A Oração sem Mistérios

A Oração sem Mistérios

A Oração Sem Mistérios

O que acontece no cérebro humano quando oramos

Todas as pessoas são instruídas no sentido de que a Oração é o mecanismo de se ligar com o Reino dos Céus. Essa ideia também é defendida pelos Rabinos. No entanto a Oração do Pai Nosso explica o caminho dos Milagres sem Mistérios.

O Senhor Jesus deixou claro que “o Reino dos Céus está dentro de vós”. Portanto toda oração é um mecanismo de se obter Introspecção. A Oração que é repetida é um mecanismo de facilitação neurológica para a Introspecção. Psicologicamente a Oração é um mecanismo de Integração do aspecto Consciente da Consciência com o aspecto Subconsciente do Banco de memórias e passa a estabelecer um reforço do Ego (Consciente mais o conteúdo do Subconsciente integrado).

“Orai por vossos inimigos” estabelece a Paz interior que dá condição de estabilidade no nível de Introspecção. “Vivei em Oração”, estabelece as repetições voluntárias que geram um automatismo, um Reflexo Condicionado, que permite que uma nova Oração leve automaticamente ao estado de Paz e Estabilidade em um Estado Alterado de Consciência.

A característica Fisiológica de um estado alterado de consciência é de início uma diminuição leve da frequência de pulsações cerebrais, e traz como consequência de um processo de retroalimentação, a elevação do potencial eletroquímico do cérebro, em dobro em relação ao potencial do estado de vigília. A característica primordial desse estado alterado de consciência induzido pela Oração é a facilitação para imaginação. A criação e fixação das imagens por enfoque mental adequado e que representam o anseio do crente facilitam os Engramas (ideias profundamente registradas) no subconsciente, que passam a ser um ponto de referência forte e que caracterizam uma intenção.  A intenção programada de certa forma dirige os pensamentos relacionados e as ações que levam à realização do desejo.

Se a estabilidade da Introspecção se dá em nível mais profundo de interiorização o potencial eletroquímico aumenta em um nível que pode ser mais do que o dobro do anterior, e nesse caso, ultrapassando as barreiras do subconsciente, o Consciente se integra com o aspecto Supraconsciente da Consciência, e a Imagem ou Imagens básicas que representam a intenção, são projetadas no espaço como uma onda de radar, direcionado, ou não, para outros cérebros, o que caracteriza uma projeção sensorial efetiva que pode produzir seus efeitos subjetivos e objetivos.

Concluindo esse primeiro aspecto, podemos dizer que, os Rabinos que afirmavam que a repetição de palavras é inócua, estão absolutamente certos. Apenas os Rabinos não disseram que a fixação de uma imagem vale mais do que 1.000 palavras, mas disseram que o que vale é a Meditação, e acrescentamos: Meditação Dinâmica, para que fique mais esclarecido o fenômeno psíquico humano.

Em tudo há polaridade. Uma polaridade da Energia Cósmica Universal é sintonizada com o medo. A outra polaridade que é Construtiva e Criativa, característica da Divindade, do Altíssimo, é sintonizada pelo Amor. O medo e o Amor Habitam o Homem e é uma questão de escolha e de predominância. (1ª Epístola de Paulo aos de Corinto, Cap. 3, verso 16.) Assim o medo é a ausência de sintonia com Deus, por essa razão Inhotep há 2.800 a. C. ensinava que Deus é Amor, e depois João em sua versão dos Evangelhos confirma.

O Senhor Jesus deixou claro: “Não useis de vãs repetições”, e antes orai “Pai nosso que estás nos céus”. O Senhor Jesus instruiu que “O reinos dos céus está dentro de vós”.

“Santificado seja o Vosso nome”. Que sempre haja o maior respeito pela parcela da Divindade que está dentro de nós.

“Vem a nós o Vosso Reino”. Que possamos sentir e usar esse poder que está dentro de nós. (O Poder vem de dentro).

“Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como nos Céus”. Que aquilo que for realizado na introspecção, em Quarta Dimensão, se torne objetivo nesta terceira dimensão.

“O pão nosso de cada dia nos daí hoje”. Pode ser interpretado como uma suplica para receber o alimento espiritual e o material (Mana, ou, Manah).

“Perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores”. É um princípio psicológico segundo o qual, se perdoamos ou relevamos os demais, nós nos perdoamos também e mantemos a Paz e com isso o equilíbrio na nossa Consciência.

“E não nos induza à tentação, e livra-nos do mal porque teu é o Reino, e o Poder e a Glória para sempre, Amem!”. Que essa parcela de Consciência Superior que reside em nós e que nos dá Poder, nos livre dos erros e equívocos.

Fraternalmente, Dias

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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Postado em : Psiquismo

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