05º –    Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

05º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia V

 

IMPRESSÕES – A capacidade de impressão em um computador depende do tipo de circuitos integrados com que é elaborado. Estes definem e limitam a capacidade de receber, decodificar e devolver a informação. A potência determina a velocidade com que processa os dados. No computador consideramos capacidade de memória e velocidade de processamento de dados, bem como a capacidade de estabelecer novos circuitos através dos Soft. Estes por sua vez exigem maior capacidade de memória, de IMPRESSÃO (HD) e de memória de associação (processamento), memória RAM.

Nos diferentes tipos de Sistema Nervoso estudado na escala animal, sob o ponto de vista da evolução, verificamos circuitos desde os mais simples até os mais complexos, que são interligados eletroquimicamente. Eles mostram os limites de capacidade de receber, decodificar e transmitir a informação em cada Ramo Animal, e às vezes uma variação genética que determine um circuito neural diferente, define no mínimo uma nova Variedade e até uma nova Espécie.

Na espécie humana, quem lida com grupos de trabalho intelectual, percebe as diferenças de atividade neural, seja por nível de energia, ou, vitalidade (Megawatts) seja por diferenças na integração da atividade dos circuitos nas diferentes áreas do cérebro (RAM). Percebe também que os circuitos podem ser ativados e novos circuitos podem ser desenvolvidos (soft) na medida em que há conotação de ideias e depois de pensamentos.

O verdadeiro desenvolvimento Mental, Psíquico e Espiritual depende de que cada indivíduo aprenda a pensar, possa perguntar e questionar os modelos de pensamento apresentados e frequentar assembléias onde possa ser participativo como forma de treinamento. No entanto, esse desenvolvimento tem como base as unidades neurológicas, os neurônios e as células da Glia.

Está provado que crianças que brincam muito fisicamente na época de desenvolvimento, até os 11 ou 12 anos, tem maior massa encefálica, maior quantidade de células da Glia, e é possível que tenham maior capacidade de memória.

Curiosamente, a memória física depende de vários fatores. A informação atinge os órgãos dos sentidos como uma forma de energia, luz, calor, energia química, energia mecânica, etc. A energia é convertida nos órgãos dos sentidos em energia eletroquímica que percorre os nervos como uma onda de despolarização, devendo chegar a uma zona primária sensorial do cérebro.

De alguma maneira esse estímulo é retransmitido por neurônios de associação para uma área psicossensorial onde é decodificado, sendo “percebido”. O que foi percebido passa para uma área Gnóstica, onde neurônios armazenam a informação percebida em seu significado lógico (entendida).

De alguma maneira, a informação percebida como insight, como clarão de introspeção, é conduzida para o Sistema Límbico (HD) onde provoca uma reação emocional. A resposta é imediata e é sinalizada através do sistema nervoso autônomo, Ortossimpático (adrenérgico) se significa medo, tristeza ou amargura, ou pelas vias do parassimpático (colinérgico) se provoca felicidade, satisfação, descontração ou prazer.

A armazenagem das informações depende de uma série de reações químicas que poderão levar até 20 minutos para se completar. Ao que parece, basicamente, o influxo nervoso atinge os neurônios de modo particular para cada impressão. Segundo os especialistas, essa onda de despolarização elétrica, produz alterações em moléculas de ácido ribonucleico.

Estas moléculas modificadas apresentam-se como um código de informações químicas que orientam a síntese de cristais de proteína. Cada micro cristal de proteína formado,vibra de acordo com a informação impressa, de modo que a informação agora é um campo de energia vibratória que encerra um quantum de energia. Poderíamos extrapolar e dizer que o banco de memória em um cérebro, ou o subconsciente é uma massa de energia vibratória, um corpo sombra, um molde de energia que contém todo “mapa de realidades” daquele indivíduo.

Como o envelhecimento, ao que parece, começa aos 30 anos, tendo como consequência, na media dos indivíduos uma diminuição de energia vital, cujas evidências são físicas e mentais, há uma diminuição progressiva da Memória Fluida, isto é, da capacidade de aprender (de memorizar) coisas novas. Esta diminui progressivamente a partir dos 28 anos de idade, atingindo um nível de quase impossibilidade aos 70 anos, ao menos que se mantenha um treinamento adequado.

A Memória Cristalina, que depende da retenção das informações em micro cristais de proteína, depende ainda de uma série de fatores. Basicamente de um bom nível de aminoácidos no sangue e consequentemente no líquido cefalorraquiano, além de um mecanismo de repetições como reforço, mantendo-se esse reforço, mesmo que esporadicamente, por três anos, quando então a informação passa a ser uma impressão permanente, que resiste além dos 70 anos.

Um segundo campo de energia de um nível superior integra os vários campos de cada área, podendo coordenar os enfoques associativos. A integração e a associação coerente dos campos de informática consomem energia e assim o nível consciente de cada um depende da energia produzida pelo corpo, energia essa que é consumida nos estados de tomar consciência do ambiente e circunstâncias, bem como canalizar informações em nível de introspeção.

Nosso consciente trabalha de maneira lógica racional e analítica com as informações que pescamos no subconsciente, de modo dirigido. Quando o nível de energia vital diminui, o campo de força do nível consciente vai perdendo a capacidade de coordenação dos campos de energia informática de nível inferior (subconsciente). A memória em nível consciente torna-se precária, e muitas vezes, os cansados e esgotados, tomam decisões errôneas por falta de associações que mostrem todas as possibilidades futuras.

Afora esses dois campos de energia muito ligados à energia do corpo material (energia vital), certas experiências mostram que há um terceiro campo de energia, independente do corpo, mas que para atuar, também depende de converter energia vital do mesmo em energia de mais alta frequência vibratória.

Esse campo é denominado Supraconsciente, sendo ao que parece, um nível de consciência mais elevado e mais abrangente (extra, Intra e Interfísico) que só se manifesta quando há introspeção. A canalização de energia do nível físico para o Supraconsciente é feita pela vontade, e é consciente.

Orar de maneira consciente, introspectivamente, é um bom exercício de introspeção, e parece ter propósito a recomendação do semeador de boas novas quando afirma: “vivei em oração” e “orai pelos vossos inimigos” uma vez que esta segunda recomendação é o caminho para a paz interior e estabilidade mental e emocional como fator de equilíbrio e segurança.

A percepção da existência do supra consciente e de suas potencialidades e possibilidades depende de um despertamento do nível consciente que muitas vezes, mas não obrigatoriamente, se faz pela ativação dos circuitos neurossomáticos (associações entre motricidade, imagens e ideias).

As atividades denominadas religiosas, como orações, cânticos repetitivos, movimentos repetitivos, posturas repetitivas de diferentes rituais e danças ritualísticas ou não, geram automatismos e favorecem estados alterados de consciência que já são indicação de um princípio de ligação Consciente Supra consciente, que poderá ocorrer em diferentes níveis.

Isto poderia fazer a diferença entre Faculdade e Seminário. Tanto em uma como em outro o perguntador incomoda sempre pelo despreparo e evidente insegurança dos que se propõem a donos da verdade. Na faculdade resultava em Segunda Época, ou Reprovação, e na Igreja e no Seminário em isolamento ou exclusão.

Analisando sob o ponto de vista do místico, poderíamos dizer que o iluminado da estrada de Damasco (nos anos 100 D.C.), percebeu, ou recebeu a informação de que a espécie humana pode ser dividida, sob o ponto de vista da evolução, em três níveis de percepção: o homem natural, o homem carnal e o homem espiritual.    (vide I epístola de Paulo aos Corintos, capítulos 1,2 e 3.).

Usando outro tipo de enfoque, Gurdjieff, segundo escreve o filósofo Ouspenski a respeito do mesmo em seu livro Fragmentos de Um Conhecimento Perdido, dividia as pessoas em Faquires, quando apresentam predominância de ação do tipo físico (homem natural); Monges, quando predominam as ações de fundo Emocional nos jogos do relacionamento e dominação (homem carnal), e os Yoguin, quando há predominância do pensamento e da razão em relação aos estágios anteriores (homem espiritual). Seria como considerar uma evolução de crianças para adolescentes e destes para adultos, tanto no caso de Paulo de Tarso como nas considerações de Gurdjieff.

Dando atenção ao conhecimento de psicologia dos Havaianos, desenvolvido séculos antes da invasão dos civilizados cristãos americanos, eles perceberam um conhecimento básico a respeito da estrutura psicológica, que coincide com as colocações do Apóstolo Paulo, porém vai mais fundo, sendo que também é apresentado como um sistema religioso, no caso, mais simples e eficiente.

Os havaianos consideram a existência dos três níveis de consciência, os três Eus, como reflexos da Trindade Divina, que coincidem com os Selves da psicologia profunda. Reconhecem também que manifestam diferentes níveis de energia, sendo que o mais fraco deles é o self que corresponde, pela descrição das qualidades como falador e fraco, que é o nível Consciente que é intermediário dos outros dois, subconsciente, ou Unihipili, e Supraconsciente ou Aumakua.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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