A Filosofia

A Filosofia

 A Filosofia

 

Filosofia é a investigação intelectual que se faz em função das coisas percebidas, entendidas e aprendidas, de tudo que seja conhecido e concebido; da investigação e do entendimento do que é possível, do que é provável, do que é pouco provável e do que seja improvável.

A Filosofia tem base em uma Realidade comum a todas as pessoas que é a existência da Energia (Espirito) e da Inteligência Consciente como qualidade e função de uma porção de Espirito. Realidade é aquilo que cada pessoa entenda como uma verdade, portanto a realidade é relativa ao nível de consciência e de percepção de cada um.

O que estamos escrevendo é filosofia a respeito das informações, das práticas e seus resultados, relacionados com a mente, o desenvolvimento mental, o desenvolvimento psíquico e outros assuntos correlacionados que são, geralmente, confundidos com os três primeiros mencionados neste parágrafo. Os assuntos são básicos, elementares, mas facilitam o entendimento de disciplinas, bem como outros procedimentos disciplinares e rituais ligados ou não a todas as formas de religião.

As informações se referem a fatos e à análise dos fatos sem nenhuma crítica destrutiva. De posse da informação o leitor investigue e faça como filosoficamente recomenda Jesus “de tudo examinai e depois retende o que é bom”.

Faça o seu próprio conceito, faça segundo o seu entendimento. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A verdade é relativa ao que cada um consegue perceber, portanto vos libertará de um nível de percepção, passando para um outro nível de percepção. De um nível de consciência para outro nível de consciência. Deixando para trás  a prisão em uma ideia, ou, em um conjunto de pensamentos que tenham sido impostos como uma crença.

Uma boa medida será: não aceite nada de saída, mas também não rejeite. Primeiro reflita bem. A rejeição de saída, por algum choque de ideias novas com preconceitos, causa bloqueios psicológicos e impede o seu progresso intelectual e espiritual.

Muitos têm por destino adotar normas e princípios como uma “filosofia de vida”, resultado do tipo de educação que muitas vezes é sugerida e dirigida por terceiros, e assim poderão ser felizes ou não. Outros têm o trabalho de viver construindo uma filosofia para tentar entender a vida e continuarem vivos, podendo ser felizes ou infelizes, pois, este “estado de alma” pode depender de uma atitude diante das circunstâncias.

Estar feliz ou não é uma questão de adaptação às circunstâncias e de atitude diante das mesmas. A não adaptação leva o indivíduo a mudar dentro dos limites de suas possibilidades, tentando mudar as circunstâncias, onde e com quem vive ou onde e com quem trabalha, ou ainda mudando a si mesmo.

Você decide o que deve ser modificado, e não aquilo que os outros queiram decidir por você. Sempre há possibilidades de escolha.

Com relação à atitude, manter-se nas circunstâncias e ficar apenas imaginando como é que deveria ser, manter-se no “ai que bom seria se fosse”, é pedir para desenvolver tristeza.

Sempre que temos possibilidades de escolha, se escolhemos mal não devemos por a culpa em terceiros, pois não resolve. Ou nós nos acomodamos ou partimos para outra. Aceitar ou rejeitar, aí está à questão. Muitas vezes deixar um cargo ou função, independentemente de lucros, é deixar um saco de pedras para outro que queira carregar.

Todos os “donos” de alguma “filosofia de vida” pretendem que o “outro” se molde à sua maneira de ser, isto é, se converta. Havia um chefe português que afirmava com todo sotaque dos Açores ao qual tinha direito por herança – “que você tenha sempre a liberdade de ser você mesmo”, mas, com rédeas curtas queria que todos o obedecessem sem qualquer possibilidade de argumentação. Ele estava em sua própria razão, praticando uma forma de psicologia curiosa que é a de dar com o martelo, “uma no cravo e outra na ferradura”. Conseguia parecer confuso. Consciente ou inconscientemente deixava a todos inseguros e em confusão.

Outros são menos diretos, sorriem, mas cochicham e murmuram e para prevalecer o que pensam e querem arranjar a pata de outro gato para dar o tapa. Continuar subalterno, onde e como, é uma questão de escolha. Se necessário, que seja consciente e temporário.

Não pretendemos vender a você uma filosofia de vida, apenas informar para que você possa escolher o que deve e o que não deve fazer parte da sua realidade. Que cada qual escolha se deve dar pancadas no cravo, na ferradura, ou não dar nenhuma pancada. Seja feliz e viva em paz.

A filosofia trabalha com ideias e associação de ideias que são os pensamentos. As ideias são formadas a partir de informações que são impressões feitas no cérebro através dos órgãos dos sentidos. Reforçando o conceito, os pensamentos são o resultado da associação de ideias. A maneira como associamos as ideias depende da experiência que temos em cada campo de atividade.

A pessoa é tanto mais inteligente quanto mais hábil for em associar as mesmas ideias em diferentes maneiras, resultando diferentes pensamentos finais.

Muitas pessoas são levadas a aceitar um tipo de associação de ideias, e não conseguem perceber que há outras possibilidades de associação. São pessoas impressionadas com a eloquência de afirmações tidas como verdadeiras, muitas vezes apoiadas em citações de terceiros.

Há oradores e escritores que sem dúvidas impressionam pela erudição, (conhecimento com citações de terceiros), porém podem com isso mascarar a falta de ideias próprias. Geralmente são primários ativos que querem dominar as massas que não raciocinam.

A Filosofia trabalha com a Lógica, com premissas e conclusões razoáveis e prováveis. A pessoa que ensina a pensar ensina Filosofia e por isso temos ótimas lembranças do professor Nivaldo Cândido de Oliveira, que ensinava língua portuguesa no colegial, mas antes de tudo ensinava a pensar em sistemas políticos além da  literatura e da análise sintáxica.

Humberto Rohden ensinava a pensar nos esquemas religiosos e suas coerências e incoerências, isto em 1949, na Associação Acadêmica da Universidade Mackenzie.

Enéas Tognini que apesar de um tanto restrito em questões religiosas, abria para nós os horizontes do pensamento dos filósofos gregos nas aulas do terceiro colegial do Colégio Batista Brasileiro.

*As associações de ideias podem ser lógicas, isto é, se encontram dentro do que se sabe e são inteligíveis. Também podem ser ilógicas.

Podem ser razoáveis, isto é, obedecem a uma certa razão e são logicamente aceitáveis. Também podem não ser razoáveis, sendo inaceitáveis por faltar coerência.

Podem ser prováveis, ou seja, que possivelmente sejam comprovadas, ou ainda de difícil comprovação e mesmo improváveis (não há como provar).

Diante de um fato, um fenômeno, ou um acontecimento qualquer, as pessoas

tem a tendência de querer explicar o mesmo. Uma explicação qualquer, contra ou a favor, é denominada hipótese e exige a elaboração de uma ou mais frases coerentes. Toda hipótese, como uma suposição, sempre carece de comprovação. Se a explicação, ou seja, a hipótese é comprovada, ela passa a ser uma teoria. Seja uma hipótese, ou, seja uma teoria, devem ser bem expressas, por uma afirmação clara. A sentença que expresse uma ou outra é denominada Juízo.

Dificilmente há coincidência no testemunho de várias pessoas a respeito de um mesmo fato que tenha sido observado. Isso se percebe nos diferentes juízos emitidos. Qualquer testemunho é passível de dúvidas, daí testemunho ser indício, mas não ser prova.

O testemunho depende da atenção. A atenção depende de que a pessoa esteja com todos os sentidos voltados para o objeto ou fenômeno e com a intenção de colher tais informações. Em um acontecimento qualquer essas condições dificilmente são observadas. Além disso, cada pessoa que observa, tem os seus enfoques mentais modificados pela emoção, pelo intelecto, ou ainda por seus sentimentos quando há envolvimento pessoal.

Há ainda a possibilidade de a pessoa ser o centro do fenômeno e percebendo o mesmo não sabe como explicá-lo.

As hipóteses para terem aceitação devem ser lógicas, razoáveis e prováveis, isto é, podem ser provadas experimentalmente, ou comprovadas com elementos objetivos das provas. Os fatos sempre falam mais alto do que as palavras que tentam explicá-los, como também as ações das pessoas sempre são mais claras do que as intenções pretendidas ou sugeridas.

É preciso ter em conta que uma coisa é a atualidade, o fato acontecido e observado, outra coisa é a realidade que cada um constrói em nível mental a respeito do fato. A realidade pessoal é a somatória de tudo aquilo que cada um entende como sendo a verdade.

 

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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