12 – Consciência, Inteligência e Realidade

12 – Consciência, Inteligência e Realidade

Consciência, Inteligência e Realidade (12/18)

 

Como biólogo, estudante de neurologia aplicada há 43 anos, e interessado em entender a psicofisiologia do cérebro desde 1954 e suas ações, que levam ao desenvolvimento das ações mentais objetivas e subjetivas, acredito que não há dois cérebros humanos exatamente iguais em sua estrutura ao nascer. Mesmo que haja dois estruturalmente iguais, não acredito que haja dois cérebros com desenvolvimento mental e psíquico iguais, nem em seus potenciais fisiológicos no decorrer de uma vida, o que torna as potências da Psicologia disciplinas.

Supondo que tenham circuitos neurológicos idênticos e que apresentem o mesmo potencial de ação, não há duas pessoas que usem esse potencial de modo idêntico, pois não há um padrão a ser imitado ou aprendido pelas diferentes Consciências.

Como ainda leio a Bíblia com atenção e faço reflexões, associando as escrituras com conhecimentos resultantes dos estudos universitários e das experiências com as habilidades psíquicas desenvolvidas durante a minha vida, fico pensando na maravilha que foi o senhor Jesus ter encontrado treinamento durante os dezoito anos em que não há menção nos Evangelhos a respeito de onde se encontrava.

Se por treinamento metódico de 24 horas (Graças a meu amigo e mestre José Manuel Silva), hoje modificado para até 40 horas, conseguimos abrir o portal do Superconsciente, e igualmente para algumas outras pessoas, imaginem em dezoito anos de vida regrada e exercícios em uma Ordem, que se preocupava em dar informações exatas, e formação segura ao que se tornou o seu Sumo Sacerdote por méritos inequívocos.

A pista encontrada em Hebreus, capítulo 7, faz pesquisar Melquizedeque no Gênesis, e louvar ao Altíssimo por eu ter lido o livro do ex-pastor batista e psicólogo Max Freedon Long. Com certeza se desconhecesse a filosofia Huna que data de mais do que 13.000 anos, não teria abertura mental para melhor entendimento dos fenômenos tidos como espirituais.

Será que na elaboração da Bíblia nos tempos do Imperador Constantino, eles não tiveram acesso a alguma outra fonte além da existente no Vaticano? Ou a tiveram, e o poder instalado no Sistema organizado e arbitrário não se interessou por alterações em uma crença que fazia e faz render milhões de adeptos?

Lutero apenas reformou o Sistema Organizado em 256 d. C. Os que vieram depois da Reforma continuaram com as mesmas escrituras traduzidas do Aramaico para o Grego e deste para o Latim. Os Batistas defendem sua origem da Grécia, dos tempos de Paulo, mas usam a Bíblia traduzida pelo padre João Ferreira de Almeida traduzida do Latim para o português, e hoje em dia aprovam as traduções para a linguagem de hoje, e dela fazem seus fundamentos.

Imagino o que cada tradutor fez com o seu nível de percepção, e mais recentemente observamos as distorções do sentido original, na linguagem de hoje, apesar da advertência e maldição proferida pelo Senhor Jesus a esse respeito.

A carta aos Hebreus é Canônica e alguns atribuem a mesma ao Apóstolo Paulo. Há quem diga que a redação não é a de Paulo e há trechos que mencionam fatos que “não são bem entendidos”, não o foram na antiguidade, e o são menos ainda hoje por teólogos a quem questionei. Apenas um deles, Senhor Bertoldo Gatz, me respondeu honestamente dizendo que não era sua especialidade. Dos demais restou o silêncio.

No Capítulo 6 do Livro de Hebreus, verso 13 em diante, percebe-se que o autor é um Judeu ligado à tradição da Torá e que conheceu a mensagem dada por Jesus, e teve os efeitos psíquicos prometidos em João 14: 12. Leiam Hebreus, Capítulo 5, devagar, pensando em cada versículo, e considerem com muita atenção os versículos 10 e 11. “Ele foi chamado por Deus, o Sumo Sacerdote segundo a Ordem de Melquizedeque, do qual muito temos a dizer de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir”.

Quem escreveu isso, seja Paulo ou outro qualquer, sabia de mais alguma coisa, que os discípulos não registraram antes, ou, alguém que deveria fazê-lo não registrou, e ficou na tradição oral. Se assim não fosse não haveria razão para o autor se expressar como um mestre a alunos, que não prestam atenção e não registram em seus cadernos.

Atentem para os Versos 12 do capítulo 5, onde o autor chama a atenção das pessoas para o fato de já conhecerem as bases dos evangelhos há tempos, e continuarem no que se denomina de o Leite, dado aos infantis, e de não passarem aos alimentos sólidos dos amadurecidos pelo conhecimento das ações psíquicas conhecidas como espirituais.

O versículo 13 que reforça o de nº12, e mais o de nº 14 “são explícitos:-”… “Têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. O bem e o mal, o bom e o mau, nós não discernimos somente com os sentidos da consciência que trabalham no plano dos sentidos físicos (Ikepapakahi). Há de se exercitar os sentidos relacionados com as habilidades psíquicas que Jesus demonstra em João 4: 1 a 30. Reflitam sobre a clarividência de Jesus (Ikepapakolu).

O pior disso tudo é que não mudou nada nas igrejas até hoje, pois as Igrejas são Sistemas Organizados de forma Arbitrária e regidos por estatutos controlados por uma hierarquia, que repete o Sistema Judaico no Sistema Cristão, no mínimo no que se refere à sustentação da hierarquia dos religiosos oficiais e oficiantes.

Em Hebreus há a menção da distinção entre os sacerdotes paramentados e os sacerdotes, que não sendo paramentados têm Jesus o Cristo como Sumo Sacerdote.

Confirmando o que está no parágrafo onde se menciona os versículos 12, 13, 14, passemos para Hebreus, Capítulos 6, aonde muitos líderes não entendem, ou, aparentam não entender. Leiam com atenção os dizeres dos versos 1, 2, 3. Percebam o sentido lógico dessa informação. Depois leiam, e confiram no verso 4, que diz:-

 “é impossível que recaiam aqueles que já foram verdadeiramente iluminados pela mensagem do Senhor Jesus, e provaram o dom celestial e já se tornaram participantes do Espírito Santo”.

Retraduza o verso 5 para:- “Por que razão os que provaram a boa palavra de Deus e a ciência dos séculos futuros, tenham que ficar repetindo os procedimentos primários que ocorrem nas igrejas”. Parece-me que aos que leem, e têm experiências psíquicas, que os que não se desenvolviam e ficavam com o leite, já eram naquela época contra os que se desenvolviam psiquicamente como aponta o autor de Hebreus.

Hoje em dia é a mesma coisa nas Igrejas, nas Ordens, nos Centros Espíritas, e demais Sistemas Organizados onde a hierarquia se fecha às informações e procedimentos novos, que possam esclarecer o que ainda consideram que seja mistério. Parece-me que não convém acabar com o mistério, e assim manter a ignorância. Alberto B. P. Dias, Especialista, USP, 1955.

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