19º – Apenas quero entender Jesus – A Autoconsciência

19º – Apenas quero entender Jesus – A Autoconsciência

A Autoconsciência

É preciso ser “tocado” por algum poder externo para desenvolver a autoconsciência, ou, é possível desenvolve-la simplesmente pela filosofia, ou, pela consideração às ideias pelas quais Jesus viveu e morreu?

Quem busca pela aceitação das ideias de Jesus, está em busca de um toque divino?

Ele não deixou a ideia do Espírito Santo como algo extra a quem queira e busque?

A expressão do Apóstolo Paulo:- “Enchei-vos do Espírito Santo”, já idealiza a possibilidade de desenvolvê-lo pela vontade e pelo esforço pessoal? E o Bom Senso é uma boa medida para evidenciar o equilíbrio mental próprio do portador do Espírito Santo? Penso que aqueles que têm o Espírito Santo desenvolvido, revelam equilíbrio, moderação e Bom Senso pela lógica e pela razão.

Como é possível buscar a razão sem introspecção com meditação, ponderação e análise? Quando “oramos em secreto ao Pai” não estamos introspectivos? As possíveis revelações de novos enfoques não são o fruto de “clarões de introspecção?”.

Os clarões de introspecção e as consequentes intuições seriam flashes resultantes de contato com a Onisciência Divina? Poderia ser o Pai em mim? Quem pode afirmar que não seja o fruto de reestruturação de ideias por parte do aspecto subconsciente da consciência enquanto dormimos? Quem pode dizer quando a recepção de informações é procedente do inconsciente coletivo, ou, de uma Consciência Superior?

Os insights são Intuições heurísticas propostas pelo filósofo Bazarian, ou, as intuições são informações recebidas de outros níveis mentais a partir de outros cérebros, sendo percebidas e decodificadas pelo nosso? Poderiam ser as duas possibilidades! Se tivermos uma somatória de informações básicas a respeito de um assunto, sim, podemos ter intuições heurísticas.

Se não tivermos as informações básicas recebidas objetivamente, sim, então podemos recebê-las subjetivamente de outros cérebros e de outras Mentes. Neste último caso a questão passa a ser:- de onde vêm? Podemos considerar como fonte de informações os inúmeros cérebros que contêm informações, e que a todo o momento elaboram pensamentos? Isso não tem a ver com as ondas de energia irradiadas pelo cérebro em função dos pensamentos?

O nível de experiência pessoal é determinado por aquilo que cada um percebe, quando crê e está aberto e apto para receber e entender. Segundo as palavras atribuídas a Jesus, não há limites para Deus e para o Reino dos Céus, de modo que não há limites a quem esteja introspectivo e ligado mentalmente como Ele. Cada um de nós impõe o seu próprio limite de acordo com o que crê e permite, ou, bloqueia com o livre arbítrio agindo no nível do consciente interior.

Quem aceita dogmas e ou fundamentos sugeridos por terceiros sem análise, já está limitado pelos dogmas e ou fundamentos aceitos e assimilados como sendo verdade. Também os limites da percepção dependem de como cada um se dispõe diante da necessidade psíquica de experimentar uma “realidade” nessa dimensão denominada “espiritual”.

O medo, a insegurança, a falta de orientação adequada podem impedir qualquer tipo de experiência psíquica. Está bem claro que a experiência de uma realidade no campo do psiquismo, confundida com espiritualidade, pode ser inesperada, temporária e dificilmente se repita de modo igual, mas elucida muito mais do que suposições, regras rígidas e afirmações doutorais baseadas em pressuposições e suposições convertidas em crenças decorrentes das mesmas.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado e Especialista em História Natural (Todas as disciplinas Biológicas e Geológicas), USP, 1955.

 

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