciência responsável pela expressão da personalidade, sendo esta a somatória dos reflexos inatos e adquiridos, bem como pelas posturas físicas, pelos gestos e expressões faciais inconscientes que revelam as atitudes, as quais são as expressões das Intenções da Consciência como um todo. Regula as reações químicas do Corpo Físico, o qual se sustenta à custa de suas Reações QuímicasVitais naturais. Administra os reflexos nervosos e secreções glandulares associados com sentimentos e emoções.

Um segundo aspecto da nossa Consciência, nosso Eu Superior, está trabalhando na Quarta Dimensão, no nosso plano espiritual, ou, no que poderia ser O Pai em mim. Ele é responsável pelas ações à distância e as conversões de energia de baixa freqüência procedente do Eu Básico (energia vital), em fluxo de energia de alta freqüência e de grande poder, emitido como uma onda quântica.

Esse aspecto, o Eu Superior, é conhecido como sendo a parte de nossa consciência de “nível espiritual” que, pode agir no além, alem do corpo, ou, Transpessoal. É a parte de nossa consciência que é tida como divina, ou, que possa ter contato com a divindade (1ª Epístola de Paulo aos de Corinto, Capítulo 3, verso 16). Também há outras expressões para o mesmo conceito, tais como o Espírito Paternal, o Anjo da Guarda de cada um, o “Anjo que acampa ao redor daqueles que temem ao Senhor”. É a parcela da Divindade recebida e que compete a cada um. Cada rótulo pode ser dado de acordo com a base do entendimento de cada indivíduo, ou, de acordo com a crença transmitida em seu próprio grupo cultural, pois existe a possibilidade de que, o resultado de uma mesma percepção em diferentes pessoas, resulte em diferentes entendimentos, nomes, ou, rótulos.

Temos mais um terceiro aspecto de nossa Consciência que é o nível “consciente”, que tem Consciência da sua própria existência e pode chegar a ser consciente da existência dos outros dois aspectos mencionados anteriormente. É o nosso Eu Médio, nível consciente da Consciência, lógico, racional e analítico que, pode exercer a Vontade se o Eu Básico fornecer a energia vital.

O Eu Médio pode se ligar com o Eu Básico por introspecção, estimulando-o a fornecer energia ao Eu Superior, como se ele, o médio, intermediasse os outros dois. Se estiver integrado com o Eu Básico pela introspecção profunda, o Eu Médio determina mudanças nas reações químicas vitais (fisiológicas), bem como pode fornecer a energia para as ações do Eu Superior.

O Eu Médio tem a consciência de que o Ser tem uma base material, animal, bem como pode ter consciência de que há o lado do psiquismo intra e extrafísico, espiritualizado ou não, com habilidades psíquicas que podem ser naturais, ou, a serem conquistadas e usadas. É a porção que pode mostrar bom senso, equilíbrio, agir em “Espírito Santo”, ser iluminado em um clarão de introspecção, e quando integrado com o Eu Superior é um Ser Esclarecido. 1º aos de Corinto, 2: 9. O resultado é o que sugere 1º aos de Corinto 2: versos 14, 15, 16.

Associação de Conceitos

Podemos conotar a psicologia dos havaianos ancestrais com os conceitos psicológicos do ponto de vista do cristianismo que está expresso pelas palavras do Senhor Jesus e, sob a ótica do filósofo e apóstolo Paulo. No Homem tipo Natural predomina o Eu Básico e suas ações Físicas. No Homem tipo Carnal predomina o Eu Médio e seu intelecto controlando o Eu Básico, mas tendo apenas noção da existência de um lado espiritual a ser trabalhado e alcançado. No Homem tipo Espiritual predomina o Eu Superior e suas ações integradas com os outros dois Eus, funcionando o talento da Visão e da Intuição como evidencias da Consciência Superior e as faculdades hiperestésicas. Também permite as projeções de energia à distância permitindo observar seus efeitos objetivos em vegetais, animais e ou subjetivos em pessoas. Discerne e entende como a Ignorância é o maior desafio dos Homens.

Também podemos entender porque alguém (consciência lógica) vai ao Pai (consciência superior de origem divina) se for através do filho, o físico e seu aspecto subconsciente da Consciência, livres de pecados, ou melhor, sem as barreiras psicológicas que são criadas pelos atritos causados por ofensas, injurias e prejuízos causados a terceiros.

Grosso modo, a nossa Consciência aparenta apresentar três aspectos, de modo que todas as Escolas de Psicologia, ou, relativas à parte da Filosofia que estuda a Psicologia, são baseadas no nível de percepção da existência dos três Eus (Selves) que, poderiam representar um reflexo da Trindade em cada individualidade.

Os nomes são dados aos três aspectos da Consciência de acordo com o entendimento na perspectiva de quem acredita que descobriu: Ego, Id, Superego; Adulto, Criança, Pai; Pai, Filho, Espírito Santo; Consciente, Subconsciente e Superconsciente da nomenclatura oficial da psicologia. Eu Básico, Eu Médio, Eu Superior da psicologia dos primitivos polinésios que, viviam a mais do que 12.000 anos, e mostraram considerável avanço na psicofilosofia muito antes das civilizações européias e de outras asiáticas, ou, do Oriente Médio despontar como núcleos de psicoreligiosidade.

O Eu e a Projeção de Energia Quântica

Algumas pessoas percebem que, podem projetar uma modalidade de energia de alta freqüência vibratória, entendida como sendo ação do supraconsciente, através de um enfoque mental subjetivo e que esta energia obedece a sua Vontade. A projeção só é possível se o Consciente, ou Eu Médio, estiver introspectivo trabalhando através do Banco de Memória, ou seja, influindo no denominado Eu Básico através de seus pontos de referencia subjetivos. Para V. exercitar-se, estando introspectivo, imaginar que está a 5 metros de distancia, em pé, ao lado de alguém, na medida em que fisicamente está sentado em estado de total descontração e introspecção (relaxamento profundo e consciente).

O Eu Básico fornece energia de terceira dimensão e de mais baixa freqüência vibratória (Energia Vital) que, muitas vezes se manifesta acompanhada de um extra de calor e que é proveniente das reações químicas vitais. Esta energia se converte em energia de alta freqüência vibratória e em “quarta dimensão”, identificada com o Eu Superior. Nesse caso a Energia Vital está sendo convertida em Energia de Alta Freqüência por enfoque mental consciente, portanto, sob comando do Eu Médio.

É no mínimo curiosa essa possibilidade de conversão de energia química em “calor” acompanhado de energia de nível quântico, quando projetada com desejo e sob controle da vontade consciente. Ex: “Levantar o Kundalini” e projetar a energia com alguma finalidade desejada, através de um enfoque mental que tem como imagem o objeto receptor.

Assim, um enfoque mental subjetivo de idéia de calor, partindo do Eu Médio, pode obrigar o Eu Básico a produzir um extra de energia de baixa freqüência que, é convertida em energia de alta freqüência e, utilizada no nível do Supraconsciente. Este lida com um harmônico superior das oitavas que correspondem ao calor, agora já em quarta dimensão.

Essa energia é direcionada para o cérebro de outra pessoa, através da visualização da imagem dessa pessoa, maneira pela qual se dá o “contacto mental” no nível de Supraconsciente. O receptor recebe as impressões devidas à onda quântica em nível de Supraconsciente (energia de alta freqüência vibratória) que, então, vai ser reconhecida como calor através da área psicosensorial do cérebro Parietal, no nível do subconsciente. O aspecto consciente da Consciência do receptor tem então a percepção de calor e de todas as sensações físicas relacionadas com calor nessa zona psicossensorial. É a realidade interior como se fora a realidade exterior.

Como o cérebro receptor decodifica essas impressões enviadas como se fossem recebidas na zona primária da Área do Tacto e reconhece como sendo calor, reage, e dependendo da intenção que regula a projeção, a pessoa que recebeu as impressões pode ter uma sudorese intensa como se estivesse na boca de um forno. Como o efeito é imediato, não importando a distância nem o tempo, podemos dizer que a energia projetada mentalmente se comporta segundo o conceito da movimentação dos taquions, como velocidade superior à velocidade da luz, como propõe a mecânica quântica.

Para melhor entendimento de pessoas habituadas a outra linguagem, tudo se dá como se fosse uma indução do tipo hipnótico, porém sem sugestão verbal, mas com comando subjetivo de cérebro a cérebro.

Podemos supor que os bloqueios de dor e as “curas” são conseqüências da transferência de energia quântica de um cérebro a outro nesse nível, juntamente com a projeção da imagem da anomalia já corrigida, mantendo a idéia da integridade física, ou seja, do efeito benéfico como se ele já estivesse realizado. Todas as impressões recebidas em nível psicosensorial subjetivo pelo receptor doente, ou, enfermo, são registradas na zona gnósica, banco de memória, ou, subconsciente do mesmo. A realidade interior da cura se expressa na realidade exterior, física.

No Eu Básico do receptor, o subconsciente do doente, ou, enfermo, se encarrega de fazer a decodificação e a correção do distúrbio no nível do físico, aproveitando o extra de energia recebido do doador. Quando a pessoa doente não acredita nessa possibilidade e não estabelece o contato mental harmônico com o doador, o efeito não ocorre. Daí a expressão do Mestre Jesus:- “a tua fé te curou, a tua fé te salvou…”, nos relatos de fatos em que houve o sucesso e foram denominados de milagre.

A Percepção Vem Pela Experiência

A percepção de que esta ação subjetiva é assim, só é possível para as pessoas que experimentam e quem experimenta sabe que essas ocorrências se dão na medida em que as pessoas estejam introspectivas, visualizando de modo concentrado um objeto. “O Reino dos Céus está dentro de vós” (J. C.), e “o poder vem de dentro” dos Polinésios, há 9.000 anos a.C. O objeto a ser atuado pode ser de natureza mineral, vegetal, animal ou pessoa como testifica:- “A ele (homem) seja dado o poder sobre todas as criaturas”, segundo Gênesis: 1 :  verso 26.

As alterações de energia projetada nos minerais, quando não são visíveis, são detectáveis por aparelho, mas são visíveis com o crescimento de cristais por influencia Mental. Nos vegetais as alterações são bem visíveis com o passar do tempo. Nos animais e nas pessoas as reações podem ser evidenciadas no momento da transferência. Nas pessoas podem ser conferidas perguntando-se a respeito do que sentiram e de como se sentem após a mesma transferência, a qual pode ser repetida até três vezes. Assim a nova “realidade” é enfocada pela Mente do projetor e reintegrada pela Consciência do receptor, depois de impressa no subconsciente.

Algumas pessoas percebem que essa ponte de energia de alta freqüência projetada mentalmente em quarta dimensão e que liga o cérebro emissor ao objeto enfocado (Projeção Sensorial Efetiva, ou, PSE), permite colher dados e informações de modo subjetivo e de imediato (instantâneas), pois os campos de energia quântica entre pessoas devem organizar-se num processo de fluxo em dupla direção. Também permite desenvolver a habilidade de modificar a matéria, ou, o comportamento de um ser vivo com um simples enfoque mental, seja ele animal ou pessoa.

É como se o cérebro funcionasse, ora como um potente radar que, emite ondas e recebendo o reflexo, decodifica e diagnostica; ora funcionando como um aparelho emissor de raios laser que constrói, ou, destrói. Os dois aspectos são controlados pela vontade e pela intenção e assim construímos ou destruímos a nós mesmos e aos outros, independentemente do espaço e do tempo. Em termos de mecânica quântica esse duplo fluxo de ondas de energia atua com velocidade acima à da luz (taquions). As ondas de energia podem ser harmônicas, ou, desarmônicas como é do conhecimento da Física.

Sempre é bom lembrar-se das instruções do Mestre Jesus, transcritas no Evangelho segundo João, Capitulo 14, v. 12:- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim (nos meus ensinamentos), fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas”.

Seguir as recomendações do Mestre Jesus, sem se prender as interpretações místicas dos homens teóricos que não têm a prática, é estar a salvo da ignorância pelo conhecimento da verdade de como se fazem as ações nessa dimensão chamada de Reino Espiritual, Reino dos Céus, ou, o Além. Quem sabe faz e dá de graça o que de graça recebeu. Quem não sabe fazer quer ensinar. Quem não faz e não ensina quer mandar e muitas vezes impedem quem faz de agir.

Infelizmente esta última categoria se impõe pela sugestão e pela força no reino material, mas não tem valor no “reino espiritual”. “O meu Reino não é deste mundo”. JC.

As instruções do Senhor Jesus, segundo consta nos Evangelhos, estão em linguagem apropriada para sua época e, coincidem com conhecimentos que são anteriores a seu tempo histórico. Sob este ponto de vista, na essência, podemos estar todos interligados mentalmente, mesmo mantendo o conveniente isolamento físico, o qual mantém as diferenças dos níveis de percepção e de expressão da consciência individual.

Como o Senhor Jesus tinha conhecimento perfeito dessas ações e de seus efeitos, faz a recomendação das ações sempre com amor ao próximo, dentro dos conceitos de espiritualidade, pois os resultados benéficos podem depender da sintonia que ocorre entre harmônicos, mas não impedem os efeitos pretendidos entre desarmônicos. Só há duas forças básicas, o Amor e o Medo e são antagônicas.

Também Jesus afirmou “Deus é Espírito”. Se o Espírito (Consciência) de Deus nos deu o “Sopro da Vida”, então nós somos o próprio “Sopro de Deus”, que como uma onda de energia, é energia superior à energia quântica, pois em si traz a Consciência. Esta, a Consciência é atuante em um “vaso de barro”, para melhor entender o que está figurado no Capítulo I do Gênesis, somado ao conceito do apóstolo Paulo em 1ª Epístola aos Corintios, capítulo 3. Também, confirmada no Salmo 82, versículo 6.

A idéia de que temos origem divina e somos parte da divindade, é reforçado pelo Mestre Jesus o Cristo, conforme encontramos em João, capítulo 10, versículos 35 e 36:- “Sois Deuses, sois todos os filhos do altíssimo” … “No entanto, como homens morrerão…”, conforme está no Salmo anteriormente mencionado.

O físico, como é o vaso de barro, com a morte se desintegra, e “se quebra junto à fonte” (Eclesiastes 12: verso 6), O conteúdo, a Consciência como Espírito, permanece como energia. Pelos princípios da Física a energia não se perde no máximo se transforma, ou, se converte. É o princípio da eternidade relativa.

Esta concepção pode satisfazer as razões daqueles que acreditam que o homem foi objeto de uma criação especial, independentemente da evolução dos animais. Satisfaz também as razões daqueles que acreditam em um impulso especial no desenvolvimento do psiquismo durante a evolução de um animal ancestral em um momento da evolução dos seres vivos.

Sob o ponto de vista da investigação Científica, esta última suposição é mais plausível, pois o Homem encerra todos os genes de toda a escala evolutiva e alguns genes a mais. Os fundamentalistas criacionistas podem apaziguar a Consciência e se harmonizar, mudando a perspectiva e compreendendo a possibilidade de que esse foi o caminho escolhido por Deus para a criação do homem e evidenciado pela ciência. Nada melhor do que, manter a paz em nível psicológico, com um fundamento elaborado pela mente humana, mas que obedeça à lógica, à razoabilidade e à probabilidade de estar de acordo com a ciência desenvolvida nos dois últimos séculos.

Temos consciência de que existimos e de que somos uma Consciência que manifesta inteligência. Esta Consciência, como um quantum particular e limitado de energia, atua no plano material, fazendo enfoques mentais conscientes em nosso cérebro.

Todos nós somos limitados pela nossa capacidade de imaginação. Como há diferentes cérebros em termos estruturais e fisiológicos, há diferentes níveis de capacidade de imaginação nas diferentes pessoas. Como nós criamos tudo pela imaginação que, é o tipo de enfoque mental superior no humano quando equilibrado pela lógica e pela racionalidade, é pela mesma que podemos distinguir a capacidade de uma pessoa em relação à outra. Percebemos as informações que chegam subjetivamente como intuições através do mecanismo da imaginação, a qual é o ponto forte do Dom da Visão.

 Lembremos que mente é o instrumento que a Inteligência Consciente usa para fazer enfoques. Assim imaginamos Deus como uma Consciência Infinita cuja Inteligência, por imagem e semelhança, atua por enfoques mentais. Nesse tipo de concepção, tudo o que há no Universo teria sido criado por enfoques mentais e as realidades pessoais também são o fruto de enfoques mentais que podem ocorrer em diferentes níveis de percepção.

 Alguns homens descobriram de modo natural em um passado distante que, “a energia flui para onde o pensamento vai” e que o pensamento pode ir com energia para um destino certo através de um enfoque mental e mais ainda que, ela vai devido a Vontade de que essa energia vá. O resultado depende da Intenção com que a Consciência atua.

O enfoque mental, de preferência, se faz por uma imagem e isto está de acordo com os ensinamentos de Jesus, pois Ele afirma:- “não percais tempo em vãs repetições”, referindo-se Ele a verbalizações inúteis. A oração eficiente se faz por imagem que mostre um objetivo a ser alcançado de modo perfeito.

A Vontade se exerce mediante a Consciência de nível médio, que manifesta ser lógica, racional, analítica, com possível bom senso somado à espiritualidade (Espírito Santo).

O homem também descobriu que, algumas pessoas, talvez a maioria, estão felizes porque pensam que o que importa é somente a energia eletro-química que flui do cérebro até a ponta dos seus dedos, suas conseqüências eletromagnéticas como ações físico-químicas através da ação dos músculos sobre os ossos e das glândulas sobre a fisiologia dos órgãos. Assim são aquelas pessoas onde predomine a ação física e que não tenham experiências de projeção sensorial fora do corpo (PSE). Como elas pensam assim, assim é para essas pessoas, pois, o fluxo de energia flui até onde o pensamento o limita:- a ponta do próprio dedo. No entanto “A energia flui para onde o pensamento vai” de acordo com os Polinésios ancestrais e experiências atuais, e se o pensamento vai a 2.000 km, os colapsos de estado ocorrem a 2.000 km.

No nível mental e no nível chamado “espiritual”, ou, nível de ação psíquica para além do corpo, as pessoas estabelecem os seus próprios limites com as crenças que lhes tenham sido sugeridos nesse sentido e que tenham sido aceitas como verdade nesse tempo. Elas podem alterar seus limites de percepção quando aceitam instrução nesse sentido, mudando suas perspectivas e partindo para o autoconhecimento na medida em que fazem experiências próprias. Ninguém ensina autoconhecimento, no máximo se pode orientar para que outro o consiga.

Os Iniciados e os Informados

As pessoas Iniciadas no processo de projetar uma ponte de energia por enfoque mental sabem que o que importa é o que flui “da ponta dos dedos para adiante”, para fora do corpo (projeções psíquicas), fazendo uma ponte com algum objeto, inanimada ou vivo, em algum ponto do nosso planeta. Exagerando um pouco, podemos manter a idéia de que não há limites, com a de que há possibilidade de pontes energéticas com todos os pontos dos planetas desta galáxia, ou, planetas de qualquer outra galáxia do Universo. O saudoso mestre José Manuel Silva, apenas sugeria que as pessoas não pusessem barreira ao seu pensamento, à sua capacidade de imaginação e nem à sua capacidade de percepção. José, nunca confessou, mas certamente conhecia a Huna, pois havia os livros em sua biblioteca reservada, e Max Long foi seu contemporâneo.

Assim sendo podemos também expressar:- Não há limites de espaço e tempo no plano espiritual, assim como não há barreiras para o fluxo de energia quântica (espuma quântica) movida pela Consciência e para a sua manifestação “espiritual” como uma conseqüência expressa pela vontade. Lembremos que já não há barreiras físicas para os raios cósmicos que atravessam a matéria e estes estão em um nível de freqüências vibratórias muito mais baixas do que o nível freqüência vibratória da espuma quântica e esta da energia da Consciência.

O iniciado é todo e qualquer Homem que tenha algum tipo de prática nesse sentido. O espiritualizado é todo e qualquer Homem iniciado que pratica dentro dos padrões éticos recomendados pelos mestres, como o de serem as ações psíquicas limitadas ao que for criativo, construtivo, honesto, puro, limpo bom e positivo. Os cristãos encontram estas recomendações nas cartas do Apóstolo Paulo aos Filipensis, Capítulo 4, versículo 8, onde ele indica como sendo esse o caminho da espiritualidade.

As pessoas que ouvem falar a respeito dos fenômenos psíquicos são os Informados. Aqueles que são informados podem acreditar ou não. Se acreditarem, poderão buscar e se buscam poderão encontrar. “Batei e abrir-se-vos-a”, J.C.

Os iniciados têm Fé e realizam com eficiência e sabem por que “a eficácia é a medida da verdade”. Os informados podem adquirir uma Crença enquanto não forem iniciados. O problema é maior quando os não informados são guiados por outros que apenas são informados e não são iniciados. “Cegos guiando cegos” segundo o Mestre Jesus. Biblicamente há uma recomendação para que nas Igrejas haja pastores e mestres. A coisa se perde quando os pastores se consideram mestres, e é o que acontece na maioria das vezes, mas não admitem nem experimentar serem mestres.

O Gênesis e a Atualidade

Todos nós somos vasos de barro, conforme está na 1ª Epistola de Paulo aos de Corinto Capítulo 3, e cada um dos vasos contém o “Sopro Divino”, a Consciência. Por um tempo vivemos o paraíso da irresponsabilidade de uma Consciência atuando na infância da parte física. Depois deixamos o Éden, amadurecemos e tomamos o sentido da responsabilidade do nosso relacionamento com o mundo físico.

Comer a maçã, o fruto da árvore do conhecimento, certamente figura o conhecimento que se adquire quando se “experimenta”, ou, é a ação que permite adquirir informações, alimentando o banco de memória do subconsciente. Digerir a maçã e assimilar é ordenar, analisar e incorporar aprendendo e compreendendo durante o amadurecimento. Sair do Paraíso da inocência é assumir responsabilidades pelo tipo de conhecimento adquirido. A maçã é o fruto proibido para a idade infantil, para manter a inocência de quem raciocina de modo dedutivo e não consegue fazer a análise crítica com bom senso até que amadureça. Comer a maçã antes da idade adequada é sair do paraíso antes da hora e enfrentar as dificuldades sem estar preparado. É liberar o desenvolvimento do lado animal sem estar com o caráter humano formado e amadurecido. É a figuração da situação do homem primitivo que, adquiriu a consciência de existir antes de ter desenvolvido por completo o processo racional com bom senso. Não foi fácil e continua não sendo para 70% da humanidade.

Sair do Jardim do Éden pode figurar o momento de se deixar a irresponsabilidade da infantilidade, da fantasia na imaginação, da dependência e assumir a responsabilidade de quem passou a entender compreender e conhecer o Mundo, pagando o preço da evolução psíquica em nível de percepção com “o suor do seu rosto”. Os deficientes neurológicos com problemas de entendimento, se protegidos pelos amadurecidos, continuam no jardim do Éden, no jardim da infância, como pode ser observado nas sociedades civilizadas onde predomine a emoção e o cuidado com os incapazes.

A serpente, mencionada no Gênesis por Moisés, pode figurar a capacidade de Visão, a sabedoria da Intuição com o desenvolvimento de habilidades que resultam da curiosidade com prudência como era figurado no Egito dos Faraós, lugar onde Moisés se desenvolveu e estudou.

Assim também é a figuração das qualidades humanas a serem cultivadas. Humilde como uma pomba que, se permite voar ganhando o espaço (espírito) e Prudente como a serpente que se mantém em silêncio (físico) quanto ao que se pensa e aos resultados que se espera. São essas as recomendações de Jesus o Cristo aos iniciados como discípulos. É proteção dos iniciados em relação aos não iniciados.

Na antiguidade, o espírito era representado pela figura de uma ave, e no Egito, devido ao conhecimento hermético das escolas de mistério de que havia os três aspectos da consciência no Homem, o “Espírito” no sentido de “Alma” era representado pela figura de três aves juntas e imbricadas. Confiram nos hieróglifos a idéia da Trindade.

O amadurecimento é percebido em uma criança que, saindo da 1ª infância, passa ao deslumbramento da imaginação criativa da adolescência e mesmo que, não queira sair desse nível e tente retardar o processo, pode chegar o momento de assumir que é adulto, com 21, ou até 28 anos de idade, pois alguns custam mais a amadurecer e ao que parece vivem mais.

Adão se viu nu (teve percepção) quando, com todo encargo e o suor do rosto, deixou os limites mentais, que hoje são próprios da primeira infância, e partiu progressivamente para o desenvolvimento do psiquismo com raciocínio indutivo além do dedutivo, com a responsabilidade própria do adulto, como parte da evolução possível ao homem. Assim, Adão fora do paraíso, pode representar o momento em que o Homem como criação, evoluiu mentalmente para uma etapa racional, além do que hoje se entende por pensamento infantil observado na 1ª e na 2ª infâncias.

 A serpente simbolizava no Egito a sabedoria da intuição e da capacidade de visão, o dom da chamada 3ª visão. A imagem da serpente figurava na coroa dos faraós. Moisés se criou no Egito como filho da princesa e teve educação diferenciada. O simbolismo de a serpente tentar Eva se ajusta à maior capacidade de imaginação e percepção que na mulher é psiquicamente mais precoce do que no homem em relação à idade cronológica. O simbolismo de Eva dar a maçã, como fruto da árvore do conhecimento para Adão, pode ser devido ao fato perfeitamente observável de que, uma mulher apresenta três anos de mais amadurecimento e de maior percepção, mais imaginação e criatividade além da sua natural intuição do que em um homem de mesma idade cronológica. Quando os dois forem desenvolvidos, treinados e programados nas mesmas condições, se de mesma idade a mulher leva vantagem.

A figuração simbólica de que Eva surgiu a partir de um ser já criado anteriormente, está de acordo com o fato de Adão simbolizar todos os seres que evoluíram para constituir a humanidade.

Adão figura como um princípio de humanidade e base para formação de Eva. Pode ser considerado um passo evolutivo da humanidade, antes hermafrodita (?), com a posterior separação de sexos. Talvez Eva leve vantagem devido o duplo X, pois a morfologia do cromossomo Y pode sugerir a falta de um pedaço com sua configuração reduzida em relação aos demais. Falta uma costela em que nível? Cromossômico? Quem sabe esta concepção de um ser hermafrodita sirva para explicar, apenas como hipótese, o comportamento homossexual observado em ambos os sexos como sendo o resultado de um atavismo. Na atualidade são conhecidos casos de indivíduos que, apresentam os aparelhos de macho e fêmea ao mesmo tempo e até funcionais em casos mais raros, e tive a oportunidade de constatar isso objetivamente.

Os Iniciados e Os Informados II

Os Iniciados são as pessoas que vivem os fenômenos psíquicos. Podem apresentar habilidades psíquicas, muitos são considerados paranormais. As pessoas que ouvem dizer da existência dos fenômenos psíquicos são os Informados que, desejando, iniciam a busca de como vivenciar. Normalmente a busca se faz pelo caminho filosófico e ou pelo religioso, ou ainda pelos caminhos do autoconhecimento que são tradicionais. Há os que não acreditam nessas possibilidades e há os que temem o que ignoram, denunciando todos os fenômenos psíquicos como ação do mal.

Estes últimos são bloqueados psicologicamente por crenças errôneas, ensinadas por pessoas mal informadas que não conseguem produzir os fenômenos e por isso os abominam. Pura inveja daqueles que se consideram espirituais, mas não conseguem ações psíquicas que demonstrem habilidades psíquicas consideradas espirituais.

Na atualidade dispomos de mecanismos de treinamento que, podem acelerar o entendimento e a evolução dos que têm potencial. Quando as pessoas se submetem ao treinamento e têm potencial encefálico e, têm abertura para desejar entender a “outra dimensão”, há a oportunidade de opção entre manter crenças retrógradas depois de embarcar no autoconhecimento.

Iniciações Ritualísticas em Sistemas Organizados de Forma Arbitrária.

As iniciações ritualísticas e as elevações de grau em certos Sistemas podem ser meras fantasias no meio de um show. Graus de iniciação, hierarquia, religiosa ou não, cargos de diretoria, títulos, colares, pergaminhos diplomas e carteirinhas, na maioria das vezes, não indicam grau de desenvolvimento, nem mental, nem psíquico, nem espiritual, mas, satisfazem à necessidade de consideração do Ego dos membros contribuintes que, sustentam materialmente algum Sistema enquanto buscam o conhecimento.

Nestes casos predomina o discurso do Eu Médio, lógico, racional, analítico, falador, mas fraco e sujeito à inveja. Predomina o conhecimento teórico de uma Filosofia e a sua transmissão, dos informados aos menos informados, ou ainda, não informados. Pode ser como em uma escola, mensal, semanal, dominical ou não. Tudo isso é necessário e útil em seu tempo. Faz parte da evolução do Ser. Alguns evoluem e se libertam, mas a maioria se encanta com os paramentos, as fantasias e a posição social alcançada na comunidade de um Sistema Organizado de forma arbitrária.

Os leigos em qualquer assunto e que buscam o conhecimento, sempre têm a esperança de serem mais informados e depois formados, até perceberem, quando percebem, que em alguns Sistemas somente dão informação e cultura. Em outros, passam cultura e formação. Há os sistemas que oferecem pílulas de informações semanais e mantêm um bom número de associados contribuintes por mais tempo.

A formação somente se faz quando há experimentação com resultados de modo efetivo. “A eficácia é e sempre será a medida da verdade”. Fora disso permanece o show ritualístico e a fantasia na mente dos freqüentadores de um Sistema qualquer que seja a disciplina, ordem, igreja, ou, congregação, onde sempre se observa: primeiro o ritual, depois a filosofia. É rara a prática em diferentes níveis.

No entanto na vida dos Mestres é exatamente ao contrário: primeiro os mestres mostram a prática com eficácia, depois pregam a filosofia, como é o caso de Jesus, o Sermão da Montanha e outras instruções encontradas nos Evangelhos. Os mestres dão instruções reservadas aos seus escolhidos. Os que insistem em fazer o caminho inverso geralmente param no nível da instrução dos fundamentos e dos rituais, sem atingir as habilidades psíquicas.

 Cada etapa é necessária para cada qual em seu tempo. Há o tempo de receber instrução e do ritual condicionador, e há o tempo de sair em busca de resultados práticos no sentido psíquico, indicando o amadurecimento naquele nível. Os verdadeiros Mestres são os que mostram a prática para mostrar o caminho e dar a medida. Assim, usando outra linguagem, Jesus foi claro ao afirmar, usando-se a linguagem de hoje: – se vós fizerdes as coisas que digo que façam (o caminho), coisas maiores do que estas que eu faço vós fareis (a medida). No exemplo da figueira que não produzia frutos e secou, maravilhando os discípulos, Jesus disse o que fazer com os faladores e discursadores improdutivos a beira do seu caminho. Deixe-os para lá.

Os “mestres” menores, os informadores, somente falam a respeito dos Mestres Maiores, de suas qualidades e de seus feitos. Como nada fazem no sentido das habilidades psíquicas, alguns chegam a afirmar que o tempo das ações devidas a habilidades psíquicas (Milagres) já foi, contrariando assim os dizeres do Mestre Jesus. Eles bloqueiam o progresso dos demais com suas sugestões impróprias, fruto da soberba espiritual de quem é improdutivo. A soberba é filha da ignorância e da inveja. Da soberba espiritual para a arrogância e para a prepotência é um passo pequeno.

O Batismo

O Batismo instituído por Jesus serve para indicar a vontade de Iniciação por parte do neófito. Significa que o Batizado entendeu, aceitou aprender e agora deve compreender a doutrina dos ensinamentos de Jesus. Significa que está disposto a obedecer às ordenanças de:- fazer as coisas que Jesus disse que façam, tornando-se um iniciado.

A impressão que se tem é a de que essa idéia foi modificada pelos mestres menores, modificação essa que age como um processo acelerador da afiliação. Assim, afirma-se que o batizado já está salvo, pois, aceitou Jesus como salvador depois de um discurso, mesmo sem conhecer bem a doutrina de Jesus e sem praticá-la; sem mostrar o desenvolvimento do Eu no “Reino dos Céus”. Os informadores mal informados e sem a prática das habilidades psíquicas denominam Fé ao que não passa de Crenças.

Seria mais apropriado dizer:- o batizado está no caminho da salvação na medida em que entende, aprende e pratica as ordenanças do mestre Jesus. O posicionamento e a atuação mostram o nível de entendimento de quem procede de modo diferente e orienta como se fora mestre. Observamos que, atualmente, o batizado é mais envolvido com a parte teórica da filosofia do processo, com as normas e princípios da doutrina tornada sectária, com os rituais e com a estatística da contribuição ao sistema a que pertence, do que com as práticas citadas nos evangelhos. Esse equívoco já era criticado em Hebreus, capítulo 6, versos de 1 até 4.

Fica a pergunta: O Novato Está convertido, ou, está convencido e aderido como adepto e contribuinte?

Quando o neófito não se perde nas formalidades, nos rituais e na política dos procedimentos administrativos de um Sistema, talvez ainda esteja mais bem situado psiquicamente e caminhando no sentido espiritual do que aqueles que assumem tais responsabilidades de ordem social e política. Estas podem ser necessárias, mas envolvem o Ego e as tentações do poder. Cada um tem a possibilidade de escolher o seu próprio rumo, aceitando ou rejeitando as responsabilidades do plano material. Quem aceita o poder dificilmente não se envenena com ele.

Se formos todos como vasos, não conhecemos o conteúdo dos outros vasos e mal conhecemos o conteúdo de nosso próprio vaso. Temos apenas uma certeza:- nós devemos procurar fazer com que o nosso vaso seja “um vaso de honra”, Justo e Reto, como está na Iª Epistola de Paulo aos de Corinto, pois os nossos vasos sejam eles brancos, pretos, amarelos ou vermelhos, são de barro. Valem pelo conteúdo e não pelo barro, ou, pela cor do barro.

Sempre podemos evitar toda e qualquer atitude ou ação que nos desvie do propósito de dar importância em encher o nosso vaso com o Espírito Santo, ou seja, pensar e agir com Equilíbrio e Bom Senso, de acordo com a nossa Consciência, buscando o Reino dos Céus dentro de nós, na introspecção, em secreto, conforme recomendado pelo Mestre Jesus o Cristo. Assim abrimos caminho à revelação dentro do que seja espiritualidade.

As habilidades psíquicas.

A habilidade psíquica de projeção de energia e “fazer ponte” (PSE, ou Projeção Sensorial Efetiva), independem de a pessoa estar ligada ou não a conceitos de moral ou de ética tradicionais. Também se observa que a falta da prática desses conceitos não impede as posições hierárquicas de algumas pessoas na estrutura material de um Sistema, quando prevalece o status financeiro, o posicionamento político e a atitude de obediência ao estatuto e à hierarquia dominante.

Em todas as culturas de nosso Mundo e em todas as maneiras de como manifestam a psicoreligiosidade, os pesquisadores podem observar pessoas com habilidades psíquicas. As habilidades psíquicas básicas, mais simples e mais comuns são: Telepatia, Vidência e Clarividência, bem como Imposição de Mãos para transferir energia e ajudar um enfermo a recuperar a energia vital, com ou sem cura total. Passar energia para um doente é como dar uma carga auxiliar em bateria desgastada. Sempre pode haver alguma melhora, mas nem sempre há cura completa, pois esta depende do “espírito” do paciente, das tensões na Consciência do mesmo e da vontade de mudá-las. Há um ponto em que a doença é irreversível.

Curar é dar condições a que o enfermo reaja e se cure. A Cura é a volta da Integridade Física através do retorno à Integridade da Consciência. A cura é à volta às condições físicas determinadas por uma Consciência sem tensões. É por essa razão que certos tipos de cura são devidos à intervenção de curadores espirituais que agem com instrução religiosa e orações.

A comunhão em uma Igreja pode ser o fator de cura para muitas doenças, pois dependendo da qualidade da massa de energia liberada mentalmente e que existente no local, o “vaso” com o nível de energia potencial mais baixo, estando harmonizado, se carrega por indução, como em um condensador eletromagnético. Alem disso há a instrução espiritual que é dada a todos, mas esta tem maior significado com canalização e maior aproveitamento da energia para o desesperado que se encontre em maior expectativa. Isto está de acordo com o que os físicos teóricos propõem em relação à mobilização da espuma quântica. A postura mental de expectativa e aceitação aumenta o fluxo da espuma quântica na direção de quem pede em introspecção mais profunda.

Ninguém cura ninguém, mas, todos podem ajudar! Todas essas ações devidas a trocas de energia são conhecidas como pequena magia (nível I). Essas habilidades podem ser observadas em todos os Continentes, em todas as Culturas, em pessoas de toda e qualquer postura psíquico-religiosa, entre crentes em alguma filosofia religiosa e entre não crentes.

Em alguns casos mais raros observa-se a habilidade de interferir no comportamento dos elementos da natureza (grande magia, nível II). Em outros casos ainda menos comuns, observa-se que há possibilidade de desmaterialização e rematerialização, indicando que certos indivíduos que tem habilidades psíquicas, podem, por enfoque mental, converter matéria em energia e vice-versa (nível III?).

Há para considerar a visão de R-X, em que a pessoa conscientemente, com os olhos abertos, enfoca um corpo em seus diferentes níveis e profundidade de níveis. Nestes casos é preciso que o psíquico tenha referenciais anteriores e tenha noção do que pretende enfocar. Há também para considerar o fenômeno da levitação.

O Mestre Jesus o Cristo mostrou-se capaz de agir em todos os níveis, inclusive com desmaterialização, teletransporte sob a forma de energia e rematerialização. Um exemplo onde possa ser considerada essa possibilidade foi o milagre da multiplicação dos peixes. Estes, procedentes do mar, teriam sido desmaterializados, indo para os cestos sob a forma de energia quântica, onde foram rematerializados. Jesus também levitou caminhando sobre as águas e mostrou o domínio dos elementos da natureza, apascentando a tempestade pelo seu domínio sobre os ventos. Note-se que o termo Magia, no sentido espiritualizado, significa saber mobilizar mentalmente, de modo criativo e construtivo, formas de energia que não são detectáveis nem mensuráveis pela aparelhagem dos que estudam Física na prática.

Os que estudam Física Quântica já perceberam em suas pesquisas que o comportamento da matéria e da energia (luz como onda, ou partícula), pode obedecer à expectativa mental do observador, ou seja, mostrar-se como matéria ou energia depende do que o pesquisador pensa e espera. No entanto eles ainda não conseguiram detectar e quantificar essa forma de energia que se manifesta de modo mental e que interfere nos experimentos. Ela pode ser identificada como Consciência.

Há as projeções mentais de energia (espírito) em que a maior porcentagem da massa crítica da energia do psiquismo, como massa de energia espírito, deixa o corpo, mantendo-se ligada a ele por um fio, como por uma ponte de energia, “um cordão de prata”. Este último conceito é citado na Bíblia, em Eclesiastes, capítulo 12, versículo seis. Se for Salomão, ou outro, quem escreveu o Eclesiastes, esse deveria saber e entender bem desses assuntos, ou, no mínimo estar bem informado da possibilidade de saída do corpo, mantendo-se ligado pelo “cordão de prata”.

Quando o homem descobriu que o Eu consciente pode sair do corpo, e que fora do corpo o Eu pode perceber o mesmo corpo físico deitado, ou sentado, inerte, como se o estivesse vendo em um sonho lúcido, ou, como a própria imagem em um espelho, esse foi o seu primeiro espanto. Pelo menos foi o meu.

Quando o Eu percebeu que fora do corpo pode refletir sobre a situação, percebendo-se consciente e cognitivo, esse foi o segundo espanto, seguido depois pela percepção de que ao voltar ao corpo tinha memória da situação anterior. Todas as situações anteriores levaram a perceber que ao sair do corpo, mantem-se uma conexão com o mesmo e que essa conexão é energética e permite registros no cérebro, os quais, são posteriormente acessáveis no banco de memória, no subconsciente, por um enfoque Mental devido à vontade consciente.

O terceiro espanto foi quando o homem percebeu que, ao sair do corpo, em uma experiência rara e de única vez, estava consciente e cognitivo em uma posição do espaço, de onde percebia o seu corpo físico denso deitado no tapete da sala. Ao lado do corpo denso, e de pé, havia um corpo igual, porém menos denso, transparente, olhando na direção do corpo denso. Naquele momento surgiu a indagação:- qual dos aspectos do Eu observava esses outros dois aspectos do Eu? Seria o Eu médio, nível consciente, lógico e racional observando o físico e seu campo de energia conhecido como Eu Básico?

O quarto espanto foi quando o Eu percebeu que poderia se deslocar no espaço, aparecendo ou não para algumas pessoas tomarem conhecimento da situação a centenas, ou, a milhares de quilômetros. O Eu deslocado pode tomar consciência da situação do ambiente distante e mais ainda produzir fenômenos físicos na matéria e no físico das pessoas à distância. O Eu do homem percebeu que seu verdadeiro Eu é uma massa de energia Consciente de Existir, naquele momento conjugando os campos de energia da Consciência Lógica (eu médio) mais a energia do Eu básico (banco de memória), mais ainda o Supraconsciente ou Eu Superior, O Pai que em mim opera as obras.

Com uma integração perfeita dos três Eus, você vai para o espaço, sabendo onde está e o que está fazendo. Essa energia que ainda não pode ser detectada, percebida e quantificada pela aparelhagem dos físicos, em mecânica quântica é rotulada como sendo do ALÉM, mas pode ser entendida como onda quântica quando atuando e processando em nível físico, onde se associam os conceitos de espaço e tempo.  (Leia-se e reflita-se sobre a Ceia de Emaus no Evangelho de João, relatando a possível bilocação de Jesus).

O homem percebeu também que as massas de “espírito” individualizadas podem ser Conscientes, Inteligentes e Cognitivas fora do corpo, desde que se mantenham ligadas cada qual com seu cérebro, pois as ações fora do corpo são registradas na memória física do cérebro e são lembradas depois, “antes que se rompa o fio de prata” (Eclesiastes 12: 6).

Quando o homem percebeu que as ações do espírito (Eu) fora do corpo dependem da energia Vital (mana) produzida pelo físico (Eu básico) e que esta energia vital é transformada pela vontade (Eu médio) e percebeu também que dependendo das ações fora do corpo, o corpo físico pode apresentar cansaço e até esgotamento, inverteu o processo mental e percebeu também que essa ponte de energia projetada pode canalizar energia para o corpo, fazendo-a refluir como um quantum de energia que se converte em energia vital, ou, “mana”, recarregando-o.

Também verificou que é possível que a massa de energia espírito, quando fora do corpo de modo consciente e cognitiva, ao invés de se deslocar quilômetros junto ao solo, pode subir para o alto na direção do céu e por momentos perceba a imensidão do Universo pelas miríades de estrelas distantes e mais próximas, e ao pensar na Terra, imediatamente possa vê-la à distância, parte de noite, parte de dia. Então, os homens pecadores, levados a ter essa experiência, contritos, diante da grandeza do Universo percebido em nível subjetivo, poderão pensar: “Meu Deus, o que está acontecendo comigo?”. Esse foi o quinto espanto.

Nessa ocasião foi quando o homem pôde compreender a descrição feita pelo Evangelista João no livro do Apocalipse, a respeito do seu arrebatamento ao “sétimo céu” (certamente figurado), ocorrido no monte da Ilha de Patmos quando ele adormeceu ao escurecer.

Segundo João, lá das alturas podia ver: “uma mulher sentada sobre um urso (Continente Europeu), com a taça da abominação na mão esquerda (Cecília) e o coração no centro da fornicação do mundo (Paris?)”. Nota:- Observe-se o mapa da Europa, voltando a Europa para cima e a Ásia para baixo, segundo a vertical. Se o Apóstolo João saiu do corpo, certamente de modo consciente e no Oriente Médio, ao anoitecer e de bem alto, olhando para o rumo do Ocidente, vendo a Europa ainda iluminada pelo sol nesse rumo, teve a impressão do que descreveu, do “sétimo céu”.

Confira você no Mapa Mundi. Os comentários do Apóstolo João que, poderiam ser a respeito do berço da máfia e a respeito de Paris, ficam por conta de uma visão profética, ou, de algum conhecimento histórico da situação, quem sabe já havida em sua época. Hoje em dia circula pela Internet os aspectos do Globo Terrestre com fotos tiradas do Satélite de dia e de noite. Há uma da Europa à noite, toda iluminada e dá para ver o que estou comentando. O urso é nítido como contorno da Península Escandinava.

O homem comum pecador, ou, o profeta, ou ainda o evangelista, que tenham visões e percebam ações do psiquismo fora do corpo, não escolhem ser assim. Por alguma razão eles são assim. Talvez seja por se afinar com a recomendação de “busca o Reino de Deus (segundo a concepção de Jesus, dentro de nós) e a sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”. Alguns talvez recebam a graça por estarem comprometidos com um Sistema e terem a facilidade e a coragem de expressar que as coisas são assim, passando a mensagem ao Sistema. Além disso, há as reflexões a serem feitas com mais cuidado, partindo das afirmações encontradas na Iª Epístolas do Apóstolo Paulo aos de Corinto, capitulo dois, versículos de 1 a 16.

Nessas condições o homem percebeu que se essa massa de energia Espírito deixa o corpo físico de modo definitivo, o físico se desintegra e a isso denominamos morte física. Se assim é, enquanto o Espírito se mantém ligado com o físico, ele manifesta uma Lei de Integridade para o Físico. Portanto a saúde física deve depender do grau de Integridade do Espírito (Integridade de Consciência); deve depender do equilíbrio energético que se obtém com uma Consciência livre de Tensões, pelo menos até os 80 anos, idade alcançada por Matusalém e idade sugerida por Salomão como média de vida para uma pessoa saudável.

Muitas doenças e enfermidades desaparecem, ou, não progridem, quando a pessoa “se salva” ainda nesta vida, ao se converter à mensagem dos Evangelhos e, portanto, ao eliminar as tensões na consciência, evitando e livrando-se dos pecados da ofensa, injúria e prejuízos causados a terceiros, sejam danos materiais ou de ordem moral. Jesus nos ensinou isso de modo direto e simples:- “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Se na comunidade significa “amor compartilhado”, quem ama ao próximo, respeita. Quem respeita o próximo se respeita. Respeito ao próximo é tudo, pois é a própria e efetiva demonstração do amor. O Amor por si só é muito subjetivo e o respeito é direto e objetivo. Então é fácil entender: “respeite ao próximo como você se dá respeito”.

Avançando na idade e na experiência o homem pode perceber que as experiências ocorrem mais intensamente até o sétimo período de sete anos de vida. Progressivamente com menos intensidade até o nono período de sete anos. Entende que se o físico está com menos energia vital, uma parte da energia consciente deixa de sair do corpo, não há mais desdobramento nem bilocação, economizando energia até a hora da morte física e possivelmente retardando-a.

As ações da Consciência mobilizando o “espírito” no plano extra físico e no material dependem da energia vital cedida pelo corpo físico. Na idade certa tem as suas experiências, como se estivesse participando de uma escola em outra dimensão, com entendimento progressivo, sem necessidade de repetir experiências passadas se o entendimento foi efetuado. Se insistir em repetições poderá não haver evolução no sentido das experiências, pois não dá continuidade.

Quando há morte física e a massa de energia espírito se desprende, como energia que é, pelas leis da física, possivelmente não se perde talvez apenas se modifique. Quem tenha experiências fora do corpo pode entender o que seria a eternidade relativa, pois permanecemos como um campo de energia particular, limitado, mas consciente e cognitivo, no meio do oceano de energia do Universo. Se forem assim as experiências tidas antes da morte, pode ser que também seja assim depois da morte física, apesar de que, neste caso, falta a ligação com o cérebro e a fonte de energia vital (mana) que, alimenta as ações do espírito no plano físico.

Também podemos entender que essa massa de energia denominada espírito (Consciência), tem características peculiares a cada indivíduo devido à integração dos três Eus e poderá ser denominada personalidade de Alma. Quanto a voltar a possuir outro corpo e, renascer na carne, foi Jesus quem afirmou a seus discípulos:- “Elias já voltou e não o reconheceram e fizeram dele o que quiseram”. Então os discípulos entenderam que Ele se referia a João Batista, o qual vivia com uma personalidade de Alma que, em uma época anterior foi a personalidade de Alma do profeta Elias.

Se Elias voltou, por qual razão outros não podem voltar para tentar melhorar, ou cumprir um trabalho da Criação neste plano? Também é evidente que enquanto no outro plano, como Consciências no Além não podem agir neste plano, de acordo com o que ensinava Jesus, pois necessitam da energia vital do corpo para acionar os quantos de energia na dimensão do espaço-tempo, mas explica alguns outros fenômenos causados por Consciências não íntegras, ou melhor, desintegradas.

Ainda com relação a voltar, temos a afirmação do próprio Jesus o Cristo referindo-se à sua volta. A pessoa pode ter ido antes da hora programada, se deixou o trabalho pela metade por acidente, ou, pela ação nefasta de alguns homens naturais e outros carnais, como foi nos casos históricos de João Batista e depois de Jesus, sem a necessidade de citar todos os demais casos de morte violenta como extermínio dos judeus causado pelos nazistas.

Afora isso, há muito conhecimento para expandir uma consciência limitada por uma só vida planetária, em uma só morada, já que deve haver muitas moradas. Fica a pergunta:- Quantas vezes serão as que Moisés (Moria El), Elias e Jesus já voltaram e “não o reconheceram?”.

É possível, que em uma de suas voltas, a personalidade de alma conhecida como Jesus, entregou-se ao sacrifício extremo para marcar, como marcou, com sua vida, morte e ressurreição, os seus ensinamentos que, perpetuam nos Evangelhos como sendo as Boas Novas. Jesus marcou de maneira definitiva o poder do Espírito (Consciência) sobre a matéria e mais ainda a perpetuação do Espírito-Consciência como modalidade de energia consciente e inteligente.

Em todos os continentes há diferentes grupos culturais. Cada grupo cultural pode se apresentar com uma psicoreligiosidade diferente. A tendência dos líderes e dirigentes em uma cultura é atribuir às habilidades psíquicas de quem as tenha desenvolvido, como sendo conseqüência da psicoreligiosidade dominante em sua própria cultura e o modelo apresentado é o de algum de seus mestres iluminados. Ora, como há um sem número de atitudes psicoreligiosas e os fenômenos básicos (nível I) são sempre os mesmos em qualquer uma delas, certamente as habilidades psíquicas independem das atitudes psicoreligiosas e independem do que pensa e prega a liderança e os dirigentes de qualquer Ordem, Disciplina, ou em qualquer Sistema religioso ou não.

Todas as habilidades psíquicas têm um denominador comum que é um estado alterado de consciência. Esse estado alterado de consciência é caracterizado por alterações fisiológicas no cérebro, o qual mostra diferentes níveis de energia detectada por aparelhagem física. Em estado normal de raciocínio 50 microvolts de tensão elétrica; medianamente concentrado e em imaginação, 100 microvolts de tensão elétrica; em alto grau de concentração, de 250, 380, ou muito mais microvolts em cada um dos milhões de neurônios.

Curiosamente, entre os antigos havaianos e os da época da descoberta do Hawai, os que tinham qualidades e habilidades psíquicas, mencionavam os três níveis de energia psíquica, rotulando-os de Mana a energia do Eu Médio, Mana-Mana (Mana em dobro) a energia do Eu Base, relativa à introspecção com imaginação e Mana-Loa, a energia do Eu Superior, a energia capaz de agir à distância e fora dos limites dos conceitos de espaço-tempo. Recordemo-nos dos dizeres bíblicos no Velho Testamento a respeito do Manah.

Há pessoas religiosas e outras não religiosas que apresentam as mesmas habilidades psíquicas, sendo que destas últimas, algumas com filosofia própria, sem adotar a moral e a ética das filosofias mais difundidas. Observamos também que muitos dos psíquicos gostam de ficar repetindo sempre os mesmos fenômenos e habilidades, sem que haja progresso no psiquismo a ser espiritualizado.

Geralmente os movimentos religiosos começam quando algum psíquico muito desenvolvido para habilidades produz fenômenos não usuais. Como alguns psíquicos trazem consigo alem dos fenômenos uma tradição filosófica de algum grupo de vida mística (Essênios por ex.), a tendência é divulgá-la para os espectadores depois da emoção causada pelos fenômenos. Jesus foi explicito: “estas coisas Eu faço para que creiais em mim”. Assim podemos somar as práticas com a filosofia, além das informações, todas elas devidas a uma maior percepção entendida como autoconhecimento. Este é o resultado da conscientização da eficácia dos exercícios mentais efetuados e que levam a um maior desenvolvimento psíquico e a uma maior facilidade para percepção por enfoque mental, seja objetivo, ou, subjetivo.

Outros Mestres têm práticas, mas não têm tradição filosófica. As pessoas que o seguem como mestre ou avatar, na esperança de um desenvolvimento, se encarregam de aventar hipóteses, desenvolver teorias e uma filosofia que contenha os seus próprios arrazoados.

Uma coisa é certamente observável:- quando uma pessoa muito necessitada e emocionada, comparece a um local que ela julga sagrado, com ou sem a presença de um psíquico, ela entra em estado alterado de consciência. Nesse estado alterado de consciência com considerável emoção ela pode desenvolver, ou, receber, um quantum de energia que, alem de equilibrar sua consciência, promove o restabelecimento da integridade física. Observe-se que somente algumas se curam no meio de uma multidão de romeiros doentes e enfermos.

 Os dizeres: “A tua fé te salvou”, “A tua fé te curou”, deixam claro que Jesus tinha consciência de que tudo depende de quem quer ser curado. Quando há um curador, depende menos do curador do que da atitude do paciente. Lembremos que há muita energia de nível físico e de nível mental em aglomerados humanos, onde os participantes fazem preces, cânticos e rituais. Essa massa de energia “espera” para ser canalizada aos que estejam receptivos e crendo que a receberão. A energia quântica desenvolvida pelos pensamentos tem fluxo contínuo. Em um aglomerado humano emocionado é um turbilhão.

Há diversidade de opiniões quanto a isto, mas, podemos dizer que sempre todos têm razão! A razão de cada um está de acordo com o arrazoado que cada um faz. Os arrazoados de cada um, pelo seu nível de razoabilidade, mostram os seus próprios limites em termos de percepção e de entendimento. Aquilo que pensamos com convicção é a nossa verdade, ou, a nossa realidade que assim é e assim será até que, a experiência a prática e a vivência mudem o nível da percepção, mudem o nível da Consciência e conseqüentemente o nível de Realidade pessoal.

Para cada um de nós o Mundo e tudo o mais que há conhecido no Universo, é aquilo que cada um pense que seja, ou, possa ser até o momento em que se mude o modo de pensar. A atualidade, ou, a realidade do mundo exterior, está sempre à disposição de quem queira percebê-la em seus níveis e profundidades de nível. A questão é se estamos abertos para percebê-la e temos meios para constatar.

Nem todos os psíquicos com desenvolvimento espiritual e que tenham se projetado como guias da humanidade, têm como ponto de origem uma Filosofia de Vida. Ela se forma na medida do amadurecimento. Nem todos os Mestres passam com precisão e clareza, a todos os seus seguidores, todo o conhecimento que têm ou, sugerem que têm. As razões dessa atitude estão claras, pois se nem nos dias de hoje a maioria suporta o “leite”, como é que suportariam o que é “sólido”, conforme está escrito no Novo Testamento. Possivelmente Jesus se referia dessa maneira aos naturais e carnais e a alguns discípulos que viveram naquela época e talvez para o que viva em qualquer época, buscando, ou não, o entendimento.

Jesus deixou bem claro sua posição em relação a esses diferentes níveis de informação, quando passou os seus conhecimentos teóricos e práticos aos discípulos. Na ocasião disse: “A vós vos é dado conhecer coisas que aos outros não é dado saber”. Jesus deixou claro que há pelo menos dois níveis de comunicação na doutrina e no desenvolvimento espiritual do cristianismo, havendo pelo menos dois níveis de percepção e entendimento. Em que nível é que está a maioria? Onde será que nós (você e eu) estamos agora?

Os Estados Alterados de Consciência

Os exercícios desenvolvidos por qualquer disciplina sempre são de introspecção com concentração para entrada em um estado alterado de consciência. Os mais antigos usavam dança, com movimentos repetitivos e ritmados, os quais resultam em automatismos e a conseqüente mudança de estado mental, caracterizada pelo maior nível de energia potencial no cérebro. Nesse momento de maior energia, quando há integração do consciente com o subconsciente, impulsos do nível mais profundo do inconsciente afloram.

Para obter estados alterados de Consciência, outros usam a fixação do olhar em uma Mandala e, de preferência em determinada postura, com ou sem a repetição de Mantras, ou, sons repetitivos. Os cristãos entram em estado alterado de consciência pela repetição de uma prece, ou, das palavras de um cântico, conhecido como “corinhos”, ritmado e repetitivo. Outros acrescentam às palavras de louvor, ou, um cântico, uma dança suave, como um balanço ritmado, ou mesmo uma dança mais ritmada e agitada.

Dependendo da cultura e da psicorreligiosidade há outros meios para desenvolver um estado alterado de consciência. Em Alguns Sistemas Organizados, depois de introspectivos, há os exercícios de visualização e imaginação, quando o psíquico ganha habilidade e a Consciência ganha força e segurança na introspecção. Com a meditação do tipo dinâmico, começa a haver projeção de energia vital modificada e costuma-se dizer que o indivíduo está em estado alterado de consciência com energia de “mais alta voltagem”.

Em alguns meios o rótulo é simplesmente transe. Em outros meios é transe mediúnico. Ainda em outros é estado auto-hipnótico, estado contemplativo, ou ainda estado de graça. Não importa o rótulo dado nem as suposições aventadas para explicar os fatos (algumas absurdas), o que importa são os fenômenos que podem ser desencadeados, pois, “A eficácia continua sendo a medida da verdade”. O tempo que o homem pode levar fazendo exercícios e conseguir habilidades depende de não estacionar e do interesse de cada um.

Fé e Crença

A Fé é um sentimento endógeno. É a certeza das coisas espirituais que aqueles que têm a experiência de comunicação subjetiva e de sair do corpo e ainda outras coisas nesse nível podem ter. É a certeza da existência das coisas que não são vistas objetivamente pela maioria. É ter e saber como é o Talento da Visão. É ter a capacidade de sair do corpo e perceber que pode agir à distância. É ter o entendimento e a compreensão do significado da declaração: “no espaço há muitas potestades”. É o entendimento pleno da declaração:- “O meu reino não é deste mundo”, conforme disse Jesus o Cristo, é do Além, é do transpessoal!

Pessoas que não têm a experiência psíquica são levadas a confundir Fé com Crença. A Crença é exógena, é o resultado da instrução sugerida. As pessoas que se autodenominam crentes o são por terem adotado uma crença sugerida. São pessoas sugestionadas por elementos eloqüentes que também podem não ter as experiências do psiquismo espiritualizado e por essa razão foram de antemão e profeticamente taxados por Jesus de: “cegos guiando cegos”. Eles não têm o dom da Visão Subjetiva e guiam os seus seguidores através do intelecto e de seus discursos cheios de fantasias alegorias metáforas e sugestões. Estabelecem posições e graus hierárquicos para sugerir e manter na objetividade uma diferença de supostos níveis de espiritualidade.

É comum ouvir-se a expressão: “príncipes da igreja”, a qual é dada e aceita para a hierarquia, mas, geralmente, na prática do dia a dia dos diferentes Sistemas Organizados, são considerados “homens de muita fé”, ou, “místicos de valor”, aqueles que mais contribuem objetivamente para o sustento dessa hierarquia.

Observa-se em algumas organizações que, as pessoas mais abonadas financeiramente, são convidadas a ocupar cargos e funções de destaque. Há os que pagam por graus, medalhas, distintivos e comendas em alguns Sistemas Religiosos, ou não religiosos.

Muitas crenças impõem a seus seguidores limites às possibilidades de desenvolvimento do psiquismo. Muitas vezes os limites são os limites da percepção de seus líderes que, temem que alguém possa desenvolver o dom da Visão e da Intuição, superando os arautos em seus discursos intelectuais e informações. É o temor de que a realidade maior elimine a fantasia da mística, deixando-a sem o suporte que alimenta as crenças, os crentes e o fluxo financeiro que dá o suporte.

De outro lado há para considerar a seguinte afirmação: “bem-aventurados os que não viram e creram”. Neste caso está explicito que, Jesus distinguia a Fé daquilo que seja Crença, quando se comunicava com seus contemporâneos, referindo-se Ele às suas instruções dadas aos que ainda não tinham a verdadeira iniciação, mas estavam crendo na informação e nas possibilidades de serem alcançadas as habilidades e o conhecimento da dimensão denominada espiritual. Nos tempos de Jesus os discípulos iniciados viram, creram e produziram habilidades psíquicas. Os discípulos e demais seguidores não iniciados não produziram habilidades psíquicas, mas creram em função do que viam. A promessa é para que todos alcancem o desenvolvimento psíquico (João 14: 12).

Aqueles que não viram, mas creram e agiram, sabem o sentido da frase:- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço; e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu pai”.  Jesus o Cristo, segundo João, 14, v:  6, pois, encontraram o começo do caminho de como avançar nas experiências de nível I e abriram o caminho ao nível II, ao encontro do “Pai que em mim opera as obras”. Ganharam fé na medida de seus resultados.

crença, sendo exógena, é sugerida pelas lideranças que sempre inserem normas de conduta alem dos princípios considerados religiosos que acompanham a Filosofia Básica da religião. A crença é formada por informações a serem acreditadas como as doutrinas somadas às normas e princípios além da obediência a um estatuto próprio de um núcleo religioso constituído como Igreja.

Algumas lideranças que, não têm como explicar a origem de determinados fatos, introduzem Dogmas. Outras escolhem idéias e pensamentos lógicos e razoáveis, mesmo que sejam improváveis, mas que sirvam de base para o desenvolvimento e estabilidade da parte temporal de uma crença e assim estabelecem os Fundamentos.

Cada Religião pode ser reconhecida pela sua filosofia doutrinária e mais normas, princípios, rituais, dogmas e ou fundamentos. As Igrejas são reconhecidas pela religião que professam e pelos estatutos próprios. Os cultos são reconhecidos pelos rituais de adoração. Dogmas e Fundamentos são os limites impostos pela liderança para “segurar” os questionamentos que podem abrir a percepção de alguns dos adeptos seguidores de uma linha de pensamento de uma determinada crença.

Quando pessoas que tenha Fé devida a suas próprias experiências no denominado mundo espiritual, desenvolvem idéias básicas de bem viver com conceitos de moral e ética e podem abrir caminho para que outros desenvolvam as práticas do psiquismo em nível um, são barradas, as pessoas que desenvolvem experiências de nível um, ganham confiança e pela prática podem chegar às experiências de nível dois, ou três.

Os discípulos sucessores de Jesus, alguns com alguma habilidade psíquica de nível I e II e outros não, foram todos bem orientados e alguns desenvolvidos pelo Mestre. Então passaram a fazer relatos das idéias e das atividades do seu Mestre, ressaltando fenômenos e qualidades usuais do Mestre e dos discípulos desenvolvidos, o que é uma boa motivação.

As boas ações serviram e ainda servem de suporte para um corpo de relatos e informações que, apesar de não ensinarem objetivamente como podem obter as práticas psíquicas dos níveis I e II, também servem como fundamento geral para desenvolver uma Filosofia de Vida Cristã que, seja mental e fisicamente sadia.

Como a maioria das pessoas não está pronta para “ver e entender àquilo que não se vê objetivamente”, na medida em que acreditam nas sugestões de fundo ético e moral, aceitando as boas novas, podem tornar-se pessoas melhores, iniciando um desenvolvimento psíquico com espiritualidade, desde que seja justo hábil prudente criativo e construtivo; honesto, puro, limpo e bom, seja líder ou não.

A recomendação de Jesus:- “vivei em oração”, é adequada para que alguns desenvolvam a habilidade de introspecção logo de inicio. A outra recomendação dada por Jesus para todos:- “orai pelos vossos inimigos”, é própria e adequada para estabelecer uma condição de Paz Interior Profunda, devida ao desenvolvimento da idéia de perdão que, não deixa de ser uma atitude de superioridade e entendimento como Ser, além de um reforço de Eu sobrepujando o Ego, com eliminação de barreiras psicológicas em nível de subconsciente. É mudar a polaridade de um enfoque de destrutivo para construtivo.

Perdoar não é esquecer completamente, é apenas saber virar a pagina, é apenas tirar de foco. O mais importante é tirar de foco, pois é uma regra psicológica com foros de espiritualidade e que, pela boa intenção, resulta em Paz Interior. Lembrar uma vez ou outra, ocasionalmente, depois da mudança de polaridade, é se precaver. É evitar novos aborrecimentos futuros e é normal.

A paz é necessária para estabilidade e harmonia na introspecção e ela se dá, tirando de foco assuntos que gerem tensão, já que o cérebro, como máquina, não enfoca dois pensamentos ao mesmo tempo.

O enfoque de uma idéia ou de um pensamento é um resultado da ação mental da inteligência, a qual pode ser com maior ou com menor capacidade. Permanecer enfocando coisas desagradáveis sem necessidade é sintoma de pouca inteligência, ou, de ser mal informado e mal treinado. É pedir para ser triste e amargo e isto não vale a pena pelo estresse que resulta das tensões na consciência.

A instrução dada por Jesus aos discípulos:- “ora não direis vós que o Reino dos Céus está aqui ou ali porque o reino dos céus está dentro de vós”, indica claramente que, o caminho da espiritualidade e o desenvolvimento psíquico estão na introspecção com Paz Profunda. Indica também claramente que o Reino dos Céus começa aqui e agora. Não adianta de nada criar um inferno na vida pessoal e na vida dos demais aqui e agora em função de uma crença, esperando os Céus para depois da morte física. Observe-se que as bem-aventuranças do Sermão da Montanha, são todas atuais, todas do aqui e agora e não de um portal para o além túmulo.

A recomendação de “orar em secreto ao Pai”, confirma o benefício do isolamento na introspecção, ao abrigo de ruídos e das falações dos menos evoluídos no plano espiritual que, segundo Jesus, na sua época seria os saduceus, escribas e fariseus, os quais disputavam posições na comunidade para obter consideração, cargos, funções, remuneração e ou poder político com tráfico de influencia, ou ainda, direitos de vendas de mercadorias. Nisto Jesus reforça Eclesiastes: 5 de 1 à 3.

Reforçando:- Em um agrupamento humano qualquer, sob qualquer título, geralmente quem sabe faz, quem não sabe quer ensinar, quem não faz nem sabe como ensinar, quer mandar (confira sempre na prática e a cada vez sorria).

Quem faz e mostra o que faz, geralmente é explorado ou perseguido, dependendo de como se submete ou não. Os poderosos pelo Cargo, pelas posses, ou, pelas armas, mostram que a soberba é a filha da inveja e é mais evidente naqueles que já converteram as pedras em pães. A soberba espiritual é mais evidente naqueles que já “ocupam o pináculo do Templo” e se embriagam com o poder temporal e supostamente espiritual. São os muitos candidatos ao desatino de acreditar que, ao se atirarem, os anjos os ampararão. O cúmulo do egoísmo se dá quando se rendem ao demônio do poder político com o rótulo de evangelistas e depois cedem ao demônio do dinheiro. Daí a profecia:- “Não vos conheço, apartai-vos de mim”.

 Por essa razão os que fazem alguma coisa verdadeiramente espiritual, o fazem de modo reservado e o ensinamento é para poucos, às vezes sob outros rótulos. Quando há introspecção com paz e harmonia interior, facilmente liberamos a visualização e a imaginação criadora, como sendo a melhor condição que cada um tem de resolver seus problemas.

A resposta aos problemas pessoais está dentro de cada um de nós, no reino dos céus, ouvindo o Espírito Paternal, o “Pai em mim” e obedecendo a lógica e a razoabilidade do que é provável, do Bom Senso e do equilíbrio que caracteriza as ações em Espírito Santo, evitando-se todo tipo de fantasia e infantilidade.

A introspecção também é o caminho da meditação e da contemplação, o qual permite a evolução psíquica pessoal, por conta própria, esperando pela revelação que vem do Pai, a qual é pessoal e dificilmente transferível. Às vezes há tentativas de transferir e quando há, pode ser bloqueada pela falta de receptividade dos que apresentam outro tipo de entendimento e compreensão.

A introspecção permite que o Eu Médio (Consciente), com os seus níveis lógico, racional e analítico da Consciência, usando o Equilíbrio Mental e o Bom Senso (Espírito Santo) como sendo dons de Deus, ultrapasse as barreiras do EU Básico (subconsciente), o Filho do Homem e os seus pecados, para atingir o Eu Superior, o Superconsciente, o Espírito, O Pai em mim, o Espírito Paternal, o Pai que em mim opera as obras. Assim há integração dos Eus, dos Selves que compõem a Consciência.

As barreiras que o Eu Básico ou subconsciente oferece, são os pecados, os quais podem impedir a integração dos três Eus, integração essa que é o que dá estabilidade e segurança ao “Self”. Estabilidade, Harmonia Interior e Paz Profunda são o inverso de Tensões na Consciência.

A ofensa a injuria e os prejuízos causados a terceiros (desamor), são pecados que geram tensões na consciência. Tensões na consciência causam desequilíbrio na energia do corpo (stress). Desequilíbrios energéticos levam a pessoa a sentir os sintomas. A persistência no desequilíbrio causa a doença mental e as enfermidades do físico. As enfermidades podem levar à morte física e sabe-se lá se à outra. A integridade da Consciência determina a integridade do Físico. Assim, “O salário do pecado é a morte” para as consciências sem integridade. (JC).

Devemos amar o próximo como a nós mesmos, pois somos Consciências e, portanto evitemos ofender, injuriar e prejudicar, pois esses pecados no mínimo causam stress em ambas as partes. Alem do complexo de culpa em uma das partes, há o ressentimento na outra. Toda atitude se estabelece em função de pensamentos e o fluxo quântico gerado sempre é nos dois sentidos, mesmo quando as reações psíquicas, sendo de natureza subjetiva, não são fisicamente evidentes.

O maior problema das pessoas que buscam o caminho da espiritualidade é deixar-se emocionar e ser induzido a um estado mental de alta receptividade e conseqüentemente de alta sugestibilidade por algum discurso. O cuidado a ser tomado é o de não ser conduzido e programado no meio da massa humana pela vontade de algum, ou, mais do que um que, se achem escolhidos por Deus para orientar pessoas nesse caminho.

O primeiro filtro mental a ser aplicado sempre aos discursos oferecidos é a avaliação da lógica, da razoabilidade e finalmente a análise para constatar se o conteúdo é provável. O segundo filtro é a verificação da eficácia nas ações dos líderes e mentores e não nas palavras! Infelizmente essas condições de percepção e avaliação não estão em todos os níveis de evolução possível ao homem.

Muitos dirigentes de diferentes sistemas, apesar de possuírem informações teóricas, não têm qualquer experiência prática do que sejam ações psíquicas no mundo espiritual. A pior atitude de alguém que se baseia apenas nas informações de suas crenças, mas não consegue agir psiquicamente, é o histórico e repetido processo de usar o cargo e a autoridade temporal, para tentar reprimir aqueles que conseguem algum tipo de desenvolvimento. Mais grave é a acusação gratuita de que, sejam adeptos, ou, no mínimo favorecidos pelo espírito do mal. Isso já foi a base da “santa inquisição” e continua sendo a medida da ignorância nos meios onde haja busca da espiritualidade.

Há muitos lideres e dirigentes que agem com toda sinceridade dentro dos limites dos fundamentos de suas crenças, pois esse é o limite de suas percepções e consciências. Merecem todo nosso respeito quando não prejudicam os outros que, não sejam de mesma fé e crença e, não sejam contribuintes para o erário do seu Sistema, nem para seu bem-estar pessoal. Devem igualmente respeitar aqueles que, sendo de mesma crença, não sejam seguidores de suas idéias e nem os estejam aplaudindo.

Mas há também quem pense e afirme que a espiritualidade se mede pelos ganhos e bens “concedidos por Deus” a seus “príncipes escolhidos”, pois, com isso querem justificar certos tipos de progresso com bens materiais mesmo que a origem não seja claramente justa e reta. Naturalmente, pelas leis da física e da matemática, para que um fique bem, muitos têm que contribuir. Pior é quando um pobre é convidado a servir a “mesa do Senhor”, mas quem come é o arauto, independentemente de ser sincero ou não.

“Deus é Espírito e importa que aqueles que o adoram o adorem em Espírito e Verdade”. Sendo Espírito, Deus não necessita de coisas materiais. Quem afirma o contrário?

Nesse ponto, supostamente, estão com menos problemas diante de Deus as Igrejas da seita Congregação Cristã do Brasil, onde apenas as despesas do Templo e dos cultos são rateadas e não há estímulo à cobiça, às pretensões materiais nem aos poderes pessoais além dos devidos à pretendida espiritualidade dos anciãos que, tomam a palavra com o que acreditam ser em espírito santo naquele momento. Nestes sempre podemos avaliar o Equilíbrio e o Bom Senso em seus discursos.

Outro caminho é encontrar uma disciplina que, sendo isenta de filosofias complicadas e crenças a normas estritas, possa através de um treinamento, oferecer exercícios que desenvolvam o nível mental, com programação cerebral que sugere as qualidades do psíquico espiritualizado. Tais exercícios podem favorecer o desenvolvimento de habilidades psíquicas para telepatia, vidência, clarividência e para ceder energia para ajudar pessoas (nível I), pois abre o caminho para as outras habilidades, desde que haja constância nos exercícios pessoais alem da comunicação “em secreto” ao Pai.

Normalmente, com os exercícios, pelo menos os 25% de pessoas que sofreriam as conseqüências de sugestões indesejáveis, podem desenvolver suas próprias qualidades, despertando e incrementando o nível de percepção, tornando-se imunes às sugestões hipnóticas que, induzam as falsas crenças e fantasias, as quais impedem o correto desenvolvimento do psiquismo com espiritualidade.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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