27º – Apenas quero entender Jesus – Dos Teólogos – Adendo analítico 1

27º – Apenas quero entender Jesus – Dos Teólogos – Adendo analítico 1

 Dos Teólogos – Adendo Analítico 1

 

Os teólogos são aqueles que estudam Teologia. Teologia significa o estudo de Deus e das coisas relativas a Deus. Com relação a essas pessoas estudiosas, quero expressar meu mais profundo respeito a aqueles que são sinceros em pensamentos, atitudes e ações. No entanto reservo-me o direito de discordar de possíveis incoerências.

“Deus é Espírito”. Sendo Espírito, é por definição a gama de Energia impossível de ser detectada pela aparelhagem dos físicos, os quais mencionam que além das ondas quânticas deve haver a energia relativa à Consciência. Os aparelhos detectam e mensuram frequências vibratórias até um pouco além das radiações cósmicas, que poderiam ser aquém da espuma quântica.

Além do nível da Consciência humana, pode ser o domínio da Consciência do Altíssimo como um Campo de energia inteligente, incomensurável, insondável e Incognoscível, Transcendente, que compreende todo o Universo, mas vislumbrada através do entendimento do que seja Transpessoal para tentar entender o que seja Transcendente.

“Mas quem conhece o Senhor?”, como está afirmado na 1ª Epistola de Paulo aos Coríntios, 2: 14. Se for assim, considerando-se que o Apóstolo Paulo é sempre citado como autoridade pelos teólogos, no que eles se baseiam para afirmar as Qualidades de Deus, as Vontades de Deus, as Necessidades de Deus? Se ele é incognoscível e insondável, como pregam os Teólogos, não há Incoerência no que dizem constantemente de púlpito?

Faltando recursos de percepção e mais informações, como os teólogos são humanos, tentam atribuir a Deus qualidades, necessidades e vontades puramente humanas, expressando-as nas inúmeras pregações que assisti durante mais do que 40 anos.

Lembro-me quando um teólogo da seita batista, em reunião do Rotary Club, na cidade de Araraquara, de modo exaltado e em alta voz, na defesa da ideia de um Deus como figura humana, afirmava:- “Deus é uma pessoa como nós, cheio de sentimentos e emoções… e do alto dos céus, sentado em seu trono de graça, contempla a criação”. Na concepção desse teólogo batista, não dá a impressão de que Deus seja um ET?

Nós podemos apenas idealizar que como uma forma de Energia Inteligente, como um princípio geral de tudo o que existe e de todas as ações, por definição, Deus seja onipresente e que sendo uma Consciência, seja onisciente pela onipresença. Tendo criado o Universo a partir de seu Ser, sua essência está em tudo e em todos, pois caso contrário não seria onisciente por não ser onipresente.

Podemos idealizar que Deus, sendo uma Consciência Magna, ao criar os materiais dotados de vida ou não, teria conferido diferentes níveis de consciência aos diferentes seres, pois isso é o que observamos objetivamente em:- Minerais, Vegetais, Animais e o Homem, referindo-nos a ele, o Homem como um animal diferenciado por ter consciência de existir. Mas como saber se um cão ou um gato também não têm consciência de existir, mesmo que seja em menor grau de discernimento.

É possível acreditar que o Universo evoluiu de Deus e continua em evolução. Tendo evoluído de Deus que é onipresente, Deus também evoluiu com o Universo e por essa razão sempre é onisciente por ser onipresente.

Nós humanos percebemos que há diferentes níveis de entendimento, compreensão, percepção e consciência entre humanos. Assim sendo, junto com o “sopro vital”, supostamente recebemos apenas uma essência básica da onisciência de Deus, pois, se fosse diferente disso, seríamos todos oniscientes por princípio. No entanto, se estamos em introspecção profunda, livres das impressões de individualidade e de identidade, podemos ter flashes de onisciência, quando temos percepções sensoriais diretas no cérebro, sem o uso dos órgãos dos sentidos.

Como há diferentes níveis de consciência entre humanos, percebem-se as diferenças de entendimento em cada um, quando é dado como instruções para diferentes indivíduos, o que é de constatação no plano objetivo, bem como nas observações de atitude, bem como de pronunciamentos relativos a análises que resultem das ideias e pensamentos.

Essas diferenças seriam devidas aos diferentes níveis de consciência a serem conquistados em um possível “plano evolutivo”? Iniciamos como instintivos, passamos a emotivos, depois racionais com desenvolvimento intelectual, passando a diretos concretos e objetivos, e finalmente abstratos, culminando com o pragmatismo.

Pode ser Verdade que a Consciência de Deus evolui, ao proporcionar a evolução de tudo o que há no Universo, uma vez que se considere como verdade que:- “tudo o que existe, existe por ele e nada do que existe, existe sem Ele”. Assim sendo, deve haver uma evolução psíquica para o homem com mudanças de níveis de percepção, na medida em que se harmoniza e se sintoniza com o Espírito Santo de Deus. 1º aos de Corinto, 2: 9.

Podemos entender que em uma vida de sincero interesse pelos ensinamentos do Cristo (do grego = o iluminado), deve haver uma evolução psíquica, e seria uma evolução de consciência mais rápida para aqueles que encontrem o verdadeiro significado desses ensinamentos. É por essa razão que muitos humanos, enquanto no processo de evolução psíquica, não atingem aquele que tudo discerne.

Se a consciência de Deus evoluiu, e fez evoluir o Universo e todos os seus fenômenos, o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, como uma microbolha da Consciência de Deus, evolui e proporciona evolução, na medida em que, à imagem e semelhança de Deus é criativo, construtivo, honesto, puro, limpo, bom, e positivo, refletindo a Consciência Crística.

 “Eu disse, Sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo” e, portanto, no final da linha evolutiva para o homem neste planeta, é ser kanaloa, ou, O Amigo de Deus, e também deveria ser eficiente quanto à demonstração de espírito e poder, conforme Paulo propõe na Iª Epístola aos Corintios, capítulo 2, verso 4. O que seria necessário na vida de um  teólogo para chegar a isso?

O questionamento é válido, pois o que vejo nos Teólogos atuais, é apenas discursos e alguns com demonstração de poder hipnótico, quando eles o têm, e não demonstração de Espírito e Poder desenvolvido pessoalmente. (Atos dos Apóstolos 1: 8), e sem ter que hipnotizar os demais.

Essa indagação surge pelo fato de que se nós observarmos os teólogos, suas proposições, e suas ações até a hora da sua morte, e nós verificamos que eles deixaram muitos aspectos a evoluir. Alguns evoluíram materialmente, em posses de propriedades e finanças.

Sendo assim, como ficamos nós, outros pobres mortais, se nos colocarmos como dependentes de seus supostos conhecimentos para uma evolução espiritual? Com suas orações, recomendações e encomendas post mortem? Há coerência nisso? Parece que aquela já conhecida proposição: “médico, cura-te a ti mesmo” é valida em todos os sentidos para:- Teólogo salva-te a ti mesmo!

Lemos Gênesis 1: 27, e verificamos que podemos inferir que a Consciência como essência, criada à imagem e semelhança de Deus é polar:- Gênesis 1: 27 – “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea Ele os criou”. (Kane e wahini).

Fica uma dúvida:- Se Deus nos criou à sua imagem e semelhança e Ele é polarizado, ou seja, Ele é uma Consciência que encerra o princípio masculino e feminino, nós, como Ele, encerramos o princípio masculino e feminino?

Ou, será que nós é que imaginamos Deus à nossa imagem e semelhança, quando conferimos a Ele atributos, vontades, necessidades puramente humanas, inclusive a condição de masculinos e femininos, como já o fizeram os do Egito, os de Israel, os hebreus do Monte Hebron, os gregos e troianos e todos os seus sucessores no nível da imaginação, formulando pressuposições. Segundo Paulo em Atos 17: 23 “Ao Deus desconhecido”. “Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo é o que eu vos anuncio.” Paulo em Atenas e seu discurso no Areópago, no meio de todas as representações de deuses gregos. A partir das mesmas pressuposições o homem desenvolveu filosofias que são suporte para todas as religiões e seitas existentes, nas quais todas as “divindades” são figuras masculinas e femininas.

No que será que se baseiam alguns teólogos ao imaginar e pregar:- “Deus, transcendente, assentado no seu trono de graça no alto dos Céus, contempla a criação, e é como nós, cheio de emoções… etc.etc.”. Como pode Ele ser transcendente, e a nós ser dado saber que Ele está sentado em um Trono?

A impressão é a de que essa afirmação faça parte de uma Escola de Pregadores Norte Americana, pois eu a ouvi de mais do que um dos seminaristas brasileiros formados por influência desses missionários, figuração essa usada para dar entendimento às pessoas com dificuldades de pensamentos abstratos.

Perguntando a um dos teólogos brasileiros recém-formado na Faculdade Teológica de São Paulo, no momento em que ele fazia a tal afirmação retórica citada acima, a respeito da procedência e prioridade da instrução dada por Jesus a seus discípulos, segundo a qual “o Reino dos Céus está dentro de vós”, o teólogo respondeu:- “Isso Jesus disse a seus discípulos e não para nós…”. Contra argumentando, que se não éramos discípulos, o que estaríamos nós e ele fazendo, naquele momento, naquela sala, daquela Igreja Cristã? O pregador perdeu-se em considerações a respeito de Jean Paul Sartre e a respeito do existencialismo. Tal discurso, completamente despropositado, como metralhadora intelectual, serviria para encobrir a falta de resposta adequada naquele momento? Ou mais um teólogo diplomado que se mostrou mental e espiritualmente “perdido” em suas metáforas e alegorias?

Para justificar e defender a posição de seu colega, outro teólogo, que além do curso de teologia, consta que também fez um curso de psicanalista, disse-me textualmente:- “Há dois Reinos dos Céus, um deles é como está nos Evangelhos onde os discípulos dizem que Jesus afirmou, e o outro, onde Deus, transcendente e pessoal contempla a criação, tal como nós teólogos afirmamos…”. Fala sério!.

Ouvindo uns terceiros teólogos, falarem de transcendência de modo inconsistente, tão vazio quanto um saco de pão vazio em acampamento de refugiados, ficou claro que os mesmos nunca tiveram uma experiência psíquica, que desse ao menos uma ideia do que seja Transpessoal, menos ainda do que seja o significado da Transcendência Divina.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (Todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista, USP. 1955

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