07 – Relatos de Ações Psíquicas

07 – Relatos de Ações Psíquicas

07 – Relatos de Ações Psíquicas

Relato 11 – J. R. era um grande industrial em SP e associado do Rotary Centro. Uma tarde de Sábado (1974) o Professor Flávio de Arruda Pereira, professor de Biologia no Colégio Rio Branco e depois nas Faculdades Integradas de Guarulhos, telefonou-me da casa do Sr. J. R. e me disse que ele, J. R. estava preocupado porque deveria ser operado. Flavio ao telefone, perguntou-me se eu podia “ver” o que ele tinha. Nesse momento, afigurou-se na minha “tela mental” uma imagem como se fora uma radiografia. Mostrava um trecho dos intestinos, evidenciando o intestino grosso no S-Ilíaco, e mostrando uma massa redonda mais escura, maior do que uma bola de golfe, mas menor do que uma bola de tênis, com evidente aspecto de obstrução intestinal. Relatei o que via. O Professor Flávio soltou uma exclamação impublicável e depois, disse: “Não é possível, é exatamente isso mesmo! Olha J. R. quer que você faça o favor de vir aqui, poderia ser agora (sábado), ele vai ser operado amanhã de manhã”. Chegando a sua residência no Bairro do Pacaembu, o Sr. J. R. me perguntou o que eu poderia fazer por ele, que ele me pagaria por isso. Disse-lhe que não cobraria nada para ajudá-lo, mas se ele quisesse dar um donativo ao Orfanato Batista de Crianças em Apiaí eu encaminharia o cheque nominal. Disse a ele que ele deveria ser operado sim, mas que eu trabalharia o cérebro dele para que não sangrasse durante a cirurgia, o que na idade dele (72) já era uma vantagem muito grande. Segundo que a cicatrização seria rápida, perfeita e sem dor. Fizemos a transferência de energia e a “programação cerebral” adequada. O Sr. J. R. foi operado no Hospital Santa Catarina. Depois da operação, eu e o professor Flávio fomos visitá-lo. Perguntei ao Sr. J. R. se havia perguntado ao médico quanto à perda de sangue. Disse-nos que foi mínima, mesmo tendo retirado 1,50 m. dos intestinos, mas que o médico explicou que a falta de sangria foi devido a estarem esclerosados os vasos dos intestinos. Perguntei ao Sr. J. R. se ele se considerava um homem lúcido. Claro! Disse-me ele. Eu ainda dirijo a minha empresa e não tenho o menor sintoma de esclerose cerebral. Então, retruquei, se seus intestinos estavam esclerosados, como estaria o seu cérebro? – Dias, disse-me, ainda agora tenho um problema, não consigo urinar depois da cirurgia. Eles têm que passar sonda. – E agora, como está? – Pois é estou com a bexiga cheia. – Então se prepare para urinar, coloque o “papagaio”. Estendi a mão sobre o ventre e projetei energia relaxante, de cor verde claro e ele urinou na hora. Nem preciso dizer que J. R. deu momentos de grande alegria no Orfanato em Apiaí, dirigido na época pelo pastor Onofre Cisterna.

Relato 12 – Certa vez um meu amigo, irmão de mesma Fé e Ordem, me viu fazendo uma aposta na Loto em uma Lotérica situada à Rua João Ramalho. Meu irmão, com cargo e função em nossa comunidade religiosa, ficou com um problema na consciência. Por um tempo esqueceu-se que o Mestre Jesus já condenava os fariseus que se preocupavam com as questões de normas e princípios, mas não demonstravam amor pelas pessoas e pensou em me denunciar à congregação dos outros supostos santos. Como depois prevaleceu a amizade sobre a questão de normas e princípios, resolveu criar uma situação em que pudesse me admoestar a respeito de minha conduta, observada do ponto de vista dele. Para tanto me convidou para fazer uma pregação domingo pela manhã na Congregação de Campos do Jordão. Aceitei e ele veio me buscar em casa e era o sábado a tarde. Hospedou-me como convidado em um Hotel em Emílio Ribas e começamos a jogar conversa fora. Não deu a menor pista da verdadeira finalidade do convite. Bem a tardezinha, antes do Jantar, me perguntou se eu havia preparado o sermão. Eu respondi que não. Então me perguntou se eu não ia preparar nada. Respondi que não, pois na hora Deus me daria à palavra a ser proferida. Perguntou-me como eu poderia ter a certeza de que Deus me daria a palavra na hora certa. Respondi que confio no Senhor, que confio que ele me dá a palavra e para que você acredite nisso, vou abrir a Bíblia e Deus vai orientar a minha mão para que eu tire uma passagem que tenha um significado forte para você. – “então vamos ver, tire uma”. Abri a Bíblia e comecei ler um trecho sem ser escolhido, na página em que se abriu. Ele mudou de cor, ficou vermelho depois empalideceu. Ficou me olhando e, depois, abriu a carteira, e ele tirou de dentro um papel de seda dobrado duas vezes. Então me disse:- “você não sabe o que você acaba de fazer”. Abriu o papel e me deu para ler. Estava escrito à máquina o trecho que eu acabara de ler. Não falou mais nada sobre o assunto. No dia seguinte, dez minutos antes de começar, abri a Bíblia e minha mão foi automaticamente em cima de uma passagem em Lucas 17, que diz inicialmente a respeito dos escândalos, onde no primeiro versículo, não está bem claro se é pior o que é julgado, ou, aquele que “leva o recado” como denúncia, desencadeando um escândalo. O que pega como recado forte nos versículos bíblicos é que, “é melhor que amarre uma pedra de ancorar barcos com uma corda no pescoço e que se atire ao mar, do que levar assuntos que causem escândalo entre irmãos”. Pelos versículos seguintes, fica claro que se devem evitar julgamentos e se alguém achar que foi ofendido por outro alguém, que resolva o problema com a pessoa sem envolver os demais que, no caso, seria a Igreja nas circunstâncias atuais.

Terminada a reflexão em 15 minutos, encerraram-se as atividades. Fomos almoçar. No almoço meu amigo disse:- “tudo o que você falou na reflexão, foi uma resposta direta para mim. Paguei para ver e vi o que não esperava”. Continuamos como amigos.

Alberto Dias, Licenciado, Especialista, USP 55

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