14º – Apenas quero entender Jesus – As três tentações segundo Jesus – Reflexões

14º – Apenas quero entender Jesus – As três tentações segundo Jesus – Reflexões

As três tentações segundo Jesus – Reflexões

Observamos em dois dos quatro Evangelhos as figurações dadas por Jesus em Seus relatos a respeito das três tentações. Esses relatos são como tratados proféticos a respeito da psicologia do comportamento humano, focados mentalmente a partir de uma Consciência Esclarecida, como fábula, para uma população menos esclarecida, e com a prudência de um sufi, que fala de modo indireto, e entenda quem possa entender.

 Seria o mesmo que dizer sem modéstia-: “Atentem! Se isto pode ocorrer comigo, que já atingi o máximo em poder psíquico, o que se dirá do que pode acontecer com vocês?”. Também poderia ser:- “Percebam o que impede o desenvolvimento espiritual”.

Partindo do Eu básico que é o Homem Natural e suas ações psicológicas primárias, cheias de fantasias.  Depois caracteriza o eu Médio, lógico, racional e analítico como Homem Carnal em seu processo de evoluir de modo lógico e razoável, em direção ao poder temporal em seus diferentes níveis, caracterizado pelas profissões liberais e autônomas, e aí se ancorar, ou então: seguir em direção ao Homem Espiritual, suas abstrações, inclusive no entendimento de um Deus abstrato, e seu enfoque no Pragmatismo, quando só o que funciona é verdadeiro, e a desatenção às filosofias vazias de praticidade, onde predominam as metáforas e as alegorias.

Jesus adverte claramente que a primeira coisa que faz com que o homem se afaste da Consciência Divina, com a qual nasceu integrado como uma micro bolha, a qual é o “sopro da vida”, é a sua preocupação com o ganho e com o acúmulo de bens materiais. A tentação descrita como sugestão demoníaca:- “transforme as pedras em pães”, é um exemplo disso, com evidente prejuízo de terceiros na medida em que a distribuição de bens for injusta.

O trigo e o pão eram símbolos de riqueza e poder nos tempos antigos do Egito e da Palestina. Ninguém come pedras preciosas e ou ouro, mas pode dominar os que trabalham e precisam comer, porque não plantam, nem criam, bem como os que plantam e criam.

 Vencida esta etapa de acúmulo de bens materiais, e dispondo de riquezas consideradas suficientes, vem a tentação de se destacar em um grupo social. A atitude de “agora eu estou rico e quero aparecer”, vem com a disposição de ocupar uma posição social mais elevada, onde haja, ou não, poder, figurada por estar “no Pináculo do Templo”. Essa disposição também se observa nas Universidades, e nos Congressos onde os políticos se instalam. Todos os homens são políticos e lutam por posição e consideração, mas tendo poder, enchem os bolsos.

 A advertência se refere a que, uma vez atingida a posição de destaque desejada, observa-se a tendência que todas essas pessoas políticas têm de desatinar, conforme a tentação: “atira-te daí que os anjos te ampararão…”. Observamos esse comportamento entre funcionários, executivos, políticos sociais e mesmo entre religiosos políticos ocupando cargos e funções nas Igrejas, em organizações religiosas, ou ainda em funções públicas.

 As pessoas se arriscam e alguns não se dão bem. Se tiver mais sorte, desce de pára-quedas, nas “asas dos anjos” do corporativismo. Essa questão pode ser observada quando: “se sentir chamado para ser missionário, ou, embaixador”, em locais distantes do foco de tensão, ou, discórdia. Retirar-se do local de tensão por qualquer motivo, mas sustentado pelo corporativismo é muitas vezes a melhor solução, pois muitos se consideram “anjos” que tem merecimento, ou amigos parceiros, apesar de quando decaídos.

Se não há desatino evidente e o indivíduo quer prosseguir na escalada social no sistema vigente, vem a terceira tentação: “curva-te perante mim, teria dito o demônio, e dar-te-ei as chaves das cidades”. Assim fazem os políticos e seus aduladores agregados ao poder de qualquer ordem e nível, esperando pelas vantagens pecuniárias, diplomas, comendas e medalhas. Também as assessorias, lobistas e seus destinos e atuações finais.

Segundo o  que monsenhor Arlindo Mombach me disse durante um almoço em sua casa em Brasília, Deus o tenha, “o demônio é o dinheiro que atiça a cobiça dos homens e da qual ninguém escapa, nem os religiosos (as) mais devotos (as)”.

Geralmente os componentes do triângulo de ferro que pesa sobre a população são:- O Executivo, o Legislativo e o Judiciário, com a sustentação do Exército pelas armas, e do Clero pelo temor a Deus, que supostamente apóia os mandatários, sendo que alguns destes se acham eleitos “por direito divino”, mesmo nos países comunistas.

Na verdade, quem puxa os cordéis, inclusive dos políticos e mandatários, é um grupo restrito de banqueiros legalizados, que dominam os demais que manipulam valores.

Em outro nível mais baixo, há ainda os banqueiros do jogo e das drogas. O reconhecimento da prostituição como profissão legalizada, livra as pessoas implicadas das mãos dos mafiosos.

 O esquema sugerido pelos políticos, como por exemplo, a Democracia e as suas possibilidades de Liberalismo e Neoliberalismo, já foram previstas há mais de um século nos supostos Protocolos dos Sábios de Sião, que possivelmente, são uma cópia das recomendações de Nicholló Maquiavel. Quem sabe a verdade?

Esse esquema garante o Poder Econômico de um grupo étnico psicoreligioso, o qual já tem em suas rédeas os demais como subalternos e mais o apoio e os aplausos de uma platéia dominada pela total credulidade em um livro sagrado. É assim que os “impostos” e mais dízimos sugeridos comem 65% de nossa parca renda e todos os banqueiros progridem associados aos governos das democracias liberais e neoliberais. Os socialistas e comunistas, bem como os denominados “de direita” são marionetes úteis.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado e Especialista em História Natural (Todas as disciplinas Biológicas e Geológicas), USP, 1955.

 

 

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