08º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

08º – Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia

Reflexões Básicas Para Aficionados em Psicologia VIII

INTERFERÊNCIAS

Palavras, gestos e atitudes geram símbolos no cérebro do interlocutor. A natureza dos símbolos depende dos preconceitos, ou ”realidades antigas” e acumuladas.

Os preconceitos determinam a linha de pensamentos diante de uma nova informação e os pensamentos determinam o tipo de reação, com stress de alegria e euforia, ou, tristeza, medo ou amargura. Os preconceitos caracterizam o “velho homem” e a reprogramação com novas ideias (metaprogramação), o “novo homem”. Este se SALVA dos grilhões das IDEIAS VELHAS, tornando-se um novo homem, mesmo sendo um homem mais idoso.

Os maiores fatores de stress por reação consciente ou inconsciente são os chamados “pecados”, geradores de um inferno particular, que acaba com a paz interior que é necessária para a introspeção consciente. OFENSAS, INJÚRIAS, PREJUÍZOS CAUSADOS, são a antítese do “amai ao próximo como a ti mesmo”.

Causam os complexos de culpa que impedem que o Consciente ultrapasse as barreiras do Subconsciente e atinja a plenitude de ação da Inteligência Superior, onde se vivencia ocasionalmente algo como “o Pai em mim opera as obras.”

Grande é o ônus dos ”Levitas”, que para preservar a tradição, sacrificam o indivíduo, ou indivíduos que tragam alguma ideia nova no sentido de libertação dos preconceitos. Historicamente, passa uma geração para mudar alguma ideia tradicional em uma Universidade. Quando morre o “catedrático” algum sucessor mais novo, poderá promover mudanças. Em termos de crença 1000 anos é pouco.

Como cada banco de memória subconsciente está relacionado com um equipamento que difere geneticamente dos demais, e como diferem as condições de crescimento e de utilização em desenvolvimento, sempre haverá a incerteza no domínio da lógica quântica, restando a possibilidade de observação e comparação de resultados.

A única certeza é a fé que cada um pode colocar em uma crença, em relação a si mesmo e em relação aos demais, ou seja, cada um decide por si o limite de tolerância das quantidades de incerteza que pode suportar como observador consciente de si mesmo e dos diferentes indivíduos, e cada um deles em diferentes circunstâncias.

Erramos sim, mas errar mais do que duas vezes com o mesmo caso é burrice, ou ingenuidade.

Jesus contornou o problema mostrando resultados tais como os milagres. Tentou infundir confiança segundo o que escreve João no Cap. 14. Mas, o que se observa atualmente é que a confiança se limita em se entregar nas mãos de uma Divindade, “porque a era dos milagres já passou”, o que falsamente justifica a impotência de uma liderança de grandes palavras e poucas ações que demonstrem Espírito de Poder, seja qual for a seita ou religião dominante, que como já afirmamos, sustenta-se na atuação dos circuitos neurossomáticos em seus aspectos exteriores, como o ritual e anexos, além de cumprir sua necessária e bíblica finalidade social de ambiente tribal protetor.

A existência e atuação de uma “consciência religiosa”, ou “mística”, anterior a Moisés, sugere a existência de circuitos neurológicos desenvolvidos em alguns, ou, ainda a serem desenvolvidos em outros, no que seria o entendimento da lógica quântica, que permite a percepção e atuação em termos de viagem astral, inteligência superior (do espírito) materialização e desmaterialização e imortalidade relativa (longevidade do espírito- inteligente de uma Consciência integrada em seus aspectos, pela integridade).

Quando o indivíduo atinge certo grau de experiência, devido práticas de telepatia, vidência, clarividência, e ainda desenvolve a expansão de consciência com o que seria uma viagem astral, ou ainda percebe a possibilidade de atuação à distância, não há como não entender a relatividade das realidades.

Ao funcionar conscientemente, com o cérebro apresentando uma fisiologia igual a do cérebro de uma criança (alta energia e baixa pulsação), tendo possibilidade de metaprogramação, com aprendizado rápido e possibilidades de mudança de hábitos e atitudes de moto próprio, abre caminho para uma consciência evolucionária, tendo, porém um feedback cerebral.

Muita razão há na expressão do Mestre Jesus quando aludia: “é preciso ser como as crianças para entrar no reino dos céus”, na medida em que os fenômenos chamados espirituais só ocorrem quando o adulto funciona com o cérebro agindo no nível de ação igual ao que funcionava quando criança. Certos conhecimentos e entendimentos ocorrem mesmo sem estudo prévio e talvez fosse o que se denomina contato com o “inconsciente coletivo” de Jung. Estes certamente ocorrem quando o consciente dá folga.

O último passo, até onde possa entender, é quando se percebe além do espaço e do tempo, quando ocorrem aspectos da Magia como dominação dos elementos da natureza (lembrando Jesus e a tempestade no mar) , onde, telepatia, vidência, clarividência, e imposição de mãos para ajuda de doentes são aspectos menores.

De qualquer maneira, líder ou não, que não tenha experiência prática desses fenômenos (Homem Carnal), não tem como entender e muitas vezes só lhe resta negar, ou combater, ou ainda, pela ainda não reconhecida ignorância, atribuir tais fenômenos ao mal. De novo adverte Jesus: “não atire suas pérolas…”.

O apóstolo Paulo, tão citado em prédicas, já afirmou faz 2000 anos, que o homemespiritual não pode ser discernido (entendido) pelos demais (1ª Epistola de Paulo aos Corintos, cap. 2, vers.11), o que também não impediu que ele fosse morto na época.

Em função disso é que se convidam as pessoas a uma série de exercícios que permitem desenvolver os circuitos neurossomáticos, sem nenhum tipo de conotação religiosa, de modo que os resultados possam beneficiar as pessoas de qualquer religião, para que se tornem melhores naquilo que acreditam, e pratiquem.

 
Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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