A evolução do Psiquismo – 10 – O Rumo do Desenvolvimento do Psiquismo

A evolução do Psiquismo – 10 – O Rumo do Desenvolvimento do Psiquismo

A Evolução do Psiquismo

O Rumo do Desenvolvimento do Psiquismo

O rumo do desenvolvimento do psiquismo relativo a um cérebro determina se vai haver predominância do intelecto para o que é lógico racional e analítico, ou, predominância para a mística, ou ainda dos dois concomitantemente.

O rumo do desenvolvimento psíquico depende do tipo de enfoque da Inteligência da Consciência que dirige o mesmo cérebro e do tipo de treinamento que foi proporcionado ao indivíduo durante sua formação e amadurecimento.

O campo de trabalho da Inteligência em um cérebro depende do Nível de Consciência, e o nível de Consciência depende da oportunidade de informações, da sensibilidade para percepção do significado das informações e da aceitação das novas percepções.

A recepção das novas informações e a percepção do seu conteúdo depende da atenção com interesse e, de que não haja barreiras psicológicas, pois antigas crenças podem constituir barreira às novas informações atualizadas como já foi mencionado.

A parte física do cérebro é como uma máquina. Ligado a essa máquina há o Campo de Energia que tem a qualidade de Ser Consciente, com Consciência de Existir e de decodificar informações. Esse campo de energia Consciente é Inteligente na medida em que pode atuar sobre o cérebro e devolver as informações exatamente como as recebeu, mas é mais inteligente se pode refletir, mudar de perspectiva e verificar a possibilidade de que, diferentes perspectivas mudam a compreensão para uma mesma informação.

A conotação dos pensamentos relativos aos diferentes níveis de compreensão indica um passo maior na profundidade da inteligência que é acrescida de discernimento.

Assim há diferentes níveis de inteligência em relação à existência do fator Consciência.

Reforçando o pensamento anterior, na medida em que mudamos a perspectiva, mudamos o arrazoado e mudando o arrazoado mudamos a compreensão. A mudança de compreensão muda o sentido da percepção e o novo sentido da nossa percepção muda o nível da Consciência em relação ao enfoque mental considerado.

Quando temos condição de fazer comparação entre dois tipos de compreensão, podemos analisar as perspectivas que orientaram os dois arrazoados, para depois completar com uma abstração, com um raciocínio, que é fruto do raciocínio analítico que avalia os dois tipos de compreensão.

Esse campo de energia limitado, consciente e inteligente, A Consciência, está ligado ao cérebro por uma alidade, um prolongamento energético que serve como instrumento da inteligência para fazer enfoques no mesmo (Eclesiastes 12, v.6).

Essa alidade que funciona como instrumento de enfoque para nossa Inteligência denomina-se Mente e permite que a Inteligência faça os enfoques objetivos e subjetivos no cérebro, agindo nas áreas que correspondem aos cinco sentidos. Na medida em que os enfoques mentais são conscientes e inteligentes, há maior percepção e de uma maior percepção vem o desenvolvimento da Consciência, ou seja, a Consciência Expandida.

É raro encontrar duas pessoas com o mesmo grau de atenção e com o mesmo nível de entendimento, compreensão e percepção, portanto, de Consciência, mesmo nas questões para as quais foram igualmente instruídas, treinadas e programadas. Como exemplo disso há a relativa capacidade decomunicação e entendimento entre pessoas de um mesmo grupo cultural como entre um professor e os diferentes alunos. Depois podemos observar as discussões entre bacharéis matemáticos, médicos, físicos nucleares, advogados juristas e outros. Maior discordância entre pessoas como os lideres místicos, religiosos e os políticos que enfoquem por diferentes perspectivas.

Se os elementos pertencentes a cada um dos grupos de cada área de conhecimento e que têm o mesmo código de linguagem e o mesmo senso de decodificação, tem problemas de entendimento, o que dizer da comunicação entre pessoas que não tenham os mesmos referenciais de instrução, educação e cultura?

Como esperar em um governo, dos que detêm algum tipo de poder, entendimentos que passem além dos seus interesses pessoais, de um grupo e ou de um partido? Há uma Carta Magna a ser obedecida, mas há a possibilidade de diferentes interpretações por diferentes “Ministros da Justiça”.

Se for assim entre universitários e cientistas, quando a linguagem é técnica e cientifica, não há espanto se o mesmo se der entre místicos, mesmo quando a linguagem é misticamente aceitável em suas crenças.

Repetindo, as crenças são exógenas, decorrentes de hipóteses sugeridas e aceitas como verdade, pois são frutos de instrução e de treinamento, direcionados com sugestões passiveis de questionamento.

Entre esotéricos, apesar de que a linguagem mística ser associada à linguagem científica e seus conceitos, quando então suportes objetivos são considerados para o entendimento das coisas subjetivas, pode haver mais discordâncias, pois a experiência psíquica difere em cada um e também para cada descoberta científica deve haver uma reformulação de posicionamentos.

Os místicos religiosos que, negam os fatos científicos, geralmente não aceitam a postura dos místicos esotéricos, pois enquanto estes buscam harmonizar a mística com os fatos e com a ciência decorrente dos fatos, aqueles permanecem séculos com afirmações lógicas até razoáveis, mas pouco prováveis e mesmo reafirmando as improváveis.

A evolução do psiquismo pode ser dolorosa e demorada para muitos devido aos bloqueios psicológicos ocasionados pelas crenças arraigadas, pelas fantasias da imaginação, pela falta de instrução e falta de possibilidades de desenvolvimento intelectual.

Paulo, o iluminado da estrada de damasco, como líder religioso sem deixar de ser o filosofo que era anteriormente, reconhece pelo menos três níveis de consciência para os humanos:- Homens Naturais, infantis, de instrução e treinamento limitados. Homens Carnais, com desenvolvimento intelectual e uma ideia de que haja o lado espiritual. Homem Espiritual, “o que tudo discerne, mas não é discernido pelos demais”, possivelmente distinguido por ter experiências em nível psíquico. Se Paulo já percebia dessa maneira naquela época, como será que se expressaria hoje?

Gurdjieff faz uma colocação semelhante, classificando as pessoas como faquires, monges e yoguins, baseado em observação da predominância de atividade física, emocional, ou, mental, para medir o desenvolvimento psíquico. Acredito que possamos ampliar para faquires, monges, yoguins, cada um deles com, ou não, espiritualidade e com ou não demonstração de habilidades psíquicas.

Os religiosos que sejam místicos por excelência, decoram trechos de um Livro Sagrado e depois, discutem o texto e o possível contexto da escritura. Baseados nestes, procuram construir razões para depois, em suas preleções, justificar suas atitudes, palavras e ações. Assim determinam ainda o que seria ético e moral a ser aceito pelo grupo, como sendo decorrente da doutrina encontrada na Filosofia de Vida tomada como crença. Arrazoados lógicos e razoáveis são relativamente fáceis de produzir, a questão é discernir quando são prováveis, ou, não.

Quando os religiosos são questionados em relação a outras possibilidades de interpretação devidas a outras perspectivas, usam o recurso de considerar os fatos mencionados nas escrituras ao pé da letra quando convém e considerar uma interpretação do contexto quando é mais conveniente. Muitos são coerentes obedecendo a uma lógica racional. Às vezes a repetição de uma afirmação em voz mais alta, serve como reforço de uma convicção. Alguns outros bradam no púlpito ou nas praças e certamente convencem alguns assustados, mas também eles saem felizes e convencidos por eles mesmos…

Partindo do sentimento de religiosidade, como respeito a uma Entidade pertencente ao mundo do psiquismo, a mente humana construiu os diferentes caminhos das diferentes Religiões que, diferem em termos de normas, princípios, dogmas, fundamentos e rituais, os quais caracterizam a cada uma delas. Todas as religiões se baseiam em fenômenos que sugerem uma atividade psíquica no corpo, fora do corpo, mais além do corpo e com uma vida depois da morte do corpo.

Todas as religiões têm início quando um habilidoso psíquico com habilidades psíquicas evidentes impressiona e dita uma filosofia de vida que, posteriormente, é base para uma doutrina. O problema se inicia quando a filosofia é convertida em religião e que depois passe a ser uma Organização com hierarquias e rendimentos provenientes dos adeptos.

O Autoconhecimento

Todo desenvolvimento psíquico pode proporcionar autoconhecimento, seja pelo caminho da filosofia, ou, seja pelo caminho das religiões baseadas em ensinamentos filosóficos de um Mestre. Geralmente os ensinamentos filosóficos de um mestre impressionam muito quando o Mestre mostra habilidades psíquicas, dentro e fora do corpo. Impressionam mais quando o mestre consegue ensinar a prática dessas habilidades para pelo menos alguns discípulos mais dotados.

Em todos os casos, os Mestres estabelecem uma doutrina a partir de seu entendimento, perspectiva, compreensão e percepção do seu próprio nível de consciência e que depois se converte em crença nos demais, geralmente sem práticas, pois a maioria dos demais não tem o mesmo alcance e potencial psíquico sugerido.

Portanto, o autoconhecimento se dá quando os conhecimentos filosóficos são acompanhados de práticas que promovem alterações energéticas nos neurônios do próprio indivíduo, estabelecendo novos circuitos neurológicos, dentro dos limites do corpo, até que, em um dado momento, começam as experiências conscientes fora do corpo e muitas vezes muito além do corpo, mobilizando energias que transcendem os conceitos de espaço-tempo e cujos efeitos possam ser percebidos por outros, mesmo que estejam à distância consideráveis como 9.000 quilômetros ou mais, por exemplo.

Se um psíquico permanece sempre repetindo as mesmas experiências de certo nível do desenvolvimento, estaciona naquele nível.

Na parte física do cérebro, as alterações, são como as alterações energéticas que se instalam na Placa do Hard Disc como soft e transitam na memória Ram de um computador, o qual imita, dentro de certos limites o funcionamento de um cérebro.

Há uma fonte de energia e há um processador. O desenvolvimento da capacidade do computador se dá com a instalação de soft que estabelecem novos circuitos. No cérebro esse trabalho é feito pela atividade psíquica, mas há uma grande diferença entre o cérebro e o computador. O conteúdo do computador, como alteração energética em nível eletrônico, ao que se saiba, não sai do corpo do computador a não ser associado a outros computadores por cabo, ou, através da radio telefonia, todas com frequências dentro do conceito espaço-tempo.

A atividade da energia do nível da Consciência cria novos circuitos em um cérebro e transcende os conceitos de espaço-tempo por extrapolar os limites do mundo material, pois essa energia que está além do nível quântico ainda não pode ser medida nem quantificada.

Segue:- “O desenvolvimento da Atividade Psíquica Para Fora do Corpo”.

Atibaia, 03 de novembro de 2004.

Modificado em março de 2016.

Palavras- 14.987

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

 

Postado em : Psiquismo

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.