Conceitos Preliminares

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CONCEITOS PRELIMINARES

A comunicação Objetiva se faz por palavras, gestos e atitudes. Quando se comunica alguma informação por palavras, faladas ou escritas, acompanhadas de algum arrazoado, as razões obedecem a um determinado enfoque que é denominado ponto de vista, ou, perspectiva. As razões apresentadas em um arrazoado, sendo de modo lógico e razoável, conferem ao portador uma razão a ser considerada, de modo que, todos “podem ter” uma razão. Toda razão admite outra em sentido contrário, e duas razões que se contradigam, permitem uma ou mais abstrações, ou seja, terceiros pensamentos que poderão implicar em mudança de ponto de um vista, ou seja, mudança da perspectiva inicial.

As razões, quando simplesmente são lógicas e razoáveis, podem satisfazer as pessoas mais simples de nível intelectual básico. Um intelecto desenvolvido e amadurecido implica em questionar, se o que é lógico é razoável e se é válido por ser provável. Assim sendo, podemos estabelecer de saída um critério que faz a peneira das informações e pronunciamentos, que sendo lógicos e até razoáveis, são pouco prováveis, ou, improváveis, e desconsiderando-os. Podemos denominar este tipo de ação mental como sendo de maturidade, equilíbrio e Bom Senso.

O entendimento de uma ou mais informações, é o resultado de um processamento lógico e razoável que se faz ao ouvinte, ou, ao leitor, e é relativo a uma dada perspectiva que seja usada pelo comunicador. Portanto, entender é encontrar a razão lógica da informação sob a “perspectiva” em que ela é passada.

Cada perspectiva determina um sentido lógico e um modo de Entendimento. A Compreensão é o resultado do entendimento mais a aceitação da informação como sendo verdadeira. É preciso ter em mente, que se mudando a perspectiva, muda-se o entendimento e o modo de compreensão, portanto, um ser inteligente e evoluído para abstrações, sempre avalia a perspectiva usada na comunicação e a possibilidade de a mesma ser mudada, bem como os resultados dessas mudanças sob outras perspectivas.

É natural que se alguém se torna um questionador por oferecer mudanças de perspectiva, e obriga a parte contraria a pensar nos efeitos que as mudanças fazem no sentido lógico, na compreensão, e no rumo da percepção, vai incomodar qualquer comunicador, mesmo que ele esteja muito seguro da matéria que expõe sob a perspectiva que ele próprio escolheu, e usa como verdadeira, ignorando que toda Verdade é Relativa. Assim são todos os Fundamentalistas Religiosos.

O modo de como se faz Compreensão dá o rumo da Percepção, e a Percepção influi no nível de Conscientização da informação percebida. Uma vez Conscientizada e aceita como verdade, a informação passa a ser uma Crença. Sendo assim a pessoa pode acumular um “banco” de crenças. O banco de crenças perfaz a Realidade Pessoal de cada indivíduo. A realidade de cada um dos indivíduos é o suporte das suas verdades, as quais também dão o norte para os seus pensamentos, afirmações proferidas e ações como individuo.

As Crenças podem ser prováveis, ou, pouco prováveis, ou ainda improváveis. Podem ser Limitantes ou não Limitantes para pensamentos os criativos e ações. Uma Crença é um pressuposto que faz alguém perseverar em uma ação, ou, ações em um determinado sentido. Acumulamos pressupostos, e dificilmente um indivíduo que os fixou como crenças aceita mudanças nessa sua Realidade Pessoal, porquanto não consegue pensar de outra maneira.

As crenças não limitantes facilitam considerar novos pensamentos e novas ações, e estas ações poderão levar às novas Experiências. Novas Experiências com resultados eficazes fazem pensar e mudar os padrões de comportamento e os valores assumidos anteriormente.  Apenas as Crenças Limitantes são as que impedem que se faça novas experiências e mantêm a ignorância dos indivíduos presos a elas.

Novas Informações e novas Experiências Práticas podem mostrar resultados a serem avaliados. Os resultados de experiências bem sucedidas, e que exigem reflexão e ordenação de novas idéias compatíveis com os resultados, podem levar os indivíduos a reavaliar suas crenças e mudar o que antes era a Sua Própria Realidade.

Foi assim que Jesus tentou reformular o Judaísmo, mostrando de início os resultados de suas ações psíquicas eficazes e que foram denominadas de Milagres na Era Cristã, mas que era rotulado de Magia anteriormente. O poder demonstrado conferiu uma autoridade relativa à Filosofia de Vida que Ele apresentou, pois o resultado foi que eles o consideraram um deus, e na atualidade o confundem com Deus. (Veja Salmo 82:6, onde percebemos que na antiguidade, indivíduos com poderes psíquicos eram considerados pequenos deuses, mas todos os demais eram considerados filhos do Altíssimo, que também poderiam ter a chance de se desenvolver).

As verdades de cada um de nós têm como suporte nossas realidades pessoais, mas tudo é relativo, de modo que aquilo que você pensa que é verdade, é verdade para você. Cada um de nós convive com suas verdades até que sinta o momento de mudar a própria realidade em função das provas eficientes que vem da Realidade Exterior Objetiva.

O nosso convite é para que façam os nossos exercícios mentais. Os exercícios ativarão as áreas psicosensoriais de seu cérebro. Os resultados dos exercícios servirão de base para reflexão e de entendimento sob as novas perspectivas, que se desenvolvem automaticamente. O seu entendimento a respeito de habilidades psíquicas e de seus resultados pode mudar seus pensamentos, mas só quando é você que faz a experiência e analisa os resultados.

Tire suas próprias conclusões a partir de experiências pessoais que tenham bom resultado, e discuta o porquê dos resultados. Entenda que de início toda pessoa diante da realização de fenômenos psíquicos, encontra duas perspectivas para escolher. Uma é a perspectiva usada na linha de pensamentos místicos. A outra perspectiva é a da linha de pensamentos científicos.

As perspectivas da linha de pensamentos místicos se caracterizam pela satisfação do entendimento e compreensão de um assunto, elaborando pensamentos lógicos, até razoáveis, se bem que pouco prováveis, ou mesmo improváveis. O discurso místico é baseado na imaginação com os recursos da fantasia enriquecida por metáforas e alegorias.

As pessoas imaturas, instintivas, predominantemente emocionais, e de desenvolvimento intelectual básico em cima de pressuposições, não sabem conviver com as incertezas que causam ansiedade, e por essa razão procuram pessoas que ofereçam certezas, mesmo sem que haja comprovação.

Pessoas imaturas não desenvolveram bem a capacidade de raciocínio lógico que busca separar o provável do pouco provável, ou mesmo improvável. Isto alimenta as fantasias e faz progredir as organizações místicas que descartam a Ciência, pois contam com os 70% da humanidade que tem dificuldades com os raciocínios concretos diretos e objetivos, bem como os do tipo abstrato principalmente.

Pessoas maduras convivem com as incertezas e procuram se informar de  modo direto concreto e objetivo. Pessoas maduras que têm um conteúdo místico referente ao mundo do psiquismo, que tenha sido instalado na primeira infância, buscam por informações científicas que deem um suporte a seus pensamentos, e são denominados místicos esotéricos. Místicos que ignoram a ciência, por serem mal informados, abominam os esotéricos. A ignorância causa a presunção e esta leva à arrogância. Da arrogância vem à soberba intelectual e espiritual que culminam com a inveja diante de um intelecto maior e mais produtivo. A inveja é a mãe de toda crítica injusta e de toda perseguição como estágio final.

A perspectiva da linha de pensamento científico é a busca do entendimento e a compreensão de um assunto, baseada em dados de observação e informações confiáveis obtidas através de experimentos controlados. A ciência é baseada em experiências e de resultados que, sejam fatos constatáveis por mais do que uma pessoa e não se baseia apenas em suposições. A ciência admite imaginação criativa, mas abomina a fantasia ineficiente e improdutiva para esclarecimento correto.

Uma metodologia cientificamente preparada proporciona o desenvolvimento de fenômenos psíquicos de modo controlado, mas por ser uma fenomenologia desencadeada em diferentes indivíduos, pode haver diferenças nos resultados e no nível de precisão das percepções. Ex. Aumento de QI, QE, QS, de 5% até 25%.

Esse fato é devido à diversidade biológica, e conseqüentemente variação neurológica para a sensibilidade de um indivíduo para outro, mas nada impede que as pessoas se submetam aos exercícios de ativação cerebral e experimentem até onde podem ir os seus resultados pessoais de um desenvolvimento mental e psíquico feito de modo autocontrolado. Pelo menos livrar-se do stress, saber como evita-lo, dormir melhor e profundamente, sonhar e lembrar-se dos sonhos fazendo limpeza mental, todos podem alcançar.

Ativar a memória, ganhar pelo menos 5% a mais no QI e autoconfiança é desejável. Desenvolver qualidades psíquicas é esperado, e um aumento de QI de 25% é desejável por qualquer um. Alguns conseguem o máximo com três séries de exercícios mentais. Outros com apenas uma série, e se necessário com mais  reforço de algum exercício em particular.

O autoconhecimento é saber que são três os aspectos da Consciência, Consciente, Subconsciente, Superconsciente, se usarmos a linguagem da Psicologia em seu estágio atual, e integrá-los de tal modo que os três atuem como uma unidade. Levando em conta que o Superconsciente na antiguidade era denominado “Espírito Protetor”, ou, “espírito Paternal”, ou ainda simplesmente o Pai que em mim opera as obras, a integração com integridade é desejável. A integração com integridade pode ser denominada de “estado crístico” da Consciência. Convém lembrar de que Cristos, do Grego, significa o Iluminado.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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