A oração que fiquei devendo

A oração que fiquei devendo

A Oração Que Fiquei Devendo

Um dia destes nos pediram que fizesse uma oração. Geralmente esse pedido é dirigido para uma pessoa que seja importante, e que esteja no ambiente, e, então ela se torna o foco de todas as atenções, portanto, tudo o que diga deve ser ponderado e de bom senso, se bem que de saída não foi recomendado pelo senhor Jesus (ora em secreto ao Pai), nem por Salomão (Eclesiastes 5: versos de 1 até 3), que se exiba um orador no Templo.

O costume de analisar tudo o que se lê, se fala, e ocorre em um ambiente, criado pelas condições de profissional de ensino, desde os textos escritos nas provas feitas por alunos durante muitos anos, até o que se diga em uma reunião formal, ou, informal, ou, em aula da Faculdade, ou em aulas comuns, inibem a espontaneidade da criança, e do jovem adolescente que permanecem no subconsciente do adulto, e não fiz a prece em público.

Sempre havia antes dessa ocasião algum religioso profissional a quem cabia fazer a mesma, ou, alguém mais idoso que venceu na vida e gostava de se pronunciar, ou, por ser anfitrião, ou, por ter alguma patente militar, ou, por vocação como política. É uma questão de gosto e ou de hábito de ego.

Uma Oração no sentido religioso sempre foi para mim pessoal e introspectiva, mas houve ocasião em um passado distante em que me coube faze-la em público, e em voz alta, em uma Igreja com um público heterogêneo.

Escolhi invocar a presença do Espírito de El, ou, Jeová (Yod-He-Vau-He) o nome sagrado do El, Senhor Criador dos Céus e da Terra, entre os Hebreus, pois estávamos em uma igreja cristã, de tradição Judaico-Cristã, em que se estudava o conteúdo monoteísta, do Velho e do Novo Testamento, tidos como sendo verdade absoluta naquele ambiente.

Uma Oração a ser feita por um professor para um público de 300 a 400 pessoas não poderia ser feita à base de chavões e repetições de palavras indicadoras de gagueira psíquica já observada anteriormente, e a ocasião exigia uma formulação verbal de tal ordem que sendo dirigida ao Senhor, passasse pelos crivos da hermenêutica e propedêutica dos sacerdotes oficiais e profissionais vocacionados, bem como dos oficiais religiosos mais antigos daquela igreja.

A questão era o pronunciamento ser aprovado por Deus e pelos homens e pela crítica de Eclesiastes 5, versos de 1 a 3, e ainda satisfazer o Senhor jesus que disse: “Não percais tempo em vãs repetições, e se nada mais souberdes, antes dizei:” e aí vem a mais do que repetida por todos, a oração do Pai Nosso, mas que ninguém a decodifica por ignorar o seu sentido subjetivo.

O comentário feito posteriormente pelo líder foi a respeito de que o nome de Jeová incomodava muito alguns dos presentes, pois Jeová era o nome do Deus dos Judeus. Eu deveria, portanto, simplesmente mencionar Deus.

Na ocasião minha cabeça deu um nó, ou melhor, um brain storm, e resultou que decidi que daí por diante, viveria em oração, introspectivo, falando com o Deus do meu coração como recomendou Jesus. “Quando orardes, ora em segredo ao Pai, que o Pai o recompensará.” Lembrei-me novamente de Eclesiastes 5: versos de 1 até 3 (leiam analisem e questionem).

Se alguém decidisse orar em voz alta que o fizesse, pois teria pelo menos dois observadores atentos, minha Consciência e El, Jeová, Deus, Brahma, Kronos, ou, qualquer outro nome que tenha sido dado ao Criador do Cosmos, se é que Ele dá conta do que todos homens falam.

Outra questão que se colocou é a seguinte: Ensinaram-me que Deus se fez carne em Jesus, denominado o Cristo. Jesus o Cristo disse aos seus discípulos que O Pai está no Reino dos Céus e que o Reino dos Céus está dentro de Vós.

Desejando ser lógico e ver as coisas claramente, entendi e entendo que, se Deus está no Reino dos Céus e o Reino dos Céus está dentro de nós, Deus está dentro de nós como deveria estar dentro de Jesus. E tem mais: “Eu disse sois deuses (alguns de vós sois pequenos deuses), e vós outros são todos filhos do altíssimo. Salmo 82: verso 6. Leiam.

Esta conclusão está de acordo com o conceito introduzido na cabeça da criança de que Deus é Onipresente, não esquecendo da onipotência que, confirma que todo poder vem de dentro e, da possibilidade de que alguém que esteja “ligado” apresente vislumbres de onisciência e tudo o mais.

Sendo assim, há ainda outra questão que é a de que as pessoas fecham os olhos durante a oração em um culto. Aí me pergunto por quê? Se a oração é dirigida a uma coletividade e Deus está dentro de cada um de nós, por que fechar os olhos? Há de se sentir o contato com cada um dos presentes e, ver no brilho dos olhos de cada um a sinceridade da concordância ou discordância. “Sois deuses, e vós outros todos sois filhos do altíssimo”. “… e as Escrituras e os profetas não podem ser mudados”. Também, se Deus está dentro de nós, por que fechar os olhos se a prece falada é feita para satisfazer a uma coletividade diante de Deus?

Assim, a oração que eu não quis fazer de modo formal e de olhos fechados pode ser dita com olhos abertos e, ou, escrita. “Damos graças ao Deus Infinito e, aos pequenos deuses finitos como porções do Pai dentro de nós, pela reunião em família por ocasião do Natal de Jesus, humano, destinado a trazer a mensagem de amor do Deus Infinito. Sendo a base da mensagem o Amor Compartilhado, cumprimos uma parte da mesma com uma agradável reunião familiar, renovando boas palavras de gratidão e afeto de uns para com os outros.

Renovamos a Santa Ceia em volta de uma mesa servida com amor e carinho, reunindo pais, filhos, irmãos, irmãs e, casais em harmonia. As alterações de Padrões de comportamento e Valores éticos conhecidos como conversão que, se façam evolutivamente sem esperar por milagres. Amem”.

O bom de tudo isso foi constatar antes da oração que, o amor demonstrado por palavras, gestos e ações de todos os envolvidos foi mais do que eficiente e suficiente. Dias

Postado em : Folhas do Outono

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