26º – Apenas quero entender Jesus – Do Natal, com os pés no chão

26º – Apenas quero entender Jesus – Do Natal, com os pés no chão

Do Natal, com os pés no chão

A Igreja Católica em seus primeiros anos, não conseguindo afastar seus adeptos dos costumes pagãos, marcou a comemoração do nascimento de Jesus para 25 de dezembro. Nessa época do ano ocorriam as festas pagãs relativas ao solstício de inverno do Hemisfério Norte, quando o sol, atingindo o máximo de inclinação, começa a voltar para que se aproxime a primavera nesse Hemisfério.

Isto se dá em 21 de dezembro com o início das festas pagãs, que coincidem com o fenômeno decorrente da inclinação máxima do eixo da Terra e que em alguma latitude ao Norte o “deus Sol”, morre no horizonte, no momento em que a Constelação do Cruzeiro do Sul predomina no horizonte com a ponta voltada para baixo. O deus Sol “morreu na cruz”. Depois de três dias o Sol renasce.

A ocorrência do Natal em 25 de Dezembro, possivelmente, foi uma questão de concorrência e de marketing da Igreja de Roma, assimiladas pelas Igrejas da Reforma e seus sucessores. Igualmente, temos a quarta de cinzas após o carnaval, para dar a chance de continuarem “salvos” os adeptos contribuintes afiliados à grei, que tenham saído da linha religiosa nesses dias.

Por mencionar marketing, lembramo-nos de propaganda e consumismo. Hoje os Cristãos pagam seu tributo aos comerciantes de todas as outras religiões, que adotaram o Natal como oportunidade de mercantilização. Com ou sem contrabando vende-se a imagem do menino, do homem vivo, do morto e do transcendente, dependendo da hora, da ocasião, do local e da conveniência.

Menino lembra criança e brinquedo. Brinquedo lembra Papai Noel. Papai Noel lembra-nos a sua origem na mitologia pagã escandinava: “O caçador deveria sair no inverno para caçar um urso polar. Se o encontrasse e o matasse, traria a carne para a tribo, vestindo a pele do urso polar”. Daí o branco de pele na gola e o vermelho da parte ensanguentada que ficava virada para fora.

Herdamos do paganismo a roupa vermelha com gola branca e as refeições comemorativas. Do ambiente nórdico os ciprestes, pinheirinhos de natal, as renas e a neve onde há, com os flocos de algodão onde não há.

Evocando as imagens do natal de 1933, um senhor vestido a caráter, um robusto papai Noel, distribuía presentes na velha 1ª Igreja Baptista, em São Paulo. Tendo 4 anos de idade, eu chorei com as bengaladas que ele deu nas pernas do Pascoalino, filho do Sr. Antonio Barbieri, como uma advertência para seu melhor comportamento. Depois do susto não adiantou explicar para menor do que cinco anos de idade, que Papai Noel era o próprio Sr. Antônio Barbieri que deu um corretivo em seu filho, em público. Manacha!

Não há raciocínio analítico antes dos sete anos, período em que todos vivem em estado de emoção hipnótica e sem capacidade analítica. Dos 2 aos 7 anos de idade, aceitamos todas as “verdades” dos adultos que nos causem emoções fortes. Natal… 1933… Valeu o carro de bombeiros de lata, pintada de vermelho com escada “Magirus” de cor amarela. São as impressões mais fortes que ficaram, e a primeira decepção infantil em relação a mais uma das “crenças” sugerida por adultos.

Lembro-me ainda que a festa acabasse por não se repetir, pois no ano seguinte, as pessoas que frequentavam as congregações periféricas, trariam seus filhos para ganhar os presentes e, a Igreja não aguentaria as despesas… Papai Noel adoeceu… Oh! Que pena! Antonio Barbieri continuaria apenas como diácono, simpático, sempre sorrindo e cumprimentando a quem chegasse à porta da Igreja. Oi, Tio Barbieri, Deus o tenha pela sua bondade e simplicidade. Saudades!

No Natal uma boa parte das pessoas lembra-se da mensagem, das ideias e pensamentos referentes à maneira como o menino Jesus cresceu, e como Homem agiu e morreu. Depois das palavras de exortação fica a sociabilidade, a comida, a bebida e presentes para quem tem recursos. A miséria, a insatisfação e revolta para quem não tem. Isto deveria e poderia ser evitado?

Hoje, para o homem com 86 anos, o bom de cada Natal, foi e é a tentativa que a maioria faz de ser melhor. Mas, observa-se que passado o Natal, a maioria volta a ser como era antes. Bom mesmo é a oportunidade de encontrar a maior parte da família com bom animo. É a oportunidade de troca de ideias entre aqueles que não se vêm o ano todo e ainda dar oportunidade de alguém se sentir importante, ou, porque foi lembrado, ou, porque sentindo a necessidade, teve a oportunidade de proferir um discurso apropriado à época e ocasião e ao nível da maioria dos participantes, todos com “óculos cor de rosa” nesses momentos.

Com o Ouro das Palavras de Jesus no Coração, teremos uma base de estrutura psicológica para garantir as atitudes e ações físicas ou mentais, nos mantendo livres do desgaste que poderia ser causado em outras circunstâncias por ofensas, injúrias e prejuízos morais e materiais causados a terceiros. Estes são os grandes pecados, pois, são as origens do inferno na Terra, e dos complexos de culpa, bem como do stress mais profundo…

Também podemos nos livrar do stress, obedecendo à regra Áurea de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” e buscando o Reino de Deus, e a sua justiça, nos níveis mais profundos da Consciência, esperando que as demais coisas nos sejam acrescentados. Em primeiro lugar está o desejo de boa saúde e obtendo a graça divinal de um bom sono profundo e reparador a cada noite.

 Por ora, Salvo! Pelo menos do stress, com 86 anos nesta dimensão, com respeito à própria consciência e inteligência e com o respeito á consciência do próximo, cada qual em seu nível de entendimento, de evolução de percepção e nível de consciência.

 

Que o Amor de Deus seja para todos nós, e desejando à todos os irmãos planetários uma Paz Profunda e duradoura para quem a alcançar, pelo meio que a alcançar, a cada ano, mês ou dia, sempre desejando… Feliz Natal e Feliz Ano Novo! Se eu ou você chegarmos lá! 

 

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural, (Todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista, USP. 1955.

diasmind@uol.com.br

Postado em : Apenas quero entender Jesus

6 Comentários


    • Ricardo Augusto
    • setembro 22, 2015
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    Prof. Alberto, Tendo ciência que o Natal é uma celebração mais pagã do que cristã, e que hoje o cunho é puramente comercial e econômico, a saber, com profundo embasamento hipócrita pois afirma ser para um fim, mas o propósito é para outro, pergunto: O senhor mesmo assim celebra a comemoração como quem, mesmo sabendo, "entra na onda" da maioria da nossa atual sociedade ou, para o senhor, a data 25 de dezembro não passa de mais um dia qualquer? Obrigado.

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • outubro 7, 2015
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      No texto já coloquei essa minha posição. É um encontro de amigos e parentes.

    • Teka
    • agosto 30, 2015
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    "Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.". (1 Cor. 2.9) Ao professor com carinho. Teka

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 30, 2015
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      Agradeço o carinho

    • Eliane de Mendonça Vieira
    • agosto 29, 2015
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    Perfeito, Prof.! Sempre achei um chamado ao consumismo e uma comilança sem fim kk O real sentido deste dia, que deveria ser amor e paz., não vejo muito! Shanti

      • Alberto Barbosa Pinto Dias
      • agosto 30, 2015
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      Agradecido!

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