03º – Histórico e Teoria Relativa às Ações Psíquicas

03º – Histórico e Teoria Relativa às Ações Psíquicas

03º – Histórico e Teoria Relativa às Ações Psíquicas

Quando se pensa em Espiritualidade logo vem à ideia a existência de Deus, uma Consciência Transcendente, Maior, Infinita, Eterna, Incognoscível, Inescrutável, Insondável por qualquer outra Consciência de qualquer tipo, mesmo a Humana. Se fosse cognoscível não seria Transcendente e vice-versa. Assim sendo, os sábios e magos da antiguidade, de mais do que 11.000 anos, não desenvolveram nenhuma Teologia, pois, segundo eles, seria fantasiar ao tentar entender e discursar a respeito do Incognoscível, quando o Homem não tem condição nem mesmo de entender o nível de Consciência de alguns de seus semelhantes. Os sábios e magos mais antigos mantinham o maior respeito à Divindade, O Altíssimo, mas se preocupavam com melhoramento pessoal e com a possibilidade de melhoramentos dos indivíduos que viviam ao seu redor, o que é plausível. factível e constatável.

Essa preocupação de melhoramento pessoal e comunitária era expressa como sendo a necessidade de Mudanças de Padrões e Valores e de uma convivência com amor compartilhado. Pela tradição oral havia uns princípios a serem conhecidos como: Tudo é vibração e tudo está interligado, e por essa razão, até a energia posta em ação por seus pensamentos, afeta todo tipo de experiência. A Ignorância é o maior desafio do Homem e como consequência deve buscar o Esclarecimento, e nós devemos desenvolver o Dom da Visão para melhor percepção, pois o tipo de percepção determina o tipo dos pensamentos como resposta. Sendo assim, aquilo que você imagina como se fosse um sonho, tece o que pode se tornar realidade. Não há limites para seus sonhos, para sua realidade interior, no entanto para que a realidade interior de seus sonhos se torne realidade exterior, objetiva, é necessária uma intenção clara com enfoque mental bem dirigido, além da energia desenvolvida pela vontade com emoção. Assim sendo, Todo poder vem de dentro do Homem, e não de fora do Homem.

Podemos observar uma sequência desses princípios de modo resumido na Oração do Pai Nosso proposto pelo Senhor Jesus, O Mestre. Para entendê-la é necessário lembrar que o Senhor Jesus afirmou aos discípulos que “o Reino dos Céus está dentro de vós”. Está evidente que o encontraremos através da Introspecção. “Pai Nosso que estás nos Céus”, diz respeito ao Espírito Paternal que nos protege e que está a nossa disposição. Refere-se à porção da Divindade doada ao Homem ao nascer e hoje pode ser identificado como Superconsciente, um dos três aspectos de nossa Consciência, também conhecido como Eu Superior, ou, O Eu mais profundo. O aspecto Pai é que permite nosso contacto com o Cosmo. “Santificado seja o seu nome” diz que haja sempre o maior respeito a esse aspecto Divino que também pode ser denominado de Espírito Santo de Deus no Homem. Enchei-vos do Espírito Santo pode significar: desenvolva esse aspecto de sua Consciência. “Venha a nós o vosso reino” diz que venha ao nível de meu Consciente o Seu Poder. “Seja feita a Vossa Vontade assim na Terra como nos Céus” diz que aquilo que for elaborado mental e conscientemente em nível de introspecção, em sintonia com o Pai e por amor, que se realize no plano material. A segunda parte do Pai Nosso são condições relativas ao Físico, e ao relacionamento com os demais para manter a Paz e a Harmonia, uma condição de sobrevivência.

As Crenças determinam as atitudes e as ações, e por essa razão as Crenças que você tenha a seu próprio respeito e a respeito do mundo que o rodeia são muito importantes, são determinantes para o que você é e para o que você consegue adquirir como dados e informações em seu desenvolvimento intelectual, para sua postura espiritual, e adquirir como bens materiais. As Crenças são tudo aquilo que você acredita como sendo verdade, seja por pensamento próprio, ou, por sugestão de terceiros. Em outras palavras, tudo aquilo que você acredita que é Verdade, é Verdade para você dentro de suas perspectivas. As Crenças podem ser não limitantes, ou, ser Crenças Limitantes. As Crenças Limitantes são as Crenças que o direcionam e bloqueiam seus pensamentos dentro de uma perspectiva, e impedem de abrir a Mente para outras perspectivas. Consequentemente bloqueiam atitudes e ações que estão fora da bitola sugerida, ou, imposta por terceiros que acreditam que sabem das coisas. As Crenças Limitantes convertem os Indivíduos em Sujeitos aos que as propõem como verdades.

O Homem Espiritual tudo discerne, mas não é discernido pelos demais, porque O Homem Espiritual tem o dom da Visão, que é ver claramente como as coisas e as situações são. O Homem Espiritual tem o dom da percepção objetiva pelos órgãos dos sentidos, e da percepção subjetiva pela sintonia de seu cérebro com o banco de informações de outros cérebros. O Homem Espiritual tem condição de raciocinar de modo lógico racional e analítico, avaliando o que é provável e o que seja pouco provável e mesmo improvável, e associando as percepções objetivas com as intuições e as percepções subjetivas. O Homem Espiritual amadurece e sabe conviver com as incertezas, buscando o entendimento pelo conhecimento que vem através da experiência, e não através da informação passada por terceiros que sempre garantem certezas baseados em suposições, que por sua vez são baseadas em pressuposições que, sejam suas próprias Crenças Básicas.

Inhotep há 2.800 a.C. afirmava que Deus é Amor e que no Universo, dentro da percepção do Homem, só há duas grandes forças opostas, O Amor e o Medo. Quem ama não julga, fica neutro, e espera que o próximo cresça mentalmente. Quem ama esclarece na medida do possível, e “à medida que o amor aumenta, o julgamento diminui”. É necessário que haja o amor compartilhado para que haja progresso para todos pelo esclarecimento com entendimento. Quando o amor é unilateral só quem ama cresce. A expressão: “Deus é Amor”, atribuída a Inhotep no Egito, está de acordo com os princípios dos Magos da Polinésia. Já o Medo traz a Inveja e todas as suas consequências. O Medo é pai e mãe do Orgulho e da Soberba e seus derivados, sendo os mais nefastos o orgulho do religioso e a soberba espiritual.

O Homem Espiritual é um conjunto de Espírito (Consciência), Mente (alidade da Consciência) e Corpo Físico. O Corpo Físico é a Fonte de toda Energia Vital a ser convertida em Energia de Alta Frequência Vibratória, Energia Quântica, pela Consciência, através da Mente. Assim sendo, Todo Poder Vem de Dentro do Homem! Um Corpo Físico envelhecido e debilitado não tem como fornecer um potencial de Energia Vital pra ser convertido em Energia Quântica, mas o Homem Espiritual envelhecido pode ter a sabedoria de como aproveitar a energia de outras fontes, de outros corpos mais jovens que deram consentimento e estejam preparados para doar. Sabe como transferir e como direcioná-la para uma determinada finalidade. Por essa razão os dizeres do Salmo 82, verso 6: “Sois deuses, e vós outros sois todos filhos do Altíssimo”. Verso 7: “Mas como Homens morrereis”.

Assim sendo, o conceito para qualificar um pequeno deus referido no Salmo 82 poderia ser: Pequeno deus é uma Consciência, que através de um corpo físico é capaz de Mentalmente produzir uma Ideia como imagem, e com esse enfoque mental em um cérebro, direcionar uma essência energética com intenção e atitude de promover de modo inteligente alterações no estado da matéria, ou, no psiquismo de terceiros, e consegue.

Pequenos deuses são capazes de enfocar e atuar com frequências de energia de outras dimensões de modo inteligente. Atuar em outras dimensões de frequências vibratórias que vão além das frequências vibratórias da energia da terceira dimensão.

Assim sendo os pequenos deuses, ao envelhecer ganham em sabedoria, pois refletem mais, mas perdem em potencial de Energia Vital até que ela se acabe com a predominância do Catabolismo sobre o Anabolismo e Morrem como os demais (verso 7).

O Homem Espiritual tem a flexibilidade mental de um Tecelão de Sonhos Coloridos. Tem a flexibilidade mental necessária e suficiente para abolir as Crenças Limitantes, e saindo da rigidez das proposições baseadas em pressuposições, experimenta e ganha conhecimento observando os resultados da sua própria experiência.

O Homem Espiritual sabe que a Eficácia é a Medida da Verdade, e a Verdade se descobre através dos resultados das experiências eficientes.

O Homem Espiritual sabe que as Crenças que não proporcionam experiências, e não dão resultado eficiente são inválidas, e sendo assim não perde seu tempo com elas.

O Homem Espiritual é pragmático no bom sentido e pode trocar o conhecimento resultante de experiências eficazes com os demais homens.

O Homem Espiritual é TRANSPESSOAL. O Senhor Jesus era um Homem Espiritual e se apresentou com indiscutíveis Habilidades Psíquicas. No seu tempo, ensinou em reservado a seus discípulos a parte de sua doutrina que não foi exposta ao vulgo. (Mateus 7 : verso 6)

Depois da doutrinação em reservado, alguns discípulos demonstraram que o poder vem de dentro. Infelizmente esses ensinamentos reservados não foram passados adiante, de modo que os Evangelhos, escritos nos anos 60 d.C. e depois, pelas escrituras “Canônicas”, supostamente nada mencionam. Assim sendo as lideranças que hoje passam adiante os ensinamentos do Senhor Jesus e que dizem que o seguem, somente dispõem, como os demais, das parábolas e dos ensinamentos registrados pelos discípulos, que não coincidem entre eles em mais do que 40%.

Os líderes religiosos atuais se prendem nas palavras, nos discursos, na Filosofia de Paulo, e não tem ação nenhuma relativa a Habilidades Psíquicas que o Senhor Jesus demonstrou serem possíveis ao homem que acredita em suas palavras. Confira em João, Capítulo 14, verso 12.

Também não aceitam que alguém descubra por esforço pessoal, pois desconsideram que Deus é que Ilumina a Mente dos Homens, e a quem Ele quer. Segundo 1º Aos de Corinto, Capítulo 2 verso 9: “Mas está escrito: As coisas que o olho não viu, e os ouvidos não ouviram, e não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” Alberto B. P. Dias, Bacharel, Licenciado, Especialista em Biologia, Fisiologia Geral e Humana, USP – 1955.

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