07º – Apenas quero entender Jesus – Aspectos positivos da comunhão nos templos

07º – Apenas quero entender Jesus – Aspectos positivos da comunhão nos templos

Aspectos positivos da comunhão nos templos

Quando as pessoas chegam como estranhas em qualquer tipo de Templo de qualquer tipo de Sistema, Organização e ou disciplina, a atitude da maioria dos membros mais antigos não pode ser classificada como fria, mas no mínimo como atitude de observação com curiosidade reservada. No final de uma reunião, ou, depois de um ritual com ou sem cânticos, orações e pregação, ou ainda, discurso, terminando com prece, palavras de encerramento e benção, há como que o despertar de uma intimidade sem invasão de privacidade, com sorrisos, apertos de mão, cumprimentos e indagações que sugerem entendimento e aceitação. É como se houvesse despertado um sentimento de amor fraternal, de boa vontade, até de alegria em alguns dos participantes.

Muitos chegam como estranhos, para os quais os caminhos de vida jamais teriam se cruzado se não tivessem tomado a decisão de frequentar aquele ambiente místico e ou religioso. Depois cada qual segue o seu caminho durante uma semana. Em um novo encontro em outro dia de reunião, há como que uma ligação que se renova no reforço de uma afinidade que se desperta novamente. O mesmo tipo de ligação mental pode ocorrer em outras circunstâncias quando, no trabalho ou no estudo, as pessoas exerçam um mesmo tipo de atividade física ou mental. A explicação mais simples seria dizer que existe um aspecto arquetípico tribal em uma associação harmoniosa de um grupo, que unido se sente mais seguro apesar das diferenças individuais.

 Há outro aspecto a ser considerado:- Pessoas em atitude de prece, cantando, ou, ouvindo uma prédica referente a um mesmo assunto de elevação espiritual, apresentam o cérebro funcionando relativamente no mesmo nível de pulsação. Podemos dizer que a maioria dos cérebros presentes pulsa em harmônico, praticamente na mesma frequência de pulsos elétricos na medida em que ouvem, oram e cantam juntos, fazendo os mesmos enfoques dentro dos mesmos tempos, com praticamente o mesmo nível de energia.

 O mesmo se observa em ambientes onde se processam meditações com algum tipo de ritualística, pois os campos eletromagnéticos gerados pelas pulsações neurológicas são harmônicos.  Quando há harmonização, há uma sintonia mental que cria uma sensação de intimidade, familiaridade, amizade, fraternidade, “uma egregora”. Acredito que Jesus sabia perfeitamente o porquê da ordenança de:- “vivei em oração”. Cérebros que fixam ao mesmo tempo imagens, sons, idéias, pensamentos, vibram em sintonia e no caso em harmonização. “Orai pelos vossos inimigos”, traz mais harmonia, paz interior e equilíbrio pelo sentimento de perdão gerado e desenvolvido, nem que seja momentâneo, como é o virar uma página.

Geralmente perdoar é tirar de foco a situação anterior, mas naturalmente sem esquecer, pois ninguém se esquece, e assim se evita repetir situações desagradáveis e ou prejudiciais com as mesmas pessoas. Psicologicamente, quem se dispõe a perdoar os demais, tem como se perdoar virando a página também para si mesmo, e com isso encontra o próprio equilíbrio. Sentir-se equilibrado é agradável e traz uma condição de bem estar e mais saúde.

O mesmo efeito se espera quando a congregação evangélica brasileira canta seus hinos, cujas melodias foram aproveitadas das canções populares inglesas, irlandesas e americanas, inclusive de “country” e “blues Grass” com letras voltadas ao louvor. Esse tipo de ação justifica-se, pois os evangélicos do Brasil foram instruídos por missionários americanos do Norte e do Sul dos EEUU. Os da Convenção do Sul mais rígidos e ortodoxos e os da Convenção do Norte, mais liberais, assim com Nazaré e Samaria. As mentes sensibilizadas por esse procedimento se sentem “tocadas” pelo mesmo tipo de familiaridade que se observa em pessoas que viveram juntas por muito tempo. É um estado alterado de consciência em que há sensibilidade e sugestibilidade. Este tipo de sintonia simpática é durável no nível do psiquismo.

O aproveitamento dessas melodias foi feito inicialmente pelas Igrejas Evangélicas, mas depois, por volta dos anos 70, a Igreja Católica Romana, em seus núcleos Carismáticos, usaram melodias e letras dos hinários dos Evangélicos, oriundos dos núcleos posteriores à Reforma iniciada por Lutero. Há a vantagem da participação ativa do público, que antes era como católico ortodoxo, um mero assistente passivo nas missas proferidas em latim.

A participação ativa nos cultos e rituais é um ponto muito positivo, pois desenvolve emoções favoráveis à comunhão de pensamentos. O mesmo efeito é observado em outras linhas de pensamento, onde há práticas de cânticos com sons, que em algumas linhas de pensamento são denominados mantras, de modo particular ou coletivo, onde a atividade física precede a meditação dinâmica.  Observem-se também as letras de hinos que são sugestivas como programação cerebral para determinados tipos de comportamento, quando cantados na primeira e na segunda infância. (continua…)

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.
Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

 

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