10 – Relatos de Ações Psíquicas

10 – Relatos de Ações Psíquicas

10 –  Relatos de Ações Psíquicas

Relato 20 – Seria o ano de 79, ou 80 quando fomos à Andrelândia para dar um treinamento que surgiu em função de um fato curioso. Nanate, jovem de uns 20 anos, moradora de Andrelândia, MG, foi a Juiz de Fora fazer um treinamento que eu estava ministrando naquela cidade. Nanate aproveitou bem o curso e teve um bom resultado no teste do final, indicando que havia despertado a hiperestesia. Voltando para casa, os familiares não acreditaram muito em suas possibilidades. Semanas depois o pai relatou que ia vender uma boiada para fazer dinheiro. Estava aborrecido porque o primeiro candidato à ser comprador não queria pagar o valor devido. Nanate escutava a prosa e teve uma visão e disse:- “Pai, não venda agora. Estou vendo um homem alto, de chapelão e botas, ele está em um Jipe verde. Ele vai pagar o preço que você quer. É para daqui a três dias”. O pai da Nanate deu risada e ele disse: “se isso acontecer, eu vou dar um fusca de presente a você” e riram muito. Depois de três dias apareceu o tal homem de chapelão e jipe verde que comprou a boiada. Nanate ganhou o fusca. Como Andrelândia, na linha da ferrovia do aço, é uma cidade de 2.000 habitantes, essa noticia passou de uma ponta a outra da cidade, daí o interesse no treinamento. Foram 140 pessoas no auditório da casa paroquial e eu me hospedei na casa do padre José. (continua no relato 21).

Relato 21 – Estando em Andrelândia e dando o treinamento, já na quarta feira à noite afirmei que as pessoas poderiam como Jesus o fazia, ajudar os doentes transferindo energia, desde que o faça com muito amor. Fui interrompido por um senhor já grisalho que nervosamente me interpelou: “como o senhor pode nos comparar a Jesus?”. Perguntei: – perdão, com quem eu falo? Disse-me: “sou Monsenhor… da Igreja Católica”. Respondi: “Prezado senhor, quem diz isso não sou eu, mas Nosso Senhor Jesus o Cristo, conforme está nos Evangelhos de João, capítulo 14, versículos de 12 a 17 inclusive”. Ele retrucou:- “Então eu quero ver o senhor levantar um homem que dorme ha 15 dias na Santa Casa local.” Respondi:- “Iremos amanhã cedo, às oito horas e se for da vontade de Deus e para confirmação das palavras dos Evangelhos, ele vai se levantar”. No dia seguinte às oito horas estávamos na Santa casa, Eu, Nanate, o Monsenhor, e a filha do homem que dormia. Mostraram-me a pessoa e levei um susto. Era um senhor de muita idade, aproximadamente 98 anos, que estava extremamente fraco alimentado somente por soro nas veias há 15 dias. Sou Biólogo e sei que o ciclo vital de uma pessoa é de 14 períodos de 7 anos e que a partir de 49 anos todos começamos a ter perdas no metabolismo. Aquele senhor esperava apagar a chama bruxuleante da sua vida. Era como uma vela que está no fim e o paviozinho queimando o resto da cera derretida. Não tinha energia nem para abrir os olhos, apesar de não ter nenhuma enfermidade aparente. Passei energia por imposição de mãos nos pontos adequados, e quando estava energizando o púbis, ele abriu os olhos, e disse em vós bem alta: “quero acordar”. Levantou-se por si mesmo na cama e começou a conversar com a filha, perguntando por que ele estava ali e não em casa e outras coisas mais. A filha explicou que ele não acordava por três dias e que o levaram para a Santa Casa, onde já se encontrava há muito tempo. Depois de cinco ou mais minutos de lucidez, começou a misturar canais mostrando confusão mental. Mais três minutos e disse: ”quero dormir”. Deitou-se, fechou os olhos e não acordou mais. Faleceu uma semana depois. Mas que levantou… Levantou! Três anos depois encontrei o Monsenhor questionador dando um treinamento parecido com o meu em São João Del Rey, onde ele era professor na Faculdade de Direito. Amem! Sorriam porque eu ri muito.

Relato 22 – Ainda em 1980 eu conheci um casal que me informou de um fenômeno, e levaram-me a Paulo de Faria onde conheci uma senhora de nome Edelazil. Recebeu-me bem como um recomendado do casal e se dispôs a fazer uma demonstração de suas habilidades. Eu e o casal fomos a uma sala relativamente grande onde havia cadeiras com disposição própria para reuniões. Na frente uma espécie de púlpito para orador. Um tablado e um barril de metal do tipo que transporta combustível. Sobre o barril uma peneira grande que se usa em cafezal. Prevenido pelo casal levei dois maços grandes de algodão do tipo hospitalar. Edelazil me pediu que eu desmanchasse os maços de algodão sobre a peneira. Feito isso me pediu que com uma mangueira jogasse água sobre o algodão, enquanto ela se concentrava. Colocou as mãos vazias sobre o algodão e, sobre o mesmo, começou um fenômeno de materialização de terra, pregos enferrujados, grampos para cabelos, moedas de aço antigas, pedaços de panos velhos etc. Avalio que essa senhora tenha habilidade de desmaterializar guardados em um local que ela sabe onde é que está, e depois tele transporte na forma de energia e rematerializações no local. (algo como no exagero da figuração fazer a montanha mudar de lugar?).

Relato 23 – Nossas famílias se conheciam desde 1920. Dona Lilita teve um câncer de mama e recebeu todos os cuidados médicos disponíveis na década de 70. Houve recidiva com metástase e o sistema ósseo foi atingido. Quando eu soube, ela estava internada na Beneficência Portuguesa. Fui visitá-la. Ela estava mal e não podia se levantar, pois os ossos estavam frágeis. Dona Lilita me disse que não queria morrer, pois, havia adotado um menino que ainda estava com oito anos de idade. Fiz doação de energia vital e prometi voltar. Assim foi uma vez por semana e passaram-se uns quatro semanas ou mais. Ouvi comentário de enfermeiras de que não estavam entendendo o que se passava, pois, pelo estado dela já deveria ter falecido. Entendendo que a doação ajudava, mas que não iria curá-la despedi-me de dona Lilita, conscientizando-a e não voltei mais. Aí ela faleceu naquela semana.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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