NA BUSCA DO MELHORAMENTO PESSOAL

NA BUSCA DO MELHORAMENTO PESSOAL

NA BUSCA DO MELHORAMENTO PESSOAL

Quando começamos a percorrer o caminho da evolução Mental e Psíquica, que resulta em habilidades psíquicas, vulgarmente denominadas “espirituais”, procuramos o melhoramento pessoal através da Filosofia, ou, da Religião. Tratamos de melhorar o nosso caráter, costumes, idéias, alimentação, e até o meio social que freqüentamos. Às vezes, fazemos sacrifícios de toda ordem com a finalidade de alcançar uma vida mais plena e feliz, inclusive espremendo o orçamento e dando contribuições a Sistemas Organizados de forma arbitrária; no entanto, muitas vezes não chegamos ao estado de êxtase ou plenitude que desejamos nem com os recursos de Sistemas Organizados denominados Místicos e ou Esotéricos. Alguns se perdem em ocupar cargos, e ou em merecer receber graus diplomas e medalhas honoríficos.

A decepção pode levar-nos a rejeitar a disciplina que tínhamos empreendido, ou no pior dos casos, podemos nos desmoralizar até o ponto de pensar que “Deus se esqueceu de nós”. Qualquer que seja a reação está só nos mostrando que cometemos um equívoco, mas um equívoco pode ser corrigido. A idéia principal deve ser a de que, sendo Deus Incognoscível, Insondável e Inescrutável, pois somos as partes menores de um TODO CONSCIENTE, resta-nos aprimorar o melhoramento pessoal, que é o que está ao nosso alcance como indivíduos, sem discutir Deus, inalcançável para a Consciência do Homem. O primeiro passo está em vencer o maior desafio de todos os  homens, a Ignorância, e procurar como desenvolver o Dom da Visão e do Esclarecimento.

O Universo funciona como um grande computador Central, e como nosso cérebro é um pequeno PC conjugado, é preciso saber tocar nas teclas adequadas para obter o que se deseja. Quando nossa Consciência não o está fazendo em nosso cérebro, o Grande computador Central não responde, espera fria e silenciosamente o “sinal elétrico” correto. O Universo tem sua capacidade de respostas, e a Consciência pode nos ensinar quais são. Algumas escolas filosóficas e religiões, como Sistemas Organizados, modificam estes ensinos, talvez sem nenhuma má intenção da parte de seus fundadores, ou, continuadores, o que leva muitas pessoas pertencentes a uma hierarquia a cometerem equívocos, a frustrarem-se nas suas expectativas, e a passar os equívocos aos demais. Alguns dos equívocos mais comuns são os seguintes:

(1) FORMAR UMA BARREIRA MENTAL DE MODO EQUIVOCADO.

A única coisa que logra este tipo de exercício é fomentar a idéia de que algo externo pode ter mais poder que nós. A nossa CONSCIÊNCIA tem a percepção de que há algo fora DO FÍSICO que pode, por exemplo, machucar-nos ou fazer-nos mal. Segundo os ensinamentos espirituais, SOMOS TODO UM, MAS A INDIVIDUALIDADE É UMA CONDIÇÃO ÚTIL; portanto, nada pode fazer-nos mal psíquico se percebermos e conseguirmos evitar.

Na realidade, deveríamos praticar algum tipo de exercício de reconhecimento da segurança pessoal. Este exercício poderia dizer: “Vá onde for, estou sempre a salvo por ter percepções. Estou rodeado de irmãos de todo tipo, vivo no mundo que Deus criou, e vejo todo tipo de comportamento e ações em todo lado”. No entanto a advertência do mestre Jesus: “Não percais tempo em vãs repetições” nos faz refletir e concluir que o melhor é sinalizar com imagens adequadas no lugar de verbalizações. Devemos desenvolver o Dom da Visão, tanto para percepção como para projeção sensorial efetiva.

Se formos os Templos do Espírito Santo, segundo Paulo, dá para perceber a diversidade dos “Templos”, e de suas atitudes e ações que indicam o que vai a seu conteúdo. “Pelos frutos conhecereis a árvore”. Em síntese, ao escolher um exercício mental ou meditação a fazer, deveremos procurar aquele que nos lembre a natureza divina da vida, e agradecer à Divindade a percepção dos perigos objetivos e subjetivos.

Não são os pensamentos em geral que determinam a nossa Realidade senão as nossas “crenças”. Somente os pensamentos que internalizamos e tomamos como a nossa Verdade são os que se manifestam para dirigir pensamentos e ações. Dito de outra maneira, aquilo que “sentimos como sendo a verdade” internamente é o que toma forma no mundo interno da nossa Realidade. No entanto, é preciso ter o bom senso para saber que aquilo que acreditemos como verdade, é verdade de cada um de nós, e apenas serve para reforço de Ego, se não resulta em efeito, subjetivo ou objetivo, eficiente.

A mente humana produz uma média de 60 mil pensamentos diários, e muitos são negativos. As afirmações usadas para lograr implantar uma crença nova na nossa mente subconsciente e a repetição destas afirmações é um procedimento adequado para o adulto até certo ponto, mas até adicionarmos a emoção ou sensação que acompanha essa idéia não a internalizamos como uma verdade dentro de nós. No entanto, se eu repetir “Vá onde for, estou sempre a salvo”, e me sinto seguro na Realidade Interior, de nada me servirá a não ser como reforço de Ego.

É necessário selecionar exercícios mentais, meditações ou visualizações que fomentem as crenças de paz, harmonia e prosperidade sem que nos deixem como crédulos ineficientes. O bom senso pode selecionar o que seja lógico razoável e provável, ou seja, os exercícios mentais que resultem em habilidades psíquicas. Só os resultados efetivos das experiências mentais com habilidades psíquicas nos dão o conhecimento que favorece nossa segurança individual.

(2) ENVIAR LUZ AOS OUTROS PARA QUE MELHOREM, MAS DE MODO EQUIVOCADO.

Enviar luz, COMO SÍMBOLO DE ALGUMA FORMA DE energia a outras pessoas para que se cure de certa doença, para que melhorem sua situação econômica, a sua vida afetiva, e demais. A maioria destes exercícios é mais parecida com uma forma de manipulação do que com uma verdadeira ajuda espiritual, quando a pessoa desconhece como fazer enfoques mentais adequados, que resultem em mobilizar energia vibratória de uma dimensão superior.

Primeiro e principal: se for ajudar a outro, é preciso ter certeza de que a pessoa o peça, o necessite e o deseje. Se isto não acontece, temos que trabalhar só com o que estamos percebendo, porque o problema é algo pessoal que diz respeito a nós próprios e não à pessoa que está sofrendo. Pode até resultar em uma melhora, mas não há Cura.  Ninguém cura ninguém, pois apenas passamos uma forma de energia que sendo acumulada no organismo doente, deve ser trabalhada pela Consciência de quem a recebe.

A maioria dos problemas são apenas momentos de prova que está vivendo um indivíduo; são necessários e muito úteis para “despertar da sua consciência”. Nunca sabemos na realidade quão importante pode ser para cada pessoa a situação que está enfrentando em determinado momento. Podemos perceber essa situação como algo terrível, doloroso, injusto ou desnecessário, mas qualquer que seja a nossa interpretação, nunca será correta nem completa. Enviar Energia Psíquica sob o símbolo de projeção de luz à pessoa poderia acelera, ou, entorpecer o seu ritmo pessoal.

Nossa intervenção é desnecessária e a maior parte das vezes, não é mais do que um desejo egoísta de que a pessoa resolva rápido o seu problema porque este nos produz angústia ou dor. Em lugar de enviar luz aos outros cada vez que passar uma situação difícil começa por enviar luz a si mesmo para que seu Mestre Interior lhe faça ver a Verdade que está atuando na situação.

(3) CRER QUE VAMOS EM DIREÇÃO A DEUS, QUE EVOLUÍMOS ESPIRITUALMENTE.

Espírito é sinônimo de Energia. O que evolui é a Consciência, um Campo de Energia (Espírito), Inteligente e que exerce Vontade, em seu Nível de Conscientização. Não vamos em direção a Deus, JÁ ESTAMOS EM DEUS, EM SINTONIA, ou não. Tudo o que nos rodeia forma parte do grande corpo universal de Deus. Não evoluímos espiritualmente, mas sim em nível de Consciência. A nossa Consciência criada a imagem e semelhança de Deus, é Perfeita e Completa; evolui em nível de Conscientização. Na realidade, é um problema semântico. O que queremos deixar perceber com isso são o despertar da nossa consciência a essa perfeição e quanto mais rápido o fazemos, mais plenos e felizes vivemos. Talvez o erro provenha dos ensinamentos religiosos que nos dizem que Deus está “no céu”, como se nós estivéssemos separados dele. Nós e o “céu” somos UM, e devemos aprender a reconhecê-lo e a vivê-lo; nisso consiste a nossa Evolução de Consciência ou “Despertar Espiritual”.

(4) ANGUSTIAR-SE OU PREOCUPAREM-SE QUANDO HÁ UM FAMILIAR DOENTE OU ATRAVESSANDO ALGUM TIPO DE CRISE

Na nossa cultura está bem visto que uma pessoa se aflija ou sofra ao mesmo tempo em que os seus seres queridos; no entanto, isso só aumenta o pesar. E interpretarmos o nosso pesar desde outro nível significa que acreditamos mais no poder da doença ou a crise do que na solução. Quando uma pessoa se aflige pela doença de um ser querido, agrava essa doença, dá-lhe mais força e poder. A solução é fazer um esforço pessoal e reconhecer que, para além do nosso entendimento, há uma Inteligência Superior que está agindo e que tem o poder de restaurar completamente o nosso ser querido, se assim o deseja a pessoa. O mesmo acontece com qualquer tipo de problema ou crise. Se nos afligimos, é porque o nosso ego aceitou que há uma força mais potente do que o Poder Divino. No entanto esse poder Divino se manifesta através de nós, e é preciso aprender como.

(5) ACREDITAR QUE ALGUÉM FOI “ESCOLHIDO” POR DEUS

Muitas pessoas que estudam em escolas esotéricas sentem-se especiais e evoluídas. Sentem que Deus os levou ao lugar adequado para o seu crescimento e evolução; que a informação que vai receber é muito importante e que não pode divulgar a pessoas que não estão tão evoluídas, porque não têm a capacidade para entendê-la ou para lhe dar um bom uso. Esta presunção converte-se em uma forma de arrogância nada espiritual, que nos faz pensar que somos privilegiados, especiais, eleitos, e que os outros estão desencaminhados ou perdidos na vida. Esta forma de arrogância também se vê nas religiões que se sentem proprietárias de Deus. Se alguém não segue o seu culto, está perdido. No Universo existe um só Deus e é o mesmo para Todos. Os humanos inventam diferentes maneiras de lhe render culto, criam dogmas e doutrinas, mas, em essência, todos nós adoramos o mesmo Deus. Todos nós somos iguais ante os olhos de Deus. Para Ele, ninguém está mais à frente nem mais atrás. Ninguém vale mais nem menos. Qualquer interpretação e classificação como ser especial corresponde ao terreno do ego humano e não ao terreno do divino.

(6) SACRIFICAR-SE POR OUTROS

Não há nada mais inútil e insatisfatório que sacrificar-se pelos outros. As tarefas que se façam pelos outros deverão fazer-se com amor ou, caso contrário, evitar-se. Tudo o que se faz com amor é prazeroso; portanto, não pesa nem incomoda. Pelo contrário, tudo o que se faz com sacrifício gera pressão interna, rancor, aborrecimento, incomodo e, às vezes, até ódio.

O sacrifício pelos outros está aprovado socialmente e está muito bem conceituado. Alguém pode sacrificar-se, por exemplo, pelos filhos, pelos pais, pelo companheiro, pela profissão, pelas crianças desamparadas, por alguém doente, pela instituição religiosa à qual pertence, pela empresa que lhe dá trabalho. A lista poderia ser interminável e nada mais é do que uma amostra da ação errônea do nosso ego. O sacrifício vai junto com a manipulação. Por exemplo, uma mãe que deixou a sua vida de lado pelos seus filhos, cedo ou tarde usará a sua atitude como válida para exigir algo deles; o namorado, ou, namorada, que muda a sua rotina e deixa de fazer certas atividades pelo outro tratará depois de exigir o mesmo.

A próxima vez que você se sacrificar por alguém, procure saber primeiro se esse alguém lhe pediu. A atitude de mártir não leva em direção a Deus como muitos crêem: só o caminho do amor faz isso. Faça as coisas com amor ou então não faça nada.

(7) DEPENDER DE AMULETOS, SANTINHOS, CRISTAIS, VELAS, IMAGENS, OU QUALQUER OUTRO TIPO DE ELEMENTO

É certo que os materiais têm a sua própria energia e que o contato com eles (especialmente, com certos cristais de quartzo) produz mudanças na nossa vibração pessoal e podem ajudar-nos no processo curativo. Também é certo que algumas figuras, imagens e cores produzem reações psicológicas que nos estimulam; às vezes para o bem, outras para o mal. Os santinhos e outros objetos, tais como correntes com cruzes, estrelas de David e demais nos lembram nossas posturas espirituais. O problema é que a maioria destes elementos se converte em amuletos e damos-lhes mais poder do que na realidade têm. Há pessoas que se sentem indefesas sem a sua cruz, o seu santinho protetor, o seu cristal preferido ou qualquer outro amuleto da sua preferência. O amuleto passa a ser Deus. Viver dependente de um objeto é limitar a divindade a esse objeto. Deus é Onipresente: está aqui, ali e em todo lado. O pior acontece quando uma pessoa extravia o seu amuleto ou este se parte. A maior parte das vezes isto se interpreta como um presságio de que algo de mal vai acontecer. Essa idéia é produto de crer que a pessoa se encontra sem a sua proteção e que, em conseqüência, os demônios e as energias negativas podem afetá-la. Vivemos num Universo Mental. “Tudo no que Acreditamos se faz Realidade”. Porque não acreditamos então que o melhor amuleto do que disponho é a Natureza Divina de nossa Consciência? Ninguém nem nada podem despojar-nos do que somos realmente. Somos uma Consciência.

(8) ACREDITAR QUE ALGUÉM PODE GUIAR OS OUTROS OU QUE PODE SER GUIADO

Pensar que graças a alguém outras pessoas se iluminam ou, pelo contrário, que a presença de outros nos devolve a luz é pura ilusão do Ego. O verdadeiro Mestre é Interno, é a sua Consciência que favoreça com Intuição. É a Voz da sua Inteligência como qualidade da Consciência. Muitas vezes essa voz coincidirá com aquilo que você escuta fora e pensará que alguém está lhe guiando. Mas, assim que você aceitar alguém como o seu ídolo, começará a fabricar a sua própria decepção. Não se prenda a ninguém que se intitule guia ou pastor, principalmente se fizer parte de um Sistema Organizado com arrecadação de valores.

Acontece a mesma coisa se alguém lhe entronizou e lhe tomou como líder; em algum momento os problemas da sua vida pessoal o decepcionarão. Todos nós aprendemos e ensinamos ao mesmo tempo. Por tal motivo, é conveniente manter uma atitude receptiva com os sinais que recebemos do nosso ambiente e ver que ressonância produz no nosso interior. Você, como pessoa, não é o seu salvador nem o Mestre de ninguém, se ainda não integrou os seus aspectos de Consciência. Se estiver integrado e íntegro, pode ensinar como fazer isso, mas a pessoa que aprendeu com você tem que se tornar integrado e íntegro, como melhoramento pessoal.

Nenhuma vida depende dos seus conhecimentos nem dos seus esforços. Isto é certo também ao contrário. Ninguém lhe resgatará nem o salvará, exceto você mesmo (a) pelo melhoramento pessoal. O melhor Mestre com que contamos está dentro de Nós, nossa Consciência. Fala-nos com voz suave e paciente, sem nos obrigar a nada; indica-nos sempre o caminho mais curto e mais feliz, dá-nos a idéia mais adequada e a resposta que racionalmente não podemos encontrar, mas se nos acostumamos a não ouvir, ela se cala.

Por isso, é conveniente praticar meditação e exercícios de relaxamento para poder escutar essa voz interior e lhe dar importância. Se você vive depressa, tenso, angustiado e com um ritmo acelerado, provavelmente não ouvirá a “voz da sua intuição” e procurará guias externos. Há pessoas que são muito positivas e estimulantes, e poderão ajudá-lo no início. Evite idolatrá-las e evite também ser idolatrado. Lembre sempre que o “Mestre mais válido e acertado está sempre dentro de você”. É a sua Consciência.

(9) CRER QUE OS MESTRES ESPIRITUAIS SÃO AQUELES QUE NOS PROVÊEM DA INFORMAÇÃO TEÓRICA

Tendemos a cair muito facilmente na crença de que as pessoas que nos ensinam estão à frente e que já ultrapassaram muitas provas na sua vida. Em alguns casos, isto é totalmente certo; em outros, não. O fato de que uma pessoa transmita uma determinada informação não a coloca num grau superior. Deves lembrar que qualquer forma de idealização ou seletividade corresponde ao terreno do ego.

Os verdadeiros mestres espirituais são aqueles que nos põem à prova e vêm “mascarados” de filhos, pais, patrões, amigos, inimigos, animais, plantas e demais. São aqueles que nos trazem problemas. Eles são os que realmente nos ensinam as lições que temos que aprender porque nos põem à prova. Todas as religiões do mundo ensinam que Deus é Amor, que viver com Deus significa expressar Amor aos outros. Algumas pessoas assistem a templos, igrejas, ou escolas esotéricas, onde recebem esta informação, mas depois vão às suas casas e brigam com os seus familiares, criticam os seus vizinhos, odeiam os seus patrões, os políticos, os animais, indivíduos de outras raças ou culturas. Eles ainda não aprenderam a lição e a vida levá-los-á a se enfrentarem uma e outra vez com a mesma situação ou pessoa… Até que aprendam a mostrar amor. Fazendo uma comparação com o ensino tradicional, os líderes espirituais ou religiosos são os “livros” que nos dão a informação; as pessoas que nos trazem problemas são os mestres que “nos fazem o exame” para ver se passamos a prova ou não. O conhecimento vem pela nossa experiência pessoal.

Existe uma Lei no Universo: Tudo o que nos incomoda, complica, enreda, ou, tudo o que odiamos, “contagia-nos”. Isto acontece até que aprendemos a amar a situação. Então, esse problema ou essa pessoa se convertem no mestre espiritual desse momento.

(10) CRER QUE ALGUÉM NÃO PODE ABORRECER-SE, TEMER, OU SENTIR QUALQUER OUTRA EMOÇÃO NEGATIVA POR ESTAR NO CAMINHO ESPIRITUAL

Esta crença leva-nos a uma grande repressão da ira e dos aborrecimentos, que fazem a sua reaparição mais tarde sob a forma de rancor, crítica ou repúdio. Enquanto estamos no plano terrestre, vivemos as sensações e as emoções deste plano. Algumas delas são muito agradáveis, outras não. Ter um conhecimento intelectual acerca da ação destrutiva de certas emoções não as faz desaparecer. Alguém pode saber quão mal é o aborrecimento e, no entanto, não consegue evitar aborrecer-se. Na realidade, sim consegue evitar aborrecer-se, ou assustar- se ou angustiar-se, mas isso exige treino.

Durante dito treino, há momentos nos quais podemos dominar a raiva e a ansiedade, e outros nos quais nada pode nos acalmar. Uma vez que aparece o aborrecimento, o melhor é descarregá-lo da maneira mais positiva possível. É muito pior reprimir-se e intentar dizer: “Tudo está bem no meu mundo”, quando internamente está a sentir o desejo primitivo de querer atacar alguém.

A maioria das pessoas que transitam o terreno espiritual é muito exigente consigo própria e pretende erradicar completamente da sua vida este tipo de reações. Isto não resulta desacertado, mas se logra através de um processo. Sê amável contigo próprio e, de vez em quando, dá-te a permissão necessária para maldizer, bater numa almofada, gritar, chorar e expressar, como melhor te resultar, todas as emoções negativas que te toca viver.

A maioria dos erros aqui enunciados está gerada pela atitude crítica do nosso próprio ego. O ego não pode desaparecer porque o necessitamos para atuar em este plano. A “solução” é alinhá-lo com o nosso Espírito. Amavelmente, podemos dizer-lhe ao ego que: “A partir de agora, deverá seguir as indicações de um novo Mestre amoroso, amável, paciente e permanente, que nunca julga e que sabe que sempre estamos dando nosso melhor”. Se seguirmos as indicações do nosso Mestre Interior, nunca falharemos.

Repararam que a salvação está no equilíbrio, no bom senso do seu interior? Na integração dos aspectos Consciente, Subconsciente e Superconsciente, com Integridade?

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Comportamento humano

1 Comentário


  • Realmente, muito esclarecedor esse seu artigo. .Aliás todos seus trabalhos ajudam muito a quem os acompanha e procura segui~los dentro do possível. Obrigada por sua generosidade em compartilhar seusconhecimentos

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