30 – Relatos de Ações Psíquicas

30 – Relatos de Ações Psíquicas

30 – Relato de Ações Psíquicas

Relato 91 – Uma neurose resolvida – Foi nos anos 90 em Campos dos Goitacás, Norte do Estado do Rio de Janeiro – Eu dava um treinamento avançado no salão nobre da Escola Técnica. No último dia, domingo pela manhã, alguém do auditório me perguntou a respeito de regressão de idade. Dei a explicação necessária. Então me pediram uma experiência coletiva. Disse que não costumava fazer isso coletivamente, principalmente com 90 pessoas no salão como era o caso. Insistiram e então acedi pedindo que só mesmo quem tivesse algum problema para resolver que fizesse o exercício. Fiz todos os procedimentos e quando eu sugeria lembranças de um ano de idade uma senhora muito gorda que estava na primeira fileira, bem à minha frente, começou a gritar, vivenciando algo desagradável que ocorreu nessa idade. Aproximei-me e perguntei o que ocorria. Ela exaltada dizia tire a galinha! Tire a galinha! Tire a galinha! Eu disse: Galinha vá embora! E em seguida eu disse a ela: pronto a galinha já foi. Ela se acalmou e eu sugeri que voltasse à idade atual, lentamente e sempre se lembrando do que ocorreu. Ao voltar do nível ela relatou chorando que os pais saiam para trabalhar e ela ficava nas mãos de uma empregada. Que na hora de comer, se ela não queria comer, a empregada pegava uma galinha e ameaçava:- “Coma se não a galinha fura seus olhos com o bico” e, fazia o gesto de aproximar a galinha de seu rosto. Tomadas todas as cautelas e com sugestões favoráveis, eliminamos, ou, pelo menos conscientizamos a senhora de trinta anos porque comia compulsivamente sem explicação lógica para o ato. Também ficou explicado porque ela evitava galinhas vivas ou mortas, pois nunca passava no corredor do mercado onde estava o frigorífico que armazenava frangos congelados. Os pais estavam presentes e tomaram conhecimento do fato.

Relato 92 Como funciona o Vidente – Seria 1982 quando soube de uma senhora vidente para os lados de Santo Amaro. O preço da consulta era 500,00 quaisquer coisas no meio da inflação, com pagamento antecipado. Em nome da pesquisa paguei para ver. Ao iniciar ela se concentrou e depois me perguntou à queima roupa:- O senhor é negociante, lida com material de construção, ou algo parecido? (tendo observado meu tipo físico, baixo, gordo careca, vestindo roupa de qualidade e tendo chegado de Opala de Luxo, ela sacou). Penso que a finalidade foi me fazer imaginar o que eu fazia para que ela captasse as imagens e pudesse se orientar no que dizer. Tendo essa percepção, imaginei o esqueleto completo com o qual dava aulas na sétima série do ginásio do Colégio Rio Branco.  Ela se assustou e disse: “Meu Deus, estou vendo um esqueleto, uma caveira”. A partir daí seguiram-se uma série de considerações a respeito das possíveis implicações com a visão. Valeu a experiência, pois confirma como é que certas pessoas que, tem o dom natural de entrar em sintonia com outros cérebros, captam algum tipo de informação e como podem surpreender os menos avisados. Alias com isso já tinha casa e piscina. O mesmo foi verificado em relação ao vidente de nome Piraju Nicola, de uma cidade próxima a Porto Alegre que, com o mesmo tipo de habilidade, conseguiu uma fazenda e etc.

Relato 93 – Era o ano de 1982 e eu e um amigo de nome Giuseppe viajamos para Rio Pomba, Minas Gerais, onde iniciaríamos uma palestra para talvez ocorrer um treinamento. Chegamos e notei um rangido na suspensão do Opala 76. O mecânico observou uma troca de Pivot. Deixei o carro na oficina e como era cedo estávamos dando uma volta na única Praça dessa pequena cidade. Aproximaram-se três crianças, sendo a mais velha uma menina de uns 9 anos de idade, e nos pediram 40 centavos para comprar arroz. Indagada do motivo nos contaram a situação da mãe em casa cuidando do pai que estava doente e eles sem comida. Quando saí do Hotel notei um minimercado próximo ao Hotel e quase na esquina da Praça. Eu disse às crianças para que nos seguissem em fila indiana, e que andassem quando nós andássemos e parassem quando nós parássemos, dando volta à Praça e então eu daria um quilo de arroz. E assim foi aquela estranha procissão, com algumas janelas abrindo para observadoras e outros na porta de um bar. Ao chegarmos ao Minimercado entrei, e as crianças foram barradas na porta. Intervi e disse que estavam comigo e que me responsabilizava. Dei às crianças todo tipo de mantimento que pelo porte conseguia levar, paguei a conta e ao sair sentei no meio fio da calçada e eles na minha frente, para conversar. Disse a eles que eu era um anjo que Deus havia enviado para cuidar deles, e que deviam ir para casa e rezar a Deus agradecendo o envio do anjo da guarde deles. A menina respondeu “Sim sinhô, seu anjo, nóis fazemo isso”. E se foram. À noite depois da explicação, vi um senhor no fundo da sala e cumprimentei indagando se era o padre da cidade. Respondeu que sim. Fiz o gesto de colocar a cabeça do mesmo sobre a minha cabeça e diagnostiquei o estado de sua visão, Concordou comigo. Em seguida descrevi um problema que ele passou, perdendo um amigo afogado. Disse a respeito da dificuldade que o outro encontrou para que pegasse a vara que ele oferecia, e o salvaria. Ele concordou. A impressão que tive foi a de que Deus me deu oportunidade de esclarecer a todos a respeito do episódio, onde o padre não tinha nenhuma culpa. Daí para frente o treinamento ocorreu tranquilo com 75 pessoas convencidas de que teriam resultado.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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