As Habilidades Psíquicas e a Origem dos Sistemas Organizados

As Habilidades Psíquicas e a Origem dos Sistemas Organizados

As Habilidades Psíquicas e a Origem dos Sistemas Organizados

Em todos os Continentes e ilhas conhecidos encontramos na atualidade agrupamentos populacionais que se caracterizam por algum tipo de Cultura. Cada tipo de cultura pode apresentar uma religiosidade própria e uma psicoreligiosidade associada às habilidades psíquicas. Em cada grupo cultural encontramos pessoas que também são capazes de habilidades psíquicas, podendo não estar ligadas a alguma psicoreligiosidade. Assim sendo as habilidades psíquicas não são próprias desta ou daquela psicoreligiosidade, ou, religião. Elas são inerentes ao ser humano em evolução neste Planeta. Os fenômenos que ocorrem hoje permitem entender os do passado.

Regra Geral as pessoas que apresentam habilidades psíquicas de modo natural são em pequeno número em relação a uma população dentro de uma cultura, e, por essa razão, são pessoas diferenciadas. Na antiguidade, quando o Mundo era menos desenvolvido tecnologicamente e havia mais tempo para reflexão introspectiva, alguns diferenciados criaram conceitos de ética e moral que se tornaram a base de Filosofias de Vida.

Algumas dessas Filosofias de Vida associadas às habilidades psíquicas dos mesmos sugeriam outros níveis de energia vibratória em dimensões diferentes das usuais das três dimensões relativas à percepção sensorial e à sensibilidade da aparelhagem dos físicos. Sugeriam também a possibilidade da existência de inteligências que poderiam agir nessas outras dimensões sem a existência de um corpo material introduzindo-se assim o conceito de deuses extracorpóreos.

Em função disso, as forças naturais passaram a ser associadas a deuses mais poderosos do que os homens que fossem dotados de faculdades psíquicas. Com a idéia da existência de deuses abstratos se estabeleceram os primórdios da religiosidade e dos Sistemas Organizados como Religião. Deuses abstratos satisfazem as necessidades de pessoas com pensamento predominantemente abstrato.

Fica fácil entender que os Homens capazes de habilidades psíquicas tais como telepatia, vidência, clarividência e poder de transferência de energia para ajudar doentes e enfermos pudessem ser considerados pequenos deuses encarnados, ou, no mínimo ajudados pelos deuses não encarnados. Com isso as religiões ganharam algo a oferecer às pessoas de pensamento do tipo concreto direto e objetivo, como são os homens considerados divinos e ou divinizados.

Podemos encontrar no Salmo 82, versos 6 e 7 uma alusão a isso: “- Eu disse, Vós sois deuses e todos vós outros são filhos do Altíssimo. Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos Príncipes.” Esta condição é confirmada por Jesus em João 10: 34, “Respondeu-lhes Jesus, não está escrito em vossa Lei: Eu disse: Sois deuses?”

O Senhor Jesus com algum conhecimento de causa sugeriu que todos os filhos de Deus são deuses, e como deuses podem desenvolver habilidades psíquicas que vulgarmente são consideradas frutos da espiritualidade. Assim em João 14 verso 12 o Senhor Jesus se expressa: “- Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”

Afora os Sistemas Organizados de forma arbitrária, onde alguns demonstraram alguma habilidade psíquica, a maioria se mostrou com suas faculdades de modo isolado, como alguns profetas bíblicos e pessoas citadas historicamente de modo isolado em todos os povos.

As notícias mais longínquas a respeito de habilidades psíquicas em Sistema organizado foram as da Huna, Código que regulamenta a ação dos portadores de habilidades psíquicas desde há 13.000 anos passados, encontrado no Havaí e procedente dos Polinésios. Curiosamente o Código da Huna possui normas de conduta que coincidem com a Lei Áurea dos Evangelhos. É para pensar.

Cada nova descoberta e a cada nova fonte de informações que pode levar a uma revolução do pensamento científico leva mais do que uma geração a ser percebida e aceita. Para se modificar algum entendimento no sentido religioso pode levar mais do que 100 anos para ser aceita, ou, talvez mil anos. Isso se dá porque mesmo os cientistas se recusam a experimentar um modelo novo e os religiosos são mais ciosos de suas crenças limitantes do que os cientistas de suas convicções. Uma mudança ocorre quando uma nova geração experimenta um modelo novo e compara seus resultados com os resultados do modelo antigo e escolhe o mais eficiente.

O Senhor Jesus aprendeu na Ordem de Melquizedeque um Modelo Novo. Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque Ele pretendia reformular o Judaísmo. Em um momento Ele se irritou e Ele agrediu os vendilhões do Templo, atingiu o Sinédrio e aconselhou o povo a “Orar em secreto ao Pai”, tornando-os independentes dos sacerdotes e das obrigações religiosas, mas dispôs de só três anos para doutrinar o Novo Modelo.

Não deu certo entre os seus. Suas idéias foram adotadas por alguns que a divulgaram e escreveram até 50 anos depois. Em 256 d. C. foram convertidas em Sistema Organizado de forma Arbitrária que enfatiza o lado intelectual dos Evangelhos, mas sem a prática sugerida em João 14: 12, as quais dependem do desenvolvimento de habilidades psíquicas que foram ensinadas aos discípulos de modo reservado, mas nós dispomos da Huna que sugere como fazer.

Associando a Psicotecnologia do Oriente, mormente a Yoga, com técnicas modernas de auto- hipnose é possível integrar o nível Consciente da Consciência através de exercícios adequados e cientificamente dosados, dando facilitação à visualização além de um reforço de Ego, ou, aumentando a autoconfiança. Em uma segunda etapa, podemos integrar o Ego com o Eu Superior, ou, o Espírito Paternal de cada um, ou ainda, o Pai, como era chamado na antiguidade.

O Eu Superior, ou, também denominado O Pai, é o aspecto de nossa Consciência que pode se sintonizar com o Espírito Santo de Deus, permitindo que os três aspectos da Consciência, quando integrados, movam Energia Quântica, do Vácuo Quântico do Universo.

A prova de que é assim está no versículo, segundo o qual, o Senhor Jesus teria dito: “ Vocês podem blasfemar contra mim, contra o Pai (Supraconsciente, ou, Eu Superior), mas nunca contra o Espírito Santo de Deus.

Nas traduções bíblicas, feitas por escribas, e não por pessoas versadas em habilidades psíquicas, ora o vocábulo Pai é usado como se referindo a Deus, e ora se refere ao Espírito Paternal, Supraconsciente, ou ainda Aumakua na linguagem dos seguidores da Huna, há mais do que 13.000 anos passados. Já nessa época se denominava Uhane (Consciente), Unihipili (subconsciente), e Aumakua (Supraconsciente ou Eu Superior).

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

Postado em : Justificando as Práticas

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