Concordâncias e Discordâncias – 2

Concordâncias e Discordâncias – 2

A Propósito de Concordâncias e Discordâncias – 2 (Folhas de Outono)

Da reação de quem é estimulado por palavras, gestos e atitudes.

Palavras escritas ou faladas, gestos e atitudes são símbolos na comunicação objetiva. Os símbolos provocam pensamentos no cérebro de quem é estimulado e, esses pensamentos resultam em uma reação subjetiva que, de início, podem ser palavras, gestos e atitudes, os quais podem resultar em stress de agressão, ou então, stress de euforia.

O stress causado pode ser positivo, Eutress, ou, negativo com contenda e é denominado Distress, mas o tipo de resposta depende das circunstâncias, do sentido da comunicação, e ou do tipo de percepção que resultou e do modo como foi recebida.

Dependendo de quem faça uma avaliação da comunicação, tudo o que for apresentado como sendo prático, objetivo e racional, seja no sentido de ajudar ou não, pode ser aceito, ou, rejeitado como utópico e, ou, absurdo. Depende da qualidade do Banco de Memória

Aceite, pois é assim mesmo que ocorrem as reações do intelecto, sejam elas faladas ou escritas! Pense na possibilidade de que o que se propõe pode ser utópico, e, ou, absurdo para o nível de consciência do outro que está lendo, ou, ouvindo. Há diferentes níveis de consciência e de conscientização nas diferentes pessoas, mas, às vezes nós comunicadores ou ouvintes, não estamos necessariamente no nível mais elevado das informações, dependendo do assunto.

Também dependendo da perspectiva do leitor, ou, do ouvinte, qualquer assunto pode refletir na mente do mesmo como sendo algo de discernimento, ou, que tenha apenas enfoques limitados. Se você pretende ajudar alguém e, não deu certo, conforme-se, pois ás vezes os limitados somos nós e, somos nós que precisamos de ajuda. Aquela pessoa que pensamos que precisa de ajuda pode ter ido mais longe com o seu próprio nível de consciência, expandindo os seus limites e, por essa razão, tem novas dúvidas a serem resolvidas a partir das novas informações e conotações das idéias desenvolvidas.

 Nessa questão de aconselhamentos, há os profissionais da área psicológica, mas antes deles, há muito tempo passado, havia, e como hoje ainda há os sacerdotes oficialmente ligados às Filosofias dos Sistemas Religiosos. Eles são consagrados e paramentados, mas alguns são limitados por suas crenças e, são limitados por falta de mais informações da área científica, piorando ainda mais quando se trata das práticas em habilidades psíquicas que é onde podem ser nulos.

Nos tempos da civilização egípcia, os candidatos a sacerdotes deveriam se desenvolver em habilidades psíquicas. Essa tradição durou muito tempo. E temos em Hebreus 5, 6, 7, uma confirmação do fato com a citação repetida a respeito do Senhor Jesus como sendo Sumo Sacerdote da Ordem de Melquizedeque, e a evidência de suas habilidades psíquicas nos Evangelhos, que são mais uma série de relatos de grandes feitos do que uma biografia.  

Outros sacerdotes, segundo a carta aos Hebreus, atribuída a Paulo, são livres de sectarismos, mas eles são adeptos obedientes às instruções da Filosofia de Vida transmitida por Jesus o Cristo (do Grego=O Iluminado), O Sumo Sacerdote da Ordem de Melquizedeque. Ao lado de tudo isso também há pessoas cultas, bem informadas, sem compromisso religioso e com indiscutível bom senso, que sempre é o fator mais importante, pois está muito além de qualquer tipo de Filosofia entendida e aceita como convicção política social e ou religiosa associada à falta de informações mais recentes.

O enfoque mental limitado da parte do leitor, ou, do ouvinte, pode ser devido à obediência às normas e princípios rígidos e pressupostos como verdadeiros. Também se considere que muitas pessoas têm a tendência de se especializar e se aprofundar em campos restritos do conhecimento humano, acreditando que com isso já conhecem tudo o que devem saber.

Quando elas têm um título de mestre, doutor, ou, livre-docente em um campo limitado do conhecimento, o título honorífico vale apenas entre os seus iguais, mas muitas vezes é usado para dar força ao expressar opinião em outros campos de conhecimento.

Assim, qualquer entendimento de novas informações pode ser bloqueado por qualquer crença pré-existente e limitante, ou, por uma dificuldade na decodificação das palavras ouvidas e lidas por não serem usuais, ou ainda, na impossibilidade neurológica de percepção do significado das novas informações.

Observemos e cuidemo-nos!

Se pensarmos em ajudar e, formos apresentar novas informações para um grupo de afiliados a um Sistema Organizado, onde os enfoques mentais são usualmente limitados por uma só perspectiva, podemos gerar reações de resistência. Às vezes há soberba cultural e ou espiritual de alguns, pois nem todas as pessoas de um grupo cultural pensam de modo aberto para as novas informações, mormente se as novas informações ameacem modificar alguma das crenças arraigadas.

 A origem dos conhecimentos a respeito das muitas ações devidas às habilidades psíquicas e seus efeitos é uma só e pragmática, mas é remota e, o conhecimento pode ser apresentado na linha do tempo de diferentes maneiras pelos diferentes Sistemas Organizados, com diferentes coloridos nas diferentes linhas de pensamento filosófico que estabeleceram as bases para as diferentes crenças.

Consideremos ainda que, um indivíduo tomado pela inveja que, é pai e mãe da vaidade e da soberba, diante de uma inteligência com mais Talento para Visão, costuma fazer prevalecer o seu Ego com o poder que esteja à sua disposição. O próprio Ego isola o indivíduo prepotente do seu Eu mais profundo, limitando a sensibilidade da própria Consciência para uma maior percepção e conscientização.

Este tipo de observação tanto vale para o “ajudado” como para quem pretende “ajudar na salvação de uma alma”, pois sempre há alguém que pretende livrá-la de algum tipo de ignorância sem ter idéia da dimensão da sua própria ignorância.

Em contrapartida quem quer acabar com a vaidade e a inveja, libertando o EU das garras e das limitações do Ego, muda de atitude e sempre pode, com humildade, receber novas informações e, antes de aceitar, ou, rejeitar qualquer informação recebida, primeiro confere a procedência e a autenticidade, depois experimenta e verifica os resultados, analisa e então questiona. Uma boa finalização se for para as habilidades psíquicas, é experimentar com exercícios. A melhor medida para se equilibrar em qualquer circunstância é “de tudo examinai e retenha o que for bom”, segundo o Mestre dos Mestres, O Senhor Jesus. Acrescente: “eficiente e útil”, que ajuda a esclarecer.

O questionamento introspectivo e reflexivo é uma fonte de estímulos para exercitar novas abstrações. O questionamento imediato e objetivo pode ser fonte de disputa entre dois ou mais intelectuais baseados em diferentes perspectivas e, geralmente não dá resultado, pois cada qual fica em sua posição defensiva e não aprendem nada.

É mais importante aquilo que pensamos do que aquilo que dizemos, ou, escrevemos sem o direcionamento acertado pelo bom senso, pois o que se diz e se escreve, pode ser fonte de stress por discordâncias e, modifica o relacionamento com os indivíduos de diferentes níveis de instrução que desconhecem as novas informações.

O campo da Cultura Geral é imenso e difícil de ser dominado e se, além disso, se também nós nos deixarmos limitar por um só conjunto de informações e sob uma só perspectiva, tenderemos a ter o nosso raciocínio restrito ao nível da compreensão atingida. Assim é conosco e com todos os demais. Fiquemos atentos e sempre abertos às novas possibilidades!

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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