A evolução do Psiquismo – 06 – A Memória

A evolução do Psiquismo – 06 – A Memória

A Evolução do Psiquismo

A Memória

 Toda a atividade psíquica depende da memória e da capacidade de imaginação.

A facilidade para entender, aceitar e armazenar novas informações (memória fluida) decresce progressivamente com a idade a partir dos 28 anos (4×7), começa a ser crítica aos 56 anos (8×7) e praticamente nula para alguns depois dos 84 (12×7).

Isso pode ser evitado se o indivíduo mantém o treinamento com abertura mental desde mais cedo, pelo menos antes dos 49 anos e continue exercitando o intelecto até o final de sua vida e mantendo naturalmente boas condições de alimentação e de sono profundo e reparador, sem vícios de fumo ou álcool, e isento de stress.

O que se acostumou a pensar dentro de um Sistema Fechado, desenvolvido por algum tipo de Sistema Organizado de forma arbitrária, e prosseguiu além dos 28 anos de idade, seguirá raciocinando no Sistema Fechado com grandes dificuldades em mudar.

As mudanças de linha de pensamento são muito difíceis de serem realizadas com o avançar da idade. Haverá ainda maior dificuldade se as pessoas defenderem de público suas ideias e crenças arraigadas.

Aquele que se acostumou a pensar de modo aberto até os 28 anos, entendendo as diferenças de compreensão que pode haver sob as possíveis diferentes perspectivas, continuará a raciocinar de modo independente em busca de “ver” as ideias e pensamentos mais claramente.

É preciso ter consciência de que qualquer ponto de vista, ou, perspectiva, é algo mutável, e muitas vezes o que é tido como verdadeiro em um núcleo social depende dos interesses em jogo na hierarquia dominante.

Se não houver exercícios de raciocínio desde a adolescência até além dos 28 anos de idade, há uma sensível queda de habilidades que vem com a diminuição do metabolismo e que pode afetar o cérebro em desuso a partir dos 49 anos, sendo crítica aos 63 e bem mais evidente na maioria das pessoas dos 70 aos 84 anos, quando se mantém os referenciais da infância e da juventude e prevalece a memória cristalizada anteriormente.

A memória cristalizada se faz pela repetição das informações recebidas e com a utilização das mesmas por pelo menos três anos. Desenvolve-se assim a memória denominada permanente.

A única vantagem em ser professor é a de que se pode ser “Bacharel” em um assunto se a mesma aula for repetida por pelo menos 10 vezes com aperfeiçoamento de detalhes.  Passamos a “Mestre” se a mesma aula for repetida por pelo menos 20 vezes nas mesmas condições.

Certamente “Doutor” em um assunto, se a mesmo for repetida pelo menos 40 vezes. Com o suporte gerado no banco de dados do subconsciente e com a facilitação nos enfoques e na conotação desses dados, podemos acrescentar novas informações ao cacho de informações antigo e dar show de conhecimento se as condições permitirem. É o caso observado nos professores dos cursinhos para vestibulandos, por exemplo.

Podemos observar ainda o problema da falta de segurança intelectual nos assistentes de faculdade que inicialmente sejam obrigados a fazer rodízio no ensino de diferentes matérias de uma mesma disciplina. De outro lado a absoluta segurança do livre docente que escolhe os assuntos a serem repetidos a cada semestre, ou, ano.

Os alunos de cursinho, geralmente são maus alunos de bons colégios, ou, os bons alunos de maus colégios. O que eles não sabem é que precisam ter tempo para repetir, ao menos mentalmente em nível de reflexão, pelo menos de 3 a 7 vezes as informações recebidas, para que, com a vantagem da pouca idade e labilidade dos neurônios, possam atingir o nível de conhecimento de um professor que já se livrou de apontamentos.

Fazer cursinho nas condições comuns é repetir o cursinho mais três a quatro vezes e jogar dinheiro e tempo pela janela. Excluem-se destas considerações os bem dotados e esforçados que, demonstram a tese de que, educação de bom nível é para uma elite de estudantes com potencial, bom descanso e boa nutrição com proteínas.

Nas escolas oficiais comuns, com a pretendida inclusão dos excluídos, resulta na queda de nível de ensino prejudicando os 10% de alunos bem dotados, e não ajudando os que são mal dotados por condições físicas genéticas, ou, por má alimentação.

O decréscimo de atividade física com o enfraquecimento devido à idade mais avançada começa pelas extremidades, sendo que normalmente o cérebro é o último a ser atingido, quando não há a surpresa antecipada de uma esclerose com Parkinson e ou Alzheimer, devido a outros fatores além das dificuldades circulatórias normais da idade avançada.

A memória como retenção de informações, e como capacidade de lembrança, bem como a capacidade de imaginação, pode ser melhorada em qualquer idade, cuidando-se da alimentação, e somando-se o cuidado de fazer exercícios de introspecção, os quais podem levar a aumentar a capacidade de atenção e concentração, fazendo com que o cérebro volte a funcionar com maior potencial de ação, como já o foi na primeira e na segunda infância.

Podem ser eficientes 24 horas de exercícios até os 28 anos de idade. Na segunda idade, dos 28 aos 56 anos, é melhor fazer 32 horas de exercícios mentais. Na terceira idade, dos 56 aos 84 anos de idade, dependendo de se a pessoa ainda consegue imaginar com facilidade, é melhor fazer 40 horas.

Alberto Barbosa Pinto Dias, Bacharel em História Natural (todas as Disciplinas Biológicas e Geológicas), Licenciado, Especialista. USP, 1955.

Qualquer questionamento sempre será bem recebido e respondido.

[vc_row full_width="" parallax="" parallax_image=""][vc_column width="1/1"][vc_facebook type="standard"][/vc_column][/vc_row]

Postado em : Psiquismo

Deixe sua mensagem

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

*

.