12º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

12º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia XII

ECONOMIA E FINANÇAS

É primária a distinção entre economia e finanças. Os índios que vivem em uma comunidade que disponha de um território de onde tiram o sustento das famílias que constituem a tribo são economicamente estáveis.  Isto é o básico. Se por acaso entram no modelo de “processo financeiro”, a maioria perde a estabilidade e se sente marginalizada.

As finanças dependem do fluxo da moeda (dinheiro), que de início era de metais preciosos (faz um século) como o ouro e a prata, e quem tinha moeda estava economicamente estável, pois dispunha de um valor que representava o sustento.

O civilizado e educado de hoje, dá ao índio papel moeda em troca de ouro, mas vende o ouro por papel moeda supostamente mais garantido, mas sempre sujeito ao ágio dos “donos” das finanças, os Billdebergs.

Com o tempo, a sugestão de que a moeda tem um valor reconhecido ficou arraigada na mente das pessoas, e o material que poderia valer algo, foi substituído por um valor virtual que é o papel moeda, que em si não vale nada além daquilo que é sugerido por quem detém o monopólio da impressão e a força da impostura.

Por honestidade de propósito, no esquema de transição, as antigas “notas”, papel moeda, apresentavam impressas, que se trocaria a mesma por certa quantidade em ouro, guardado em algum tesouro, o que garantia o poder de troca em nível mundial (faz meio século). Eu cheguei a usar papel moeda com a inscrição de que se poderia trocar pelo equivalente em ouro no Banco do Brasil (1937).

Depois que a sugestão pegou, estabelecido o Mito, e com os indivíduos viciados em receber mensalmente o papel moeda, já não encontramos no mesmo a equivalência do valor em ouro e a moeda virou papel colorido e sugestivo. As moedas de ouro e de prata desapareceram do mercado.

Como a impressão do papel excede de muito que temos por base de economia, financeiramente estamos em processo de corrosão a nível mundial, sob ameaça constante de desvalorização cambial e as vésperas de uma mudança de modelo econômico, com ou sem gente do tipo Itamar ou FHC.

Dizia Antônio Cabanja, o velho avô português descendente dos Mouros: “converte o teu dinheiro em cal e pedra, que estes, nem os ladrões nem os governos o levam”. A família tinha uma casa de pedras em “um alqueire ao lagar” nos altos do Rio Douro, em Alto dos Barqueiros perto de Meson Frio, desde 1570.

Com o desenvolvimento de grupos humanos maiores em cidades onde impera o capitalismo e o poder de governos através das armas e do monopólio da emissão da moeda e dos impostos, surgem os bandos de indivíduos marginalizados por falta de orientação, educação ou recursos financeiros.

O Sistema e as estruturas das organizações se sustentam a custa do vício de receber certo numerário de papel moeda a troco do trabalho, real ou virtual. A dose da “droga” em geral é mensal, e quando falta, o desespero é como do adicto.

Há iludidos nos vários níveis, e os que recebem mais se acham com mais poder, e, se o Ego toma conta, temos todas as consequências dentro da família, fora da família e até dentro das igrejas, onde já temos pastores, doutores, que afirmam que o dinheiro do dízimo é dado a Deus, e por essa razão não pode ser devolvido nem em caso de doença e extrema necessidade, mas em casos especiais…

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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