Dos “Incluídos” e dos “Excluídos”pela Política

Dos “Incluídos” e dos “Excluídos”pela Política

Dos “Incluídos” e dos “Excluídos” pela Política

É preciso ter em mente que educação até o nível Universitário é e sempre foi para uma Elite Intelectual. Além da Elite Financeira, há os dois tipos de Elite Intelectual devida a condições genéticas, que no conjunto perfazem, na média, 25% de uma população.

1- A elite intelectual dos abastados, com poder econômico e tradição educacional de família.

2 – A elite intelectual oriunda dos meios mais pobres, com ou não suporte familiar, mas com carga genética favorável ao estudo.

Os imigrantes e ou refugiados de guerra, que não trouxeram fortuna, chegaram com a garra de vencer, proveniente de outro tipo de cultura e que, é devida às dificuldades passadas em guerras e mudanças desfavoráveis de governo. Observamos que pessoas de origem asiática e do Oriente Médio, que obriguem seus filhos, enquanto menores de 11 anos, a estudar a língua escrita e falada de suas origens, proporcionam a estes uma vantagem neurolinguística.

O distinto professor de psico-neuro-cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Raul Marino Junior, publicou um livro, “O Cérebro Japonês”, onde explica que os filhos de japoneses que aprenderam uma escrita plena de ideogramas, antes dos 11 anos, ativaram e desenvolveram a atividade do hemisfério cerebral direito juntamente com o esquerdo. O que é feito depois dos 11 anos é menos eficiente nesse sentido.

O mesmo ocorre com os filhos de chineses, coreanos e judeus que estudaram a interpretação dos símbolos até hieroglíficos das línguas de origem. Aparentemente esse fato dá aos adolescentes pelo menos 10% a mais de efetiva atividade cerebral, observando-se nítida vantagem intelectual sobre os naturais da nossa terra. Como ficaram os descendentes da cultura paternalista e do coronelismo? Como ficam agora os jovens nascidos desde os primórdios do populismo educacional, iniciado por Laudo Natel e continuado pelos últimos governos?

O Problema Educacional dos que são Excluídos pelos “Incluídos”

Professores e Diretores de escola média atual têm como corrigir erros de ótica de diferentes Ministérios e Secretarias. É preciso reagir aos “afiadores de ferramentas”! Quer um Ministério resolver os problemas das populações economicamente excluídas, problemas estes devidos a: salários vis, faltas de teto, de água potável, de alimento adequado, de higiene, de saúde, e de segurança, simplesmente incluindo os “excluídos” no meio dos remediados em uma escola.

O operário do quadro negro, agora por conta das prefeituras, que se responsabilize pelo teatrinho que se mantém nas escolas sem reprovações, mas amparando as crianças famintas com as suas merendas. Infelizmente conheço em Atibaia alunos de 4ª série que mal assinam o nome. Outros são aqueles com diploma de 3º Colegial, mas que não entendem o conteúdo do texto, quando conseguem ler.

Os excluídos que foram “incluídos” continuam pobres, carentes, semi-alfabetizados, ou, analfabetos funcionais, mas diplomados. A única vantagem recebida foi ter a merenda, quando esta não faltou por razões mal explicadas. O momento de poder é agora. Quem assumirá a responsabilidade da pouca produtividade na educação dos alunos na atual situação? O professor?

Uma possível retomada do Bom Senso seria voltarmos à MANEIRA ANTIGA no que diz respeito à NÃO EXCLUIR DOS BONS ALUNOS a possibilidade de terem aulas de melhor nível. Alunos selecionados pelo interesse ao estudo, com percepção e entendimento, demonstrando inteligência na devolução das informações de modo correto e na capacidade de conotação de idéias, devem estudar em classes homogêneas e adequadas a seu nível. Era assim no meu tempo de primário. O primeiro ano igual a todos. O segundo já foi diferenciado.

Ainda estaremos dentro do esquema filosófico proposto pelo governo central, se os alunos que são Incluídos de modo generalizado, mas sem capacidade, nem vontade para acompanhar os melhores, continuarem tendo todas as mesmas oportunidades que estão tendo agora, ou seja, um ensino meio termo, porém em outras classes, de modo a não prejudicar os intelectualmente bem dotados.

Nesse atual esquema filosófico de ensino, falta o esclarecimento para que se mantenham as oportunidades de desenvolvimento da Elite Intelectual dos menos favorecidos nas finanças e nos bens materiais. Parece que essa deveria ser a finalidade da Escola Pública populista.

As Elites bem abonadas de recursos têm como pagar boas escolas. Nem todos os filhos das famílias dessa elite têm condições intelectuais, pois isso é consequência de uma recombinação gênica que nem sempre dá certo. Se não houver a concorrência das Elites Intelectuais dos pobres em finanças, mas ricos em espírito, haverá mais vagas disponíveis nas Universidades aos mais abastados menos inteligentes, porém, mais bem assistidos com teto, cama, mesa, higiene e tempo útil para estudar, coisas que a Inclusão dos excluídos, do modo que foi feita, não resolve nada, seja por esse tipo de lei, decreto, ou medida provisória.

Muitos “crânios” formados nas nossas Universidades Estatais encontram colocação no estrangeiro, como é notícia. A economia brasileira sustenta Universidades que formam mão de obra qualificada que vai para o primeiro mundo. O que sobra do ensino médio e superior, como resultado das aulas dadas para a “média” dos incluídos e os capazes excluídos, no 1º e 2º graus, fica para o “enriquecimento” da pobreza nacional.

Há 50 anos passados fomos a algumas cidades do interior de São Paulo, pedindo assinaturas para a criação da F.F.C.L. Estadual de S.J. do Rio Preto. Encontramos um prefeito, dono de um sítio, sentado em uma cadeira no meio da rua, destratando a professora primária local. Percebemos, pela conversa que assistimos, que o homem não tinha razão, mas precisava mostrar autoridade ao “seu público eleitor”. Terminado o ato, o prefeito nos atendeu e assinou com garranchos o telegrama a ser enviado ao Governador Jânio Quadros (assinou: Doutô Prefei do Municil dirapuã). Pobre professora da cidade, com salário vil, a serviço de um político analfabeto.

Tenho certeza de que o cidadão em questão apresentou atestado de escolaridade à justiça eleitoral, como outros, que conseguiram além deste, atestados de que “não têm” dívida na praça. Certamente Gepeto fez mais do que um protótipo de Pinóquio, também havendo mais do que uma Raposa e um Lobo Mau.

As ordens relativas à educação merecem avaliação por parte de quem efetivamente educa. Quem sabe fazer, faz. Quem não sabe fazer, sempre quer ensinar como se deve fazer e aqueles que não sabem nem uma coisa nem outra querem mandar. Ministros políticos tomam lugar dos técnicos.

De nada adianta um Secretário de Educação de um Município, com visão de professor primário, secundário, ou universitário, ser um bom administrador, se simplesmente deve obedecer a um esquema educacional nacional furado em termos de eficácia. Cada Município deve dar força ao seu próprio Secretário da Educação para que, sendo bom administrador, possa reformular e eliminar essa falha de crassa ignorância relativa à educação das maiorias.

A Escola Primária Municipal serve a toda população que não tem condições de pagar escola particular. No meio dessa população escolar há no mínimo 10% de alunos que têm condição de evoluir, se forem mais bem preparados. É urgente que, se o Município foi responsabilizado pela educação primária, que também reformule essa ordem esdrúxula de prejudicar os bens dotados, obrigando-os a receber um nível de ensino que é mais adequado aos não tão bem dotados. No final das contas o Município perde todos os seus possíveis valores intelectuais apesar da verba que gasta.

Não há duas pessoas iguais em Nível de Consciência e de Informação. Dificilmente há dois que sejam iguais em nível de treinamento para raciocínio lógico e capacidade de avaliação do que seja lógico razoável e provável.

Isto só pode acontecer por decreto governamental, que também remunera cargos e funções igualmente, para pessoas bem diferentes em capacidade, haja vista ao Congresso Nacional e todas as demais variáveis nos escalões onde o conceito político substitui a competência técnica.

Atibaia e outros Municípios têm condições de serem pioneiros na renovação do ensino primário que é responsabilidade da Prefeitura, e sem gastos adicionais.

Atibaia, 12/Novembro de 2015.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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Postado em : Educação

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