11 – A Propósito de Paradigmas

11 – A Propósito de Paradigmas

A Propósito de Paradigmas

O que são? Em expressão mais simples são modelos de pensamento, filosofias para a vida, e ou uma ação determinada.

Como nos afetam? Vivemos em sociedade em um mundo onde há diferentes culturas. Cada grupo cultural costuma se organizar de tal modo que há muitos Sistemas Organizados e cada Sistema Organizado obedece a um modelo de organização baseado em uma filosofia, um paradigma, que pode ser expresso em normas, princípios, dogmas e ou fundamentos. Os principais são políticos, sociais e ou religiosos. Há os religiosos que são utilizados como alavanca para os políticos sociais.

É possível mudá-los? Sim, desde que se mude a maneira de pensar individualmente, e depois também a de uma coletividade.

Como podemos mudar a maneira de pensar? Fazendo experiências e verificando os resultados, os fatos. Os resultados eficientes, ou, fatos, fazem pensar e, consequentemente, reformular as ideias anteriores. As experiências devem obedecer a uma metodologia, de modo que os fatos passem a ser resultados obtidos de modo controlado. Toda Metodologia é consequência de explicações cientificamente válidas. O inverso também é verdade, pois explicações válidas permitem a elaboração de experiências, que permitem a repetição controlada dos fenômenos.

Diante de um fato ou acontecimento as pessoas tendem a dar explicações. Explicações podem ser denominadas hipóteses. Uma somatória de hipóteses aceitas, mesmo sem comprovação é denominada de crença, e desta pode resultar em uma filosofia. Diante de uma hipótese, ou mesmo uma filosofia, as pessoas podem ter dois tipos de atitudes: 1- Ficam intelectualmente satisfeitas diante do que seja lógico, até razoável se bem que pouco provável. 2 – Não aceitam se não houver comprovação.

No primeiro caso as pessoas são denominadas de “místicas”, e no segundo caso as pessoas têm “espírito científico”.

Quando quaisquer ideias são passadas adiante, sempre o são sob um ponto de vista, ou, uma perspectiva. Se o pensamento elaborado para explicação sob uma perspectiva satisfaz uma razão lógica, há entendimento. Se a explicação foi entendida e aceita, se diz que foi compreendida. A compreensão determina o rumo da percepção e esta o nível de conscientização, seja cultura social, político, ou, religioso. Portanto, é preciso mudar perspectivas para mudar o sentido da compreensão para então encontrar novos rumos para uma maior percepção e sua conscientização.

Assim sendo, o que for conscientizado por informação, e aceito sem comprovação como sendo verdade, é conhecido como crença.

O que for conscientizado mediante experiência pessoal, ou, comprovado mediante metodologia científica é denominado conhecimento. Conhecimento somente se adquire através de experiências que dêem resultados eficientes, pois “a eficácia é a medida da verdade”.

As crianças de até sete anos de idade não têm capacidade de análise crítica. São dedutivas e aceitam todas as informações como verdades. Dos sete aos 14 anos iniciam o processo de receber informações e de treinar o raciocínio lógico. O treinamento progride se há educação adequada até os 21 anos, quando deve prevalecer o bom senso e a percepção do que seja lógico, razoável e provável. É preciso distinguir o que é provável do que é pouco provável e improvável.

 A falta de informações e de treinamento racional resulta em imaturidade. Pessoas adultas e imaturas não sabem conviver com incertezas e sempre procuram quem ofereça certezas. Assim são vítimas das diversas fantasias que enfeitam as diferentes crenças. O processo de estabelecer crenças e reforçá-las por repetição periódica é conhecido como lavagem cerebral, mas é um dos processos de hipnose coletiva sem indução ao sono.

Com a maturidade o indivíduo pode entender que crenças relativas às razões lógicas e subjetivas, que sustentem a moral e a ética, bem como o conhecimento objetivo, são importantes para formar os alicerces que sustentam as atitudes e as ações durante toda a vida. No entanto o indivíduo maduro percebe que é importante distinguir as crenças que libertam das crenças limitantes, e que deve excluir de sua vida as crenças limitantes. O adulto maduro percebe que todo futuro é apenas uma possibilidade e assim aprende a conviver com as incertezas.

O mau entendimento do paradigma apresentado por Jesus nos evangelhos, e as crenças limitantes em consequência disso, resultam em atraso de vida psíquica. O Senhor Jesus, tendo sido preparado na Ordem de Melquisedeque, onde se tornou o Sumo Sacerdote (Hebreus, 5, 6, 7) por seu extraordinário desenvolvimento psíquico, pretendeu reformular o Judaísmo devido este ser resultado de crenças limitantes e, salvar o povo Judeu da dominação dos sacerdotes, das crenças que possibilitavam a exploração pecuniária que dava sustento ao Sistema Organizado como religião. Jesus foi crucificado devido à ação política dos sacerdotes. O que resultou depois, por conveniência dos homens, foi a repetição de um processo que instala crenças limitantes e de Sistemas Organizados sustentados por dízimos e ofertas alçadas entre o adeptos sujeitos. O mesmo se observa em relação a outras filosofias que resultaram em outras religiões.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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