Apenas uma crônica

Apenas uma crônica

Apenas uma Crônica

Hoje acordei às 5 horas da manhã pensando no comportamento dos gatos que tenho no quintal. Depois me veio à Mente uma informação que recebi, segundo a qual o Homem, em geral, só pensa fazendo comparações. Resolvi experimentar fazendo comparações.

Em face disso comecei a lembrar de alguns comportamentos de gatos, que podem ser comparados aos comportamentos dos Humanos. O primeiro que me veio à Mente foi o de que dois gatos irmãos, sendo machos, ao crescer, um deles é o dominante, o mais agressivo, e o outro, ou aceita um segundo plano, ou se retira para não ser machucado. Fez-me lembrar da estória de Caim e Abel, pois a gente acaba protegendo o mais fraco.

Também me veio a Mente a lembrança de que logo no início da formação da sociedade de gatos em meu espaço livre, quando as fêmeas davam a luz, escolhiam um filhotinho, ainda de olhos fechados, e vinham trazendo o mesmo na boca e o depositavam aos meus pés. Isso se repetiu algumas vezes. Até que perceberam que eu os devolvia a elas, e pararam de fazer sacrifício de um filhote para agradar quem as alimentava. Fez me lembrar da estória de Abrão e Isaque e claro da interferência do “anjo”.

A comunidade de gatos cresceu assustadoramente quando meu quintal virou o local da Convenção de todos os gatos da vizinhança, pois a maioria dos moradores colocou as casas à venda mediante o fenômeno PT e suas promessas. Sem alimento procuraram local onde há água e alimento. Lembrei-me das tribos de nômades que se deslocam e das estórias que surgem em função disso no Gênesis.

Parece que os gatos me consideram seu Líder, mas há os que me respeitam e reverenciam, pois ficam próximos aos meus pés e se curvam tocando a cabeça no chão, agachados, e permitem que eu faça os toques acariciando as cabeças e dorso, há os que me olham com alguma dúvida, não se agacham nem se curvam, mas permitem que eu lhes toque na cabeça e no dorso, e há os que me olham à distância segura e ainda outros que ficam bem distantes.

Assim eu posso lembrar-me das pessoas que chegam ao exagero de colocar as mãos, os joelhos e a testa no chão. Outros curvam a cabeça e agradecem o alimento que recebem da Divina Mão. Há Os que confiam e agradecem, mas de cabeça levantada e com os olhos abertos, e outros que recebem o alimento com outras atitudes, deixando claro que alguém tem uma obrigação com eles.

Quando estou entre os gatos e observando suas expectativas e suas diferentes atitudes diante das expectativas, há algum entre eles que a me ver estica o corpo apoiado nas paredes e me olha de um jeito que sugere ao meu espírito que se exibe com afinidades. Outro se deita no chão e se agita de costas e quando me aproximo se vira e sai correndo, como quem faz micagens. Para variar há uma gata mais velha que me olha, mostra os dentes e faz um ruído gutural mais agressivo, como quem está reclamando com as mãos na cintura. Outros miam como quem chora!

Basicamente, os gatos tem temperamento, que como os humanos, difere, mostrando na atitude um “estado de espírito”, que depende da ocasião e das circunstâncias, como quando chego de mãos vazias, e ou, quando chego com um saco de ração nas mãos.

Por falar em ração, ao lançar punhados de “estrelinhas” de ração de carne, sinto vontade de cantar:- “Conta as bênçãos, conta quantas são”… e me lembro do Salmo 82: 6, mas cada qual no seu nível, lógico, até razoável, e provável.

Alberto Barbosa Pinto Dias – diasmind@uol.com.br

 

Postado em : Crônicas

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