16º – Apenas quero entender Jesus – Paulo, o Iluminado – 1

16º – Apenas quero entender Jesus – Paulo, o Iluminado – 1

Paulo, o Iluminado – 1

 

O próprio Apóstolo Paulo, iluminado por um clarão mental na estrada de Damasco, reconhece que a sintonia possível com Jesus é Mental. Podemos verificar isso na 1ª Epistola de Paulo Aos Coríntios, 2:16 – “Porque quem conhece a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Más nós temos (podemos dispor) a mente de Cristo”.

Sempre é bom lembrar que a Mente é o instrumento que a Inteligência, como qualidade própria de cada Consciência, usa para fazer enfoques no cérebro.

Neste caso, os enfoques referidos por Paulo, são as ideias e pensamentos de Jesus, expressos nas escrituras, corretamente entendidos e compreendidos. Portanto, segundo Paulo, se há contato com o Divino, ele é Mental através da consciência, por concordância e sintonia de ideias.

A sintonia mental e espiritual vem com o entendimento e com a compreensão das ideias, abrindo a possibilidade de que haja sintonia “em espírito e verdade”, o que já pode estar além da lógica e da razão, pois é ação transcendente.

Nem todos podem ser considerados iluminados como é considerado o Apóstolo Paulo! Hoje em dia, a quem “ouve vozes” e tem visões, normalmente é mandado tomar medicamento segundo prescrição médica psiquiátrica. Cuide-se você, que não dispõe da mídia nem interessa a algum dos Sistemas.

No entanto o fenômeno da Visão, devida a contato entre cérebros harmonizados por sintonia é mais comum hoje em dia, e como fruto de treinamento é demonstrável, não só ter Visão, como alguns podem ouvir a voz de quem se imagina falando, como também ouvir a música que alguém esteja escutando.

A perseguição de pessoas é causa, ou, consequência das neuroses? Dá para imaginar as tensões na consciência de Paulo, quando ele perseguia os cristãos antes de se converter e avaliar as prováveis consequências disso em seu psiquismo.

Quem pode garantir que as tensões que existem na consciência de um perseguidor de pessoas, ocasionem neuroses nos dias de hoje, e não ocasionassem as mesmas neuroses na pessoa do Apóstolo naquela época?

As neuroses teriam proporcionando a ele um comportamento diferenciado? E o espinho na carne tem algo a ver com isso? As visões e o clarão que o cegou por momentos, poderiam ser epilepsia e ou a “aura” que acompanha o mal? Deus é quem sabe!

Verdade evidente é que, se assim foi, não interferiu em sua inteligência lógica e na razoabilidade de suas razões, como também não interfere hoje na inteligência lógica de alguns contemporâneos, inclusive autores de livros consagrados pelas academias literárias, sendo que muitos deles se apresentaram com atitudes suicidas, apesar do sucesso como autores.

Paulo não foi discípulo e talvez por essa razão, ao tomar conhecimento do que Jesus teria ensinado aos discípulos através das escrituras disponíveis na época, tentou preencher as lacunas do seu entendimento com seu raciocínio lógico, para seu próprio entendimento e compreensão. Não é isso o que todos nós fazemos a todo instante?

Os Níveis de Consciência Segundo o Apóstolo Paulo

O Apóstolo Paulo percebe, reconhece, decodifica e comenta na Iª Epístola aos Coríntios, capítulos 2 e 3 que toda a Humanidade se apresenta em três níveis de percepção e de entendimento, portanto, no mínimo três níveis de consciência:- 1- O Homem Natural; 2- O Homem Carnal e 3 – O Homem Espiritual.

A descrição e conceituação desses níveis, segundo o Apóstolo Paulo, se encontram nos três primeiros capítulos da Iª Epístola aos de Corinto e coincidem com a Huna (11.000 anos) que classifica a humanidade em três níveis correspondentes: Ku (Natural), Lono (Carnal) e Kane (Espiritual).

 Damos total razão a Paulo, pois, se é que todos nascem igualmente dotados diante de Deus, como alguns querem entender, não é isso o que se observa na prática. Se ao nascer somos todos iguais, então por qual razão nem todos evoluem de modo igual, nem mental, nem física e nem espiritualmente.

Como a ideia de evolução não é aceita pelos radicais religiosos, dentro do padrão oferecido por eles, resta entender que há desigualdades desde o nascimento. Talvez a essência da vitalidade seja a mesma, mas a qualidade, o nível da vitalidade e da estrutura biológica, através da qual a consciência se expressa, evidentemente diferem.

Atualmente, os que acreditam em evolução, entendem que a evolução mental e a espiritual são as únicas de constatação possível em uma geração, já que a evolução física em termos de cabeça, tronco e membros parecem estáveis para a maioria, há muito tempo, havendo, no entanto, alguns atavismos genéticos para uma minoria, além das diferenças biológicas estruturais e as fisiológicas para a maioria.

 É de se supor que Paulo nasceu, como todas as pessoas, como homem natural, comendo, dormindo e atuando dentro de limites físicos. Tornou-se carnal na medida em que desenvolveu o seu intelecto como filosofo e Doutor da Lei, aumentando os seus limites de entendimento e de projeção intelectual verbal e escrita e fazendo exercer o seu poder de cobrador de impostos sobre uma população.

Como funcionário do governo romano, mostrou pensamento direto concreto e objetivo. Controlou seus sentimentos e suas emoções como cobrador de impostos. Está evidente nas escrituras que foi assim que percebeu sua condição carnal, de ser mais um daqueles que, como animal predador era perseguidor. Depois percebeu a possibilidade de converter-se em um homem mais espiritual, na medida do assustador impacto psíquico havido na estrada de Damasco. Mudaram-se padrões de comportamento, valores éticos e atitudes.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado e Especialista em História Natural (Todas as disciplinas Biológicas e Geológicas), USP, 1955.

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