03 – A Huna – Reflexões Com Dados Da Bíblia

03 – A Huna – Reflexões Com Dados Da Bíblia

 A Huna – Reflexões.

“Dados colhidos da Bíblia Sagrada e Considerações”

Resolvi apresentar por escrito para que os interessados tenham tempo de ler, entender, compreender, perceber cada detalhe e se conscientizar, para depois questionar o que seria praticamente impossível somente ouvindo uma leitura, ou, uma explanação. Não aceite, nem rejeite, mas amadureça com a reflexão.  diasmind@uol.com.br  Agora, consideremos o nosso Tema.

Melquisedeque, Rei de Salem, deveria ser um Mago poderoso, pois em sua época (2.700 anos antes de Jesus), ele foi reverenciado por Abraão, de quem recebeu homenagens e o dízimo, oferta essa dada a sacerdotes, ou a seres com os dons considerados como sendo espirituais. Leiam:- (Gênesis 14: 18).

Pesquisando-se onde estava situada essa localidade denominada Salem, verifica-se que a mesma situava-se em umas elevações existentes entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, um pouco mais ao Sul do Lago Tiberíades, ou, Mar da Galileia, a pouca distância de Nazaré.

Abraão, ao se deslocar da Mesopotâmia para o Sul em direção ao Egito, passou por Salem e se demorou em convívio com Melquisedeque. Possivelmente Abraão recebeu a “Benção” de um conhecimento reservado, a respeito de Magia, que depois passou a Isaac e a Ismael, os dois troncos tribais que originaram os povos da Palestina e adjacências.

Em 1981 tomei conhecimento de um fato através uma moça brasileira, que vivia na Irlanda. Veio ao Brasil me procurar por recomendação de uma tia, em busca de esclarecimento, de como se defender de ações psíquicas que resultem de enfoques mentais, que os filhos de “nobres” no Oriente Médio aprendem e usam para domínio de pessoas que as desconhecem.

Entendemos por Magia a capacidade que algumas pessoas têm e mostram, de um “Poder que vem de dentro”, sendo capazes de mobilizar psiquicamente, portanto, mobilizar de modo Subjetivo, uma forma de Energia cuja presença pode ser observada pelos seus efeitos objetivos.

As formas mais comuns de magia, pequena magia, são a telepatia, a vidência, a clarividência e as transferências de Energia para ajudar pessoas doentes e ou enfermas. As menos comuns, denominadas de Grande Magia, são as devidas ao poder de influir sobre os elementos da natureza, e as devidas às desmaterializações e as rematerializações.

 Melquisedeque formou discípulos, que aprenderam Magia e fundaram uma Ordem em Salem, A Ordem de Melquisedeque.

Lemos no Livro de Hebreus, e constatamos nos capítulos, cinco, seis e sete que o Filósofo e Apóstolo Paulo, considerado autoridade perante as Igrejas cristãs, pois suas Cartas e Epístolas são usadas nas pregações, que ele menciona Jesus o Cristo, como sendo Sumo Sacerdote dessa Ordem. Sendo verdadeira essa afirmação, para que Jesus chegasse a Sumo Sacerdote dessa Ordem, possivelmente, passou por um período de iniciação e de aprendizado, como ocorre em todas as Ordens de natureza mística.

Como Jesus nasceu e viveu em Nazaré, verificamos pelo mapa antigo da região, que Nazaré era relativamente próxima de Salem. Assim sendo o raciocínio apresentado no parágrafo anterior é razoável e o fato possível.

Como a maioria dos ensinamentos básicos de Jesus, traduzido pelos Evangelhos e escritos pelos discípulos, coincide com os ensinamentos da Huna, e como as ações de Jesus, conhecidas como milagres, coincidem em sua maioria com as ações dos magos havaianos, herdeiros dos conhecimentos de magia dos polinésios, podemos concluir que Melquisedeque conhecia a Huna.

Como a Huna deve ter sido difundida, a partir da Polinésia, através dos 10.000 anos a. C. a outros povos, resultando no Táo, na Yoga, no Sufismo, com origens anteriores a 4.000 a. C., inclusive coincidindo com as bases das Escolas de Mistério do Egito e outros movimentos e disciplinas posteriores e mais recentes havidos na Europa, também é possível que Melquisedeque, Rei de Salem, segundo a Bíblia: “aquele que não teve origem”, mas possivelmente oriundo do Oriente, chegou ao Oriente Médio, onde fundou uma Ordem, baseada no conhecimento da Huna e isso vinte e sete Séculos antes de Jesus.

Essa Ordem gerou um Sistema e discípulos. Jesus, possivelmente,  frequentou a Ordem Iniciatica de Melquisedeque entre os doze e 30 anos, e pelas suas indiscutíveis qualidades pessoais e possível predestinação, Jesus foi preparado e se tornou o Sumo Sacerdote da mesma Ordem, conforme revela a Carta aos Hebreus. Não sei como os tradutores direcionados pela SMICAR (Santíssima Madre Igreja Católica Apostólica Romana), ao separar os livros canônicos dos apócrifos, deixaram escapar essa informação na Carta aos Hebreus, já que há mistério em torno dos ensinamentos que Jesus passou em reservado a seus discípulos.

Jesus, ao que parece, sendo conhecedor dos princípios da Huna, e sendo capaz de ação, resolveu reformular o Judaísmo e libertar o povo local do domínio dos sacerdotes, inoperantes para o psiquismo, considerado como espiritualidade. Para isso estabeleceu uma linguagem adequada à época e ao povo, e assim a Huna e “Os Evangelhos”, ou, as Boas Novas, coincidem em suas bases. A Lei Aurea dos Evangelhos coincide com as bases do Código Huna.

A religião do povo Judeu, estabelecida como um Sistema baseado nas Leis de Moisés e nos Profetas, não dava a seus adeptos condições de obter os resultados que Jesus havia obtido, alem de onerar o povo com dízimos, ofertas e sacrifícios com animais, sendo que estes eram objetos de comércio no Templo.

A Tônica básica da pregação de Jesus foi:- “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A sua manifestação objetiva da necessidade de uma mudança de Padrões e de Valores foi à expulsão dos comerciantes da religião de dentro do Templo, afrontando o Sinédrio, um tipo de “senadinho” que manipulava os negócios e as verbas no Templo, tal como os nossos “anões do Congresso”, e voltou a ira dos sacerdotes contra Ele.

De outro lado, sua manifestação subjetiva encontrada no Sermão da Montanha, (Matheus 6: 5 e 6) foi:- “E quando orares, não seja como os hipócritas; pois se comprazem em orar de pé nas sinagogas, e as esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”, e, “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.”

Esta instrução exclui a pretendida autoridade de intermediação dos sacerdotes e a necessidade de o povo ir ao Templo para se contatar com o Pai que está “no Reino dos Céus que está dentro de vós”. A reação do clero local através do poder político foi o pedido da morte de Jesus.

Imagino o que seria hoje, sendo multiplicado por milhares o número de dependentes dos proventos da sugestologia em relação aos dízimos e ofertas.

Com relação a Suas habilidades psíquicas, conhecidas como milagres, duas frases dos Evangelhos reforçam essa tese:- “Estas coisas eu faço para que creiais em mim”, ou, creiam em minhas instruções. Depois em João 14, v.12, “Aquele que crê em minhas palavras, também fará as coisas que eu faço e as fará maiores do que estas”, indicando que qualquer pessoa que fosse instruída e crente em Seus ensinamentos, poderia desenvolver as habilidades psíquicas apresentadas por Ele.

No entanto observamos que, os pregadores do cristianismo estabelecido como Sistema Religioso Organizado de Forma Arbitrária, desde as providências tomadas pelo Imperador Constantino por volta do ano 250 d. C. a fim de unir seus exércitos em torno da idéia de um único Deus, não mostram habilidades psíquicas e somente fazem ler os evangelhos, louvar os feitos de Jesus e falar a respeito da filosofia do mestre.

Parece que essa idéia do Imperador Constantino de unir seus exércitos e o povo em torno de um Deus em uma só religião, funcionou bem e nos anos 600 d. C. Maomé copiou o modelo, instituindo o Islã, que até hoje uniu os povos descendentes da tribo de Ismael.

Jesus o Cristo não fundou nenhum Sistema Religioso, nem os seus Evangelhos têm algo a ver com, normas, princípios, dogmas e ou fundamentos e rituais, nem com os estatutos das Igrejas como corporação, ou, Sistema Organizado como Religião.

Nada têm a ver com Indulgências, Inquisições, Reformas Religiosas e as Igrejas suas sucessoras como Sistemas Organizados. Nada tem a ver com as ações provocativas da SMICAR, que resultaram na Invasão Otomana na Europa, nem com as Cruzadas, genocídios, conquistas de territórios convertidos em “colônias”, guerras mundiais etc., resultantes de um entendimento político que traga como fachada a divulgação da filosofia cristã, e a pretensa salvação das almas, em oposição ao Judaísmo, ao Islã, e às filosofias políticas contrárias aos interesses de diferentes governos.

Ao que parece, a maioria que estuda a psicofilosofia Huna já tem a base teórica necessária e muitos têm experiências que podem ser relatadas. Quantos dos que tem potencial e vontade gostariam de encontrar-se com a prática, com pelos menos de 22 a 30 exercícios de integração do Uhane (consciente) com o Unihipili (subconsciente) para verificar se é possível a integração com o Aumakua (Superconsciente) em algumas horas e depois, entender claramente o que seria o resultado de um treinamento que fosse feito durante 18 anos a partir da época histórica? Alberto Barbosa Pinto Dias. Atibaia, 15 de Outubro de 2007 diasmind@uol.com.br

Postado em : Huna - Reflexões

3 Comentários


    • Claudio Ágnol
    • agosto 10, 2015
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    É uma enorme satisfação ler seus artigos, pois encontro neles uma consonância com tantas conclusões que chego em meus momentos de introspecção a cerca das coisas ´´espirituais``....

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 11, 2015
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      Agradecido Claudio Ágnol, que bom saber que há pessoas que me entendem e compreendem.

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 30, 2015
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      Agradeço o carinho!

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