02 – Relatos de Ações Psíquicas

02 – Relatos de Ações Psíquicas

02 – Relatos de Ações Psíquicas

Continuando com os relatos relativos à hipnose:

Relato 3Quando fui à Pirajuí estranhei que ao entrar na cidade, como em todas havia um símbolo do Rotary com o convite Visite Pirajuí, onde um gaiato havia escrito “antes que desapareça”. De fato, ao procurar casa para morar, estava muito difícil. Fiquei em uma Pensão, a do Seu Mario. Depois do episódio do hipnotizador de palco, fui procurado por um médico para discutir o que fazer, pois uma senhora depois do parto, não sentia nem movia as pernas. Colocada em nível de hipnose, recebeu ordem de mover as pernas e não moveu. No entanto, sob hipnose, foi possível saber que deveria ter um tumor na coluna, o qual, durante o parto, havia seccionado a medula.

Relato 4 – Os alunos do Colegial me respeitavam pelas práticas e teoria. Certa vez explicava que as pessoas conseguiam ver o que esperavam ver, pois a visão dependia de uma realização mental no córtex do cérebro. Como exemplo eu relatei que procurava os meus óculos. Não encontrei apesar de vasculhar a casa em todos os cômodos, inclusive olhando sobre a cama por mais de uma vez. A intenção era ver os óculos. Não tendo encontrado, desisti, saí de casa e me distraí do enfoque anterior. Voltando para meu quarto, vi a caixa de óculos em cima da cama e, os óculos estavam dentro. Como não procurava ver a caixa de óculos, olhava e não realizava a imagem e, no entanto a caixa estava todo tempo em cima da cama.

Relato 5Em seguida, para demonstração, coloquei um aluno em transe hipnótico e dei uma ordem de que ao abrir os olhos ele não me veria na classe por 4 minutos e que passados os 4 minutos, automaticamente, passaria a me ver. Quando ele abriu os olhos perguntou aos demais onde eu estava. Um dos alunos disse a ele que eu fiquei invisível, desapareci por pouco tempo, mas voltaria. Peguei um peixe cascudo embalsamado que estava na estante e o fiz passear no ar, como um avião.  O aluno se espantou com o que via, até que cumprido o tempo ele voltou a me ver de repente.

Relato 6Ainda em sala de aula em Pirajuí, certa manhã, os alunos estavam tensos e com medo da prova de matemática, pois não aceitavam muito a figura do professor e havia o medo de uma revanche já prometida. Coloquei toda a classe em nível de transe profundo e sugeri que no momento em que fossem ditadas as questões, estariam totalmente descontraídos e com excelente memória e capacidade de cálculos. Assim foi e a maioria tirou dez para espanto do professor.

Relato 7Em 1957, logo no início das aulas, o senhor diretor quis me atribuir aulas de Ciências, alem das de Biologia do Colégio e da Escola Normal. Não aceitei a sobrecarga, pois eu ainda estava esgotado dos tempos da Faculdade e do Concurso de Ingresso e isso causou um desagrado muito grande ao diretor. Concentrei-me e comecei a me imaginar fora de Pirajuí, mas o concurso de remoção estava meses na frente. Três dias depois o meu amigo Celso me telefonou para dizer que se eu aceitasse ocupar a Cadeira de Botânica na Faculdade a ser instalada em Rio Preto, minha transferência seria assinada na semana seguinte pelo Governador do Estado. Assim foi e na semana seguinte, com a publicação no D. O., pegamos um avião em Lins e logo estávamos em Rio Preto. Jânio Quadros foi o único político que conheci até os dias de hoje que resolvia as coisas hoje e realizava hoje.

Relato 8Em Rio Preto, entre outras, me lembro de que, dando Fisiologia Geral e Humana, explicava o controle automático dos batimentos cardíacos por parte de um Pace Macker, o nódulo de Keith Flack, geradores de Pulso elétrico de modo ritmado, e depois Ashoff-Tawara e a transmissão do Pulso elétrico pelo Feixe de Hiss aos ventrículos pelos seus ramos, esquerdo e direito. Os alunos experimentaram contar os batimentos cardíacos, ouvindo com o estetoscópio, sentindo no pulso e, controlando com o cronômetro. Eu disse que era possível controlar os batimentos cardíacos com hipnose e em auto-hipnose. Pediram demonstração e coloquei um em hipnose profunda e, os demais, verificaram que era possível comandar qual o ritmo de pulsação desejada.

Relato 9Quandopassei a dar aulas na UNESPEm Rio Claro no ano de 61 e 62. Havia um aluno com rinite alérgica dependente de um produto para poder respirar. Ele me pediu ajuda e foi sugerido que poderia respirar normalmente sem uso do medicamento. Quando saí de Rio Claro para o Colégio de Aplicação em SP, ele continuava bem.

Relato 10No Colégio de Aplicao da USP em 63, cargo por concurso de títulos e provas, ministrava aulas de Biologia no Noturno e à Tarde. Certa feita os alunos me perguntaram o que era uma Ordem Pós-hipnótica. Solicitei um voluntário e um rapaz se apresentou. Colocado em estado alterado de consciência em nível profundo, anulada a interferência do nível Consciente da Consciência, foi dada ordem deque ele viesse com um guarda chuva, pendurado no braço esquerdo, chovesse ou não, em um determinado dia do mês seguinte e, que nesse dia entrasse atrasado. Que ele se esquecesse do que eu disse, mas que cumprisse a ordem. No dia marcado, um dia de sol abrasador, ele entrou atrasado com o guarda chuva pendurado no braço esquerdo. Nesse dia perguntei o porquê do atraso e do guarda chuva. Respondeu que não conseguia explicar por que agiu dessa maneira.

Alberto B. P. Dias, USP 55

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