Atividade Psíquica Além do Corpo – 09 – Os “Estados Alterados de Consciência”

Atividade Psíquica Além do Corpo – 09 – Os “Estados Alterados de Consciência”

Atividade Psíquica Além do Corpo

Os “Estados Alterados de Consciência”

 

Os exercícios desenvolvidos por qualquer disciplina, que visa desenvolver Estados Alterados de Consciência, sempre são de introspecção com concentração. Os mais antigos usavam dança, com movimentos repetitivos e ritmados, os quais resultam em automatismos, e depois a consequente mudança de nível de pulsação cerebral, com um estado mental caracterizado pelo maior nível de energia potencial no cérebro. Nesse momento de maior energia, quando há integração do consciente com o subconsciente, se não há barreiras psicológicas, se faz contato Consciente com o Superconsciente, o denominado Eu mais profundo, quando então não há mais tempo nem espaço para as ações psíquicas.

Para obter estados alterados de Consciência, outros usam a fixação do olhar em uma Mandala, e de preferência em determinada postura, com ou sem a repetição de Mantras, ou, sons repetitivos, até que haja o mesmo descrito anteriormente. Os cristãos entram em estado alterado de consciência pela repetição de uma prece, ou, das palavras de um cântico, conhecido como “corinhos”, ritmado e repetitivo. Outros acrescentam às palavras de louvor, ou, um cântico, uma dança suave, como um balanço ritmado, ou mesmo, uma dança mais ritmada e agitada entre os pentecostais moderninhos, cujos líderes tragam experiência da Umbanda.

É curioso que os atletas que fazem exercícios de movimentos repetitivos, como em uma corrida de longa distância, também entram em automatismo de reflexo condicionado, e se instala um Estado Alterado de Consciência, liberando Endorfinas e Cefalinas, os quais proporcionam um Estado de Transe Auto Hipnótico.

Dependendo da cultura há outros meios para desenvolver um estado alterado de consciência. Em Alguns Sistemas Organizados e Cientificamente Dosados, depois da introspecção profunda e Consciente, há os exercícios de visualização e imaginação, quando então o psíquico ganha Habilidade e a Consciência ganha força e segurança na introspecção.

Com a Meditação do tipo Dinâmico, começa a haver Projeção de Energia Vital modificada, e costuma-se dizer que o indivíduo está em “estado alterado de consciência” com energia de “mais alta voltagem”.

Esse Condicionamento proporciona um aumento de QI, de QE, e de QS, pois permite um aumento da Capacidade de Memorização, e de Lembranças excepcional, bem como um aumento da Capacidade de Dominar as Emoções, além de desenvolver de modo controlado a capacidade de aumentar as Intuições, e as Funções Telepáticas, conhecidas como Vidência e Clarividência.

Em alguns meios o rótulo é simplesmente Transe. Em outros meios culturais o rótulo é Transe Mediúnico. Ainda em outros meios é estado auto hipnótico, estado contemplativo, ou ainda estado de graça. Não importa o rótulo dado nem as suposições aventadas para explicar os fatos (algumas absurdas), o que importa são os fenômenos que podem ser desencadeados, pois, “A eficácia continua sendo a medida da verdade”.

O tempo que o homem pode levar fazendo exercícios e conseguir habilidades depende de não estacionar, e do interesse de cada um, livre dos medos incutidos pelas Crenças Limitantes.

A Fé e Crenças

A Fé é um sentimento endógeno. É a certeza das coisas espirituais, que aqueles que têm a experiência de comunicação subjetiva e de sair do corpo, e ainda outras coisas nesse nível podem ter. É a certeza da existência das coisas que não são vistas objetivamente pela maioria. É ter e saber como é o Talento da Visão. É ter a capacidade de sair do corpo e perceber que pode agir à distância. É ter o entendimento e a compreensão do significado da declaração: “no espaço há muitas potestades”. É o entendimento pleno da declaração:- “O meu reino não é deste mundo”, conforme disse Jesus o Cristo, é do Além, é do transpessoal! É ter, pela experiência pessoal, a certezas das Capacidades da própria Consciência, e assim poder entender que pode haver uma Consciência Infinitamente Maior, da qual fazemos parte como Individualidades.

Pessoas que não têm a experiência psíquica são levadas a confundir Fé com Crença.

A Crença é exógena, é o resultado da instrução sugerida. As pessoas que se autodenominam “verdadeiros crentes” o são por terem adotado uma crença sugerida, e são fiéis às normas e princípios sugeridos. São pessoas sugestionadas por elementos eloquentes que também podem não ter as experiências do psiquismo espiritualizado e por essa razão foram de antemão e profeticamente taxados por Jesus de: “cegos guiando cegos”.

Eles não têm o dom da Visão Subjetiva e guiam os seus seguidores através do intelecto e de seus discursos cheios de fantasias alegorias, metáforas e sugestões. Estabelecem posições e graus hierárquicos para sugerir e manter na objetividade uma diferença de supostos níveis de espiritualidade.

É comum ouvir-se a expressão: “príncipes da igreja”, a qual é dada e aceita para a hierarquia, mas, geralmente, na prática do dia a dia dos diferentes Sistemas Organizados, são considerados “homens de muita fé”, ou, “místicos de valor”, aqueles que mais contribuem objetivamente para o sustento dessa hierarquia.

Observa-se em algumas organizações que as pessoas mais abonadas financeiramente, são convidadas a ocupar cargos e funções de destaque. Há os que pagam por graus medalhas distintivos e comendas em alguns Sistemas Religiosos, ou não religiosos.

Muitas crenças impõem a seus seguidores limites às possibilidades de desenvolvimento do psiquismo. Muitas vezes os limites são os limites da percepção de seus líderes, que temem que alguém possa desenvolver o dom da Visão e da Intuição, superando os arautos em seus discursos intelectuais e informações. É o temor de que a realidade maior elimine a fantasia da mística, deixando-a sem o suporte que alimenta as crenças, os crentes e o fluxo financeiro que lhes dá o suporte.

De outro lado há para considerar a seguinte afirmação: “bem aventurados os que não viram e creram”. Neste caso está explicito que, Jesus distinguia a Fé daquilo que seja Crença, quando se comunicava com seus contemporâneos, referindo-se Ele às suas instruções dadas aos que ainda não tinham a verdadeira iniciação, mas estavam crendo na informação e nas possibilidades de serem alcançadas as habilidades e o conhecimento da dimensão denominada espiritual.

Nos tempos de Jesus os discípulos iniciados viram, creram e produziram habilidades psíquicas. Os discípulos e demais seguidores não iniciados não produziram habilidades psíquicas, mas creram em função do que viam. A promessa é para que todos alcancem o desenvolvimento psíquico (João 14: 12).

Aqueles que não viram, mas creram e agiram, sabem o sentido da frase:- “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim, também fará as obras que eu faço; e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu pai”.  Jesus o Cristo, segundo João, 14, v:  6, pois, encontraram o começo do caminho de como avançar nas experiências de nível I e abriram o caminho ao nível II, ao encontro do “Pai que em mim opera as obras”. Ganharam fé na medida de seus resultados.

A Crença, sendo exógena, é sugerida pelas lideranças que sempre inserem normas de conduta alem dos princípios considerados religiosos que acompanham a Filosofia Básica da religião. A Crença é formada por informações a serem acreditadas como as doutrinas somadas às normas e princípios além da obediência a um Estatuto próprio de um núcleo religioso constituído como Igreja.

Algumas lideranças que não têm como explicar a origem de determinados fatos, introduzem Dogmas. Outras escolhem ideias e pensamentos lógicos e razoáveis, mesmo que sejam improváveis, mas que sirvam de base para o desenvolvimento e estabilidade da parte temporal de uma crença e assim estabelecem os Fundamentos.

Cada Religião pode ser reconhecida pela sua filosofia doutrinária e mais normas, princípios, rituais, dogmas e ou fundamentos. As Igrejas são reconhecidas pela religião rotulada que professam e pelos estatutos próprios. Os cultos são reconhecidos pelos rituais de adoração. Dogmas e Fundamentos são os limites impostos pela liderança para “segurar” os questionamentos que podem abrir a percepção de alguns dos adeptos seguidores de uma linha de pensamento de uma determinada crença.

Quando pessoas que tenha Fé devida a suas próprias experiências no denominado mundo espiritual, desenvolvem ideias básicas de bem viver com conceitos de moral e ética e podem abrir caminho para que outros desenvolvam as práticas do psiquismo em nível um, são barradas, as pessoas que desenvolvem experiências de nível um, ganham confiança e pela prática podem chegar às experiências de nível dois, ou três.

Os discípulos sucessores de Jesus, alguns com alguma habilidade psíquica de nível I e II e outros não, foram todos bem orientados e alguns desenvolvidos pelo Mestre. Então passaram a fazer relatos das ideias e das atividades do seu Mestre, ressaltando fenômenos e qualidades usuais do Mestre e dos discípulos desenvolvidos, o que é uma boa motivação.

As boas ações serviram e ainda servem de suporte para um corpo de relatos e informações que, apesar de não ensinarem objetivamente como podem obter as práticas psíquicas dos níveis I e II, também servem como fundamento geral para desenvolver uma Filosofia de Vida Cristã que seja mental e fisicamente sadia.

Como a maioria das pessoas não está pronta para “ver e entender àquilo que não se vê objetivamente”, na medida em que acreditam nas sugestões de fundo ético e moral, aceitando as boas novas, podem tornar-se pessoas melhores, iniciando um desenvolvimento psíquico com espiritualidade, desde que seja justo hábil prudente criativo e construtivo; honesto, puro, limpo bom e positivo, seja líder ou não.

A recomendação de Jesus:- “vivei em oração”, é adequada para que alguns desenvolvam a habilidade de introspecção logo de inicio. A outra recomendação dada por Jesus para todos:- “orai pelos vossos inimigos”, é própria e adequada para estabelecer uma condição de Paz Interior Profunda, devida ao desenvolvimento da ideia de perdão, que não deixa de ser uma atitude de superioridade e entendimento como Ser, além de um reforço de Eu sobrepujando o Ego, com eliminação de barreiras psicológicas em nível de subconsciente. É mudar a polaridade de um enfoque, mudar de destrutivo para construtivo.

Perdoar não é esquecer completamente, é apenas saber virar a pagina, é apenas tirar de foco. O mais importante é tirar de foco, pois é uma regra psicológica com foros de espiritualidade e que, pela boa intenção, resulta em Paz Interior. Lembrar uma vez ou outra, ocasionalmente, depois da mudança de polaridade, é se precaver. É evitar novos aborrecimentos futuros e é normal.

A paz é necessária para estabilidade e harmonia na introspecção e ela se dá, tirando de foco assuntos que gerem tensão, já que o cérebro, como máquina, não enfoca dois pensamentos ao mesmo tempo.

O enfoque de uma ideia ou de um pensamento é um resultado da ação mental da inteligência, a qual pode ser com maior ou com menor capacidade.

Permanecer enfocando mentalmente coisas desagradáveis sem necessidade é sintoma de pouca inteligência, ou, de ser mal informado e mal treinado. É pedir para ser triste e amargo e isto não vale a pena pelo estresse que resulta das tensões na consciência.

A instrução dada por Jesus aos discípulos:- “ora não direis vós que o Reino dos Céus está aqui ou ali porque o reino dos céus está dentro de vós”, indica claramente que, o caminho da espiritualidade e o desenvolvimento psíquico estão na introspecção com Paz Profunda.

Indica também claramente que o Reino dos Céus começa aqui e agora. Não adianta de nada criar um inferno na vida pessoal e na vida dos demais aqui e agora em função de uma crença, esperando os Céus para depois da morte física. Observe-se que as denominadas bem aventuranças do Sermão da Montanha, são todas atuais, todas do aqui e agora e não de um portal para o além do túmulo.

A recomendação de “orar em secreto ao Pai”, confirma o benefício do isolamento na introspecção, ao abrigo de ruídos e das falações dos menos evoluídos no plano espiritual, que segundo Jesus, na sua época seria os saduceus, escribas e fariseus, os quais disputavam posições na comunidade para obter consideração, cargos, funções, remuneração, e ou poder político com tráfico de influencia, ou ainda, direitos de vendas de mercadorias. Nisto temos reforço em Eclesiastes: 5 de 1 à 3.

 

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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