A evolução do Psiquismo – 09 – O que é Espiritualidade

A evolução do Psiquismo – 09 – O que é Espiritualidade

A Evolução do Psiquismo

O que é Espiritualidade?

 

Quando o desenvolvimento psíquico ocorre baseado em pontos de referência relativos ao que é criativo, construtivo, honesto, puro, limpo, bom e positivo, portanto, que determinem ações dentro do que seja moral e ético, ele adquire um aspecto que é denominado desenvolvimento espiritual.

Este conceito de desenvolvimento psíquico com espiritualidade está de acordo com o que o Apóstolo Paulo escreveu em carta aos Filipenses. (vide: Capítulo 4, verso 8)

Há pessoas que não são intelectuais, não têm habilidades psíquicas, mas são espiritualizadas e mostram comportamento moral e ético.

Algumas pessoas não são intelectuais, mas têm habilidades psíquicas e são espiritualizadas.

Há algumas outras que, não são intelectuais, têm habilidades psíquicas, mas não têm nenhuma espiritualidade, não têm moral nem ética.

Há pessoas que são desenvolvidas intelectualmente, são espiritualizadas e têm habilidades psíquicas.

Outras são intelectuais, são espiritualizados, mas não têm habilidades psíquicas.

Alguns são intelectuais, não são espiritualizados, mas desenvolvem habilidades psíquicas.

As habilidades psíquicas denominadas Magia, tais como Telepatia, Vidência e Clarividência poderão estar, ou não, associadas à capacidade psíquica de transferência de energia para auxiliar enfermos.

Todas essas habilidades psíquicas podem ser observadas em diferentes grupos culturais, em diferentes partes do mundo e em pessoas com diferentes atividades profissionais e ainda com diferentes tipos de atitude psicorreligiosa. Mais raras são as habilidades psíquicas que mostram domínio sobre os elementos da natureza.

Assim sendo, as habilidades psíquicas decorrem de uma condição humana e independem de espiritualidade, ou de qualquer atitude psicorreligiosa em particular. Podem ser consequência de uma condição genética que possibilite algum tipo de circuito neurológico que facilite esses fenômenos psíquicos. Os circuitos neurológicos que facilitam a atividade da Consciência com produção de habilidades psíquicas podem ser ativados por exercícios de visualização e de imaginação, mas em alguns ela é natural e espontânea.

Os problemas de ordem ética e moral, observados a partir de quaisquer meios místicos, religiosos, ou esotéricos, decorrem mais pela falta de espiritualidade dos místicos e ou religiosos militantes do que pelas falhas nas Organizações das 1.800 seitas derivadas da doutrina cristã, ou, de outra doutrina de qualquer outra ordem.

As “guerras santas”, frias ou quentes, entre diferentes linhas religiosas testificam a afirmação anterior. Também o ocorrido com os Templários, considerando-se suas ações servindo a um Papa e depois sendo dizimados por ordem de outro Papa, mostra a guerra dentro de uma mesma linha religiosa. É quando a política de prevalência de poder e os interesses materiais se sobrepõem à eventual falsa religiosidade que por vezes predomina nos diferentes sistemas.

A espiritualidade faz evoluir um psiquismo com maior sensibilidade associada à emotividade, desenvolvendo habilidades psíquicas e o sentimento e a certeza (Fé) de que somos uma entidade psíquica que habita um corpo.

Os fenômenos psíquicos pessoais decorrentes dessa condição permitem perceber que há a possibilidade da existência de outras entidades atuando na dimensão da energia do psiquismo, estando ou não ligadas a um corpo material vivo.

Se for algo que transcende o corpo material, passamos a filosofar em termos de energia e a entender a Consciência como um campo de energia individual, inteligente e que manifesta vontade pelas suas ações tanto na dimensão da matéria como na dimensão da energia de alta frequência, ações estas conhecidas como sendo “espirituais”. Tudo leva a crer que a energia da Consciência atua e mobiliza energia quântica segundo o conceito da Física, também entendida como espírito no conceito místico e que essa energia influi nas duas dimensões, material e “espiritual”.

Com as experiências denominadas “espirituais” e com as demonstrações das habilidades psíquicas, surge o sentimento religioso, religiosidade como fé, muitas vezes associado com o temor ao que é Desconhecido e Insondável, pois nesse nível subjetivo as ações extrapolam as condições do referencial de espaço e tempo.

A Fé é endógena, é sentimento individual e intransferível na medida em que é resultante de uma ou mais experiências que se mostraram eficazes. A crença difere da fé, pois é exógena e é fruto de sugestão e não implica em experiência. Assim sendo, os que experimentaram e tiveram resultados têm fé e os que acreditaram nas informações sem experimentar, têm crença.

A eficácia da experiência pessoal é a medida da verdade em cada um.

A eficácia das ações com habilidades psíquicas com resultado transpessoal é a medida da verdade para um grupo que observa, mas isto nem sempre significa espiritualidade como já foi mencionado anteriormente.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

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