13º – Apenas quero entender Jesus – Jesus e os Sacerdotes

13º – Apenas quero entender Jesus – Jesus e os Sacerdotes

Jesus e os Sacerdotes

Jesus opunha-se aos sacerdotes, em relação ao seu formalismo e à pretendida distinção de classe social, e também à pretendida “superioridade” deles. Ao que parece Jesus apresentou as verdades espirituais de forma compreensível à massa do povo, independentemente de uma Organização. Todos gostam de ouvir fábulas (parábolas) e assim os espíritos estão abertos para alguma instrução que possa ser recebida e entendida, cada qual em seu nível de percepção e de conscientização.

O Senhor Jesus, assim como os polinésios ancestrais, não desenvolveu uma Teologia, típica dos sacerdotes, a respeito do Deus incognoscível, mas se preocupou com o melhoramento pessoal que está ao alcance da mente dos humanos, como era a mente dos polinésios e os havaianos seguidores do Código da Huna, uma tradição oral já havida em 9.000 a. C.

Hoje nós podemos constatar que a maioria das pessoas continua, como antes, alimentando fábulas e vivendo de imaginação, ou de fantasias. A imaginação que é criativa e construtiva difere da fantasia que é infantil e própria da imaturidade psicológica, estatisticamente em 70% de uma população, na média.

A imaginação pode ser a arma que favorece resolver problemas quando há Bom Senso como indício da presença de um Espírito Santo e é a característica de um adulto maduro e equilibrado. Desgovernada e convertida em fantasia, a imaginação se torna a louca da casa. A fantasia é o paradigma do improvável, ou, pouco provável. A imaginação é criativa e construtiva quando mostra resultados objetivos e prováveis, como resultado da subjetividade com ação psíquica.

Seguindo a leitura do que está exposto nos Evangelhos, verificamos que não é uma biografia do Mestre, mas sim relatos de grandes feitos e de ideias de um Homem que se destacou de modo invejável.

Os Evangelhos que são aceitos pelas Igrejas Cristãs (os canônicos), são quatro:- Mateus, Marcos, Lucas e João. Esses textos foram escritos entre 50 e 100 d. C. e misturam testemunhos a respeito dos fatos com o personagem mítico do homem Jesus. Sempre dão um toque espiritual e transcendente e buscam justificar as Escrituras do Velho Testamento.

Todos os Quatro Evangelhos são relatos que coincidem entre si apenas em 40% e não podem ser tomados ao pé da letra, como Jesus também não tomou ao pé da letra o Velho Testamento, reformulando o Judaísmo. A percepção do que Ele tenha dito, também foi relativamente diferente na consciência de cada um dos discípulos, o que está evidente nas escrituras.

O entendimento da realidade pessoal do Senhor Jesus, passada na sua mensagem, é dependente do nível da percepção de cada pessoa, bem como o nível de percepção depende da capacidade de imaginação e da atualização de seus dados, informações, conceitos, e experiências em Habilidades Psíquicas.

A percepção do que Ele tenha dito, também pode diferir nas diferentes pessoas que lêem os Evangelhos. Hoje há as diferenças de entendimento, que resultam em algumas discordâncias entre pessoas de mesma crença cristã, quando não há discórdias.

Por exemplo, alguns tomam ao pé da letra a descrição das tentações de Jesus, encontradas em somente dois dos Evangelhos no Novo Testamento:- “e então, o demônio arrebatando Jesus, transportou-o para o alto do Templo…?”. Mas como considerar Jesus como Deus e admitir que o demônio o tome no colo e o leve para onde quer?

Se nós raciocinarmos em termos de fábula torna-se mais simples o entendimento do recado que foi dado por esse relato episódico. Hoje 70% da humanidade têm dificuldades de raciocínio analítico. Se assim é, e se é que a humanidade evoluiu nestes últimos 2000 anos, como seria a capacidade de raciocínio antes?

Sabemos que em 400 a. C. os filósofos gregos raciocinavam bem em relação aos conterrâneos de sua época, mas os filósofos de qualquer natureza e em qualquer civilização de qualquer época, sempre foram menos do que 1% de uma população. Talvez de 1/ 10.000, ou seriam 1/ 100.000? Todos em diferentes graus de profundidade de pensamento e entendimento, o que pode depender do assunto focalizado.

Não é preciso ser filósofo e nem ser muito inteligente para perceber que se for para considerar as Escrituras ao pé da letra, somente cabe um entendimento. Se não for ao pé da letra, cabem outros tipos de entendimento.

O que não pode ser aceito de modo inteligente é a postura de certos dirigentes religiosos, que para manter um ponto de vista, quando lhes convém, o que está nas Escrituras é ao pé da letra, e quando não lhes convém, querem que consideremos o contexto e suas variáveis de interpretação. Torna-se difícil o diálogo quando raciocínios lógicos, razoáveis e prováveis, batem de frente com seus posicionamentos lógicos, até razoáveis, se bem que pouco prováveis.

Sendo difícil separar o homem Jesus do mito que foi criado com Crenças normas e princípios reguladores de comportamento, o que dizer da tentativa de separação do homem e mais o mito do Personagem Transcendente?

O homem histórico diz respeito ao Físico e sua personalidade, devida aos reflexos inatos adquiridos como conteúdo do subconsciente. O mítico diz respeito ao Mental, consciente lógico e racional, que pelo bom senso, coerência e carisma ganharam a admiração do povo.

Jesus, o Transcendente, Superconsciente, Espírito, manifestou o seu Poder sobre a matéria, deixando o “caminho” aberto pelo exemplo e pela sugestão:- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim (nas minhas ideias), também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas…” (J.C.), segundo consta em João 14: 12.

Humildade e objetividade que estão de acordo com o Salmo 82: 6?  Seria o mesmo que dizer:- nós somos semelhantes, quando confirmava os dizeres do Salmo 82: 06? “Eu disse, sois deuses, e vós outros são todos filhos do Altíssimo”. Este fato é verificável em João 10: versículos de 34 a 42, onde ao que parece, o importante é estar integrado com o Pai, o Espírito Paternal, O Pai em Mim, o aspecto da Consciência Trina que se manifesta como o Eu Superior, ou Superconsciente, que nos coloca em contato com o Espírito Santo de Deus.

 Quando as pessoas se conscientizarem do que isso significa, e dos poderes com que nascemos, pois nossa Consciência resulta da interação do Cérebro com o Espírito Santo, podemos colocar esse Poder em ação quando ligados em Amor ao Espírito Santo de Deus, e ao próximo, tendo ou não Consciência de ser um filho de Deus, por desconhecer ou não entender o Salmo por inexperiência.

Quando descobrirem que esses poderes só devem ser usados com amor e construtivamente, para manter a integração dos três aspectos da nossa consciência, salvando a personalidade da Alma, constatarão a dignidade e o propósito de nossa existência, com, ou, sem a dependência do nível de conhecimento dos “sacerdotes paramentados, ungidos, e ou, consagrados” nos Sistemas Organizados de forma arbitrária pelos humanos.

Com isso Jesus também deixou bem claro que “tudo é possível e tudo está interligado”, quando declarou; – “Eu estou com o Pai, o Pai está comigo e se creres em mim (sintonia de pensamento), Eu e o Pai estaremos contigo”.

Se um bom grupo de pessoas está em sintonia mental, todos estão interligados, como em uma teia, como afirma a psicofilosofia dos antigos mestres havaianos, anteriores mesmo aos da Índia que por sua vez antecederam Jesus.

Essa ideia de Teia Invisível que une os humanos como indivíduos, pode representar a verdadeira Igreja no nível do psiquismo entre humanos, com os seus laços em cada ponto da malha, com sua forte egregora, e está de acordo com a física moderna que defende que as ondas quânticas de energia ligam todos os pontos do Universo.

Os animais, como participantes do esquema Divino de Criação, apesar de não apresentarem um nível de Consciência evoluído como os dos seres humanos, também estão interligados subjetivamente, por um inconsciente coletivo, evidente naqueles que vivem em conjuntos como cardumes, bandos, alcateias, manadas, etc. “Mas quem adverte que o espírito do homem sob e o dos animais desce?” É mais do que conhecida a possibilidade de comunicação subjetiva entre pessoas e animais quando há amor.

Com amor, toda a Teia vibra em harmonia. A falta de Amor, entendimento e compreensão, causa julgamento e a consequente desarmonia. A “Teia” pode se romper em alguns pontos da malha, havendo aos poucos a dispersão de um grupo antes coeso como igreja (egregora?).

Quando isso acontece, geralmente permanecem filiados e unidos mais tempo os ancorados em funções remuneradas, ou, como dignitários em cargos de projeção social, mesmo que restrita ao meio ambiente, mas esses também, com o tempo, desagregam. O Amor une, o Medo causa desconfiança e desagrega.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel, Licenciado e Especialista em História Natural (Todas as disciplinas Biológicas e Geológicas), USP, 1955.

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