A HUNA – Reflexões Abrangentes

A HUNA – Reflexões Abrangentes

01 – A Huna – Reflexões Abrangentes

Este trabalho é dedicado a todo estudante interessado em saber um pouco mais a respeito das Habilidades Psíquicas rotuladas como Magia, e ou Milagres. São vinte e cinco páginas de concentração com atenção.

O início do interesse pelo psiquismo pode estar no fato de que, desde o momento em que homem teve consciência de existir como homem, algumas pessoas apresentam habilidades psíquicas e produzem fenômenos que a maioria não produz. Segue-se a isso a suposição de que, essas pessoas sejam diferentes das demais pelas suas ações no plano denominado “espiritual”, ou seja, na dimensão de atuação da energia relacionada com o psiquismo, fora da matéria.

Na medida em que o homem percebeu que tem uma vida psíquica individualizada e que alguns têm possibilidades de mover energia por ação do psiquismo, energia essa não percebida pelos sentidos físicos objetivos, nem detectada pela aparelhagem atual, deve ter pensado na possibilidade da existência de entidades nesse plano extrafísico. Com isso surgiu a ideia de que poderiam ser assessorados por alguma entidade nesse “mundo espiritual”, como alguns acreditam que o são, levando-os a criar os conceitos de espiritualidade e de religiosidade.

A maioria entende por Espiritualidade um conjunto de boas qualidades morais e éticas, caracterizadas pela atitude mental que acompanha os indivíduos que apresentem, ou não, habilidades psíquicas. Entende-se por Religiosidade o sentimento de que existam seres Conscientes e superiores ao homem na dimensão da energia que está além dos sentidos físicos, onde somente o psiquismo tem o seu alcance com a imaginação.

Sempre é bom lembrar que a palavra energia tem apenas 400 anos de existência e foi idealizada para expressar um conceito: “Energia é o princípio geral responsável por todas as ações, movimentos, deformações, construção e destruição”. Anteriormente à criação da palavra energia os termos usados com o mesmo significado eram “espírito” e “virtude”.

O que verdadeiramente chama a nossa atenção são os resultados objetivos das ações dos psíquicos supostamente espiritualizados que produzam fenômenos previamente anunciados. Alguns dos fenômenos se referem à cura de doenças e enfermidades, outros como alterações nos fenômenos naturais. Nosso interesse é saber a causa e o motivo dessas ações. As motivações nós intuímos, mas para entender a causa necessitamos de dados.

Se não dispuser de dados objetivos para perceber a causa desses fenômenos além da simples observação dos efeitos, é usual para o homem comum que tente explicá-los e para isso a sua atenção passa a trabalhar subjetivamente, onde impera a imaginação criativa e ou a fantasia.

Quando o pensamento trabalha com referenciais subjetivos, o processo intelectual desenvolve hipóteses baseadas apenas na imaginação do que seria possível e assim os pensamentos que justificam as hipóteses, são lógicos e razoáveis, mas na maioria das vezes são improváveis, ou, pouco prováveis.

Se essas hipóteses forem conotadas em conjunto, sugeridas e aceitas por serem lógicas e razoáveis, poderão chegar a constituir uma Filosofia de base mística e há muitas filosofias de base mística. Definimos como místico todo pensamento lógico, até razoável se bem que pouco provável, ou mesmo, improvável, relativo à espiritualidade e à religiosidade.

Uma Filosofia que, esteja associada a fenômenos devidos às habilidades psíquicas e que são supostamente associados à espiritualidade, onde conceitos de ética, de moral e bons costumes dão a nota tônica, pode ser aproveitada para o desenvolvimento de uma Religião.

Cada Religião é um Sistema Organizado à base de normas, princípios, fundamentos e ou dogmas e rituais, estabelecidos pela imaginação do que deveria e poderia ser no mundo espiritual, sendo muitas vezes o resultado de um processo de sonhar acordado muito comum às pessoas. Os líderes de cada uma das religiões estruturam o seu próprio Sistema e há muitos Sistemas Organizados, pois derivam das muitas filosofias. Assim sendo, “Todos os Sistemas Organizados são Arbitrários”.

 

A Preservação da Individualidade - Quando uma pessoa começa a pensar por conta própria no meio do turbilhão de sugestões, ouvidas desde a mais tenra idade e busca um caminho para desenvolvimento das habilidades psíquicas, que deram origem às hipóteses e às sugestões, mas não dispõe de informações científicas, ou, tem as informações, mas as despreza, pode se satisfazer com o misticismo, onde as afirmações são lógicas até razoáveis, mas pouco prováveis. Esta atitude é característica de infância, adolescência e início de maturidade de racionalização.

Se continuar nesse tipo de caminho tem duas escolhas: Ou fica com uma Filosofia associada à Mística, ou embarca em um Sistema Religioso, organizado a partir de alguma filosofia que contenha mística. Há quem fique nos dois caminhos, buscando uma verdade em uma posição intermediária. Nos dois casos o indivíduo está sensível às sugestões, que são repetidas periodicamente em sucessivas reuniões e passam a ser verdades dentro da “realidade” de cada um dos adeptos, os quais, progressivamente, perdem o senso da relatividade para ficar preso em algum tipo de certeza.

Se em algum momento não se satisfizer com a mística, devido a alguma análise crítica com indagações de origem pessoal, e dispuser de dados científicos e informações confiáveis, tem mais condição de analisar as hipóteses, as sugestões feitas e as mais variadas situações decorrentes dos sistemas místicos e de suas crenças. Poderá então buscar por exercícios e práticas, que mesmo por imitação, de algum modo, ponham em ação circuitos neurológicos preexistentes, mas ainda não utilizados, ou, crie novos circuitos neurológicos entre os neurônios já existentes, estudando as evidentes diferenças de ação mental entre os treinados e os que  não são treinados.

Muitos exercícios podem ser organizados constituindo uma metodologia. Uma metodologia é confiável quando a prática decorrente da mesma mostra resultados eficazes e a teoria é baseada em hipóteses, representadas por pensamentos lógicos, razoáveis, objetivamente prováveis. Se procedermos deste modo, estamos adotando uma linha de pensamento científico, que é a base de todo conhecimento razoável e provável existente na atualidade.

 

02 – A Huna

A Huna apresenta-se como uma Filosofia cujos conceitos estão associados à atividades psíquicas evidentes pelos seus resultados. Portanto a Huna apresenta-se como uma Psicofilosofia. Uma das afirmações da psicofilosofia da Huna é taxativa: “A eficácia é a medida da verdade”. Isto, de saída, permite pensar que segundo a Huna, se uma Crença não funciona na prática e não mostra resultados objetivos da “ação espiritual” em seus adeptos, as hipóteses que a sustentam podem ser descartadas.

A Huna, de início era ação (o verbo) e resultados, depois surgiu a filosofia. Esta existe a mais do que 12.000 anos, pelo menos segundo a tradição Polinésia, contendo conceitos de ética e de moral.

A Huna sugere que os princípios xamânicos devam ser observados pelos praticantes de habilidades psíquicas e por seus adeptos que ainda não têm as habilidades, mas que desejem obter esses resultados práticos. Certamente, a psicofilosofia da Huna e seus princípios xamânicos, pretendiam regulamentar as ações de uma prática pré-existente, mas dentro da moral e da ética.

Jesus no início de sua pregação era pura ação, virtude, mostrando habilidades psíquicas que, certamente emocionaram na época e ainda emocionam nos dias de hoje com a simples leitura dos relatos de seus grandes feitos. Honestamente afirmava: “estas coisas eu faço para que creiam em mim”, e então pregava as Boas Novas, as novas ideias, os novos padrões de vivência e as mudanças de atitudes com os quais pretendia reformular o Judaísmo e libertar o povo psicologicamente sujeito a ele, pois era uma religião sem os resultados práticos, os quais, ele Jesus, demonstrava  serem possíveis, e ainda por cima uma religião onerada por dízimos, ofertas e sacrifícios.

Depois da morte de Jesus, o apóstolo Paulo desenvolveu uma Filosofia Cristã, segundo a sua própria ótica, baseado na leitura dos Evangelhos, mas não exatamente o que Jesus ensinava.

Seria mera coincidência a repetição do mesmo processo de elaboração de uma filosofia, a partir das ações psíquicas evidentes e completas, similares às ancestrais e demonstradas por Jesus? A diferença está em que os princípios da Huna foram conservados puros pela tradição dos polinésios e foi observada no Havaí com mais atenção na década de 1930.

Em relação aos ensinamentos de Jesus equivalentes à Huna, que evoluíram um tanto alterados como filosofia cristã nas Cartas e Epístolas de Paulo, foi aproveitada pelo Imperador Constantino em 250 d. C., o qual mandou desenvolver um Sistema Religioso Organizado e baseado nos Evangelhos, a religião Católica Apostólica Romana.

Ele impôs o seu novo Sistema Religioso a todos os seus súditos, inclusive aos soldados de seu exército, que sendo oriundos de diferentes culturas, disputavam entre si a supremacia de poder dos seus deuses de suas religiões de origem, ocasionando discórdias. Uma só religião e um só exército unido. No lugar da filosofia e seus fundamentos originais, passaram a predominar as normas, os princípios, os dogmas e os rituais do Sistema Religioso.

Depois disso vieram todas as consequências resultantes da Reforma preconizada por Lutero. Da Igreja Luterana surgiram todas as outras religiões de origem cristã e suas seitas derivadas e denominadas protestantes. Hoje em dia pelo menos 2.000 delas dividem as suas verdades bíblicas com variações em interpretação de textos, normas, princípios, rituais, dogmas, ou fundamentos e na maneira de sustentar a Organização e sua hierarquia de comando.

Os conceitos de ética e de moral da Huna dão à mesma um sentido de religiosidade, mas não há o desenvolvimento de uma religião como um Sistema Organizado. Cada indivíduo adepto da Huna não é sujeito a uma hierarquia.

Jesus pregava as Boas Novas dentro do mesmo esquema, evidenciando que  também desejava o mesmo, pois afirmava: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Seria libertar de qualquer influência para uma sujeição do tipo psicológico?

Assim sendo, segundo a Huna, os Sistemas Organizados que funcionem à base de regras, princípios e normas restritivas, que tornam os indivíduos sujeitos e não funcionam para o desenvolvimento de habilidades psíquicas com práticas evidentes e eficientes, podem ser descartados.

A pregação de Jesus coincide com a Huna: “Ora em secreto ao Pai…”, aconselhando uma ação individual, eliminando os intermediários, suas pretensões e cobranças de dízimos e taxas. É evidente que isso O levou à morte devido à reação dos sacerdotes que se viram prejudicados em seus interesses. Não foi deles que partiu a decisão e o pedido da morte de Jesus feito a Poncio Pilatos?

Os conceitos de moral e de ética da Huna, dizem respeito ao desenvolvimento de uma condição de paz interior, necessária para as atividades psíquicas que exigem introspecção, ou seja, concentração com expectativa, sem a interferência dos inúmeros bloqueios psicológicos, devidos às dúvidas relativas ao merecimento dos resultados por parte dos envolvidos na aprendizagem.

A prática da introspecção, segundo Jesus, é expressa como: “Vivei em Oração”. A eliminação de barreiras psicológicas, segundo Jesus, é: “orai pelos vossos inimigos” que, implica em perdoar e facilita se perdoar. (coincidência?)

Segundo a Huna as ações devem ser éticas, mas a psicofilosofia Huna admite a possibilidade de defensiva com ação através da energia movida psiquicamente, cujo grau de reação passa a ser uma questão de avaliação de Consciência individual. Juízes e Promotores de Justiça, que não respeitaram a cultura local e condenaram injustamente os Kahunas (xamã guardião do segredo) havaianos, para satisfazer a vontade de religiosos, que acompanharam os militares invasores das ilhas, morreram de paralisia sem causa aparente. A percepção desse fato resultou na libertação dos Kahunas havaianos por parte das autoridades invasoras.

Dez mil anos depois da introdução da Huna na Polinésia, o pensamento de Jesus difere apenas neste aspecto, pois a reação, segundo Jesus, seria oferecer a outra face. Ghandi que veio dois mil anos depois de Jesus com sua filosofia de resistir sem violência está de acordo com esse preceito.

Possivelmente esses sejam o resultado de detalhes de posturas filosóficas individuais que diferem da Huna, mas que, por sua vez, são mais adequados à sobrevivência da maioria em uma época em que, poucos são Kahuna (guardião do segredo) para revidar no plano subjetivo com efeitos no plano material como é o extremo da reação com: “a oração da morte”. Reações com ações objetivas de descontentamento de uma população em relação a governos sempre causaram repressão e morte por parte dos governantes nos Impérios e nos Reinos. Passa a ser uma questão de Bom Senso.

Os princípios Xamânicos da Huna não dizem respeito ao temor devido a alguma entidade espiritual fiscalizadora de atitudes e costumes. Também não dizem respeito à espera de algum auxílio por parte de entidades do mundo espiritual, pensamento esse, desenvolvido em muitas religiões e seitas, mas que dizem respeito a um potencial mental humano a ser desenvolvido e às condições necessárias para esse desenvolvimento sem ofensas, injúrias e prejuízos causados a terceiros, recomendando o amor compartilhado.

A Huna não impede a ação mental de defesa em casos de agressão física séria, injúrias e prejuízos causados, que é um desrespeito ao indivíduo e é o inverso do amor compartilhado. O desrespeito pode ser observado na falta de entendimento, compreensão e paciência da parte de autoridades soberbas e prepotentes e de indivíduos que pretendem dominar em qualquer outra situação.

A Huna praticamente estabelece que a única unidade fiscalizadora de que o indivíduo dispõe é a sua própria Consciência e é um fato evidente que a Consciência proporciona bem estar quando os pensamentos e ações consequentes são justos e perfeitos. Quando os pensamentos e as ações são antiéticos, proporcionam mal estar, mesmo que seja apenas um ligeiro mal estar, naqueles que ainda são sensíveis e aptos a integrar os Três Aspectos da Consciência, agindo com integridade nesse aspecto humano da suposta imagem e semelhança da Trindade Divina.

Segundo a Huna a Consciência do Homem não tem capacidade para entender uma Consciência Superior à sua. Assim sendo, a Huna é um sistema filosófico que somente se preocupa em desenvolver um aspecto superior da consciência Humana. Parece que Paulo estava ciente desse modo de pensar e corroborou com o que escreve em Iº aos de Corinto, capítulo 2, verso 16: “Porque quem conheceu a Mente do Senhor para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. (Cristos, do grego = o iluminado), cuja mente mostrava a ação desse aspecto superior, e ensinava: “O Pai que em mim opera as obras”, provavelmente referindo-se ao Espírito Paternal, o Aumakua da Huna, em uma linguagem entendível na Palestina de sua época.

Há aqueles que perderam a sensibilidade da Consciência, e cada um deles perdeu a ligação com o Superconsciente, aspecto da Consciência que possivelmente permite integração com a Energia da Consciência Universal. Por essa razão usam a força física para dominação, sujeição e obtenção de vantagens.

Segundo a Huna, quando as ações pretendidas, ou mesmo feitas, ferem a ética e a moral sem a justificativa de uma autodefesa proporcional, desequilibram o campo de energia da Consciência Individual e a isto talvez se refira à frase de Jesus: “aquele que pensou, já pecou”. E para aqueles que já perderam a sensibilidade Jesus oferece a frase: “são como sepulcros caiados”.

Tanto pelos princípios da Huna como para os princípios dos Evangelhos, os desequilíbrios de Consciência são a origem dos desequilíbrios de Energia Vital em diferentes órgãos e consequentemente originam as doenças e enfermidades.

Daí a afirmação de Jesus: “O salário do pecado é a morte”. Morte física depois da morte espiritual que seria a falta de integridade dos três Eus (Selfs).

Tanto na Huna como nos Evangelhos, o equilíbrio na Consciência livre de tensões, como consequência do arrependimento, do perdão e do amor fraterno, quando compartilhado, são fatores de saúde e longevidade. (Coincidência?).

A eficácia dos psíquicos polinésios, que efetivamente mostram resultados em suas atividades mentais com habilidades psíquicas, é atribuída à obediência à esses preceitos, no entanto, observamos que a maioria das pessoas que aceita esses preceitos como verdadeiros e os obedece, não mostra os resultados práticos satisfatórios e equivalentes.

Assim sendo, se não houver prática evidente, os princípios xamânicos de ética e moral são tão válidos quanto os mesmos princípios éticos de qualquer religião posterior à Huna, pois a psicofilosofia da Huna, do modo como é apresentada, é um caminho mental para o desenvolvimento de espiritualidade, mas não é um método com exercícios eficientes.

Geralmente os ensinamentos práticos da Huna eram passados do pai, ou, da mãe Xamã, para um filho (a) mais sensível. Jesus por sua vez, não tendo filhos relatados na época, apresentou os ensinamentos de sua doutrina em dois níveis. Um era teórico, filosófico, mediante parábolas e conselhos como os do Sermão da Montanha, destinados ao público em geral. Outro nível de doutrina foi apresentado aos discípulos, dos quais, alguns mostraram que aproveitaram bem e mostraram que também desenvolveram habilidades psíquicas de natureza prática e positiva, curando doenças e enfermidades.

 

As habilidades psíquicas relativas a uma maior percepção que as pessoas apresentam se devem à hiperestesia que é uma condição neurológica de maior sensibilidade. As mais comuns são, vidência, clarividência e telepatia.

Também há fenômenos de transferência de energia  de pessoa para pessoa como ajuda à doentes e enfermos. É mais raro ver habilidades psíquicas com domínio dos elementos da natureza, como é o domínio dos ventos e consequentemente o domínio do movimento das águas sob sua ação, como estão sujeitos o mar e as nuvens. Há as desmaterializações, o espantoso teletransporte em nível de energia e as rematerializações. É bom lembrar que Jesus os fazia todos. (Multiplicação de pães e peixes?)

As primeiras são conhecidas como Pequena Magia, e estas últimas, como Grande Magia. Todas as ações de Magia sugerem que o Sistema Nervoso Humano, sob o comando da Consciência, pode mobilizar uma forma de energia que não é detectada pela aparelhagem atual nem pelos sentidos objetivos, mas pode ser percebida pelos sensos subjetivos.

A fonte dessa energia é a Energia Vital que é convertida pela Consciência em uma forma de energia com frequência e potencial mais elevado e passível de ser projetada à distância por enfoque mental.

Os físicos atuais e atualizados sugerem que há uma forma de energia vibratória sutil que é denominada energia quântica (espuma quântica) e sugerem que a Consciência Humana seja uma forma de energia vibratória superior, capaz de exercer vontade e mobilizar a “espuma quântica” através do Universo.

Desejando elucidar essa questão, e desejando por a nossa própria “casa” em ordem, observamos que todas as pessoas vivas, que apresentem capacidade para habilidades psíquicas, conhecidas como Magia, são na média 3% de uma população. Surpreendem os que não as apresentam e estes constituem a maioria.

Toda pessoa que apresente habilidades psíquicas, pode sugerir explicações próprias, ou, emprestadas e estas podem ser aceitas como verdade em função do impacto emocional causado. Assim se desenvolvem as Filosofias de Vida, pois também há os Intelectuais que não tendo habilidades psíquicas, têm interesse nos fatos observados e desenvolvem explicações. Alguns deles se mostram ligados à religiosidade e ou em alguma religião, outros não.

Como já foram afirmadas antes, essas explicações dadas pelos que têm pensamento do tipo abstrato, pode servir para desenvolver filosofias e as filosofias associadas à ética e à moral servem para desenvolver todos os Sistemas Organizados como Religião, Ordens e Disciplinas que se baseiam em místicas.

No entanto, devemos considerar que em diferentes partes do Globo Terrestre, há diferentes culturas e que, em cada uma das culturas, se observa um ou mais tipos de psicoreligiosidade. Em cada uma das culturas há pessoas com habilidades psíquicas, associadas ou não a essas diferentes conotações psíquico-religiosas.  Esse fato permite concluir que as habilidades psíquicas não dependem de uma determinada conotação psico-religiosa, nem de uma determinada psicofilosofia.

O conceito de espiritualidade dentro da filosofia cristã coincide com o conceito de espiritualidade da Huna o qual vem de dez séculos anteriores ao cristianismo. No cristianismo o Apóstolo Paulo se expressa em Filipensis, capítulo 4, verso 8, dando um parâmetro para espiritualidade aos gregos, turcos  e troianos. Segundo José Manuel Silva, podemos traduzir o pensamento de Paulo, assim: “ser espiritual é ser criativo, construtivo, honesto, puro, limpo e bom”.

Na Huna há os princípios xamânicos a serem obedecidos e são conhecidos dos estudantes da mesma. Esses princípios mostram, teoricamente, um caminho a ser seguido na prática, mostra uma conduta para a atitude que desenvolve a personalidade do Xamã em suas ações benéficas. Os conceitos teóricos indicam a origem energética dos fenômenos que têm por causa o enfoque mental dado por um psiquismo evoluído. Todos os conceitos de espiritualidade para a boa conduta têm base na ética, na moral e nos bons costumes.

Podemos observar que há psíquicos que se enquadram dentro dos conceitos de espiritualidade do cristianismo e outros dentro dos conceitos da Huna, outros ainda se enquadram nos preceitos de outras religiões, mas também há os psíquicos que atuam com eficácia, completamente fora desses conceitos.

Podemos concluir que, há pessoas que nascem com as potencialidades para desenvolver o dom para habilidades psíquicas e são atuantes porque apresentam a capacidade de concentração em introspecção profunda, além das capacidades de visualização e de imaginação com a indispensável focalização mental do resultado desejado e esperado, onde o desejo, a perseverança e a expectativa são os componentes do que, em religião, seria considerado como sendo fé.

Como essas pessoas muitas vezes não são compreendidas no meio em que vivem, ou, na sociedade que freqüentam, procuram núcleos religiosos, ou, sociedades místicas, cuja filosofia permita a possibilidade de apresentação de fenômenos psíquicos. Algumas dessas sociedades místicas defendem a interferência de “entidades de luz”, outras defendem a interferência de “entidades das trevas”, outras defendem a interferência de entidades de ambas as naturezas. Poucas são as que entendem que as ações das duas naturezas são manifestações humanas, pois sem a presença humana não há manifestações, tanto para percebê-las como para produzi-las. Cada indivíduo é um “anjo”, ou, “demônio” em potencial.

Muitos dos psíquicos que agem de modo ético estão desambientados. Não são aceitos em alguns lugares, pois as pessoas que não tem habilidades sofrem com a dúvida e o medo. Também porque não aceitam que alguns outros pratiquem habilidades psíquicas fora dos conceitos de espiritualidade.

Observa-se ainda que a interpretação de muitos místicos religiosos sem habilidades psíquicas é parcial, pois se o psíquico for adepto aos princípios aceitos pelo grupo e contribuinte para o sistema em que eles participam, é um enviado de Deus. Se não for do mesmo sistema, tem poder porque é ajudado pelo “demônio”. Há ainda Sistemas que não aceitam que seus pares possam ter habilidades psíquicas.

Outro problema ainda é o fato de que, geralmente os líderes não conseguem suportar o fato de serem os “donos da verdade” e não conseguirem se mostrar com eficácia em ações dessa natureza supostamente divina.

Os Interessados em desenvolver essas mesmas habilidades e que não nasceram com a capacidade aflorada como dom, precisam praticar exercícios nesse sentido para ativar os circuitos neurológicos implicados com os fenômenos de projeção mental sensorial e de efetiva projeção de energia atuante.

Esse tipo de ação como treinamento é encontrado como exercícios, além da filosofia, em algumas Ordens Místicas e Esotéricas, mas que, pelo procedimento de seus dirigentes atuais e da maioria de seus adeptos, parecem ineficazes, a não ser quando estão dentro da faixa dos 3% Naturais.

Observamos os princípios da Huna nos diferentes níveis da Yoga, em seus conceitos básicos e em seus exercícios, porém complicados com os conceitos acrescentados e terminologia usada. Destacam-se como psíquicos, mais ou menos os 3% dos praticantes da mesma, que são naturais e seriam psíquicos em qualquer outro ramo de filosofia e prática.

Observamos que o mesmo ocorre nas práticas ritualísticas da Filosofia Cristã elaborada pelo Apóstolo Paulo e desenvolvidas nos diferentes ramos do cristianismo, onde as eficácias da mesma para os dons relativos às habilidades psíquicas, tidas como dons do espírito santo, são para os 3% ou menos que, possivelmente já nasceram dotados e com o dom aflorado. Alguns destes são considerados santos, quando de algum modo pertencem à hierarquia da igreja. (Santo = separado, diferente).

Podemos sugerir que as maiores diferenças entre as pessoas, quanto ao desenvolvimento de habilidades psíquicas, ocorrem devido à diferenças genéticas que determinam maior ou menor sensibilidade e potencial de energia nos circuitos neurológicos.

Essas diferenças também podem ser devidas, inicialmente, à tendência natural que alguns têm para serem, psicologicamente mais introspectivos imaginativos e criativos, enquanto que outros se mostram mais aptos para desenvolver o raciocínio lógico e analítico, incrementando os circuitos neurológicos que permitem seu desenvolvimento, bem como uma inclinação natural para o bom senso, o qual permite distinguir entre o que é provável e o que é improvável, ou pouco provável no plano físico da matéria.

Também podemos ainda atribuir essas diferenças ao tipo de educação que se dá para a coletividade como treinamento, o qual é dirigido mais para o lado racional e analítico. Em uma amostra de população onde todos recebam o mesmo tipo de treinamento como educação observou-se que uns poucos, talvez 5%, apresentem um desenvolvimento maior do pensamento objetivo com facilidades neurológicas e psicológicas para introspecção, subjetividade e abstrações.

Mais ou menos vinte e cinco por cento das pessoas, desenvolve o pensamento lógico, racional e analítico para o que seja direto e objetivo, mas podem não ter gosto pelas abstrações. É comum ouvir-se dizer da parte de alguns adultos maduros: “não gosto de filosofia”. Poderia ser: “não tenho facilidade para abstrações.”

Setenta por cento de uma população se apraz em viajar na fantasia e não aprecia raciocinar em profundidade; é neste grupo onde se observa a maior porcentagem de analfabetos funcionais, que vivem conduzidos pelos 25% das pessoas que cultivam o pensamento lógico, direto e objetivo e que colhem o que há de concreto, como são o numerário e ou as oferendas, usando as vantagens de uma posição intelectual superior e baseada em algum conhecimento de certo modo restrito. A autoridade pode ser sugerida e ou imposta pela força e é patente que uma pessoa tem a autoridade que lhe seja atribuída enquanto for atribuída.

Temos a nítida impressão de que o Apóstolo Paulo, como bom filósofo, percebeu essas diferenças no nível de consciência dos humanos e as relatou classificando as pessoas como Homem Natural, Homem Carnal e Homem Espiritual, como verificamos na Iª Epístola aos de Corinto, capítulos 2 e 3.  O homem espiritual foi definido por ele como “aquele que tudo discerne, mas não é discernido pelos demais”. Naturalmente o apóstolo Paulo se inclui nesta última categoria. Evidentemente, não sendo entendido e compreendido, foi morto.

Todas as observações foram fruto do contato com pessoas e líderes nas igrejas e com alunos durante os 60 anos de aulas nos cursos secundários e com adultos, nos cursos de formação acadêmica superior e nos cursos de desenvolvimento mental e psíquico.

Observamos também que as denominadas grandes religiões satisfazem esses três níveis de Consciência apresentados pelas diferentes pessoas de uma população. Todas as grandes religiões oferecem:

 1- Um Deus abstrato para os que são de pensamento predominantemente abstrato.

2- Um Deus concreto, na figura de um ou mais homens divinos ou divinizados que, servem como padrão de vida para as pessoas que são de pensamento concreto, direto e objetivo.

3- Uma miríade de santos, anjos e seres afins para as pessoas que se satisfazem com a fantasia e as emoções decorrentes das mesmas.

De um modo geral, todos os seres divinizados pelos padrões mentais humanos, têm algo a haver com algum tipo de habilidade psíquica, no universo das dimensões além da matéria, mas com ações e resultados objetivos no universo da matéria.

Se estudarmos a psicofilosofia da Huna, que está voltada para o desenvolvimento das habilidades psíquicas, encontramos verdades que podem ser estudadas e testadas: A primeira verdade é a necessidade do desenvolvimento da capacidade de Focalização que também pode ser denominada de Concentração.

Esta é a capacidade que a pessoa tem de voltar todos os sentidos para o objeto de sua atenção para colher dados, ou, informações.  A natureza psicológica da atenção está em voltarmos todos os sentidos para captar o máximo possível de informações do objeto, pessoa, ou, dos pensamentos a nós direcionados. Depois, voltando a atenção para o nível de introspecção, revisar reflexivamente os dados e informações para fixação e ordenação dos mesmos na memória. A concentração pode ser desenvolvida tanto para enfoques objetivos como para enfoques subjetivos, mas isto exige das pessoas vontade e disciplina.

A segunda verdade é a de que a pessoa deve ter “a casa em ordem”, isto é, sua própria realidade, que é expressa pela sua vida interior, deve estar organizada e em paz profunda. Nisto a obediência aos preceitos de ética e de moral da Huna e mesmo de qualquer religião, ou, disciplina, cujos conceitos geralmente coincidem com os da psicofilosofia da Huna, podem ajudar.

Para satisfazer a primeira condição da segunda verdade, isto é , “ter a casa em ordem”, as ideias devem estar organizadas (ordenação) e deve haver clareza de pensamentos, ou, de acordo com a Huna uma Visão clara, lúcida, a respeito dos fenômenos, de suas causas e de suas razões. A ordenação se faz na medida em que a pessoa entenda as informações que recebe e que estuda.

Depois que aprenda, isto é, retenha mentalmente as informações e em ordem. Em seguida perceba que, a compreensão de qualquer assunto, sempre é feita sob uma determinada perspectiva e que, se mudar a perspectiva pode mudar a compreensão. A percepção de que as mudanças de perspectiva mudam a compreensão, dá a primeira noção de relatividade em relação à conceituação de qualquer assunto que seja enfocado. Assim há a percepção de que “tudo é relativo”.

Deve perceber também que a compreensão influi no rumo da percepção e esta no tipo de tomada de consciência em relação ao enfoque inicial. Deve aprender a mudar perspectivas e avaliar as mudanças de compreensão e de percepção que influem na tomada de consciência, pois “tudo é relativo”.

Elaborar um pensamento lógico não é difícil para qualquer pessoa madura. A questão passa a ser a elaboração de um pensamento lógico que seja razoável. Como todos os pensamentos lógicos e razoáveis contem uma razão, toda pessoa que elabore um pensamento lógico e razoável tem uma razão. Assim sendo todos sempre têm razão, mesmo que os pensamentos se contraponham por diferenças de perspectiva, pois “toda razão é relativa” a um dado, uma informação, ou, uma circunstância e à perspectiva usada na observação e ou na avaliação.

A questão maior é que se as diferentes pessoas se apresentam em diferentes idades, certamente podem se apresentar com diferentes níveis de informação, níveis de entendimento, níveis de compreensão, de percepção e de conscientização. Por essa razão é uma perda de tempo qualquer discussão entre pessoas de diferentes níveis de informação e de maturidade intelectual. Tudo é relativo, mas o fanatismo e a ignorância sempre andam de mãos dadas em qualquer idade.

A afirmação do xamã de que “tudo é possível”, deixa claro que não devemos colocar barreiras psicológicas que impeçam a mente de focalizar de modo objetivo, ou, subjetivo, qualquer objeto, seja microscópico, ou, macroscópico. Assim a atitude positiva é desejar focalizar qualquer coisa em qualquer lugar neste Planeta, ou, em qualquer Planeta deste Sistema Solar, ou ainda, em qualquer lugar de qualquer Planeta de qualquer outro Sistema Solar. Em outras palavras não deve haver barreiras mentais devidas às Limitações que possam ser sugeridas e que constituem um desafio a ser vencido.

Assim sendo, o grande desafio que qualquer pessoa enfrenta de início é a Ignorância, o que sugere que devemos estar abertos a receber todo e qualquer tipo de informação, seja objetiva, ou, subjetiva, focalizando todos os dados que possam ser colhidos a partir dos diferentes fontes de informação. A recepção e a percepção de novas informações dependem de haver flexibilidade mental (Pala´ie). Ficar restrito a um ponto de vista é pedir para estagnar o processo de evolução intelectual.

Ainda com relação ao fator Ignorância, o maior problema de qualquer pessoa como indivíduo é ter conhecimentos acadêmicos profundos em um campo limitado do conhecimento e acreditar que já conhece tudo o que há para ser percebido e conscientizado. A frase: “de tudo examinai e retende o que for bom (útil).”, expressa por Jesus, tem a haver com a seqüência de: estar aberto para tomar conhecimento, estudar, sentir (experiência), aprender, intencionar e agir como é recomendado nos ensinamentos da Huna. (Coincidência?).

Para a segunda condição da segunda verdade, isto é, viver em Paz Profunda, a Filosofia de Vida expressa pela psicofilosofia da Huna, recomenda que saibamos nos perdoar pelos erros e enganos cometidos e que saibamos perdoar os demais pelas mesmas razões com que nós nos perdoamos. As mesmas recomendações se encontram nos Evangelhos ditados por Jesus dez mil anos depois. (mais coincidências?).

Vencer os ressentimentos e ou a raiva são o desafio nessa etapa da evolução do psiquismo em que se deve dominar o ciúme e a inveja. Essa segunda condição é necessária para que, tendo paz profunda em nível subjetivo, tenhamos estabilidade mental na introspecção e assim condição de ordenar as ideias e ver com clareza no nível subjetivo. Resumindo, ter compreensão, paciência e entendimento para com nossos semelhantes é útil para nossa evolução espiritual e no mínimo para ter paz interior a cada momento.

O desenvolvimento da emoção do amor favorece o nível de introspecção necessário para a liberação da energia em nível elevado a ser doada nos processos de qualquer ajuda, ou, para as “curas”. “O amor compartilhado”, isto é o amor recíproco, estabelece a harmonia e a sintonia necessárias para a ligação entre as pessoas, tanto a comunicação objetiva quanto a subjetiva, bem como para a transferência de energia em nível quântico.

A estabilidade mental quando em introspecção com paz profunda, permite que Focalizemos adequadamente imagens e ideias como pontos de referência no nível subjetivo, condição essa necessária para que “a energia de nível quântico flua para onde o pensamento vai”, ou melhor, para onde a Mente enfoca.

Se “a energia flui para onde o pensamento vai” e há algum resultado evidente, seja como reação mental em terceiros, ou, seja como modificações no plano físico, podemos acreditar que entrou em ação um terceiro aspecto da nossa Consciência, e com o qual podemos agir à distância de modo subjetivo. Assim sendo, segundo a Huna, “O Poder vem de dentro” e o rótulo, bem como a conotação que se dê a isso, é o que menos importa e aqui cabe considerar a taxativa afirmação de Jesus: “O reino (o poder) dos céus está dentro de vós”. (mais uma Coincidência?). O poder é endógeno e resultado de introspecção (“vivei em oração” e “Ora em secreto ao Pai…”).

O que pode ser evidenciado por processos de investigação científica é que o Sistema Físico Humano, responde ao Enfoque Mental direcionado pela Consciência, com elevação do potencial de Energia Vital que, se torna disponível para projeção sensorial efetiva (PSE) nos indivíduos treinados.

Outra evidência para quem pratica é a de que o potencial de energia vital diminui com a projeção continuada. A energia vital é normalmente restabelecida com o descanso e com o sono, mas também pode aumentar se o sentido do fluxo for direcionado de modo conveniente. A energia vital decai com a idade, mas o Mago aprende a como direcionar positivamente a energia de terceiros. “Onde dois ou mais de vós reunidos… assim será”. J.C. (mais coincidências?).

É verdade que “não há limites” porque há as formas de energia vibratória, hoje reconhecidas como “espuma quântica” que, são passíveis de serem projetadas por enfoque mental, obedecendo a Vontade de uma Consciência. Nesse nível não há os limites estabelecidos pelos conceitos de espaço e tempo do mundo físico para um efeito psíquico instantâneo. Assim sendo “tudo é possível” porque “tudo está interligado” por essa energia sutil e útil.

03 – O Desenvolvimento das Habilidades Psíquicas

 

O que faz falta às diferentes pessoas para o desenvolvimento desejado? Falta  “Esclarecimento” e disposição para serem esclarecidas.

Qual o maior desafio para que haja Esclarecimento? As Limitações!

As “Limitações” que as pessoas apresentam são devido às suas filosofias e consequentes crenças estabelecidas anteriormente, muitas delas arraigadas desde a infância e suas consequentes barreiras psicológicas que são devidas aos preconceitos errôneos ainda válidos como parte da Consciência, bem como a  resistência às novas informações. Quem defende, ou, já defendeu em público ideias arraigadas, tem mais dificuldade em mudar de perspectiva e de compreensão.

É o mesmo problema que Jesus enfrentou quando tentou ensinar as Boas Novas, possivelmente uma versão da Huna mais adequada para uma pretendida reformulação do Judaísmo da época na Palestina.

As percepções subjetivas e as emissões de energia dependem de “Permissão” que é dada pela Consciência de cada um. Assim nas trocas de energia e de informações deve haver harmonia entre as Consciências das pessoas.

A Harmonia permite a sintonia que facilita “utilizar as ligações energéticas”. Como o fluxo de energia quântica sempre tem duas mãos de direção, e por essa razão a focalização adequada permite a captação de informações em nível subjetivo bem como a projeção da energia direcionada pelo psiquismo, a qual promove modificações em campos energéticos e em estruturas físicas. “a tua fé te curou”, “a tua fé te salvou” são expressões de Jesus que mostram o que acontece quando há permissão, isto é aceitação e desejo de mudar uma condição, ou, uma circunstância.

Outro grande desafio que as pessoas têm, depois de vencer a Ignorância a respeito das novas informações bem como as Limitações de percepção impostas pelas crenças e convicções anteriores, é a Confusão que, pode ser estabelecida se não se cuida de ordenar as ideias, conotando as novas informações com as antigas, mas separando e distinguindo seus significados que,  antes tenham sido decodificados e percebidos a partir das informações anteriores.

É preciso uma Redefinição que modifique a realidade de cada um. “Uma mudança de padrões e valores.”, segundo a Huna e uma “Conversão do velho Homem no novo Homem”, nos dizeres da filosofia cristã de dez mil anos depois. (sempre mais uma coincidência?).

Na medida em que a pessoa aprende algo de novo, deve por em prática para verificar a utilidade e a eficiência, pois essas são a medida para saber que está diante de uma verdade, se bem que toda verdade é relativa. “Tudo é relativo” e por essa razão é preciso estar sempre presente e disposto para aprender. Também é preciso entender que “o momento de poder é agora”, ou, o momento de praticar e verificar resultados são quando se ofereça a oportunidade.

Cada verdade é relativa porque, segundo a Huna, “sempre há outra maneira de se obter os mesmos resultados.” Daí a recomendação de que haja flexibilidade.

Outro problema psicológico que dificulta progredir em qualquer sentido é a Procrastinação, pois a verdade de até hoje, pode não ser a mesma verdade depois que a pessoa experimenta e vê resultados no aqui e agora. Nestes últimos 35 anos foi comum ouvir dizer: “Bem, agora que eu experimentei e vi resultados… já não consigo mais pensar como antes”.

Vencidas a Ignorância e as Limitações, os desafios que impedem de experimentar e fazer são a Dúvida e o Medo.

Observamos também que as pessoas obedecem a duas tendências naturais: Ser eminentemente prático, ou, Ser eminentemente teórico. Os que são práticos avaliam resultados. Os que são teóricos avaliam suposições, ou, hipóteses. Os que são práticos fazem acontecer, e diante dos resultados têm condição de ser mais diretos e objetivos no entendimento.

Os que são predominantemente acadêmicos teóricos tem a tendência de questionar. Alguns valorizam a crítica, pois são como os eunucos, que sempre sabem como a coisa é feita, mas não são capazes de fazê-la.

Possivelmente a virtude esteja no meio termo. Não importa se o ponto de partida for acadêmico, ou, se o ponto de partida for prático, com intuições, e com tentativas, acertos e erros a serem considerados.

 

Aprender a fazer e avaliar as hipóteses que expliquem as ações e os resultados práticos pode ser o ideal. Aprender a fazer exige um treinamento que facilite atualizar as potencialidades.

 

04 – A Huna e a Ciência

No que a ciência pode auxiliar os adeptos da Huna a compreender os princípios da Psicofilosofia da Huna para que façam Um Treinamento Eficiente?

 

Em primeiro lugar todos os que aceitam a Huna devem saber que Somos uma Consciência que tem como qualidades Inteligência e Vontade.

Em segundo lugar o nível de informação e o nível em experiência de ações, modificam o nível da Consciência e consequentemente o nível de Inteligência para conotações e o nível da Vontade de agir para fazer. Assim podemos dizer que o nível de informação e de resultados práticos em qualquer assunto, interfere no nível da Consciência como um todo. Há diferentes níveis de tomada de Consciência em uma mesma pessoa e há diferentes níveis de conscientização entre diferentes pessoas a cada momento dado.

Em terceiro lugar o Crescimento do nível de Consciência depende de que esta esteja mentalmente ligada a um cérebro funcional. Não há dois cérebros com o mesmo potencial de funcionalidade e obedecendo a um mesmo nível de Consciência. A alidade que liga a Consciência ao cérebro denomina-se Mente.

Mente é o instrumento que permite que a Consciência faça Enfoques no cérebro de modo inteligente, considerando-se que há diferentes níveis de inteligência nas diferentes pessoas que recebam o mesmo nível de treinamento.

Pensando e expressando-se de modo simples, consideramos que um sistema qualquer tem consciência, quando recebe informações, decodifica as mesmas e percebe o significado do conjunto das informações. Tem inteligência, quando consegue devolver a informação recebida, exatamente como a recebeu, e sem distorções de seu significado. Uma inteligência superior faz conotações entre as diferentes informações, percebe ilações e constrói arranjos possíveis entre as diferentes ideias e pensamentos como conjuntos lógicos de ideias.

Os Enfoques Mentais feitos no cérebro podem ser objetivos e ou subjetivos. Os Enfoques Objetivos se dão quando os enfoques Mentais estão voltados para a fenomenologia do meio ambiente, funcionando com o Consciente voltado para o exterior.

Os Enfoques Subjetivos se dão quando a Consciência está interiorizada, voltada para o Consciente Interior, para o Banco de Memória, trabalhando com as informações registradas no cérebro, visualizando os registros, pescando informações do subconsciente, ou, imaginando, isto é, trabalhando de modo criativo com ideias e pensamentos, conotando os elaborados anteriormente com os do momento, os quais passam constituir a nossa Realidade no aqui e agora.

Nossa consciência trabalha com os enfoques objetivos e os subjetivos em um processo de exclusão relativa, alternando a predominância de um com a de outro. Os enfoques mentais da Consciência são feitos nas diferentes Áreas Funcionais do cérebro.

Os conhecimentos de Neuroanatomia, resultantes de estudos de lesões no cérebro e as disfunções correlatas, indicam que o córtex cerebral do homem atual, apresenta Áreas Funcionais bem definidas para motricidade, sensibilidade táctil, visão, audição, gustação e olfação, havendo neurônios de associação entre as zonas de memória (gnose) que há entre as diferentes Áreas.

Cada Área relativa à cada um dos 5 sentidos apresenta 3 zonas distintas. Uma zona primária: aonde chegam as terminações dos nervos que trazem informações dos órgãos dos sentidos correspondentes sob a forma de pulsos eletroquímicos a serem decodificados. Uma segunda zona anexa: aonde chegam as informações procedentes da primeira através de neurônios de associação e aonde se faz a decodificação da informação e a percepção psíquica da mesma. Uma terceira zona: anexa à segunda, aonde as informações decodificadas e percebidas são fixadas na memória, constituindo o banco de memória de cada sentido que, no conjunto perfaz o que é denominado subconsciente.

As unidades funcionais do Sistema Nervoso são os neurônios e estes trabalham produzindo e ou recebendo pulsos eletroquímicos. As informações chegam aos neurônios por diferentes formas de energia vibratória que atingem e sensibilizam os órgãos dos sentidos e internamente eles se comunicam por pulsações eletroquímicas de diferentes frequências que, correspondem à frequência vibratória recebida do exterior. Os neurônios armazenam informações através da alteração de moléculas de RNA que, modificadas, funcionam como centros de síntese de micro-cristais de proteína nova. Cada micro-cristal de proteína contém uma ou mais informações, como se fora um chip, portanto a memória física depende de boa alimentação com base proteica.

Se considerarmos o cérebro como um todo, é uma máquina elétrica que funciona produzindo pulsos elétricos, cuja frequência pode variar de uma área para outra, variando também o potencial elétrico apresentado para as diferentes frequências de pulsação. A frequência de pulsação bem como o potencial elétrico em cada área, varia de acordo com o estagio de desenvolvimento do físico e com o estado mental do indivíduo em cada momento e em suas diferentes idades. Assim sendo, o campo eletromagnético ao redor de um cérebro pulsa com frequências variáveis de acordo com os pensamentos e pelas leis da física se propagam. Havendo Focalização Mental, a energia é direcionada.

Considerando-se os ensinamentos da Huna, segundo os quais o indivíduo começa o desenvolvimento como Unihipili (Eu Básico) e traduzindo isso em termos de eletrofisiologia, na primeira infância, até os sete anos de idade, há predominância de ondas Delta e Teta, cuja frequência vai de 0,5 Hertz até 7,0 Hertz e o potencial elétrico disponível é de 10 até 380 microvolts na média. O tipo de Inteligência apresentada nessa faixa de idade é Biológico, isto é, ela é de armazenamento de informações, funcionando como Mente Reativa e com raciocínio do tipo dedutivo, incapaz de análise crítica. Isto resulta em um estado mental de alta sugestibilidade, com recepção, percepção e armazenamento de informações com registro forte, causado pelo alto potencial de energia eletroquímica presente. Este estágio caracteriza-se também pelo desenvolvimento dos movimentos voluntários, pela instalação de arcos reflexos com movimentos que obedecem a automatismos, pela recepção e memorização de informações e pelo desenvolvimento dos sentimentos e das emoções.

A partir dos 7 anos, na média, começa o desenvolvimento da inteligência do tipo humano, conhecido na Huna por Uhane (Eu Médio), caracterizado pelo desenvolvimento do Consciente com pensamento lógico, racional e analítico. A primeira fase do desenvolvimento do Uhane é dos 7 anos até 14 anos de idade e o cérebro apresenta predominância de ondas Alfa com frequência média de 11 Hertz e potencial elétrico médio de 100 microvolts. Nesta primeira fase predomina a imaginação e a facilidade para visualização. Com esse potencial elétrico além da facilidade de imaginação, há facilidade de introspecção e levantamento de um potencial de energia maior, equivalente ao da fase do desenvolvimento do Unihipili, mantendo-se a facilidade para memorização de dados.

A segunda fase do desenvolvimento do Uhane (Consciente) se inicia com a puberdade, quando os hormônios sexuais e outros entram em ação, diminuindo o crescimento do físico em altura, mas aumentando a energia vital. Há desenvolvimento do processo do raciocínio lógico, introduzindo-se a percepção e o questionamento relativo ao que é provável e ao que seja pouco provável e improvável, estabelecendo-se assim o bom senso como sinal de maturidade até os 21 anos de idade. Nesta atividade racional o cérebro trabalha com pulsações ao redor de 21 Hertz e potencial elétrico de 50 microvolts. Nesta fase se desenvolve a consciência reprodutora e a consciência de existir como individualidade, bem como a percepção da necessidade do controle dos sentimentos e das emoções.

A terceira fase do desenvolvimento intelectual do Uhane vai dos 21 até os 28 anos de idade, quando ainda há facilidade de introspecção, como é na segunda fase, havendo dois estágios. Um estágio de introspecção mais leve com estabilidade de pulsações ao redor de 10,5 Hertz, o que facilita a imaginação criativa e a visualização, pois o Uhane trabalha nos limites do Unihipili, pescando as informações registradas no mesmo. Outro estágio introspectivo mais profundo em que predominam as pulsações do nível Teta, elevando a energia potencial até 380 microvolts ou mais, facilita a memorização, a lembrança e a conotação de ideias durante a reflexão, os questionamentos que estimulam as intuições. Assim se dá o desenvolvimento do psiquismo. A facilidade para memorizar informações novas, ou seja, a memória labil, começa a decrescer progressivamente a partir dos 28 anos de idade.

Dispondo das informações mencionadas, podemos dizer que o Uhane quando voltado para o exterior consciente, possui um nível de energia equivalente a 50 microvolts. (Mana). Quando o Uhane está introspectivo, integrando-se com o Unihipili e com as informações armazenadas no subconsciente, evidencia-se por aparelhos eletrônicos que a energia dobra, passando a ser 100 microvolts. (Mana-Mana).

Quando a introspecção é mais profunda o Uhane (Consciente), integrado com o Unihipili (subconsciente profundo) trabalha nos níveis de energia em que trabalhou entre 4 e 7 anos de idade, quando então era só o Unihipili. Nessas condições o potencial de energia sobe para 380 ou mais, até 2.500 microvolts. (Mana-Loa). É quando o Uhane (Eu Médio), como um dos aspectos da consciência, tem condição de perceber e controlar o Unihipili (Eu Base), enfocando órgãos internos, Sistemas e Aparelhos, canaliza energia e controla funções que normalmente são de funcionamento automático. Igualmente, se não houver barreiras psicológicas, projeta energia vital com frequência modificada à distância, manifestando um terceiro aspecto da Consciência, responsável pelas habilidades psíquicas.

Toda vez que uma pessoa se emociona, integra o consciente com o subconsciente mais profundo e a reação é uma elevação de energia correspondente. Assim a emoção de amor favorece o levantamento do nível de energia e favorece a harmonização e a sintonia necessárias para a transferência de energia que ajuda na cura das doenças e enfermidades. Isto é um bom indício de que “O Poder vem de dentro”. A cura pessoal vem pelo equilíbrio da Consciência e pelo consequente equilíbrio da energia corporal, restabelecendo a homeostasia e o bom funcionamento dos órgãos internos. São os chamados Estados Alterados de Consciência, vulgarmente denominados transe e ou estados sofrológicos nos dizeres de Caicedo.

A inveja e o ciúme, como formas de medo na competição da vida diária, bem como as dúvidas, podem impedir que a pessoa aprendesse que deve ser flexível (Palaié) para que possa perceber que há mais de uma maneira de se fazer a mesma coisa. Esses desafios, se não forem vencidos, podem impedir que alguém evoluísse para ser “um tecelão de sonhos” eficiente como já foi José do Egito, estabelecido como um padrão pelos de Israel e pelos cristãos.

Tudo isso se esclarece mais quando estudamos a Hipnose sob o ponto de vista da Medicina Moderna e a Auto-Hipnose. Quando entendemos que os Estados Alterados de Consciência se tornam estáveis quando há paz interior, confiança em suas possibilidades e não há Medo nem Dúvidas. Tudo é possível através de treinamento adequado.

A questão passa a ser: Quem quer aceitar um treinamento adequado?

Vamos rever a Huna na versão apresentada no Oriente Médio nos anos 30 do Calendário de nossa Era?

Jesus, quando menino, foi levado ao Egito. O Egito era um marco da civilização na época. No Egito havia escolas e também havia Escolas de Mistério. Nas Escolas de Mistério se ensinava que o homem possuía três Espíritos, os quais eram representados em hieróglifos como três aves com os corpos unidos lado a lado.(A Trindade citada no Gênesis por Moisés, o qual viveu e estudou no Egito).

Quando Jesus voltou à Galileia nos seus doze anos de idade, surpreendeu os sacerdotes no Templo com seus conhecimentos. Devemos refletir que, Jesus estando no Egito, possivelmente em um centro de cultura superior ao da Palestina, pudesse surpreender os sacerdotes locais que, no máximo eram doutores na Lei de Moisés e na Tora. Depois desse episódio não há mais informações a respeito de seu paradeiro.

Quando Jesus reaparece já com 30 anos de idade mostra habilidades psíquicas e faz uma pregação cujo teor indica que ele pretendia reformular o Judaísmo, livrando seus conterrâneos de uma forma religiosa pouco eficaz em termos de integração de Consciência e de praticidade.

Quanto à suas habilidades psíquicas demonstradas Ele dizia: “estas coisas eu faço para que creiais em mim”, naturalmente referindo-se ao conteúdo de seus ensinamentos.

Quando lemos a carta de Paulo aos Hebreus, nos surpreendemos com a menção nos capítulos 5 e 6, por pelo menos três vezes que, Jesus o Cristo (cristo do grego = o iluminado) é o sumo sacerdote da Ordem de Melquizedeque. Ora, Melquizedeque denominado Rei de Salem, era considerado um Mestre e segundo consta, era um Sacerdote dotado de poderes psíquicos. Se foi Mestre, conhecia a prática e a teoria e deixou discípulos que deram continuidade à Ordem e a seus ensinamentos. Melquizedeque viveu na época de Abraão e Abraão prestou homenagens à ele e além disso pagou o dízimo ao mesmo. Isto faz pensar que Abraão poderia ter recebido algum tipo de instrução que, passou para Jacó (a benção) por ser, segundo a história, mais sensível que Esaú.

Consta que emissários de Melquizedeque foram à Ásia e ensinaram conceitos e práticas relativas à ordem de seu mestre, tendo resultado no Tao de Lao Tse. No Tao também se ensina que o Homem tem três espíritos, ou, níveis de consciência, o que é representado por três círculos concêntricos em pedra de Jade. Há os outros princípios que são apresentados em linguagem local própria.

Se Jesus foi denominado por Paulo como sendo sumo sacerdote da ordem de Melquizedeque, é possível que Jesus esteve interno nessa ordem durante anos, onde se desenvolveu psiquicamente. Salem era uma localidade montanhosa, entre o lago Tiberíades e o mar Mediterrâneo, não muito distante de Nazaré.

Tudo indica que Melquizedeque conhecia a Huna e tinha um núcleo de estudos e práticas em seu tempo. Nesse núcleo de estudos e práticas, pois essa Ordem deve ter tido continuidade, centenas de anos depois, Jesus aprendeu os princípios da Huna e suas práticas, manifestando as habilidades psíquicas denominadas de Milagres. Indiscutivelmente Jesus possuía dons naturais a serem desenvolvidos e eles foram desenvolvidos durante os dezoito anos de afastamento em que não há registro na história.

Jesus menciona  a necessidade de uma pessoa se “converter” em um novo homem. A Huna ensinava há 10.000 anos antes que, “é preciso mudar padrões e valores antigos” e se tornar uma outra pessoa para evoluir espiritualmente. Coincidência?

Jesus ensinava que era preciso “amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a ti mesmo”. Na Huna aprendemos que é preciso ter o maior respeito com o Espírito Paternal, o Pai que em mim opera as obras, o aspecto superior da Consciência, possivelmente o Superconsciente como é denominado na psicologia moderna. Também a Huna ensina o amor compartilhado, o amor fraterno e recíproco. Coincidência?

Jesus foi taxativo ao afirmar: “O reino dos Céus está dentro de vós”. Seria como dizer: “na introspecção encontrarás o reino dos céus.”. Como o Pai Celestial está no reino dos céus, o encontro com o Pai se dá na introspecção. Jesus dizia “Ora ao Pai em secreto e o Pai o recompensará”, eliminando a ideia da necessidade de sacerdotes intermediários, o que possivelmente levou os mesmos a conspirar para sua morte. Assim o inferno também é interno e pessoal e não deixa de ser uma fonte de poder para o mal, pois o poder vem de dentro.

Na Huna encontramos o mesmo recado. O Uhane (consciente), deve se integrar com o Aumakua (subconsciente) na prece oração e com todo respeito ao Pai, Espírito Paternal, doar uma parte da Energia Vital como oferenda, afim de que os desejos se realizem. Evidentemente que isto é uma ação pessoal e deve ser feita em secreto, isto é, em reservado para preservar as condições de concentração com focalização. Coincidência?

Com relação a isso, Paulo menciona no capítulo 6, verso 4,- da carta aos Hebreus: “Porque é impossível que aos que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial e se fizeram participantes do Espírito Santo”. Verso 5.-“E provaram a boa palavra de Deus (Deo us = Deus em nós) e as virtudes do século futuro…”. Isto está de acordo com “o reino dos céus está dentro de vós”.

Ora, o Espírito Santo que cada um pode desenvolver, colocando em ação, é consequência da obediência às instruções básicas de Jesus e que coincidem com os princípios xamânicos da Huna, proporcionando equilíbrio e bom senso nos pensamentos e nas ações.

A Huna ensina que a obediência aos seus princípios leva ao desenvolvimento espiritual e ao desenvolvimento das habilidades psíquicas. Jesus ensina que aquele que crê em Suas instruções poderá fazer as obras que ele faz. Coincidência?

Leiam o Evangelho de João, capítulo 14. Leiam todo o capítulo, enfocando principalmente do verso 6 em diante e destes todos o verso 12.- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”

13. “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei para que o Pai seja glorificado no Filho.” Continuem lendo até o final do capítulo.

Toda a instrução que Jesus passou a respeito do desenvolvimento Espiritual, foi feita com adequação de linguagem para o entendimento de pessoas que traziam como bagagem uma tradição religiosa, presa à Lei e aos Profetas desde o Êxodo e isso não se desfaz em 3 anos de pregação. Nem em mil anos. Até hoje decoram a Tora e se autodenominam Povo de Israel (…de Isis, de Ra e de El).

Jesus deixou claro que, ligados ao Pai, todos podem desenvolver habilidades psíquicas. Na Huna aprendemos que, se estivermos ligados ao Espírito Paternal (Aumakua), a quem devemos respeito, tudo é possível. O maior psicólogo de Nazaré, deixa a segurança de sua presença como reforço à ideia de integração com o Pai que está a disposição de cada um. E na sua possível ausência, deixa a segurança da atuação do “Pai em mim” através do Espírito Santo a ser desenvolvido em cada um. Percebemos uma adequação da ideia do Pai, do Espírito Paternal como Senhor do Poder, à ideia de Deus do Judaísmo.

Podemos conotar a ideia de Espírito Santo com a ideia de Bom Senso e Equilíbrio que se desenvolve quando o indivíduo está em contato permanente com seu Eu mais profundo, sua Consciência Superior, Seu Superconsciente, “o Pai que em mim opera as obras!”. Esta colocação está de acordo com o Apóstolo Paulo quando afirma: “enchei-vos do Espírito Santo”. “Vós sois o vaso de honra”. “A vós cabe escolher entre ser vaso de honra, ou, vaso de vergonha”.

Esse nível de consciência mais profundo se manifesta proporcionando um imenso bem estar quando agimos bem e de forma correta (Justo e Reto) e com um ligeiro mal estar quando pensamos em agir de modo incorreto. Esses avisos de nossa consciência superior (Aumakua) são suficientes para nos guiar. Se o indivíduo insiste em agir mal, perde essa sensibilidade, perde a ligação com o Eu Superior. Bom senso é manter a sensibilidade que tem a haver com o equilíbrio de pensamentos e atitudes, com a ética e a moral que diz : “respeite os demais.”

Jesus, cauteloso no início de sua pregação, apresenta sua doutrina em dois níveis. Um nível ao povo, através do Sermão da Montanha e das Parábolas e outro nível aos discípulos que, depois de certo tempo, mostraram habilidades psíquicas curando pessoas de problemas mentais (doenças) e de enfermidades (problemas físicos). A Huna sempre esteve e continua presente nas linhas e nas entrelinhas dos Evangelhos, bem como nas ações de Jesus.

Paulo, como filósofo consciente e de bom senso, deixa claro que ninguém conhece O Senhor, mas diz que podemos contar com a Mente de Cristo. Ora, a Mente de Cristo com a qual podemos contar, de inicio, são os enfoques mentais que deixou como instrução nos Evangelhos, que coincidem com os princípios xamânicos da Huna e uns e outros são acessíveis a todos.

O que faz falta aos cristãos, aos adeptos da psicofilosofia desenvolvida por Paulo a partir dos Evangelhos e convertida em Religião pelo Imperador Constantino na metade do III século de nossa Era? O que falta à sua liderança?

Falta o treinamento que Jesus deu em reservado aos discípulos mais chegados, tal como sempre fizeram os Kahunas para com seus filhos e discípulos mais sensíveis, mas há possibilidade de um treinamento que pode ajudar

Portanto, sempre é bom ponderar se, além da psicofilosofia da Huna, não seria bom acrescentar os exercícios práticos e eficientes que permitam à um maior número desenvolver habilidades psíquicas.

Atibaia, 07/07/07.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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