Reflexões – Filósofos e Filosofias

Reflexões – Filósofos e Filosofias

Reflexões – Filósofos e Filosofias.

Foi com imensa satisfação que recebi de um bom amigo o que o senhor Pastor Ed Kivitz escreveu sob a epígrafe “As amplas prateleiras do mercado religioso”. Lendo todo o texto com atenção, pensei que seria mais próprio o título “As amplas prateleiras do mercado das religiões”, pois é o que é oferecido aos que têm sentimento religioso, ou, religiosidade.

A descrição da situação da religiosidade de muitos em relação ao “mercado de religiões”, como sistema organizado de forma arbitrária, está perfeito. Recomendo a leitura.

 De fato a pluralidade dos sistemas organizados de forma arbitrária como religião, enchem as prateleiras do mercado das religiões, onde os religiosos buscam um caminho adequado para satisfazer suas tensões e ansiedades com uma pretendida espiritualidade. Aí se defrontam com uma variedade de embalagens, rótulos, cores, sons e sabores, com os arrazoados intelectuais, ou não, em cada sistema.

 A primeira impressão que se tem na leitura do artigo citado acima é uma preocupação do autor quanto ao número crescente de pessoas que se afastam das Igrejas, e passam a ter uma religiosidade individualizada e naturalmente reservada. O esclarecimento do autor para essa situação está na pluralidade das religiões e a confusão que isso pode causar aos menos avisados.

O autor não considera os insights que algumas pessoas podem ter, pois Deus ilumina a Mente dos Homens que o buscam. Também algumas poderiam estar refletindo a respeito de condutas observadas e que expressam os padrões e valores considerados em Eclesiastes Capítulo 5, versos de 1 a 3. Também a recomendação do Senhor Jesus: “Ora em secreto ao Pai, que o Pai o recompensará”. Ambas merecem reflexão.

 A explicação dada pelo autor ao fenômeno poderia ser melhorada com mudanças da perspectiva usada para a leitura e explicação de textos bíblicos ao passar informações. Também poderia haver a introdução de mais alguns dados e informações que ainda estão longe do ambiente religioso formal das Faculdades Teológicas atuais, mas devem naturalmente fazer parte da Ciência das Religiões.

 Vou acrescentar alguns dados e informações que poderão ajudar a quem queira elucidar o porquê da conduta dos indivíduos que, graças a Deus, Pai Protetor dos que procuram esclarecer as dúvidas a respeito de alguns pontos, que não são resolvidos pelos princípios normas dogmas e fundamentos, escolhidos para caracterizar cada tipo de religião, e assumem a responsabilidade de, como indivíduos, serem religiosos com Fé e Religiosidade fora dos referidos sistemas organizados como religião.

 É lógico que a massa humana atual, ainda está em evolução fisiológica e desenvolvimento nas atividades do nível mental, com alguns mutantes ganhando novos circuitos neurológicos e suas correspondentes habilidades psíquicas possíveis ao Homem.

 Consideremos que alguns no meio da massa referida, devam ter alcançado um nível mínimo de dados e informações possíveis. Idem para um nível de treinamento de lógica racional, onde culminam com a prática das abstrações e da seleção de ideias e pensamentos, que indicam situações prováveis, pouco prováveis e mesmo as improváveis.

 Além disso, essa massa humana, referida pelo autor em seu artigo apresenta diversidade de níveis de entendimento, e de níveis de percepção do sentido lógico das informações, pois o nível de percepção depende do nível de imaginação criativa, qualidade natural de alguns poucos, mas treinável de modo eficiente em uma amostra não muito significativa, considerando-se a humanidade como um todo em seus bilhões de indivíduos.

 Concordo que haja um desespero na busca de um progresso no nível mental acenado como possível, uma vez que, ao que consta, a evolução do homem no nível físico já se concretizou, e a evolução do nível mental e psíquico tem sua maior expressão concreta, direta e objetiva com a figura humana do Senhor Jesus que é um modelo para todo cristão, que pretenda atingir o nível de percepção do por que “o Poder vem de dentro”, ou melhor, “do reino dos céus que está dentro de vós”. (desde há muito tempo antes do Senhor Jesus, já mencionado entre os havaianos como Milú, e entre os africanos de língua Yorubá como Orum Mila).

 A massa humana que ainda não está diferenciada com essa evolução mental possível ao homem, constitui pelo menos 70%, ou mais, da humanidade que ainda se mantem emotiva e fantasiosa, sem grande desenvolvimento da lógica racional de modo razoável, e ainda confunde espiritualidade com habilidades psíquicas e outras qualidades, que dependem de enfoques mentais adequados para se manifestar.

 Espiritualidade se expressa quando o indivíduo é criativo e construtivo como se crê que seja a Divindade, e honesto, puro, limpo e bom como convém ser em relação a seus semelhantes, expressando o amor compartilhado de modo recíproco.

 Quanto às voltas que a mente do homem dá, e podem se expressar em ações tais como assumir responsabilidades psicoreligiosas de forma individual, é apenas uma volta aos princípios de conduta existentes há mais do que 11.000 anos, e segundo o Código Huna, a atitude religiosa individual acompanha o homem desde os primórdios da Humanidade.

A Lei Áurea da Filosofia de vida Huna há mais de 11.000 anos é:- “É preciso mudar padrões de conduta e valores morais e éticos”. O que é isso senão a “conversão” considerada evangélica?

 ”É preciso viver em Amor Compartilhado”. O que é isso senão a ordenança evangélica de “Ama o próximo como a ti mesmo”, e espera-se com reciprocidade?

 ”É preciso ter o maior respeito à Divindade que se expressa no Eu mais profundo do Homem”. O que é isso senão a ordenança evangélica de “Ama o teu Deus de todo o seu coração…”, ou seja: Devemos O Maior Respeito à Divindade que pode se expressar através de nós,  segundo afirma o Apóstolo Paulo em 1º aos de Corinto, cap. 3 verso 16 e 17.

Segundo a Huna dos nossos ancestrais, A Divindade é Incognoscível, Inescrutável e Insondável. Pela lógica racional existente há mais de 11.000 anos, não cabem teologias a respeito do que todos desconhecem, e toda a Responsabilidade é do indivíduo, de ser religioso, ou não, diante de Deus. (Theo = Deus; Logos = Estudo).

Portanto, resta ao homem, como indivíduo, crescer e depois amadurecer com responsabilidade, procurando o seu melhoramento pessoal, progredindo com a Graça de Deus enquanto mantiver a sua religiosidade, respeito, e a sua Fé, no Altíssimo.

Pela percepção de que, agindo com Amor, e respeitando o princípio de viver em Amor Compartilhado, as ações devidas a enfoques mentais adequados a essa condição, tem Poder, e o Poder vem de dentro pela introspecção. Isso se dá por estar em sintonia com Deus, e dentro da crença que Deus é Amor e o Amor de Deus vive em nós, de conformidade  com Paulo.

 Esse mesmo princípio defendido pelos ancestrais dos Polinésios é encontrado igualmente nos ensinamentos egípcios, registrado por Inhotep há 2.800 anos a. C. onde o maior fundamento era o de que Deus é Amor, e que em Amor, todas as ações mentais e psíquicas tinham resultado objetivo, criativo e construtivo por estar o homem em sintonia com a Divindade.

Também era ensinado no Egito, além do desenvolvimento de habilidades psíquicas, que a força maior que impede que a Força do Amor se manifeste, é o Medo, o temor que surge em função da Ignorância, sendo a Ignorância o maior desafio do Homem. Oseias 4: 6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei…”

Sem dúvidas as ações psíquicas com resultados objetivos dependem da existência de uma Consciência exercendo a Vontade, da presença de uma Essência que pode ser mobilizada, e de uma força que surge como conseqüência.

 O que mantem o homem na Ignorância é a falta de informações exatas, e a falta do Conhecimento que vem através de suas experiências Individuais. Somente as experiências Individuais que tenham resultado eficiente, permitem ao homem raciocinar em bases sólidas a respeito das habilidades psíquicas desenvolvidas com Amor, e que são confundidas por equívoco como espiritualidade.

Pelo progresso em suas experiências individuais o homem descobre que tem quatro níveis de Consciência possíveis de serem experimentados enquanto humano vivo. Encontramos no Velho Testamento, Salmo 82, versos 6 e 7 “Sois deuses, e vós outros todos são filhos do Altíssimo”, “Mas como homens, morrereis”. No Novo Testamento O Senhor Jesus se refere a isso em João 14, mas claramente em relação ao “Poder que vem de dentro”, individual, e a condição para tanto no verso 12  ”Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.”

 O primeiro nível de Consciência mais desenvolvido é quando o homem se comunica com o meio ambiente, e quando maduro, e convivendo com as incertezas, sem estar mais sujeito aos instintos e emoções, com predominância dos pensamentos lógicos, razoáveis e prováveis, e fazendo as abstrações cabíveis na avaliação das razões que se contrapõem.

 O segundo nível de Consciência está desenvolvido quando o homem percebe que, por enfoque mental adequado, mobiliza uma forma de energia vibratória que escapa à sensibilidade dos aparelhos físicos, mas que é perceptível por pessoas sensíveis.

Essa energia produzida por enfoque mental adequado, equivocadamente dita espiritual, influi sobre o que há nas três dimensões conhecidas como Matéria, e pode produzir alterações nos diferentes níveis da organização da matéria, desde a energia subatômica, até as estruturas evidentes, passando pelos níveis desde átomo, moléculas, células, tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos.

 Essa influência se faz no reino mineral, vegetal e animal, como também no Humano. É quando há projeção de energia por enfoque mental adequado e a ação psíquica se faz sentir quando a Energia Quântica é deslocada  em uma mão de direção.

O terceiro nível de Consciência é quando o homem consegue captar e transmitir informações de cérebro a cérebro. Segundo os físicos, neste caso, a Energia Quântica tem duas mãos de direção.

 Assim sendo, fenômenos devidos às habilidades psíquicas são perceptíveis como existentes em uma pequena amostra de uma população há mais do que 11.000 anos, Era da última Glaciação no Globo Terrestre e, de muitos cataclismos que destruíram parte das maiores civilizações anteriores à nossa história antiga (Dilúvio?).

 Alguns “sábios” se salvaram e começou tudo de novo em dois pontos do Globo Terrestre: na Polinésia e no Havaí, e nas Margens do Nilo  com os registros a partir de 6.000 a. C.

 Na Polinésia e no Havaí o desenvolvimento de habilidades psíquicas ficou restrito às famílias. No Egito a partir de um momento histórico o desenvolvimento individual dos mais sensíveis era estimulado nas Escolas de Mistério com exercícios, culminando na era de Inhotep (2.800 a. C.), cognominado Hermes Trimegisto pelos filósofos gregos que estudaram no Egito durante anos, um deles Pitágoras por exemplo.

 Inhotep desenvolveu um sistema de energia transmissível que proporcionava levitação de blocos de pedra de toneladas, princípio esse copiado e usado no Japão aonde o trem Bala flutua nos trilhos. (Vide Pirâmide de Sacara no Google).

Sempre é bom lembrar que Melquisedeque é mencionado na Bíblia como existente há 2.700 anos a. C.  e deve ter sido contemporâneo de Inhotep. Melquisedeque pela lógica deixou discípulos que fundaram a Ordem de Melquisedeque, mencionada em Hebreus, capítulos 5, 6 e 7, relacionando-a com o Senhor Jesus, como sendo O Sumo Sacerdote da Ordem de Melquisedeque, um Mestre.

Deixando de lado os rótulos, dados localmente, os povos denominados antigos, acreditavam em um Deus Supremo, Incognoscível. Acreditavam que Deus é Amor. Acreditavam na possibilidade de estar em Sintonia com Deus e com o próximo, pelo Sentimento de Amor à Divindade e ao próximo.

 Acreditavam que a Divindade é Amor. Ensinavam que o maior inimigo do Amor é o Medo, pois o medo, fruto da Ignorância, é o pai do ódio, da inveja, da soberba intelectual e religiosa, e de todos os males que decorrem disso.

 Assim sendo, o Maior Desafio do Homem é a Ignorância e o maior entrave para sair da Ignorância atualmente são as Crenças Limitantes, quando arraigadas pelas informações acreditadas como verdades imutáveis.

As crenças estimularam a formação dos sistemas organizados como religião e que se caracterizam por normas, princípios, dogmas e rituais, frutos da mente humana. Os sistemas organizados de forma arbitrária possuem hierarquias cuja sobrevivência depende de ofertas, oferendas e, os atuais, de Dízimos, inventados pelo Judaísmo.

 Assim, é uma razão lógica, razoável e provável e, até aceitável sob o ponto de vista humano, a defesa dos sistemas organizados de forma arbitrária por suas lideranças intelectualizadas.

 O Iluminismo mencionado pelo autor nada mais é do que o resultado de sair da Ignorância tradicional da massa. Sair da Ignorância depende de um esforço pessoal, individual. Daí um homem esclarecido, que seja intrinsecamente Religioso, considerando que a Religiosidade é um Sentimento e sentimento, é individual e não se discute, conclui que pode seguir como religioso sozinho, sem envolvimentos. A religiosidade, acompanhada da gratidão à Divindade por permitir que seja clarividente, no sentido de saber ver claramente o que se passa ao seu redor, é individual.

 Repetindo, a religiosidade isolada e individualizada já existia, segundo a tradição oral polinésia e havaiana há mais do que 11.000 anos. Por ser a Divindade Incognoscível, não havia uma teologia, fato que é coerente em função do significado do termo. Havia uma busca pelo melhoramento pessoal culminando com o desenvolvimento psíquico que é individual.

 Portanto a busca de religiosidade individualizada não é novidade, nem existente só agora no pós-modernismo. É apenas uma volta ao princípio, quando o homem menos culto não era bombardeado desde criança por pressuposições e suposições baseadas em pressuposições que se tornaram Crenças. Crença é tudo o que seja lógico, até razoável, porem pouco provável, ou, mesmo improvável. Crenças podem ser limitantes. Ao evoluir mentalmente o homem pode se livrar delas.

 Os fenômenos psíquicos que se traduzem por habilidades psíquicas já existiam em 3% de qualquer amostra de qualquer população em qualquer Cultura e em qualquer ambiente psicoreligioso ou não.

Conclui-se que, as habilidades psíquicas, independem do tipo de psicoreligiosidade, são fenômenos naturais.

 Em algum momento, na Linha do Tempo, as habilidades psíquicas foram motivo para confusão com espiritualidade pela necessidade de algum psíquico privilegiado se impor perante os demais e consequentemente dominar a massa.

 O Conceito equivocado de espiritualidade em relação às habilidades psíquicas serviu para o desenvolvimento de filosofias associadas. A partir das filosofias os líderes desenvolveram sistemas organizados como religião.

 Historicamente, na linha do tempo, as principais foram o Hinduísmo, iniciado aproximadamente em 4.000 a. C., que permaneceu na Índia, vindo depois o Budismo. O Sufismo que permaneceu no Oriente Médio, o Cristianismo começou na Judeia 600 anos depois do Budismo, e depois o Islamismo em 600 d. C. no Oriente Médio, sendo o Sufismo a parte Espiritual do Islã.

 Toda religião tem por base Crenças que são apresentadas junto às normas, princípios, dogmas e fundamentos, que no conjunto são limitantes. Os adeptos de indivíduos passam a ser sujeitos e contribuintes.

 Como as perspectivas dos Líderes variam, há variedade de entendimentos e por essa razão o número de seitas em cada religião prolifera, e naturalmente se desvia dos princípios originais. Atualmente temos pelo menos 2.800 denominações ditas cristãs. A isso o Senhor Filósofo Ed Kivitz se referiu como o mercado religioso, mas seria melhor dizer de religiões, naturalmente somado às não cristãs.

São quatro Grandes Religiões:

Todas  Oferecem:

Aos de pensamento predominantemente abstrato, um Deus abstrato.

Aos de pensamento predominantemente concreto, direto e objetivo, um ou mais homens divinos ou divinizados.

Aos de pensamento imaturo, miríades de deuses, ou, santos, ou, anjos e seres afins que satisfaçam a fantasia da maioria.

Como os que são capazes de abstrações são 5% de qualquer população, os verdadeiros religiosos individualizados e afastados dos sistemas organizados são poucos. Arremedos são muitos, como tudo o mais.

Sem dúvida que a grande massa procura as religiões e, como afirmou o meu amigo e filósofo Ed Kivitz, principalmente no 3º Mundo, o que é obvio.

Em tempo:- Imagine-se 100 jovens de alguma igreja recebendo um treinamento de 16 horas de simples exercícios mentais, e depois apresentando capacidade de transmitir energia por enfoque mental adequado, e ajudando doentes e enfermos a que se curem.

 Imagine-se entusiasmado com isso e permitindo que os mesmos jovens tenham mais 16 horas de treinamento com exercícios mentais e consigam telepatia, vidência e clarividência em todos os sentidos.

 Tudo se passará sem que se ouça uma palavra a respeito de filosofias, religiões, política, ou, futebol.

  Para finalizar, pensem: em seus passos o que faria Jesus? (de tudo examinai?), ou, se preferir, em seus passos o que fariam os Sacerdotes do Judaísmo (crucificai-o?).

Analise situações, e poderá entender o que fazem todos os sacerdotes diante de novas informações e novas situações.

Fraternalmente, Alberto Barbosa Pinto Dias.

Bacharel, Licenciado Especialista, USP – 1955.

apresentacao

Postado em : Reflexões

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.