O Caso do senhor Azalias

O Caso do senhor Azalias

  O caso do Senhor Azalias

Azalias era o encanador mais antigo do bairro da Pompéia. Hoje deve beirar seus 98 anos. Por volta de 1974 ele passou uma dificuldade muito grande e devia quatro meses de aluguel. Desesperado foi à Igreja de Nossa Senhora de Fátima no Sumaré e ficou em oração pedindo uma solução. Depois apareceu em minha casa, seriam às 17 horas e me relatou que em um dado momento, olhando para cima, para a imagem de N.S., viu minha imagem. Entendeu ele que Nossa Senhora indicou que ele deveria me procurar e assim estava ele ali em minha casa.

Acho normal que em horas de desespero nós nos lembremos de alguém que nos trate com respeito. Perguntei a ele de quanto precisava. Disse-me a importância. Solicitei que voltasse no dia seguinte de manhã porque eu precisava de tempo para perguntar a Deus que conversa é essa que ele teve com Nossa Senhora.

Podem achar que sou irreverente, mas acontece que sou basicamente alegre e nas coisas espirituais sou mesmo até infantil e não escondo isso. O Azarias saiu e eu orei ao Senhor pedindo orientação, de o que fazer, pois se desse a ele tudo o que pedia, acabaria com as férias dos filhos do professor…

Depois de orar, fechei os olhos e abri a Bíblia e ainda com os olhos fechados, bati com a ponta do indicador em um ponto da escritura sagrada. Abri os olhos e levei um susto. O versículo dizia taxativamente: ”Dá ao que te pede!”. Estabeleceu-se um desconforto em minha consciência. Se eu desse ficaria sem numerário. Se não desse ficaria mal comigo mesmo, pois a consulta ao Divino teria sido em vão.

No dia seguinte, o senhor Azalias voltou e eu dei a ele um cheque com metade do que me pediu e instruí:- Diga ao senhorio que o Capitão Dias, seu amigo, lhe deu o cheque (Era época do Governo Militar). Pague dois meses e, já não será despejado. Nos meses seguintes, com o que pretendia me devolver, pague o restante da dívida. Perguntou-me:- Devo assinar uma promissória? Respondi que não, pois o Senhor me disse que eu deveria dar a você o que me pediu. Ele chorou, mas foi servido. As crianças tiveram férias e minha consciência ficou em paz porque tudo deu certo inclusive com o senhorio dele.

Alberto B. P. Dias, Especialista, USP – 55.

 

Postado em : Relatos de ações psíquicas

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