A Física moderna e uma nova visão deste Mundo

A Física moderna e uma nova visão deste Mundo

A Física moderna e uma nova visão deste Mundo

Albert Einstein, em 1905, ao publicar sua Teoria Especial da Relatividade – mais tarde ampliada na Teoria Geral da Relatividade, promoveu uma ruptura conceitual revolucionária entre a nova realidade de um novo Universo Curvo e inserido num espaço-temporal onde há continuidade e os conceitos mais básicos da física newtoniana.

O trabalho de Einstein possibilitou uma nova mentalidade para o estudo dos fenômenos atômicos. Assim, os anos 1920 estabeleceriam uma nova compreensão da estrutura da matéria. Com o desenvolvimento da Mecânica Quântica, através dos trabalhos de Niels Bohr, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, Erwin Schrödinger e outros, descobrem uma estranha propriedade quântica: os elementos atômicos, a luz e outras formas eletromagnéticas têm um comportamento dual.

O que ainda é mais estranho, é que a natureza do comportamento observado das partículas de energia luminosa era estabelecida pela expectativa do experimentador, expressa no experimento a que estavam sujeitos:  onde se esperavam encontrar partículas, lá estavam elas, da mesma forma como ocorria onde se esperava encontrar uma onda.

Era como se o esperado se refletisse na experiência, mostrando que deveria haver uma influência mental na experiência.

Como se poderia conciliar o fato de que uma coisa podia ser duas ao mesmo tempo, e como manter a objetividade se o tipo de experimento, e consequentemente a expectativa do esperado, pareciam determinar um ou outro comportamento experimental?

A solução foi dada por Niels Bohr ao elaborar o princípio da complementaridade. Ele estabelece, que embora mutuamente excludentes num dado instante, os dois comportamentos são igualmente necessários para a compreensão e a descrição dos fenômenos atômicos.  O paradoxo é necessário.

Ele aceita a discrepância lógica entre os dois aspectos extremos, mas igualmente complementares para uma descrição exaustiva de um fenômeno. No domínio do quantum  não se pode ter uma objetividade completa.

Ruiu, assim, mais um pilar newtoniano-cartesiano, o mais básico, talvez: não se pode mais crer num universo determinístico, mecânico, no sentido clássico do termo. O determinismo mecânico de Newton é algo como estabelecer um Fundamentalismo dogmático, como nas religiões, e não admitir a probabilidade de outras possibilidades.

A Física deixa de ser determinística para se tornar probabilística, e o mundo de sólidos objetos materiais, que se pensava bem definido, se esfumaça num complexo modelo de ondas de probabilidade.

Ficou demonstrado que a certeza num universo determinístico era fruto do desejo humano de controle e previsibilidade sobre a natureza, e não uma característica intrínseca da mesma.

A concepção newtoniana era apenas uma formulação lógica sobre a natureza, refletindo uma ideia pessoal de Mundo, que foi aceita como crença.

“O mecanicismo, com todas as suas implicações, retirou-se do esquema da ciência. O Universo mecânico, no qual os objetos se empurram, como jogadores numa partida de futebol, revelou-se tão ilusório quanto o antigo Universo Animista, no qual deuses e deusas empurravam os objetos à sua volta para satisfazer seus caprichos e extravagâncias”. (Sir James Hopwood Jeans).

A mais revolucionária descoberta, porém, foi a demonstração experimental do pilar central da Teoria da Relatividade: as partículas materiais podem ser criadas a partir da pura energia e depois voltar a ser pura energia (materialização, desmaterialização). A equivalência entre matéria e energia é expressa pela famosa equação E=mc2.

Segundo Einstein, as partículas representam condensações de um campo contínuo presente em todo o espaço. Por isso o universo pode ser encarado como uma teia infinita de eventos correlacionados, e todas as teorias dos fenômenos naturais passam a ser encaradas como meras criações da mente humana, esquemas conceituais que representam aproximações da realidade; pois, não há realidade até o momento em que ela é percebida pelo observador. O que você não percebe, não existe para você.

O fato de se observar é que gera os paradoxos!

Por isso a realidade é fruto do trabalho mental e ela tenderá a ter os contornos de quem a observa e que escolhe o quê e o como observar.

“É a mente que vemos refletida na matéria. A ciência da Física é uma metáfora com a qual o cientista, como o poeta, cria e amplia significado e valor na busca por entendimento e propósito…”

“O que torna a ciência útil para nós e que nos faz apreciá-la é a previsibilidade, objetividade, consistência, generalidade, mas isto não existe de fato em alguma realidade externa, independente da nossa Consciência. É parte de nossa experiência consciente a interpretação do mundo. ”

“O trabalho de Newton como físico, foi uma monumental Criação Mental, um Sistema Organizado de Mundo, concebido humanamente, e incorporando consistência e ordem causal, que satisfaz a mente humana e a ajuda a aplacar o medo de um Universo caótico. O homem moderno tem utilizado a relação de causa e efeito do mesmo modo como o homem da antiguidade usava os deuses, isto é, para ordenar o Universo. ”

“O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos, como algo separado do resto do universo – numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto apenas pelas pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior”. (Albert Einstein)

Observações: pessoas que se habituam a trabalhar introspectivamente, mantêm o cérebro com baixa pulsação e alta energia potencial, o que é demonstrado e medido pela eletroencefalografia e outros recursos mais modernos.

Também está demonstrado que para pensar dispendemos energia que é convertida em pensamento como energia radiante. A energia flui para onde o pensamento vai.

Quando imaginamos alguém ou um objeto, o fluxo de energia é canalizado para o objeto de nossa atenção. A intenção direciona o fluxo que, pode canalizar informações para o nosso cérebro, ou, projetar energia para o objeto, modificando-o, inclusive desmaterializando ou materializando novamente. Dias

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Postado em : Teoria Quântica

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