07º – Deus, Fé, Crenças, Religião e Política

07º – Deus, Fé, Crenças, Religião e Política

 Deus, Fé, Crenças, Religião e Política – VII

A Política é uma Utopia Grega, segundo a qual a Política é a arte de se comunicar para que todos encontrem o bem estar de uma coletividade.

Todo Homem é mais ou menos político, e na prática, a Política é a arte de se comunicar e de convencer os demais estabelecendo razões. Há os políticos sociais, os políticos místicos, e destes, os políticos religiosos, considerando-se ainda que há os religiosos políticos.

Místico é todo indivíduo que aceita e propala raciocínios lógicos e razoáveis, mas pouco ou nada prováveis. Todos os que são mais políticos vivem do trabalho de fazer discursos esperando que sejam acreditados e eleitos para algum cargo onde exerça poder.

Todos os mais políticos se baseiam em promessas de cumprimento de programas para terem adeptos, sejam adeptos a partidos políticos, ou, sejam adeptos a um Sistema Organizado Místico.

Todo político tem pensamento predominantemente direto, concreto e objetivo, e tem sucesso ao impressionar pessoas psicologicamente imaturas, que infelizmente totalizam os 70% da humanidade, e passam de indivíduos à serem sujeitos e contribuintes.

Assim sendo, para os demais, os “eleitores”, o trabalho no dia a dia, quase sempre é mais pesado, e sofrem para pagar os impostos, que sustentam os políticos e as vantagens do cargo.

Aprender neurolinguistica facilita a política do relacionamento, pois é a arte de dizer o que os outros querem ouvir, mas também favorece os que ouvem, a discernir o que realmente querem ouvir e avaliam o que devem aceitar.

 Todo Sistema Organizado de forma arbitrária é político, e começa a partir de uma Filosofia de Vida em Sociedade, cuja execução se faça por Padrões de comportamento denominados Moral, e de valores no relacionamento entre pessoas, denominado de Ética.

Há as Leis quando há um poder político instituído e aceito, e normas e princípios quando o poder é sugerido por suposições baseadas em pressuposições de algum tipo de autoridade mística em sociedades menores.

As Leis, como tudo que é elaborado pelo homem, podem ser parciais e injustas, pois diferem as filosofias das diferentes lideranças sociais e os resultados das mesmas em diferentes culturas.

Uma é a ideologia proposta por um indivíduo, e outro é o resultado da ação dos diferentes homens com diferentes níveis de percepção e interesses em nome de uma ideologia, seja social ou mística.

Assim sendo a Ideologias sociais, ou místicas, são Utopias. Só as que funcionam de modo eficiente são verdadeiras. A nossa “democracia” é um fracasso em termos sociais e econômicos para a maioria, porquanto é regida por “representantes do povo”, onde se constata uma hipocrisia coletiva sempre atual.

Todo dinheiro na mão de indivíduos ou de governos é apenas um pedaço de papel pintado que funciona como um “vale” para transferência de riquezas, benfeitorias, ou de malfeitorias, como é evidente em qualquer tempo..

Ter dinheiro na mão não é riqueza, pois “vale” enquanto sugestão aceita. Os Bancos Suíços são armazéns de pressuposições elaboradas pelos controladores da economia internacional.

Apesar de não ser regra geral, o dramaturgo português de nome Gil Vicente, criou uma peça teatral, “O Auto da Barca do Inferno”, que data do ano de 1.500 d.C. e tem um personagem que se denomina “Todo Mundo”, o qual gosta da Mentira. Outro personagem representa “Ninguém” e este gosta da Verdade.

A peça teatral é curta os personagens pouco falam, não é explicita, mas há alertas nas entrelinhas que indiretamente se referem à Política da época e de qualquer época, pois todos os políticos vivem de propor intenções e de dar opiniões. São raros os que propõem razões de modo lógico razoável e provável.

Quando os políticos são críticos, são como os Eunucos, ou, como os críticos de futebol, ou de artes, pois sempre sabem como a coisa deveria ser feita, apenas a maioria não é capaz de fazer.

Geralmente há uma Constituição a ser obedecida, mas é desobedecida, e então entram em ação os causídicos do pró e do contra, defendendo razões em sentido contrário com suas abstrações, algumas ridículas.

Qualquer Religião é um Sistema Místico Organizado de forma arbitrária com uma somatória de Crenças, reguladas por normas, princípios, dogmas, fundamentos e rituais, todos elaborados pelo homem para manter os adeptos fiéis e contribuintes.

É um Sistema Místico Organizado de forma arbitrária, para cultuar a Deus, mas que também servem de instrumento para dominar psicologicamente os outros homens que tenham religiosidade, tornando-os adeptos e sujeitos às crenças por sugestão, e invariavelmente contribuintes para sustento de uma Organização onde há uma hierarquia com política corporativa.

Não vemos nenhuma religião que proporcione meios práticos para o desenvolvimento mental e psíquico de seus adeptos, mas propõem pressuposições místicas que se tornem crenças limitantes.

Tudo começa a partir de uma Filosofia de Vida onde as mudanças de Padrões e Valores morais e éticos permitam respeitar uma Divindade, e que entre os homens haja respeito (ética) a ser expresso com um amor compartilhado. Depois disso vemos a hipocrisia estampada pelos políticos do Sistema.

Essas bases utópicas podem ser conferidas na Tradição Oral dos Polinésios de há 11.000 anos, (Huna). Elas são dirigidas a cada indivíduo para seu melhoramento pessoal.

Não havia uma Teologia, pois eram coerentes com a idéia da existência de uma Divindade Incognoscível, Inescrutável e Insondável.

Respeitavam a Divindade, mas se esforçavam no melhoramento pessoal, na evolução psíquica e mental possível ao Homem.

Acreditavam na unidade relativamente à Essência dos diferentes Eus individualizados, mas reconheciam o valor da individualidade dos Egos como sendo uma condição útil para evolução do indivíduo no plano material e no plano Espiritual. (segue)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

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