18º – Apenas quero entender Jesus – A Propósito das Diferenças entre os Homens

18º – Apenas quero entender Jesus – A Propósito das Diferenças entre os Homens

A Propósito das Diferenças entre os Homens

Sendo um fato já reconhecido pelo Apóstolo Paulo que há diferenças de percepção e de níveis de consciência entre os homens, tudo o que for prático, racional e até eficiente, pode ser apontado como inverdade, utópico e ou absurdo, dependendo de quem faça a avaliação.

Todo observador, ouvinte, ou, leitor tem uma perspectiva própria diante de um fato de observação, ou, diante de uma comunicação. Toda perspectiva aplicada em uma comunicação depende do grau de instrução, de informação e de prática de associação de ideias e ou pensamentos de quem comunica.

Dependendo da perspectiva do observador, um fato, ou, um assunto exposto, poderá refletir uma grande consideração pelo discernimento, ou, sugerir enfoques limitados de quem comunica. Assim sendo todo fato observado, ou, pensamento ouvido, ou, lido, poderá gerar no observador, dependendo da cultura e do caráter do observador, uma atitude de defesa por motivo de soberba cultural e ou espiritual, ou orgulho, ou egoísmo e ou inveja em relação à pessoa atuante, ou ainda aos conhecimentos de quem expõe, pois qualquer reação depende do tipo de percepção instalado na consciência a cada momento.

A tendência das pessoas é a de se especializar em alguma prática, ou, em algum assunto cultural, pois o campo do conhecimento atual é imenso e difícil de ser inteiramente dominado. A consequência disso é que, cada um de nós, é limitado por um conjunto de informações. Além disso, se nós formos direcionados a aceitar uma perspectiva, que visa passar um determinado entendimento, tendemos a ter o nosso raciocínio restrito à perspectiva oferecida como sendo verdadeira, e ao nível de compreensão atingido através dela, pois esta interfere na percepção e Conscientização.

Como a compreensão dá o rumo da percepção, vivemos sonhando acordado dentro desses limites. Se forem aceitos esses limites constituem a nossa realidade pessoal, pela qual posteriormente vamos discutir e defender nossas ideias, pois os limites da nossa percepção dão o nível de nossa tomada de consciência em relação aos assuntos em discussão. Poucos são aqueles que desenvolvem o gosto pelas abstrações que resultam dos pensamentos que se contrapõem.

 O homem comum prefere afirmações que dêem segurança de ego, e se é psicologicamente primário e ativo, não admite contraposições às ideias com que ele estrutura suas próprias crenças. Sempre reage com distress e com chavões literários, ou, políticos, sociais ou religiosos.

Quando uma pessoa estabelece uma crença como verdade e mantem suas ideias por algum tempo, e ainda mais defendendo as mesmas publicamente, dificilmente abre seu entendimento para outras possibilidades, mesmo que estas outras sejam resultantes de perspectivas mais razoáveis e mais prováveis.

É por essa razão que, em termos religiosos e políticos, muitas vezes pretendemos “converter” um interlocutor para dentro desses nossos limites, mas se não há acordo, resulta para nós, que ele pareça ter falha cultural e ou de entendimento. Sempre o outro é o errado. Em termos religiosos, se as ideias do oponente cultural ameaçam o posicionamento da nossa crença, a saída mais observada é a de que ele, o oponente, é um “perdido”.

As pessoas que criticam o “perdido” nunca consideram a possibilidade de que, nesse tipo de modelo, também podem estar completamente “perdidas”. No entanto, se o mesmo interlocutor é versado em neurolinguistica, e concorda com tudo para agradar, como por encanto passa a ser um tipo inteligente, pois ele despertou com as “nossas luzes” e desfruta de momentos de grande lucidez! Uma piada pouco feliz.

Não é difícil separar o que é lógico, racional e objetivo, do que seja lógico, até razoável, puramente abstrato, subjetivo e pouco provável, pois estes últimos tipos de raciocínio são fontes de discórdias.

 Se nós somos Consciências que se desenvolvem a partir do momento em que mostramos um espírito em ação, e se este habita um santuário, um templo para um espírito santo como sugere o apóstolo Paulo, dá para perceber a diversidade com que o espírito de cada um pode se manifestar, ao usar um corpo físico tido como templo.

Analisando-se esse aspecto, não há dúvidas de que há uma evolução de consciência na medida em que haja aumento de entendimento. O aumento de entendimento devido a uma abertura mental para a percepção de que novas perspectivas proporcionam compreensão mais abrangente, e mais a percepção de que haja outras possibilidades a serem observadas e consideradas, favorece uma maior evolução da consciência.

A racionalidade e a objetividade permitem que um grupo de estudos encontre um consenso se todos estiverem com o mesmo nível de enfoque mental, por estarem trabalhando as mesmas informações com a mesma perspectiva, que leva ao mesmo nível de compreensão. Fora isso sempre haverá discussão na medida das mudanças de perspectiva.

Por essa razão inventaram a votação democrática, mas nem sempre o voto vencido é relativo ao pensamento menos razoável. Jesus, conhecendo a natureza humana, e como bom psicólogo, profetizou que as discórdias seriam até entre familiares.

A falta de racionalidade em relação a certos fatos e em relação a determinados fenômenos naturais, não é uma característica exclusiva de pessoas limitadas culturalmente, ou, com problemas neurológicos de entendimento e percepção. Há os intelectuais de áreas restritas no conhecimento, e há os que se limitam culturalmente por vocação, considerando-se ainda que haja maior dificuldade de entendimento quando as convicções e a ignorância andam juntas.

A falta de racionalidade deve ser algo que surge como uma perturbação nos “templos”, ou, “vasos de honra” nos dizeres de Paulo, já que a Consciência que os habita e mobiliza o espírito, pelas suas supostas origens deveria ser perfeita.

Aqueles que aparentam batalhar pela espiritualidade deveriam manifestar Bom Senso e maior equilíbrio no nível do consciente, pois sempre poderiam ser reconhecidos como frutos do Espírito Santo, que deveria preencher esses vasos.

Podemos observar que na evolução do psiquismo humano, algumas pessoas mais bem dotadas de bom senso, contribuíram, em sua época, para evitar discórdias por irracionalidade momentânea, ou, eventualmente periódica. O sucesso da razão e do que seja lógico, razoável e provável, é relativamente considerável quando não predomina a razão imposta pelo poder político social e ou religioso.

Sócrates iniciou a era do racional com a introdução da dialética. Aristóteles melhorou a dialética com a introdução da lógica. Os sofistas aproveitaram-se do sistema para fazer, como os “rackers” fazem com o sistema de computação, introduzindo os sofismas.

Bem mais tarde, Francis Bacon com o método experimental, introduziu um sistema de antivírus no sistema da lógica com bases subjetivas, onde os resultados das experiências são os fatos, que ajudam a evitar as armadilhas da mística, que com a sua lógica própria, até razoável, mas pouco ou nada provável, é baseada em abstrações a respeito de subjetividades fantasiosas e conclusões sem eficácia.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado e Especialista em História Natural (Todas as disciplinas Biológicas e Geológicas), USP, 1955.

 

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